Jornada Nacional de Lutas, Brasília, 24/08/2011

Reunião do Soviet de Petrogrado em 1917

A Revolução Russa: expressão mais avançada de uma onda revolucionária mundial.

Diretas Já

Luta por dias melhores

sábado, 31 de outubro de 2020

40 ou 13??? Anísio ou Ricardo??? Lula causa confusão no eleitorado petista de João Pessoa e põe mais lenha na fogueira da crise petista





Anda circulando, na propaganda eleitoral do candidato Ricardo Coutinho (PSB), à Prefeitura de João Pessoa, um vídeo do ex-presidente Lula (PT), em que este defende efusivamente o ex-governador paraibano, classificando-o como "o melhor governador da Paraíba" e chama todos e todas a, no próximo dia 15 de novembro, votarem no "mago" para, mais uma vez, governar a "Cidade das Acácias", repetindo o feito pela legenda do PSB em 2004.

Não seria nada demais, já que Lula, em nome do PT, chamou  o voto em vários candidatos do PSB e de outros partidos em outras eleições, em João Pessoa e outras cidades e estados do país, em anos anteriores. Porém, nesta eleição de 2020, em João Pessoa, há uma diferença peculiar: o PT tem candidato e chama-se Anísio Maia e, pelo menos desde 16 de setembro deste ano, há uma feroz briga política, judicial e eleitoreira entre PT e PSB por conta disto, chegando ao ponto da Direção Nacional do PT ter decidido intervir no PT/JP em 14 de outubro do corrente ano e, desde o dia seguinte à esta decisão, o partido da "terrinha" está sendo dirigido por uma Comissão Interventora, que tem à frente o advogado Cícero Gregório Legal, ex-assessor do ex-deputado federal e ex-secretário do governo da Paraíba, Luiz Couto (que, por sinal, foi apoiado por Anísio Maia em eleições passadas).

A fala de Lula revela, por um lado, a divisão interna que existe no PT acerca da orientação partidária nestas eleições, aonde claramente verifica-se existir duas partes muito nítidas no interior da legenda: uma, que segue a determinação do partido municipal de João Pessoa e, portanto, a candidatura de Anísio Maia à PMJP; e outra, que apoia a linha determinada por Gleisi Hoffmann e a nacional do partido, de que o correto é apoiar a candidatura do ex-governador Ricardo Coutinho (PSB) e "esquecer" a candidatura do partido na capital, daí a razão de ser do vídeo da maior liderança do partido em nível nacional e até mesmo internacional, Lula, chamando o voto no "companheiro Ricardo Coutinho".

Chamam a atenção nesta polêmica dois detalhes: 1) Anísio Maia sabe tanto do peso que Lula possui para uma campanha. especialmente na reta final de uma, que também coloca falas dele em seu guia eleitoral com o líder político chamando votos ao PT e, consequentemente, à sua candidatura; 2) Anísio Maia, como vários outros petistas ligados a ele, não comenta a intromissão de Lula nesta reta final do processo eleitoral em João Pessoa, em favor de Ricardo Coutinho (pelo menos, publicamente). Ele critica a presidente nacional do partido, Gleisi Hoffmann, demais dirigentes do partido, mas mantém Lula numa postura quase que intocável. 

Esta postura de Anísio Mais e demais petistas, em relação a Lula, por conta de suas atitudes verificadas ao longo do tempo, servem apenas para alimentar tais posturas do presidente de honra do petista. É desta maneira que ele continua a ser uma figura como inatingível - quando não é -. 

A atitude de Lula neste vídeo de apoio a Ricardo Coutinho é tão somente a atitude da Direção Nacional do PT que, em 14 de outubro deste ano, sacramentou a intervenção do partido em prol de Ricardo Coutinho e do PSB, contra a base do próprio partido em João Pessoa, que referendou a candidatura de Anísio Maia à Prefeitura de João Pessoa. Lula, assim, assina embaixo o autoritarismo e a prática burocrática de Gleisi Hoffmannn e companhia, sem falar que não dá a mínima para as denúncias da "Operação Calvário" contra Ricardo Coutinho, reveladas pelo Ministério Público e Gaeco.

Até quando Anísio Maia  e toda a galera que o acompanha no interior do PT farão questão de não perceber tudo isso que envolve Lula e o conjunto da direção de seu partido??? Tudo isso está muito claro, só Anísio Maia e esse pessoal não querem ver. E pior: fazem de tudo para os outros não verem também!!!

 


segunda-feira, 19 de outubro de 2020

A crise política no PT/JP, sua repercussão na candidatura de Anísio Maia e em uma parcela da esquerda militante da Paraíba




Desde o início da atual campanha eleitoral deste ano em João Pessoa, assistimos uma polêmica que vem atravessando o interior do principal partido da esquerda na Paraíba e que, por isso mesmo, repercute em boa parte dos movimentos sociais em todo o Estado. Trata-se do debate acerca da manutenção ou não da candidatura do deputado estadual Anísio Maia à PMJP e, caso isso não ocorra, o apoio do PT local ao projeto político do ex-governador Ricardo Coutinho (PSB), novamente candidato a prefeito da capital paraibana nestas eleições municipais. 

Tal polêmica vem gerando vários capítulos ao longo dos dias, antes mesmo da campanha eleitoral propriamente dita ter início. Ainda durante o processo de articulação das chapas para a disputa eleitoral, esta já vinha ganhando contornos relativamente acirrados e que acentuou-se após passado o prazo das convenções partidárias e a regularização de tais chapas na Justiça Eleitoral, com seus respectivos registros. 

Inicialmente, o PT/JP registrou a candidatura de Anísio Maia com o vice do PCdoB, Percival Henriques, tendo Ricardo Coutinho feito o seu registro de chapa, tendo como vice de chapa sua colega partidária, a professora universitária aposentada Paula Frassinete, também do PSB; posteriormente, Paula Frassinete renunciou à sua condição de vice na chapa e o PSB anunciou o petista Antonio Barbosa como o vice de Ricardo Coutinho, gerando uma crise no interior do partido da estrela vermelha na Paraíba.

Tal crise prosseguiu com ataques políticos e pessoais por conta da presença de Antonio Barbosa na chapa do PSB, mas foi definida com a decisão do TRE/PB, que manteve a candidatura do deputado estadual Anísio Maia pelo PT e forçou Ricardo Coutinho e o PSB a procurarem um novo vice para comporem sua chapa. Novamente, o partido da pomba branca da paz buscou a professora Paula Frassinete para cumprir este papel.

Neste meio tempo, surge uma outra novidade nesta polêmica que, em nossa avaliação, coloca tal debate em novo patamar e influencia não apenas tal confronto político entre os partidos citados e suas candidaturas, mas também os movimentos sociais na Paraíba e algumas outras candidaturas já postas no atual processo eleitoral, em maior ou menor grau, como trataremos a seguir.

Estamos falando da decisão da Executiva Nacional do PT que, em reunião ocorrida no dia 14 de outubro deste ano em São Paulo, deliberou por maioria de votos de seus membros, intervir no Diretório Municipal do PT/JP até o final deste ano. Tal decisão repercute diretamente no futuro da candidatura de Anísio Maia à Prefeitura de João Pessoa este ano.

