Jornada Nacional de Lutas, Brasília, 24/08/2011

Reunião do Soviet de Petrogrado em 1917

A Revolução Russa: expressão mais avançada de uma onda revolucionária mundial.

Diretas Já

Luta por dias melhores

sexta-feira, 29 de novembro de 2019

Porquê fé e política NÃO devem andar juntos II




Resolvemos continuar a tratar deste assunto por conta deste ser muito importante e representar o mais novo ataque do governo Bolsonaro às liberdades democráticas.
Quando Bolsonaro e sua "tropa de choque" resolvem, junto com aliados de direita e extrema-direita espalhados pelo mundo, como o governo Órban na Hungria, atacar (e, consequentemente, destruir) um dos pilares mais importantes da tradição histórica desde a Revolução Francesa de 1789, tal fato dá a dimensão do que representa - e pode representar ainda mais - o governo Bolsonaro, não apenas em nosso país mas em boa parte do mundo. Isto porque tal ideia ganha aliados espalhados por nosso planeta, como EUA, Hungria, Polônia e demais países.
Como já dissertamos no texto anterior, Bolsonaro ataca o caráter laico do Estado brasileiro para querer impor, segundo palavras do embaixador Fábia Mendes Marzano, a possibilidade concreta do Estado poder ter uma religião oficial e, pior ainda, de que esse Estado possa "converter" seus habitantes à esta religião oficial. Um absurdo pensado em pleno século XXI. Mas, isso é Bolsonaro!!!
O caráter laico do Brasil está presente não apenas em sua atual Constituição, em seu artigo 5º, incisos VI e VIII, mas provém de um certo consenso existente na maioria dos países ocidentais acerca desta questão, desde a eclosão da Revolução Francesa, em 1789. Este permite que todas as pessoas, indistintamente, tenham a liberdade de possuir (ou não) religião. Mais do que isso, defende a prática da intolerância religiosa entre seus habitantes para que, assim, possamos RESPEITAR todas as crenças existentes e, desta forma, construirmos uma sociedade plural em vários aspectos, inclusive em sua religiosidade.
Isto também é defendido por nós, socialistas, há muito tempo, provavelmente no mesmo período citado anteriormente. Tal defesa baseia-se na garantia das liberdades democráticas construída pela sociedade como um todo e que tal assunto - a religiosidade de cada um ou de um povo - é uma questão pessoal, individual e que NÃO pode nem deve ser objeto de definição de seus governantes ou Estado. 
Para lembrar a alguns, Lênin - dirigente maior da Revolução Russa de 1917 - defendia que qualquer pessoa poderia tornar-se membro do partido bolchevique e que NÃO se deveria cobrar delas acerca de sua posição religiosa, pois isso, segundo o revolucionário russo, serviria para afastar tais pessoas da luta política. Infelizmente, Stálin e seus aliados NÃO seguiram esta recomendação do líder bolchevique quando chegaram ao poder na antiga URSS, chegando a destruir mesquitas para obrigar as pessoas a defenderem o ateísmo em seu território. Um ataque brutal (mais um) praticado pelo stalinismo em sua trágica história.
Portanto, é para isto que serve a laicidade do Estado em que vivemos. Para que possamos construir uma sociedade não apenas plural, mas também que as pessoas possam se RESPEITAR e fazer o mesmo com todas as crenças religiosas existentes. É natural que uma ou outra pessoa NÃO sinta simpatia por aquela determinada religião (ou por nenhuma, como os ateus e agnósticos), mas o princípio de exercitar a compreensão acerca da individualidade de cada um é extremamente salutar para todos/as.
Infelizmente, esta NÃO é a orientação traçada por Bolsonaro e aliados. É preciso, assim, construirmos mais esta defesa contra este ataque de seu governo. 

quinta-feira, 28 de novembro de 2019

Porquê fé e política NÃO devem andar juntos!!!