A Comissão Interventora Nacional já foi constituída e possui 5 integrantes, sendo 2 diretamente ligados à Executiva Nacional do PT: o deputado federal Paulo Teixeira e a secretária de organização nacional do partido, Sônia Braga. Os outro 3 são da Paraíba - o advogado Cícero Gregório Legal, assessor ligado ao ex-deputado e hj secretário estadual do governo João Azevedo, Luiz Couto; o também advogado Alexandre Guedes e Nierley Karine -.

Segundo o presidente da Comissão Interventora, Cícero Gregório, a meta é retirar a candidatura de Anísio Maia à PMJP. "Vamos tentar fazer com que eles (do Diretório Municipal) entendam que o momento é de fortalecer o campo progressista, reforçando a candidatura de Ricardo Coutinho que é o único neste momento capaz de fazer o enfrentamento com a direita e a extrema direita em João Pessoa, disse Gregório, citando o avanço dos candidatos bolsonaristas na capital paraibana" (http://blogs.jornaldaparaiba.com.br/suetoni/2020/10/15/interventor-do-pt-pede-exoneracao-do-estado-e-poe-retirada-da-candidatura-de-anisio-como-meta/).

Porém, tais intenções têm sido sucessivamente barradas pela Justiça Eleitoral, tanto na Paraíba quanto em Brasília. Em 15 e 16 de outubro deste ano, matérias da imprensa local destacaram que, tanto o TRE/PB quanto o TSE rejeitaram recursos feitos pela direção nacional do PT buscando derrubar a candidatura de Anísio Maia para, com isso, pavimentar o caminho do apoio da legenda na capital paraibana à do ex-governador Ricardo Coutinho em sua caminhada ao Paço Municipal pela 3ª vez, como é de seu desejo.

Tal desejo não se resume apenas a Ricardo Coutinho e ao PSB. Há setores do PT que também apoiam esta ideia, especialmente do movimento sindical. Mas, também há setores no PT que se opõem ferrenhamente a esta tentativa de Ricardo Coutinho e do PSB em retirar a candidatura de Anísio Maia. E de vários setores, além do movimento sindical. O PT/JP, assim como boa parte dos movimentos sociais na cidade, está dividido ao meio com esta polêmica. A divisão é tão grande no interior do partido que há candidatos a vereador na legenda defendendo a candidatura de Ricardo Coutinho.

Evidentemente que isso repercute em algumas outras candidaturas postas na disputa eleitoral, especialmente as mais ligadas ao PT e também ao PSB, em especial a de Ricardo Coutinho. Falamos do PSOL e da UP, que possuem Ítalo Guedes e Rafael Freire como seus candidatos à PMJP, respectivamente.

Creio que o PSOL, neste debate, sofra mais pressões políticas do que a UP. Pela repercussão nacional e a relativa importância que este partido possui em nível nacional. Tanto que, segundo alguns portais locais, um dos elementos desta pressão vem de São Paulo, aonde há um movimento para que o candidato do PT à Prefeitura da principal metrópole do país saia da disputa para apoiar a candidatura do PSOL, que tem Boulos na disputa em melhores condições nas pesquisas neste momento do que o petista (http://blogs.jornaldaparaiba.com.br/suetoni/2020/10/15/interventor-do-pt-pede-exoneracao-do-estado-e-poe-retirada-da-candidatura-de-anisio-como-meta/). Em isso ocorrendo, como  não acreditar numa pressão tremenda sobre o PSOL de João Pessoa???

Um outro elemento nesta polêmica. Caso a retirada da candidatura de Anísio Maia continue não surtindo efeito, apesar das pressões da Comissão Interventora para que isso ocorra, esta pode fazer com que esta fique "estrangulada" ao ponto de não receber recursos para se manter e continuar a fazer o mínimo possível para se manter na disputa eleitoral.

Para concluir: embora os petistas de João Pessoa não gostem de lembrar-se deste fato, o desfecho dessa "novela petista" na "Cidade das Acácias" era previsível". Basta relembrar o que ocorreu no Rio de Janeiro, em 1998, quando o PT nacional interviu no partido no Rio de Janeiro e barrou a candidatura do petista Vladimir Palmeira para apoiar Anthony Garotinho ao governo do Estado naquela ocasião. Se fizeram isso num Estado como o Rio de Janeiro, com uma figura histórica da esquerda brasileira como Vladimir Palmeira, porquê relutariam em fazer algo semelhante em João Pessoa???

Como diria Marx, "a história se repete a primeira vez como tragédia; a segunda, como farsa". Isso é o resumo da história do PT em João Pessoa!!!

 

domingo, 11 de outubro de 2020

O CINISMO como marca eleitoral em João Pessoa!!!




Além das críticas feitas pelo ex-candidato do PSOL, Pablo Honorato, em sua Carta Aberta anunciando sua desfiliação ao partido e desistência à candidatura nas atuais eleições municipais de João Pessoa pelo citado partido, denunciando o "clientelismo violento, as velhas oligarquias e a mídia sensacionalista", estas eleições que ocorrem este ano em nossa cidade também são marcadas por uma característica presente há muitos anos na política brasileira e local, infelizmente: o CINISMO!!! 

Tal postura está diretamente relacionada quando se observa a história recente (ou nem tão antiga assim) de algumas personagens em questão, especialmente quando o assunto é combate à corrupção. Senão, vejamos.

Dois dos atuais candidatos que pleiteiam ser prefeitos de João Pessoa já ocuparam o Paço Municipal de nossa capital há poucos anos atrás  e também estão relacionados a casos recentes de corrupção, envolvendo desvios de dinheiro público. 

Um é Cícero Lucena (PP) que, apesar de ter sido absolvido pela Justiça, é impossível não falar ou lembrar de seu nome e não relacioná-lo à "Operação Confraria", ocorrida em 1995, quando este ainda era prefeito de João Pessoa em seu segundo mandato; o 2º atende pelo nome de Ricardo Coutinho (PSB), que ainda está envolvido na "Operação Calvário", apontado pelo MPPB como "chefe de uma organização criminosa", que teria desviado milhões de reais da saúde pública paraibana, a partir do Hospital de Trauma quando era governador da Paraíba entre 2011-18. Até bem recentemente, usava tornozeleira eletrônica e ainda é vítima de várias medidas cautelas definidas pela Justiça por conta de seu envolvimento neste processo.

O cinismo existente nas eleições municipais atuais em nossa cidade não se resume a estes dois candidatos. Infelizmente.....

Temos dois candidatos que se apresentam como "paladinos da moralidade e do combate à corrupção", mas ambos possuem telhado de vidro.

De um lado, temos Nilvan Ferreira (MDB), radialista e dono de uma rede de lojas que, recentemente, foi alvo de uma operação policial ("Operação Vitrine"), acusado de vender roupas e acessórios de marcas famosas pirateadas nestes estabelecimentos. Ainda hoje, o processo corre em segredo de justiça; por outro lado, o deputado estadual e delegado de Polícia Civil, Wallber Virgulino (Patriota), foi secretário de Administração Penitenciária do governo Ricardo Coutinho entre 2013-15, justamente no período em que, segundo o MPPB, ocorriam os desvios de dinheiro público relatados na "Operação Calvário". Sobre isso, o assumidamente seguidor do presidente Bolsonaro cita a máxima de Lula: "não sei de nada"!!!

A lista continua com Raoni Mendes (DEM), Anísio Maia (PT), Ruy Carneiro (PSDB), Edilma Freire (PV) e João Almeida (Solidariedade). Embora com estes não haja nenhuma acusação direta de casos de corrupção, todos pertencem a partido ou a políticos que estão ligados a algum caso de corrupção.

Impossível falar no DEM de Raoni Mendes e não lembrar-se do "mensalão do DEM" ou da relação de seu partido com a ditadura militar, com a ARENA e seus sucessores, como PDS, PFL e coisas do tipo.

Ou então citar o PT de Anísio Maia e "esquecer" tudo que este partido fez, recentemente, com a classe trabalhadora de nosso país, semeando ilusões de mudança em milhões de corações e mentes mas, na prática, mantendo as vísceras de um regime podre que continuamos a experimentar em nosso país.

Como deixar de lembrar os 8 anos do PSDB de FHC no Brasil, assim como o extremo vínculo que ligava Ruy Carneiro a Cícero Lucena até bem pouco tempo atrás - ao ponto de fazer deste seu candidato à PMJP em 2004 -, bem como não lembrar o vínculo que ainda existe entre Ruy Carneiro e o ex-governador e ex-senador Cássio Cunha Lima, cassado por corrupção, em nosso Estado??? Por mais que o deputado tucano queira se desvencilhar de tudo isso, tais coisas são uma chaga para o PSDB na Paraíba!!!

Já Edilma Freire (PV) têm o escândalo da Lagoa a funcionar como um fantasma para Luciano Cartaxo, atual prefeito de nossa capital, e para sua candidatura. Essa é uma explicação que sua candidatura precisa - e deve - dar ao povo de João Pessoa!!!

Por fim, João Almeida (Solidariedade). Sua cota de cinismo nesta campanha deve-se ao fato de sua postura antes e durante a campanha. Antes, enquanto vereador na Câmara Municipal, costumava apoiar a gestão do atual prefeito da capital; agora, como candidato, tornou-se um ferrenho "opositor" da gestão. Durma com uma zoada dessas...........

Por isso, nas eleições de João Pessoa, só há uma saída para trabalhadores, trabalhadoras, juventude e povo pobre nestas eleições municipais 2020: construir uma ALTERNATIVA SOCIALISTA E REVOLUCIONÁRIA!!! 


    

quinta-feira, 8 de outubro de 2020

A campanha eleitoral de João Pessoa entra em novo patamar!!!







campanha eleitoral de 2020 em João Pessoa, como em todo o país, entra em uma nova etapa a partir desta sexta-feira, 09 de outubro, quando entra em cena a fase do Guia Eleitoral. Em seu 1º turno, o Guia Eleitoral será exibido de 09/10 a 12/11, ou seja, durante 35 dias os/as candidatos/as à Prefeitura e Câmara Municipal de João Pessoa terão a oportunidade de apresentar-se perante o eleitorado da capital. Isso em seus devidos tempos determinados pela Justiça Eleitoral, de acordo com a "reforma eleitoral" aprovada recentemente pelo Câmara dos Deputados quando esta era presidida pelo hoje presidiário Eduardo Cunha, na época do PMDB/RJ. "Reforma" esta que chegou a ser apoiada por partidos da "esquerda oficial", como PT, PCdoB, PSOL, PDT, PSB, Rede, dentre outros e que hoje em dia sofrem os efeitos desta, como a exclusão e/ou diminuição de suas participações no Guia Eleitoral na TV e Rádio. Como ocorre em João Pessoa com o PSOL que, nesta eleição, terá meros 16 segundos no Guia e a Rede que, assim como as candidaturas do PSTU e da UP, não participará do Guia, apesar de estar presente aos debates.

O Guia Eleitoral surge em um momento na disputa eleitoral em que o Ibope apresentou o resultado de uma pesquisa que demonstrou alguns resultados, de certa maneira, surpreendentes para algumas pessoas. Primeiro, porque apresentou o ex-prefeito Cícero Lucena (PP) e o radialista Nilvan Ferreira (MDB), estreante em eleição, nas duas primeiras colocações na disputa à PMJP, deixando o ex-governador Ricardo Coutinho (PSB), em 3º lugar, empatado tecnicamente com o deputado estadual e delegado da Polícia Civil, Wallber Virgulino (Patriota). Em 5º lugar, aparece o tucano Ruy Carneiro, também empatado tecnicamente com os dois citados anteriormente. A candidata do prefeito Luciano Cartaxo, a ex-secretária municipal de Educação, Edilma Freire (PV), surge em 6º lugar com apenas 5% de acordo com o Ibope. Depois desses, vem os demais candidatos à PMJP.

Um destaque a colocar neste debate é o do PSOL, Pablo Honorato. Segundo esta pesquisa Ibope, este tinha menos de 1%, junto com outros candidatos, como Camilo Duarte (PCO), Carlos Monteiro (Rede) e Rafael Freire (UP). Porém, poucas horas após o anúncio da Justiça Eleitoral acerca dos tempos do Guia Eleitoral para cada partido em João Pessoa, o candidato do PSOL anunciou na imprensa uma carta em que comunicava sua desistência à candidatura pela Prefeitura de João Pessoa e também sua desfiliação ao partido. Na noite do mesmo dia, a direção do PSOL anunciou o novo nome do partido que encabeçará a chapa nas eleições deste ano. Trata-se do psicólogo Ítalo Guedes. Trataremos desta questão em outro artigo!!!

Voltando ao assunto, um outro fator chamou a atenção da pesquisa Ibope que antecede essa nova fase da campanha em João Pessoa: a alta taxa de rejeição apontada por Ricardo Coutinho. Segundo a pesquisa, o ex-governador do PSB foi o mais rejeitado segundo o Ibope, com 43% dos entrevistados afirmando que não votariam nele de jeito nenhum em novembro próximo. Boa parte disso deve-se, com certeza, à repercussão da "Operação Calvário", aonde o ex-governador é tido como o "chefe da organização criminosa" de tal esquema que envolve desvios de recursos públicos da saúde estadual.

Assim, deveremos ter uma nova pesquisa Ibope dentro de 15 ou 30 dias após o início da exibição do Guia Eleitoral. Poderemos perceber, com isso, até que ponto a pesquisa recém exibida do Ibope pode ser encarada com a devida seriedade ou não. 