Bolsonaro usa de seu poder como Presidente da República para não apenas atacar os trabalhadores com suas medidas draconianas e, ao mesmo tempo, apoiar ainda mais banqueiros e grandes empresários a aumentarem seus lucros e, consequentemente, a exploração sobre nossa classe, como também se dedica, desde seu primeiro dia de governo, a estabelecer novos paradigmas comportamentais. E isso NÃO se destina apenas ao território nacional, mas começa a espalhar seus tentáculos pelo mundo afora. 
Isso revela um dado importante a ser avaliado do governo Bolsonaro. Ele (ao contrário do que alguns afirmam) representa um projeto elaborado, de cunho profundamente ideológico - apesar de Bolsonaro e cia não gostarem muito do uso desse termo -.
O site do UOL afirma, em matéria publicada no dia de hoje (28/11/19), assinada pelo colunista Jamil Chade, acerca da participação do Brasil na 2ª Conferência Internacional na Perseguição Cristã, que ocorre na Hungria, organizada pelo governo de direita de Viktor Órban. Segundo informações do colunista, participam deste evento "aliados do regime de extrema-direita de Órban: os EUA de Donald Trump, os ultraconservadores da Polônia e o Brasil de Jair Bolsonaro" (https://noticias.uol.com.br/colunas/jamil-chade/2019/11/28/governo-bolsonaro-cristaos-hungria-diplomacia-itamaraty.htm).
Nesta conferência internacional, há um consenso, típico de uma "nova Inquisição", que estaria sendo vivida em todo o mundo. Órban e aliados acreditam firmemente que os cristãos estão sendo perseguidos em todos os recantos do planeta e que, por isso, seria necessário formular políticas públicas para combater tal situação. Porém, a clara intenção do evento NÃO é ocultada pelo governo húngaro: trata-se de combater a imigração existente. Segundo Órban, este "alertou sobre o risco de seu país ser uma 'rota de invasão islâmica' e que tem o 'direito de defender sua cultura'" (idem). Na esteira desse pensamento, o secretário de Assuntos de Soberania Nacional e Cidadania, embaixador Fábio Mendes Marzano deixou claro que há uma mudança na linha de pensamento do governo brasileiro a partir de Bolsonaro e que "não se deve considerar como agressivo tratar de religião, nem em fóruns nacionais ou internacionais" (ibidem). E ainda defendeu que o Estado deva "converter" pessoas à religião melhor pensada por esse mesmo Estado. Em pleno século XXI, voltamos ao período colonial do Brasil, aonde jesuítas converteram, com uso da força da Igreja Católica da época, os indígenas que habitavam nosso território. Ou, se alguém quiser, ao período da escravidão negra em nosso país, quando o povo negro foi impedido pelos senhores de engenho e também pelo governo brasileiro a manterem sua fé vinda da África. Tal perseguição à fé do povo negro também foi incorporada aos primeiros anos da República.
Bolsonaro e seu embaixador "esquecem" que o Brasil é um país laico, definido pela Constituição de 1988. Trata-se uma cláusula pétrea, estabelecida em seu artigo 5º, incisos VI (em especial) e VIII. Mas, como todo bom capitão da reserva do Exército e fiel representante do reacionarismo e da direita ultraliberal de nosso país, desconhece completamente esta liberdade democrática prevista em nossa Constituição. Mais do que isso, pretende com seu governo atacar esta norma constitucional e incitar a intolerância religiosa em nosso país, ainda que este afirme todo o tempo que este NÃO é de seu interesse. Acredite se quiser.....
Quando o embaixador brasileiro presente à conferência afirma, com todas as letras, que " uma das principais mudanças conduzidas pelo governo Bolsonaro foi exatamente colocar a religião no processo de formulação de políticas no Brasil" (https://noticias.uol.com.br/colunas/jamil-chade/2019/11/28/governo-bolsonaro-cristaos-hungria-diplomacia-itamaraty.htm), isto explicita o projeto encabeçado por Bolsonaro para a sociedade brasileira. Quando tal afirmação encontra eco em alguns países, como os presentes à conferência na Hungria, isso se torna mais preocupante ainda. Tal fato demonstra que o governo Bolsonaro NÃO se destina apenas a atacar a classe com suas medidas, mas implantar um pensamento em nosso povo de que se não houver uma ligação entre Estado e religião, o Brasil será um país ingovernável. Bolsonaro tenta, com isso, derrotar a laicidade do Estado e impantar as raízes da intolerância religiosa em nossas fronteiras. E apoiar o o combate a isto, segundo o secretário de Assuntos de Soberania Nacional e Cidadania, embaixador Fábio Mendes Marzano. 
O discurso da perseguição ocorrida contra os cristãos é o mote para tal intenção de Bolsonaro e aliados internacionais. Além disso, o aumento da xenofobia, racismo e outras mazelas que assolam nossa sociedade tenderão a figurar como "política de Estado". Com isso, Bolsonaro manda para a lata do lixo da História a máxima do "somos todos iguais perante a lei, sem distinção de cor, raça, sexo ou quaisquer outros motivos", prevista em nossa Constituição, dos EUA e de outros países ocidentais, consequentemente.
Não à toa, começam a surgir críticas ao posicionamento do governo Bolsonaro e seus aliados acerca deste assunto. A mais veemente, neste ponto, vem do Vaticano, onde segundo o arcebispo Antoine Camilleri, vice-secretário para a Relação com Estados, afirmou que tal postura presente à conferência e externada pelo governo brasileiro seria um desserviço para o cristianismo, aprofundando a tensão na sociedade" (https://noticias.uol.com.br/colunas/jamil-chade/2019/11/28/governo-bolsonaro-cristaos-hungria-diplomacia-itamaraty.htm).
Portanto, construir a UNIDADE entre os/as lutadores/as e ativistas políticos é fundamental não apenas no Brasil, mas em todos os locais aonde a perseguição contra os direitos da classe trabalhadora (esta sim, bem real e perceptível) poderá ser derrotada. Pois já está muito claro que, para Bolsonaro e sua "tropa de choque", NÃO há limites para este bando quando o assunto é destruir a todos/as, de todas as formas possíveis e imagináveis.

domingo, 24 de novembro de 2019

De VIRADA é mais GOSTOSO. MENGÃO BICAMPEÃO DA LIBERTADORES!!!