Outra coisa que já podemos perceber, desde já, é o caráter profundamente antidemocrático das eleições que temos em nosso país. Primeiro, porque temos candidaturas e partidos que já estão excluídos de debates de TV/Rádio e também do Guia Eleitoral e a mídia - assim como pessoas - vêm isso como algo "natural". Em João Pessoa, isso se coloca para 4 candidaturas no que diz respeito à participação no Guia Eleitoral (PCO, PSTU, Rede e UP) e 3 no campo dos debates (PCO, PSTU e UP). Um lembrete importante para quem não sabe: no que diz respeito aos debates, a legislação atual NÃO proíbe a participação de partido algum em debates, isso fica sob o critério das emissoras de TV/Rádio convidarem ou não. A grande questão é que emissoras como a Globo já avisou que farão debates com apenas os 4 primeiros colocados, segundo pesquisas Ibope ou Datafolha. E a Justiça Eleitoral não faz nada, apenas olha tudo de braços cruzados!!!

Assim como afirmou Pablo Honorato, ex-candidato do PSOL/JP à Prefeitura da nossa capital, o "jogo sujo" da política burguesa inicia-se nesta sexta-feira, 09 de outubro. E, como vimos afirmando há anos, mais um capítulo da série estrelada há anos pelas "velhas raposas" da política de nosso país também se iniciará com o Guia Eleitoral: "Estelionato Eleitoral"!!!


sábado, 19 de setembro de 2020

Sincericídio, gafe ou ato falho???




Na quinta-feira, 17 de setembro do ano em curso, a TV Arapuan promoveu o 1º debate entre vários candidatos/a à Prefeitura de João Pessoa. Um debate, diga-se de passagem, marcado pela postura ANTIDEMOCRÁTICA da emissora afiliada da RedeTV em nível nacional, que contou com a presença de 10 dos 14 postulantes ao Paço Municipal da capital paraibana.

Participaram deste debate os candidatos Anísio Maia (PT), Carlos Monteiro (Rede), Cícero Lucena (PP), Edilma Freire (PV), João Almeida (Solidariedade), Nilvan Ferreira (MDB), Pablo Honorato (PSOL), Raoni Mendes (DEM), Ruy Carneiro (PSDB) e Wallber Virgulino (Patriota). O ex-governador e candidato pelo PSB, Ricardo Coutinho, anunciou que não iria ao debate e que faria uma live no mesmo horário do evento. Já os candidatos Camilo Duarte (PCO), Rafael Freire (UP) e Rama Dantas (PSTU) foram sumariamente excluídos do debate, revelando seu caráter profundamente antidemocrático do mesmo. A alegação do Sistema Arapuan é, mais uma vez, a legislação eleitoral. Porém, tal legislação permite que as emissoras de rádio e TV possam garantir a presença de tais partidos e candidaturas, se assim quiserem. Mas, como em campanhas anteriores, a Arapuan e outras emissoras da capital mantém esta postura discriminatória. Lamentável!!!

O debate da TV Arapuan mostrou ser mais do mesmo, com um festival de promessas feitas pelos candidatos do status quo, sem merecer dos candidatos da esquerda reformista, PT e PSOL, nenhuma diferenciação consequente. E tudo isso por uma razão muito simples: todos os partidos e candidaturas ali presentes defendem o regime em questão, que explora e oprime nossa classe há séculos e, mais especialmente, nesses tempos de pandemia de coronavírus, aonde o desemprego campeia entre a classe trabalhadora e, ao mesmo tempo, amplia enormemente os lucros dos patrões. Evidentemente, com conotações diferentes nesta defesa do regime que vivenciamos.

Uma coisa comum na maioria das falas apresentadas no debate foram críticas à atual gestão municipal. Inclusive por quem, até bem pouco tempo atrás, a defendia na Câmara Municipal, caso do vereador candidato João Almeida, do Solidariedade. Outra coisa bem interessante de se perceber no debate foi a defesa da luta contra a corrupção feita pelo ex-prefeito e novamente candidato, Cícero Lucena (PP). Logo Cícero, envolvido até o pescoço na "Operação Confraria" quando prefeito de João Pessoa em 1995, preso pela PF por causa disso, fazendo este discurso. Faltou apenas contar com a parceria do ex-governador Ricardo Coutinho, envolvido na "Operação Calvário", neste tema, durante o debate.

Outra questão muito interessante no debate foi ver a defesa da educação municipal feita pela ex-secretária desta pasta na cidade e agora candidata, Edilma Freire (PV). Ela só não conseguiu explicar (até porque ninguém a fez dizer isso, sequer o candidato do PSOL) porque João Pessoa, que recebe muito mais recursos do Fundeb oriundos do governo federal, consegue ter um IDEB menor do que cidades como Paulista, no sertão da Paraíba. E isso não é de agora!!!

Porém, o debate citado ficou marcado pelo fato protagonizado pelo deputado estadual e candidato a prefeito de João Pessoa, Wallber Virgulino (Patriota). Em dado momento do evento, este afirmou com todas as letras que "a corrupção tem que ser praticada e não apenas falada".

A fala repercutiu nacionalmente, chegando ao ponto do jornal da Rádio BandNews divulgar o áudio completo em que se deu a infeliz fala do candidato e o comentário irônico do humorista José Simão acerca disso, acompanhado dos comentários das apresentadoras do programa. Segundo o humorista, conhecido como "macaco Simão", a fala de Virgulino foi um "lapso freudiano" e que irá transferir seu título de eleitor para João Pessoa após isso.

Alguns podem classificar a fala de Wallber Virgulino como um "ato falho" ou gafe. Este que vos escreve ouviu tal argumento de uma médica que o atendeu, recentemente. Porém , como afirmei à médica, quem já estudou minimamente sobre isso sabe que "ato falho" significa (entre outras coisas), o inconsciente humano falando. Outra coisa: Wallber Virgulino não é mais apenas um delegado de polícia civil; ele é um cara formado na vida política e, sendo assim, deve saber o que falar, como falar e aonde falar; se não aprendeu isso, faz como Capitão Nascimento em "Tropa de Elite": pede pra sair. Simples assim!!! 

Outra hipótese para tentar entender sua afirmação no debate da TV Arapuan  vai ao encontro do que seus apoiadores vêm afirmando nas redes sociais em relação ao seu caráter, com o qual não entrarei em desacordo por não conhecê-lo a fundo. Afirmam seus seguidores que Wallber Virgulino trata-se de um homem íntegro, enfático na defesa de seus pensamentos e opiniões. Em sendo assim (repito, não tenho porque discordar, por não conhecê-lo profundamente), teria sido ele sincero demais ao fazer tal afirmação no debate televisivo???

Com a palavra, Wallber Virgulino!!!


sábado, 22 de agosto de 2020

A crise de Bayeux passa e a direção do SINTRAMB fica MUDA e CALADA. Pq será???


Alguns setores políticos de Bayeux, especialmente os ligados à atual prefeita Luciene de Fofinho e de seu vice, Adriano Martins, além do grupo político do ex-prefeito Berg Lima que, após algumas indicações do secretariado da nova prefeita, mantêm-se presente na Prefeitura da cidade, dão por encerrada a crise política que esta viveu recentemente, iniciada justamente com a prisão em flagrante de Berg Lima, em 05 de julho de 2017, no restaurante Sal & Pedra e, segundo estes, "concluída" em 19 de agosto deste ano, com a eleição indireta da vereadora pedetista. Tal crise, portanto, teria durado 3 anos, 1 mês e 14 dias. 

Porém, como já abordamos em artigo recente, tal crise apenas mudou de "cara" (http://antonioradical.blogspot.com/2020/08/a-crise-politica-de-bayeux-parece-nao.html). Ela aparece agora na figura da nova prefeita eleita, Luciene de Fofinho, tendo o causador desta, Berg Lima (PL), "escondido" numa articulação poderosa , que envolve pessoas e partidos que continuam na Prefeitura de Bayeux pelos próximos 4 meses, ao menos. E isso já se faz transparecer em alguns nomes que compõem o secretariado da nova "comandante" municipal.

Em toda a crise política anteriormente citada, verificamos no mínimo, 11 datas importantes que se estabeleceram no período para relembrarmos o andamento dessa triste e lamentável jornada que ocorreu em Bayeux neste período e que, de certa forma, paralisou a cidade, politica, econômica e socialmente. Senão, vejamos, pela ordem: 

05/07/2017 - Início da crise. Prisão em flagrante de Berg Lima no Restaurante Sal & Pedra pelo        Gaeco;

06/07/2017 -  Posse do vice-prefeito Luiz Antonio (PSDB) como novo prefeito de Bayeux;

24/10/2017 - Divulgação de vídeo de Luiz Antonio pedindo propina a empresário local, causando novo escândalo político na cidade;

20/03/2018 - Justiça determina afastamento de Luiz Antonio da Prefeitura de Bayeux;

21/03/2018 -  Vereador Mauri Batista, conhecido como Noquinha (PSL), toma posse como 3º prefeito de Bayeux;

04/04/2018 - Luiz Antonio é cassado pela Câmara Municipal de Bayeux;

19/12/2018 - Justiça determina retorno de Berg Lima à Prefeitura de Bayeux;

20/05/2020 - Justiça determina novo afastamento de Berg Lima (agora, no PL), da Prefeitura de Bayeux;

21/05/2020 - Vereador Jefferson Kita (Cidadania) toma posse como 4º prefeito de Bayeux;

14/07/2020 - Berg Lima entrega sua carta-renúncia na Câmara Municipal;

19/08/2020 - Luciene de Fofinho (PDT) é eleita, indiretamente, prefeita de Bayeux e toma posse na Câmara. É a 3ª mulher a ser prefeita na cidade, a 1ª liderança política a ser eleita de forma indireta e a 5ª figura que ocupará a Prefeitura em menos de 4 anos de mandato. 

Em todos esses momentos políticos importantes, que marcaram a vida de toda uma cidade, de todo um povo e, consequentemente, da categoria dos/as servidores municipais de Bayeux, da qual este que vos escreve faz parte desde 2004, nossa entidade representativa, a partir de sua direção sindical, não fez absolutamente NADA sobre isso. Em nenhum momento, se viu o grupo político que está na direção do SINTRAMB mexer-se politicamente para mobilizar nossa categoria para aproveitar os vários momentos que se criaram durante esta crise causada pelo dublê de ativista cultural/prefeito e sua "tropa de choque" à frente da Prefeitura para, com isso, colocar os/as servidores/as e o sindicato em evidência e tirar proveito de tudo isso para a categoria.

O que vimos, infelizmente, foi um sindicato perder força política com o passar dos anos a ponto de não ser mais reconhecido na cidade, ao contrário de anos atrás. Ao ponto do ex-prefeito Berg Lima, que passou meses na cadeia, recusar-se a receber a direção do SINTRAMB e esta não ter a capacidade de impor-se (politicamente) e rebater tal audácia de um gestor que não tinha - e nunca teve após o lamentável episódio do Sal & Pedra - condição moral de "peitar" algo ou alguém. 

Aliado a tudo isso, assistimos também setores de nossa categoria perderem direitos históricos, conquistados com muita luta, com a direção do "MUDA SINTRAMB" não tendo a capacidade de responder sequer através de uma nota de repúdio à atitude da Prefeitura por conta do ocorrido. Foi assim quando o então prefeito interino Noquinha, de uma canetada, acabou com as eleições diretas para diretores/as escolares em nossa cidade, conquista obtida com a categoria mobilizada nas ruas e nas escolas durante anos e que levou, inclusive, a atual presidente do SINTRAMB, Germana Vasconcelos, a ser diretora eleita da EMEF Ruy Carneiro. Mas, parece que ela "esqueceu" isso.....

Mas, não foi apenas isso que os servidores municipais perderam com a inanição do sindicato durante a crise política em Bayeux durante os pouco mais de 3 anos. A categoria, especialmente o pessoal de apoio, perdeu o direito de receber o direito às férias de forma automática, tendo que requerer isto de forma manual à sua secretaria e, neste caso, quando tal direito não era concedido pela Administração, este acumulava e o servidor acabava perdendo.

Poderíamos elencar mais alguns fatos acerca disso, mas tudo resume-se àquilo que já tratamos em outro artigo, feito em janeiro de 2017 (http://antonioradical.blogspot.com/2017/01/sintramb-de-um-sindicato-classista-de.html). Na ocasião, afirmávamos que o SINTRAMB transformara-se em um "departamento sindical da Prefeitura de Bayeux", por conta da atuação da direção sindical do "MUDA SINTRAMB", que havia sido eleita meses antes e que tinha já dois de seus membros indicados como figurantes da Administração Municipal: o Tesoureiro da entidade tornou-se Secretário da Segurança (o GCM Coelho) e o Secretário de Comunicação do SINTRAMB tornou-se Diretor de Vigilância (Joselito Mendonça). Mais tarde, outros 3 dirigentes sindicais também integraram-se à estrutura oficial da Prefeitura: Assis Trajano tornou-se Diretor da Policlínica Benjamin Maranhão; Amaury Galdino virou Diretor da Policlínica Geraldo Santana; e Epitácio Araújo foi "rondante", como chamam. Tudo isso porque, caso tenha alguém que não se lembre, Coelho e "a turma da Guarda Municipal" que ele articulava fez a segurança pessoal do candidato Berg Lima na campanha eleitoral em 2016. Isso repercutiu quando este tornou-se diretor do SINTRAMB e, por tabela, a gestão como um todo. Só não vê quem não quem quer!!!

Assim, com mais um episódio dessa crise política se configurando, Germana, Camila e Daniel, que formam o tripé de sustentação do grupo do "MUDA SINTRAMB", que está à frente do SINTRAMB desde julho/2016, a entidade representativa dos servidores municipais de Bayeux precisa, definitivamente, se posicionar acerca do grave momento porque passa a cidade. E isso não significa emitir uma nota, apenas. É preciso adotar medidas efetivas, concretas em defesa da categoria que estes/as que dizem dirigir a categoria dos servidores municipais. Fazer muito mais do que negociar migalhas em torno da "Reforma da Previdência Municipal", que só faz adiar os prejuízos para nós, servidores/as municipais!!!

 




A crise política de Bayeux parece NÃO ter fim.....



As "raposas" políticas costumam dizer que "a política é dinâmica", chavão muito usado há anos e que se utiliza muito para justificar as práticas oportunistas, fisiológicas, demagógicas e tudo de ruim que, infelizmente, estamos acostumados a perceber na maioria dos nossos políticos, espalhados pelo Brasil afora.