Neste sábado, 23 de novembro de 2019, o Flamengo conseguiu tornar-se BICAMPEÃO da Libertadores da América, após derrotar, de virada, o então campeão da Libertadores e forte time argentino do River Plate, na final disputada em Lima, no Peru, em jogo único, uma novidade implantada pela Conmebol este ano na competição sul-americana. Após 38 anos de espera, o rubro-negro carioca reconquista o torneio mais importante da América do Sul, com um técnico estrangeiro no comando, o português Jorge Jesus. Mas, vamos aqui, rememorar algumas coisas do 1º título da Libertadores conquistado pelo Mengão, em 1981, e tentar fazer algumas comparações com o título deste ano.
Uma coisa já chama a atenção nas duas conquistas: ambas ocorreram na mesma data, 23 de novembro. De 1981 e 2019, respectivamente. Outra coisa coincidente: ambas foram fora de casa: a primeira em Montevidéu, no Uruguai, e agora em Lima, no Peru. Em 1981, eu contava com 14 anos de idade e, infelizmente, havia perdido meu pai alguns meses antes. Ele era vascaíno e não sei dizer, sinceramente, qual seria seu comportamento numa final como aquela. Porém, minha mãe era rubro-negra doente e estava conosco nesta torcida. Também, neste ano, muitas coisas aconteciam pelo mundo. Nos EUA e Reino Unido, por exemplo, Reagan e Thatcher começavam a implementar um novo modelo econômico que vigoraria por muitos anos (e de certa forma, ainda vigora em muitos países, com algumas de suas ideias principais, como a do "Estado mínimo), o neoliberalismo.  Modelo este que chegaria com força em nosso país nos anos 90, a partir do governo Collor que, se não conseguiu implantá-lo como gostaria, deu as bases para que os próximos governos assim o fizessem. FHC, durante 8 anos, foi um de seus mais fiéis seguidores, para citar apenas o mais emblemático, no campo da "direita liberal" de nosso país. Existiram outros, como o governo Lula que, apesar de não parecer, continuou implementando algumas de suas premissas impostas por FHC em seu governo. 
Ainda havia a "Guerra Fria" - ou resquícios dela - visualizada numa disputa meio que silenciosa entre as superpotências da ocasião, EUA  e URSS. Esta havia feito uma Olimpíada em Moscou no ano anterior, que até hoje é lembrada pela mistura de beleza e simplicidade de suas abertura e cerimônia de encerramento. Além de se caracterizar por um boicote a estes Jogos Olímpicos organizado por EUA e demais aliados, que se recusaram a ir por causa da invasão soviética ao Afeganistão, ocorrida em 1979. Com estes Jogos, a burocracia soviética - comanda por Brejnev - agonizava perante o povo soviético mas também de forma geral, porém ainda resistia e permanecia como um importante contraponto ao imperialismo norte-americano. Daí, a persistência da "Guerra Fria", ameaçando o planeta com uma possível 3ª Guerra Mundial.
Em 1981, vivíamos - no Brasil - uma ditadura militar que agonizava em seu regime, mas ainda persistia. Como também no Chile, país do rival do Flamengo naquela decisão, o Cobreloa. Governava com mão de ferro aquele país o general Pinochet, que havia subido ao comando através de um golpe  militar em 1973, depondo pelas armas o então presidente socialista Salvador Allende. Pinochet implantaria, como ficou provado anos mais tarde, uma ditadura militar sangrenta, que exterminou milhares de ativistas políticos e também pessoas que apenas eram oposição a seu governo. Coisa que foi "copiada" pelos generais de Brasil e Argentina, para citar os dois países mais famosos da época, que também viviam sob uma ditadura militar. Afirmamos estes dois país porque, na final de 2019, um representante do Brasil (Flamengo) e um da Argentina (River Plate) se enfrentaram pela Libertadores. Daqui a pouco, falamos mais sobre isto.