Em Bayeux, infelizmente, isso não foge à regra. Em 19 de agosto, na última quarta-feira, a cidade viveu um processo eleitoral indireto, aonde os/as 17 vereadores/as da cidade votaram e elegeram a também vereadora, Luciene de Fofinho (PDT), a nova prefeita do 5º município paraibano que mais arrecada impostos na Paraíba e um dos maiores colégios eleitorais do Estado, tendo como vice o também vereador, Adriano Martins, do MDB. Luciene recebeu de seus pares 13 dos 17 votos possíveis!!!

Em 20 de agosto, neste mesmo espaço, fizemos um artigo sobre isto, aonde afirmávamos (e reforçamos) que a principal tarefa da nova prefeita de Bayeux era "resgatar a autoestima de um povo que, ao longo dos últimos 4 anos, foi bastante castigada, graças à desastrosa gestão do ex-prefeito Berg Lima (eleito pelo Podemos em 2017, hoje no PL) e de seus sucessores no comando do Executivo Municipal da cidade (...)" (http://antonioradical.blogspot.com/2020/08/luciene-de-fofinho-e-nova-prefeita-de.html). Afirmávamos ainda, no mesmo artigo, que Luciene precisava dissipar um boato que circulava na cidade desde a pré-campanha dela na eleição indireta, de que seria a "candidata laranja" de Berg Lima à Prefeitura (já que este havia renunciado, dando origem a este processo eleitoral inédito em Bayeux até então). E que, em nossa opinião, havia uma forma dela acabar com este boato, agora na Prefeitura: dependendo da forma de como será composto seu secretariado. E é sobre isso que trataremos a partir de agora.

Luciene de Fofinho, efetivamente, já começa a trabalhar como a nova prefeita de Bayeux. Já designou algumas pessoas que irão trabalhar junto a ela nos próximos 4 meses no comando da Prefeitura de Bayeux. De início, ela afirmou que convocaria para isso pessoas de Bayeux. Até aí, nada demais. Trata-se de um critério pessoal, do qual não avaliaremos. Porém, analisaremos os critérios políticos!!!

Dos nomes que já estão confirmados na equipe de Luciene de Fofinho, dois nos chamam a atenção. São eles: o advogado Aécio Farias, nomeado novo Procurador Geral do Município de Bayeux (mais uma vez) e Diego Medeiros, indicado para ser o novo superintendente (ou diretor, não sei qual a nomenclatura correta) do IPAM (mais uma vez, assim como Aécio Farias na Procuradoria).

Reafirmando: estou a analisar a questão política, nada pessoal contra os dois nomes e suas respectivas indicações. Mas, não custa relembrar: Aécio Farias foi advogado de Berg Lima em suas causas e Diego Medeiros, atualmente (até o dia 31/12 deste ano) é presidente municipal do PL/Bayeux, tendo como seu vice na organização partidária, o ex-prefeito Berg Lima. Apenas isso. Preciso explicar algo mais???

Estas nomeações deixam claro, para todo bom entendedor, que a figura de Berg Lima não está completamente afastada da Prefeitura de Bayeux, infelizmente. E, se isso não ocorre, o povo trabalhador, honesto e decente da cidade não tem certeza disso, não pode dormir tranquilo. Muito menos os/as servidores/as municipais, especialmente aposentados/as e pensionistas. Entrevistado por "Careca tá de olho" em frente ao IPAM, Diego Medeiros afirmou que "estava retornando àquela casa para botar tudo em ordem". Como assim, "botar tudo em ordem", se no período que ele e Berg Lima estavam na Prefeitura, aposentados e pensionistas ficaram dois meses sem receber seus salários??? Tal afirmação deixou esse pessoal de "cabelo em pé"!!!

Quanto aos demais nomes já confirmados por Luciene de Fofinho, não me atrevo a fazer avaliações acerca de suas ligações políticas em Bayeux, mas algumas considerações. Por exemplo: o novo secretário de Segurança nomeado pela prefeita, Thalles Trajano, foi Corregedor dessa mesma secretaria quando do 1º mandato de Berg Lima (antes deste ser preso em flagrante pelo Gaeco) e, naquele curto período, notabilizou-se por ser um exímio perseguidor dos vigilantes da cidade de Bayeux, naquela ocasião. Espero que não repita, nestes quatro meses, a mesma situação.

Este, definitivamente, NÃO é um bom começo para um mandato de 4 meses de Luciene de Fofinho e suas pretensões para novembro próximo. A preço de hoje, a crise política de Bayeux, que iniciou-se em 05 de julho de 2017, por conta de Berg Lima, parece não ter acabado, apenas ganhou mais alguns meses. Infelizmente............



quinta-feira, 20 de agosto de 2020

Luciene de Fofinho é a nova prefeita de Bayeux. Crise política acabou???



A vereadora Luciene Gomes, popularmente conhecida como Luciene de Fofinho, do PDT, foi eleita nesta quarta-feira, 19 de agosto do corrente ano, a nova Prefeita da cidade de Bayeux. Ela já está na História da cidade que, em 15 de dezembro próximo, completará 61 anos de sua emancipação política: é a terceira mulher a governar a cidade (antes, tiveram esta condição Severina Freire de Melo - conhecida como Dona Niná -, esposa do também ex-prefeito e líder político de Bayeux, Lourival Caetano em 1976; e Sara Cabral, em 2001). Além disso, Luciene torna-se o primeiro político da cidade a ser eleita em um pleito indireto, realizado na Câmara Municipal de Bayeux, através do voto dos/as 17 vereadores/as, dos quais ela obteve 13, contra 2 dados ao então prefeito Jefferson Kita (Cidadania) e outros 2 dados ao vereador Roni Alencar (PMN).

Bayeux situa-se na Grande João Pessoa e possui cerca de 100 mil habitantes, tornando-se um dos maiores colégios eleitorais da Paraíba. É também um dos municípios de maior PIB do Estado e o 5º maior arrecadador de impostos. Porém, apresenta muitos problemas, como uma alta densidade demográfica e falta de saneamento básico, sem falar na precariedade dos serviços públicos espalhados pela cidade, como inúmeras ruas sem calçamento, escolas municipais e postos de saúde sucateados, com população desassistida nestes espaços, aonde costuma-se faltar o mais elementar dos serviços. Isso ocorre há anos, sem que se tenha uma solução a curto e médio prazo.

Isso são alguns dos desafios que Luciene de Fofinho enfrentará em pouco mais de 4 meses à frente da Prefeitura de Bayeux. Porém, seu maior desafio como nova prefeita da cidade, mesmo que eleita indiretamente, será resgatar a autoestima de um povo que, ao longo dos últimos 4 anos, foi bastante castigada, graças à desastrosa gestão do ex-prefeito Berg Lima (eleito pelo Podemos em 2017, hoje no PL) e de seus sucessores no comando do Executivo Municipal da cidade - Luiz Antonio (PSDB), Noquinha (PSL) e Jefferson Kita (Cidadania). Não custa relembrar que, entre os mandatos de Noquinha e Kita, Berg Lima retornou à Prefeitura de Bayeux por determinação judicial, tendo sido novamente afastado, em maio deste ano. Luciene de Fofinho torna-se, assim, a 5ª pessoa a ocupar um 6º mandato na principal cadeira do Executivo bayeuxense desde janeiro de 2017. É mais um capítulo da crise política que assola a cidade desde quando Berg Lima foi preso em flagrante pelo Gaeco em 05 de julho de 2017 e iniciou toda essa lamentável e triste história neste município paraibano.

Desde quando aventou-se a possibilidade de ocorrer eleições indiretas em Bayeux, ocorreram duas coisas: primeiro, uma "chuva" de ações judiciais tentando protelar e/ou impedir a realização destas eleições na cidade, algumas partindo do então prefeito Jefferson Kita; outras, vindas de candidatas que teriam sido impedidas de concorrer ao pleito. Tais disputas chegaram até ao STF, tendo sido negadas pela mais alta Corte Judiciária do nosso país, o que assegurou sua realização na tarde do dia 19/08 deste ano, garantindo a eleição da chapa Luciene de Fofinho (PDT)/Adriano Martins (MDB) para a Prefeitura Municipal até o final de 2020. 

Outra coisa que ocorreu durante todo o processo que permeou as eleições indiretas em Bayeux se deu via redes sociais. Circulou nestas o boato (que, até agora, não se tem comprovação disso) de que Luciene de Fofinho teria feito um acordo político com o ex-prefeito Berg Lima para esta ser sua candidata neste processo e, desta forma, em ela sendo eleita, o grupo político de Berg Lima poder ocupar alguns cargos no seu futuro governo. Explicando melhor a situação: as eleições indiretas em Bayeux só tornaram-se possíveis porque, em 13 de julho deste ano, Berg Lima entregou, na Câmara Municipal da cidade, sua carta-renúncia. Desta forma, abriram-se as vacâncias nos cargos de prefeito e vice-prefeito, que só poderiam ser preenchidas por meio de escolha indireta, conforme determina a Lei Orgânica do Município, através de uma Emenda que foi votada por unanimidade pela Casa Severaque Dionísio em 2019, através de iniciativa da vereadora Luciene de Fofinho.

Este boato, como afirmamos, até agora, não foi confirmado. Possivelmente, nunca será. Porém, a nova prefeita de Bayeux tem uma chance de afastar completamente das mentes e convicções de todos/as bayeuxenses as suspeitas acerca dessa questão nas próximas horas. Basta ver como Luciene de Fofinho comporá o seu secretariado. Esta composição balizará, definitivamente, sua forma de atuação nos próximos meses e de que lado ela se encontra. Ela tem, portanto, uma chance de ouro, inicial, para mostrar a toda Bayeux, para que veio. Ou não!!!


quarta-feira, 19 de agosto de 2020

Marx estava certo (pra variar)



O revolucionário Karl Marx possuía várias máximas em sua vida militante. Uma delas, das mais famosas, é quando este afirma: "A história se repete, a primeira vez como tragédia e a segunda, como farsa". Infelizmente, podemos verificar e constatar a veracidade desta afirmação quando observamos a votação ocorrida na Assembleia Legislativa, na quarta-feira, 19/08, acerca do 2º turno da PEC nº 20/2019, popularmente conhecida como "Reforma da Previdência Estadual" de João Azevedo (Cidadania). Nesta votação, o placar ocorrido repetiu o que havia sido assistido pelos servidores públicos estaduais e suas entidades no dia 12 de agosto. Exatamente 24 deputados/as estaduais votaram com o governo que, por sua vez, repetiu o que o governo Bolsonaro fez com sua "Reforma da Previdência" e deu seguimento ao já aprovado PLC nº 12/2019, no início deste ano.

A "Reforma da Previdência Estadual" de João Azevedo define regras de transição, aumenta tempo de contribuição, de serviço e idade mínima para mulheres (de 55 para 62 anos de idade) e homens (de 60 para 65 anos de idade), além de propor a criação de uma taxa extraordinária dos servidores públicos ativos, aposentados e pensionistas, caso seja apresentado déficit na previdência (https://parlamentopb.com.br/reforma-da-previdencia-estadual-e-aprovada-na-assembleia-legislativa/).

Entre os vários/as deputados/as que votaram com o governo na "Reforma da Previdência Estadual" e, portanto, contra os servidores públicos, estão Jeová Campos (PSB), que construiu sua carreira nas lutas sociais, desde o movimento estudantil; e o pré-candidato a prefeito de Campina Grande pelo PCdoB, Inácio Falcão.

Este merece um registro especial. Quem acompanha minimamente a história política de Campina Grande nos últimos anos, sabe que Inácio Falcão não possui nenhuma relação com as lutas da classe trabalhadora da cidade e da Paraíba. Ao contrário, tem uma estreita ligação com os grupos políticos tradicionais, de direita, inimigos dos trabalhadores, como Cunha Lima, Vital do Rego, os Ribeiro, dentre outros. Porém, neste processo eleitoral, surge como o "candidato das esquerdas", apoiado pelo Fórum Pró-Campina, um organismo supra-partidário que reúne partidos como PT, PDT, PSB, REDE, PSOL, além do próprio PCdoB na "Rainha da Borborema". A notícia da possibilidade da pré-candidatura do "comunista" Inácio Falcão já levou a artigos e notas de setores do PSOL/CG contestando o apoio de outros setores do partido local ao deputado Inácio Falcão à sua pretensão de suceder Romero Rodrigues (PSD) na Prefeitura de Campina Grande.

Inácio Falcão (PCdoB) e Jeová Campos (PSB) são dois dos 24 parlamentares estaduais que repetiram seus votos na "Reforma da Previdência Estadual" de João Azevedo. Para o conhecimento de todos/as, segue abaixo a relação completa daqueles/as que votaram CONTRA os/as servidores/as públicos/as estaduais:

Adriano Galdino - PSB/Branco Mendes - Podemos/Buba Germano - PSB/Caio Roberto - PR/Chió - Rede/Doda de Tião - PTB/Dr. Érico - Cidadania/Dr. Taciano Diniz - Avante/Edmilson Soares - Podemos/Eduardo Carneiro - PRTB/Felipe Leitão - Avante/Inácio Falcão - PCdoB/João Gonçalves - Podemos/Jullys Roberto - MDB/Júnior Araújo - Avante/ Lindolfo Pires - Podemos/Manoel Ludgério - PSD/Moacir Rodrigues - PSL/Nabor Wanderley - Republicanos/Pollyanna Dutra - PSB/Ricardo Barbosa - PSB/Tião Gomes - Avante/Wilson Filho - PTB.

Entre os/as que votaram NÃO à "Reforma da Previdência Estadual", encontramos (tanto na votação do dia 12/08 quanto no dia 19/08), divisões em partidos como PSB  e Cidadania, como alianças pontuais entre partidos de "esquerda" e alinhados com o bolsonarismo, como PT, PSL e Patriotas.