A ditadura militar brasileira começava a sofrer muitas resistências internas, com vários fatores colaborando para isso: a conquista da anistia em 1979, trazendo de volta ao país muitas pessoas que haviam sido exiladas no início da ditadura, como Brizola, Arraes, Francisco Julião, Gabeira, e tantos outros/as que foram repatriados; a formação do PT em 1980, que vinha a ser (na ocasião) um partido para lutar em prol da classe trabalhadora e que conseguia aglutinar boa parte dos principais ativistas políticos de nosso país. Anos depois, impulsionados pela construção do PT, surgem a CUT e o MST; havia um ascenso muito grande e forte dos/as trabalhadores/as brasileiros/as na luta contra sua exploração, seja pelo governo, seja pela patronal, vide as recentes greves (na época) ocorridas no ABC paulista e que motivaram, de certa forma, o surgimento das organizações políticas supracitadas; era tempo de um forte caldo cultural em nosso país, com o ressurgimento (por causa da volta dos/as anistiados/as) do teatro de contestação e de um rock nacional que, em boa parte dele, criticava o status quo vigente naqueles anos, em especial a ditadura militar e a censura imposta por ela. Inúmeras bandas de rock pipocaram pelo país, como Titãs, Legião Urbana, RPM, Capital Inicial, Paralamas do Sucesso, Plebe Rude, Blitz, Ira e tantas outras no cenário nacional. Evidentemente, que nem tudo surgiu em 1981, mas vieram na esteira desses acontecimentos a que nos reportamos.
Após conquistar o Brasileirão de 1980, pela primeira vez, numa final extraordinária contra o forte Atlético MG, no Maracanã, o Flamengo confirma sua presença na Libertadores do ano seguinte. Tudo isso pela 1ª vez em sua história. E, como afirmamos no início, esta saga se confirma em 23 de novembro de 1981, quando o Flamengo vence (com dois gols de Zico) o Cobreloa em Montevidéu. Naquele jogo, o Flamengo foi a campo com a seguinte formação: Raul, Nei Dias, Marinho, Mozer e Júnior; Andrade, Leandro e Zico; Tita, Nunes e Adílio. O centroavante Anselmo entrou no jogo no finalzinho apenas com uma missão: dar um soco na cara do zagueiro chileno Mário Soto, que durante os dois jogos anteriores - no Rio de Janeiro e em Santiago - havia barbarizado contra os rubro-negros em campo, especialmente no Chile, quando com um anel na mão, sangrou Adílio no supercílio e deu um murro também em Lico. Anselmo entrou, então, para "dar uma lição" no zagueiro chileno. O jogo já estava decidido a favor do Mengão, portanto se fosse expulso (como foi após o lance), Anselmo "vingaria" a nação rubro-negra espalhada pelo país. Houve uma confusão após isto, mas nada que afetasse o título MERECIDO do Flamengo naquele ano.
Agora, em 2019, há semelhanças com a conquista de 1981 (como já vimos), mas também algumas diferenças. A primeira delas é que o Flamengo habilitou-se para esta Libertadores por ter sido vice-campeão brasileiro em 2018, atrás do campeão Palmeiras. A segunda diferença é que o Flamengo, ao contrário daquele time do início dos anos '80, vinha de uma sequência de maus resultados em competições nacionais, sempre chegando atrás de grandes clubes, como em 2018, perdeu a Copa do Brasil para o Cruzeiro e, depois, o Brasileiro para o Palmeiras. Isso, apesar de ter se reforçado ao longo de um período de dois anos para alcançar resultados expressivos. Mas, não passava das conquistas do Estadual e isso incomodava a torcida e fazia a festa dos antiflamenguistas, segunda maior torcida do Brasil (perde apenas para o Flamengo). Sem falar nas sucessivas derrotas na Libertadores, sempre ficando pelo caminho. 
Uma outra mudança que se dá em 2019 é na conjuntura. No plano internacional, temos hoje uma nova "Guerra Fria", desta vez entre EUA e China, mas que se desenrola no campo comercial, numa disputa entre as duas principais potências econômicas do planeta na atualidade, mas que afetam os demais países, pobres ou ricos. Não há mais a URSS que conhecíamos há 38 anos atrás, mas há a Rússia, governada por um ex-agente da KGB, Vladimir Putin, que vez ou outra, balança os alicerces das potências mundiais. Isso se dá principalmente pela força bélica que possui a Rússia atualmente, herança do antigo regime stalinista. Nos EUA, possuímos uma "democracia burguesa" que elege um presidente - o republicano Donald Trump - com menos votos do que sua adversária de ocasião, a democrata Hillary Clinton; na China, o regime stalinista, de partido único, permanece com mais força interna, à custa de muita repressão a seu povo, enquanto impulsiona uma agenda pra lá de capitalista, no plano econômico. Apesar disso, a China é cultuada por muitos partidos de "esquerda" como "comunista", tipo PCdoB e PCB. Durma com uma zoada dessas.....