Marx, com a máxima que ilustra o título deste artigo, nos remete a não semearmos ilusões na democracia burguesa que vivenciamos, muito menos nos "lobos vestidos com pele de cordeiros". Precisamos verificar muito bem tudo isso e tirarmos as lições de mais esta tarefa que a História nos apresenta!!!





sexta-feira, 14 de agosto de 2020

PSOL de Campina Grande decide apoiar PCdoB à Prefeitura de Campina Grande e pavimenta construção de Frente Ampla na "Rainha da Borborema"











Em 04 de abril deste ano, neste espaço, fizemos um artigo analisando a "filiação democrática" do professor universitário e ex-presidente da ADUEPB, Nélson Júnior, que fora candidato do PSOL ao Senado nas eleições 2018, ao PCdoB (http://antonioradical.blogspot.com/2020/04/quando-o-cretinismo-parlamentar-e-o.html). Para nós, como o título do artigo já indica, tratava-se (e ainda avaliamos como tal), uma postura equivocada, recheada de aspectos eleitoreiros, oportunistas e típica de "cretinismo parlamentar", definido por Lênin, no início do século passado, nos idos da Revolução Russa.

Naquela oportunidade, em sua Carta Aberta, Nélson Júnior já indicava qual seria o futuro próximo do PSOL em Campina Grande. Afirmava ele em seu documento: "Diante da urgência do quadro nacional, ancorado por uma realidade cimentada no atraso e no conservadorismo das elites nacionais, a exemplo das oligarquias campinenses, entendo que os partidos de esquerda em Campina Grande (PSOL, PCdoB, PT e UP) devem construir a maior unidade possível para este processo eleitoral tanto na chapa majoritária, quanto na formação de chapas de Vereadores, que permita a esse espectro político eleger uma bancada de Vereadores em Campina Grande com foco na defesa dos reais interesses da população campinense, sem esquecer o debate dos grandes temas nacionais que atingem a nós todos", afirmava o militante da APS, que em tempos atrás, combatia o governo Lula e suas propostas de ataques às conquistas da classe trabalhadora.

Em nome de um atraso na consciência da classe, aonde ele se coloca meio que cansado em não querer mais lutar pelo avanço desta, Nélson Jr chama a "unidade" do que ele classifica como "partidos de esquerda" organizações que ele, ao longo de sua vida militante, combateu, como PCdoB e UP (antigo PCR). Além disso, apela para a necessidade de uma perspectiva puramente eleitoreira nesta "unidade" e enfatiza que esta deve se dar com base na "defesa dos reais interesses da população campinense", sem que se deixe de lado "o debate dos grandes temas nacionais que atingem a nós todos", conclui.

Belas palavras finais, que revelam (pelo menos, em tese) a chama de um lutador. Mas, apenas a chama. Porque a realidade já apagou a mínima fagulha que ainda havia. Basta ver o que o novo partido de Nélson Jr, PCdoB, está fazendo nesta pandemia do coronavírus (e até mesmo antes). Seja no Maranhão, seja no Congresso Nacional.

O PCdoB votou a favor, no Congresso Nacional, da entrega da Base de Alcântara para uso do governo norte-americano; votou a favor do "orçamento de guerra", votado em plena pandemia, para atender aos interesses dos grandes empresários (sob pretexto de combater o coronavírus), além de massacrar comunidades inteiras no estado nordestino, a exemplo do "Cajueiro", para atender uma empresa japonesa. Mas, segundo Nélson Jr e o PSOL, o PCdoB é um "partido de esquerda"!!!

A tática do ex-candidato a senador em 2018 pelo PSOL é simples. Segundo ele, filiar-se ao PCdoB deve-se ao fato do seu antigo partido não possuir, em Campina Grande, condições de eleger alguém à Câmara Municipal e, de acordo com este, o PCdoB reúne mais possibilidades de alcançar esta condição. Assim, a "filiação democrática" está justificada. Abria-se, assim, a justificativa do PSOL/CG de apoiar o PCdoB na cidade, como acabou ocorrendo.

A direção municipal do PSOL, em Campina Grande, divulgou uma Resolução Política, de nº 001/2020, aonde nesta defende a aliança em torno do nome do deputado estadual Inácio Falcão, do PCdoB, para ser o candidato apoiado pela legenda, à Prefeitura Municipal da "Rainha da Borborema" em novembro próximo. Mais: defende que Falcão deve ser o nome da"unidade" dos partidos que compõem o Fórum Pró-Campina, um organismo que, segundo o documento psolista, se reúne desde 2019 e unifica,além dos partidos já citados, o PT, PDT, REDE e PSB. Todos "na luta contra a extrema-direita, rumo ao enfrentamento ao bolsonarismo nas eleições 2022", afirma a direção do PSOL em sua resolução política. Com um detalhe muito importante: subscrita não apenas por sua direção, mas pelas principais correntes políticas da Regional, a "Primavera Socialista" (majoritária no partido) e a "Resistência Socialista", que tem como expoentes na cidade (e no Estado) os sindicalistas David Lobão e Sizenando Cavalcanti.

O que o PSOL/CG, Nélson Jr, as correntes internas psolistas e o deputado estadual Inácio Falcão (PCdoB) e pré-candidato deste partido e da "esquerda" em Campina Grande precisam explicar à classe trabalhadora campinense, paraibana, brasileira e quiçá mundial é como irão enfrentar a "extrema-direita e o bolsonarismo" aplicando o mesmo projeto destes. Explicamos: o ilustre "comunista" Inácio Falcão votou A FAVOR da "Reforma da Previdência Estadual" na Assembleia Legislativa, na última quarta-feira, 12 de agosto do corrente ano, numa PEC organizada pelo governo João Azevedo (Cidadania), que nada mais é do que uma cópia da "Reforma da Previdência" feita por Bolsonaro. Inácio Falcão portanto, votou contra os trabalhadores e servidores públicos estaduais numa "matéria que atinge a nós todos", como afirmou Nélson Jr em seu documento que anunciou o ingresso no PCdoB, no início desse ano. E aí, caro professor, como fica essa situação??? Para ilustrar ainda mais: bolsonaristas, nesta mesma votação, foram CONTRA a "Reforma da Previdência Estadual" de João Azevedo. E aí vai um parênteses bem grande: temos ilusões com estes??? Não, mas tal exemplo serve para demonstrar os limites da democracia burguesa e o cretinismo parlamentar (além de seu charlatanismo) que rodeia esta.

A construção da UNIDADE não pode se basear em cima de acordos eleitorais e eleitoreiros, apenas em possibilidades numéricas de quantas cadeiras haverão de ser ocupadas em parlamentos. A UNIDADE deve ser forjada na luta contra o sistema que explora e oprime a classe trabalhadora. Classe trabalhadora esta que PCdoB e PSOL, apenas para citar esses dois, em que Nélson Jr diz trafegar, afirmam representar. 

Defendemos a UNIDADE, mas esta que afirmamos acima, Para ser construída desde a base, a partir das lutas de nossa classe contra aqueles/as que nos exploram e oprimem para, através da democracia operária e da ação direta, edificarmos uma sociedade de novo tipo, com independência de classe, na defesa dos direitos e conquistas de nossa classe, sem tergiversações.