No Brasil, desde 1985 há um processo de "redemocratização" inaugurado com o fim da ditadura militar. Fatos marcantes deste período foram a Assembleia Nacional Constituinte, eleita nas urnas em 1986 (que deu uma vitória esmagadora ao PMDB naquela época, elegendo 22 governadores de 23 possíveis, ficando apenas o Estado de Sergipe fora desta lista) e que originou uma nova Constituição para o país, em outubro de 1988; após isso, ocorreram as eleições para presidente em 1989, a primeira após o fim da ditadura militar. Chegaram ao segundo turno da disputa os candidatos Collor (PRN) e Lula (PT). O primeiro era o representante da direita, especialmente aquela mais vinculada ao golpe de '64; o segundo era o representante da classe trabalhadora, sobretudo aquele setor que lutou contra a ditadura militar e impulsionou as grandes greves do ABC paulista do final da década de '70 e que serviu de exemplo para a retomada das lutas da classe em todo o país. Foi neste "caldeirão político" que o Brasil chegou em dezembro de 1989 e, para desalento de muitos (inclusive deste blogueiro), Collor venceu as eleições e passou a governar a partir de 1990. Neste ano, ocorreram as eleições estaduais, em que foram eleitos os novos governadores, deputados federais e estaduais. O peemedebista Ronaldo Cunha Lima, ex-prefeito de Campina Grande, foi eleito governador da Paraíba, derrotando seu principal adversário da época, o ex-governador Wilson Braga (PDS). Porém, com o desgaste político do PMDB, neste ano o partido elegeu apenas 7 governadores em 27 possíveis. Uma queda bastante razoável!!!
Após esta derrota eleitoral em 1989, com a candidatura Lula, o PT passou a mudar sua orientação política, com a ideia de construir alianças eleitorais cada vez mais amplas para, com isso, chegar ao governo. Os detalhes disso ficarão para outro artigo.
Importante é citar que, em 2019, o Brasil vive um novo momento político, com a ultradireita à frente da Presidência da República, através do capitão da reserva, Jair Bolsonaro (eleito pelo PSL mas atualmente sem partido). Este conseguiu, através dos anos, conquistar apoios entre os setores mais reacionários da sociedade brasileira, pegando carona na "onda da insatisfação popular" ao governo Dilma Rousseff (PT) e, contando com as graças de parte da burguesia nacional, chegou ao governo central. Uma vez lá, segue implementando uma agenda de duríssimos ataques à nossa classe, sendo bastante conivente (e compreensível) com a elite econômica de nosso país. Apesar disso, não assistimos no último período uma reação progressiva e na mesma proporção dos ataques que o governo vem fazendo ao povo, por parte da maioria das direções do movimento dos trabalhadores. Muitos preocupados em encontrar uma saída no terreno eleitoral, seja 2020 ou 2022. Infelizmente............
Neste clima conjuntural, Flamengo e River Plate se encontraram em Lima para decidirem a Libertadores 2019. Antes de falar no jogo em si, não é demais lembrar que a Argentina (assim como o Brasil) também passa por uma situação muito difícil, vivendo uma crise econômica tremenda, que fez com o que o peronista Alberto Fernández vencesse o então presidente Maurício Macri. Outra coisa a se falar do jogo: o River Plate foi o time OFICIAL da ditadura militar argentina. Alguns acusam o Flamengo de ser peça integrante da direita (ou até mesmo da extrema-direita). Não nego que haja, entre seus torcedores, perfis deste tipo. É de ficar surpreso com a aliança (inédita, até então) entre bolsominions e "revolucionários", ditos socialistas, em prol do River Plate. Mas, só não vê quem não quer a diferença (política) entre Flamengo e River Plate!!!
O Flamengo disputou a final em Lima com a seguinte formação: Diego Alves, Rafinha, Rodrigo Caio, Pablo Marí e Filipe Luís; William Arão, Gérson, Everton Ribeiro e De Arrascaeta; Gabigol e Bruno Henrique. No decorrer do jogo, especialmente  no 2º tempo da partida, quando o River Plate vencia por 1 a 0, entraram Diego no lugar de Gérson e Vitinho no lugar de Arão. Nos minutos finais da decisão, viria mais uma coincidência entre 2019 e 1981: como já disse, Zico fez os dois gols da final de 1981; agora, essa glória coube a Gabigol, que fez nos minutos finais do jogo os dois gols do Mengão e fizeram a nação rubronegra vir ao delírio em Lima e em todo o país. Além de um infarto nos corações dos antiflamenguistas.
O Flamengo torna-se, assim, BICAMPEÃO da Libertadores. Habilita-se a disputar o Mundial de Clubes não apenas este ano como também em 2021, quando este torneio terá novo formato (já definido pela FIFA com 24 clubes).
Como em 1981, agora é o Liverpool. Que venham os ingleses!!!

PS: Para quem deseja saber, meu time ideal (juntando os de 1981 e 2019) é: Diego Alves, Leandro, Rodrigo Caio, Mozer e Júnior; Andrade, Adílio e Zico; Everton Ribeiro, Nunes e Bruno Henrique. Ou seja, 7 do grupo de 1981 e 4 do atual, ok???

terça-feira, 19 de novembro de 2019

Enfim, Lula livre...... Para quê???




Em 7 de novembro deste ano, por 6 votos a 5, o STF decidiu que qualquer pessoa só poderá ser presa em definitivo, após todos os procedimentos estiverem encerrados, ou como diz a Constituição Federal desde 1988, "em trânsito e julgado". Porém, este não era o entendimento da mais alta Corte Jurídica de nosso país até então, quando havia decidido, por mais uma vez, que as pessoas podiam ser presas após serem julgadas e condenadas depois da decisão em 2ª instância. Isso afetou muitos poderosos, é verdade, mas também manteve uma grande impunidade para a imensa maioria dos pobres em nosso país - a maioria pobres e negros, vivendo na periferia de nossas cidades -, que sequer tiveram julgamento mas seguem presos nas cadeias espalhadas pelo Brasil, conforme várias estatísticas recentes demonstram. Porém, a mídia só visualiza Lula, Sérgio Cabral, Eduardo Cunha e outros "grandões" envolvidos na "LavaJato" e demais grandes escândalos de corrupção que temos assistido em tempos recentes para fazer estardalhaço sobre este assunto. Nenhuma linha, pra variar, sobre a situação da maioria pobre e negra que assolam as prisões de nosso país. Infelizmente, uma postura coerente de uma mídia a serviço de uma elite branca, rica e a serviço dos poderosos!!!
Voltando ao assunto: em 7 de novembro, o STF tomou a decisão acima descrita. Um dia após, em 8 de novembro, em Curitiba, o ex-presidente Lula (PT)  foi solto de sua prisão após 580 dias. A bandeira "Lula Livre" passava a não existir mais e conseguia, enfim, seu maior intento. A maior liderança dos petistas e de seus "satélites" estava, finalmente, solta para voltar a comandar sua legião de seguidores/as pelo país inteiro e voltar a fazer o que nunca deixou de fazer, mesmo dentro da carceragem paranaense: atuar na política partidária e nacional. Agora, com a diferença de que poderá fazer isso pelo país, como sempre fez. Mas, como??? Eis a questão!!!
Em 7 de abril de 2018, quando Lula foi preso pela PF, o país ainda estava numa fase pré-eleitoral. Cogitava-se a hipótese de que Lula poderia ser o candidato do PT nas eleições presidenciais contra Bolsonaro que, como se viu, seria o candidato eleito meses depois, pelo PSL, partido que hoje, não é mais seu. Estamos, portanto, num país que permanece polarizado de lado a lado, afundado numa crise econômica (por mais que alguns não queiram ver), cuja tendência é que isso aumente a cada dia. Porém, a pergunta que não quer calar é: o movimento dos trabalhadores se organizará, pela base, contra tudo isso ou "empurrará com a barriga" tal situação até as eleições??? E o que Lula tem a ver com isso???
Para respondermos a estas questões, vamos recorrer ao próprio Lula após sua saída da prisão em Curitiba. No dia 11 de novembro, a Folha de São Paulo publicou uma matéria aonde o petista afirma que "(Lula) tem estimulado o lançamento de candidaturas próprias nas capitais e cidades onde existe a possibilidade de segundo turno, mas sem afastar a hipótese de coligação com candidatos de oposição ao governo de Jair Bolsonaro (PSL)".https://www1.folha.uol.com.br/poder/2019/11/solto-lula-estimula-candidatos-proprios-mas-nao-descarta-aliados-do-centrao.shtml).
Alguns defensores de Lula podem achar razoável tal afirmação, mas vejamos o que segue quando ele faz a seguinte afirmação na mesma matéria: "(Na visão de Lula,) a costura de alianças no primeiro turno está permitida até mesmo com parte dos partidos do chamado centrão, desde que reservado espaço em seus palanques para a defesa do legado petista"(https://www1.folha.uol.com.br/poder/2019/11/solto-lula-estimula-candidatos-proprios-mas-nao-descarta-aliados-do-centrao.shtml).
Para quem não sabe ou não se lembra ou já "esqueceu", o centrão é um bloco partidário formado no Congresso Nacional, que apóia o governo Bolsonaro (portanto, contra os trabalhadores), formado por MDB, PP, PL e Solidariedade. Quando Lula fala em "parte" destes partidos, na verdade, resgata a ideia dos "setores progressistas" que tanto ele quanto a maioria do PT defendiam antes de chegarem ao governo em 2002 como tática eleitoral. Isso prova que, seja Lula ou a maioria do PT (para não dizer o PT como um todo), não aprenderam (ou não quiseram aprender) nada com as lições que a História lhes deu durante todos esses anos.
Para fechar com "chave de ouro" esse novo ciclo de "Lula Livre", no dia seguinte à essa declaração, Lula fez a seguinte declaração, desta vez divulgada pelo "Blog da Cidadania". Nesta ocasião, o petista afirmou "que não vai encampar a defesa pelo impeachment do presidente Jair Bolsonaro". Lula, segundo a matéria, também "diverge da posição de caciques e parlamentares do partido que, a cada nova crise do Governo, falam em "fora Bolsonaro" (https://blogdacidadania.com.br/2019/11/lula-nao-quer-impeachment-de-bolsonaro/).
Com isto, Lula demonstra ser contrário não apenas à palavra de ordem que começa a vir  de setores organizados do povo organizado do "Fora Bolsonaro" (que revela, de certa maneira, uma insatisfação com o governo e uma disposição de luta contra o mesmo), como também contra uma luta parlamentar contra esse mesmo governo, quando se posiciona pelo NÃO ao impeachment, que é uma ferramenta tipicamente burguesa. Lula revela, com isto, que tem como estratégia contra o governo Bolsonaro a mesma que tinha contra FHC e também contra Temer. Deu certo contra o primeiro, mas contra o segundo chafurdou na lama: deseja "sangrar" o governo na sua impopularidade até as eleições para, nestas, conseguir chegar lá.
Organizar a classe contra as "reformas" feitas por Bolsonaro e chamar a classe para lutar contra elas e chamar uma greve geral e lutar também contra as privatizações já anunciadas??? NUNCA que Lula se disporá a fazer isso!!! Ele poderá fazer discursos contra isso, aqui e acolá, mas organizar a classe contra isso, é outra história. Lula NÃO fará isso, pois ele e a direção do PT defendem este projeto, pois quando estiveram no governo fizeram isso. Será que alguém aqui já esqueceu o que Lula e o PT protagonizaram no governo durante o período que por lá estiveram??? Os vários leilões de petróleo??? A criação da EBSERH??? O "bolsa banqueiro", no auge da crise econômica mundial, para salvar os bancos no Brasil??? As "reformas da previdência", feita por Lula e Dilma??? Citamos algumas das coisas feitas neste período para refrescar a memória de alguns. Tudo isso tendo gente do centrão como ministros de Lula e Dilma na Esplanada em Brasília atacando nossa classe e sendo defendida pelos "satélites" do PT em todo o Brasil e classificando àqueles/as que criticavam tais coisas como "agentes da direita". Eis o resultado em 2019.......
Enfim, Lula está livre. O PT e seus "satélites" conseguiram seu intento. Nós também defendemos sua libertação, pois sempre defendemos que Lula tenha, assim como qualquer um/a, tenha um julgamento regular e justo. 
Lula está livre, finalmente. Mas, para quê???

domingo, 17 de novembro de 2019

Bolsonaro e arte de fabricar "cortinas de fumaças"

No dia 5 de novembro deste ano, o governo Bolsonaro anunciou mais um pacote de maldades contra nossa classe, através de várias PEC's - Proposta de Emenda Constitucional - encaminhadas ao Congresso Nacional recheada de corruptos e que vem sistematicamente atacando os/as trabalhadores/as há vários anos, sem dó nem piedade, por meio de sucessivos escândalos que todos assistimos que atingem os "300 picaretas" que habitam aquele antro em Brasília (segundo a música dos Paralamas dos Sucesso), que hj são muito mais do que estes 300, se dúvida.
Entre estes ataques, expressos nas PEC's dos Fundos, da Reforma Administrativa, Tributária, da Emergência Fiscal e Mais Brasil, além de um PL que trata das Privatizações das estatais, estão contidos coisas como redução de salários e acabar com a estabilidade de servidores públicos; desvincular a política de reajuste do salário mínimo das aposentadorias e benefícios do INSS; acabar com o limite de investimentos em saúde e educação, ou seja, piorar ainda mais a situação que já está caótica nessas áreas; liberar meio trilhão de reais dos fundos públicos para entregar aos banqueiros como pagamento da dívida pública; acabar com a contribuição das empresas ao INSS e ainda baixar o valor do FGTS de 8% para apenas 2% mensais, entre outras tantas agressões que o governo Bolsonaro prepara à nossa classe.
No entanto, de todo este "pacote de maldades" que Bolsonaro-Congresso de corruptos prepara para os/as trabalhadores/as, a mídia igualmente corrupta só divulga o possível estrago que está embutida em uma destas PEC's, que é a proposta de extinção dos municípios com menos de 5 mil habitantes e com arrecadação própria inferior a 10% da receita total. Isso atingiria cerca de 1254 municípios em todo país, inclusive a cidade aonde Bolsonaro nasceu, Glicério, em São Paulo.
Mas, aonde queremos chegar com este artigo é que tal repercussão deste ponto, extremamente explorado por boa parte da mídia nacional, apesar de ser uma questão que dificilmente (pra não dizer que provavelmente não será aprovada por senadores e deputados), mostra que Bolsonaro e sua "troika" de filhos - Flávio, Carlos e Eduardo - ou, como são mais conhecidos, o 01, 02 e 03, são exímios produtores de "cortinas de fumaça", ou ainda fake news, termos mais moderno. Especialmente quando se trata de tirar o foco do assunto principal  em questão da atenção das pessoas.
Neste momento, em especial, o que é mais importante: debater os efeitos nocivos dessas PEC's apresentadas por Bolsonaro e preparar a classe trabalhadora para se organizar, pela base, e lutar contra elas ou prestar atenção e discutir um assunto completamente inócuo para a classe como a extinção de municípios? Assim tem feito Bolsonaro e sua "troika de filhos, especialmente o 02 e 03 em vários momentos da conjuntura em que vivemos, através de vários exemplos, que se formos relatar, teremos outro artigo a escrever, mas podemos relatar alguns, como por exemplo, a "novela" da nomeação de 03 a embaixador nos EUA. Enquanto alguns se preocupavam em debater aquilo, a "Reforma da Previdência" avançava no Congresso, destruindo ainda mais os direitos de nossa classe. Outro exemplo: alguns ficam gastando tintas e energias debatendo o "novo velho" partido de Bolsonaro; enquanto isso, ele segue atacando nossa classe com essas PEC's e seguindo com suas intenções nocivas aos trabalhadores lançando a MP da carteira verde amarela e agora, libera o trabalho aos domingos e feriados por meio de outra MP. Tudo isso precisa de uma resposta veemente e enérgica das centrais sindicais, dos partidos de esquerda e das demais organizações operárias deste país.
É hora de pensar mais na classe trabalhadora e menos nas eleições 2020 e 2022!!! 

sábado, 19 de outubro de 2019

PNAD Contínua do IBGE mostra desigualdade reinante na Paraíba "socialista" de Ricardo Coutinho e PSB!!!

O portal G1 PB revelou nesta semana os dados de uma amostragem feita pela PNAD Contínua 2018, feita pelo IBGE, que apresentou a todo o povo paraibano aquilo que muita gente - inclusive esse que vos fala - já sabia há muito tempo, inclusive Ricardo Coutinho, João Azevedo e toda a alta cúpula dirigente do governo do Estado da Paraíba e do PSB sabem há anos e fazem questão de esconder dos/as trabalhadores/as paraibanos/as, com o único intuito de ganhar eleições, enganando e semeando ilusões, sejam nas pessoas menos esclarecidas, sejam nas pessoas que querem ser enganadas mesmo (leiam-se militantes de partidos e organizações ditos/as de "esquerda"). Isso que a PNAD Contínua 2018 revelou nada mais foi a constatação de que a Paraíba é o 3º Estado do país com maior concentração de renda do Brasil, ou seja, o 3º mais desigual deste país-continente em que vivemos. E ainda abrem a boca pra dizer que somos governados por um partido "socialista". Que o diga a "Operação Calvário"..............
Pra quem não sabe (ainda) PNAD Contínua é a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios, feita (como o próprio nome indica), de forma periódica pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas) que, em 2018, detectou esta realidade em nosso Estado. Vejamos o que isso representa, conforme a PNAD Contínua 2018:

1) A renda média dos paraibanos (incluindo todas as fontes de renda, como aposentadoria, pensão, arrendamento e mesada, foi de R$ 1.475, enquanto a média nacional foi de R$ 2.166. Uma diferença, pra baixo (em ralação ao nacional), de 3,8%, comparando com 2018;
2) Quando vamos para a questão de gênero, percebemos outra diferença. A PNAD Contínua constatou que as mulheres paraibanas possuem o rendimento de R$ 1.449, enquanto os homens paraibanos recebem R$ 1.643;
3) Um outro ponto verificado pela PNAD Contínua foi o programa federal Bolsa Família, muito presente na Paraíba. Percebeu-se que a Paraíba foi o 4º Estado do país com mais domicílios  beneficiados pelo programa, em 2018, com um total de 29,9% de famílias assistidas. As residências que participam do programa apresentaram uma renda mensal per capita de R$ 313, enquanto as residências sem beneficiários possuíram uma renda mensal per capita de R$ 1.208. 

Tudo isso serve para constatarmos a propaganda enganosa que vivemos na Paraíba há anos, não apenas durante o governo do PSB, mas em todos os governos que passaram pelo Palácio da Redenção. Ricardo Coutinho e, agora, João Azevedo, ambos do PSB, apenas repetem um filme que já foi encenado por Zé Maranhão (MDB), Cássio Cunha Lima (PSDB), Roberto Paulino (MDB), Ronaldo Cunha Lima (PSDB), Burity (PMDB), Wilson Braga (PDS), dentre outros que por lá estiveram. Todos representando os mesmos interesses, os dos patrões e das oligarquias, que sempre reinaram em nosso Estado. Mudam os nomes, mudam os partidos, mas não os verdadeiros DONOS da Paraíba. Enquanto isso, os/as trabalhadores/as tabajaras continuam em busca de sua real autonomia, independência, de poder ter em suas mãos os destinos da riqueza por eles produzida há séculos nestas terras!!!

segunda-feira, 23 de setembro de 2019

Governo Bolsonaro propõe escolas militares como padrão para Educação em todo país. Para quê???






O governo Bolsonaro anda publicando, em toda a mídia (impressa, falada e televisiva), assim como pelas redes sociais, a propaganda de um programa educacional que tem como objetivo fazer com que Estados e Municípios de todo o país adiram a este e transformem suas escolas no padrão das escolas militares, como é a intenção do MEC.
Nesta propaganda, o governo Bolsonaro promove mais uma fake news para enganar o povo brasileiro, com a informação de que tal medida (e consequente adesão de Estados e Municípios) que isso seria positivo por conta do desempenho das escolas militares no ENEM.
Assim, fizemos uma rápida pesquisa entre as melhores escolas do país para ver se tal informação corresponde à verdade. E, como já esperávamos, tudo não passa de mais um fake news. Afinal, estamos lidando com Bolsonaro e sua tropa de choque que, no MEC, atende pelo nome de Abraham Weintraub, seguido de outros bolsominions, a começar pelo divulgador-mor de fake news, Carlos Bolsonaro, não sem razão, filho de Bolsonaro.
Para comprovar o que estamos falando, primeiro publicaremos o ranking das 50 melhores escolas de todo o país, segundo o ENEM 2018, conforme divulgado pelo MEC e reproduzido pela imprensa. Se alguém encontrar, neste ranking, alguma escola militar que justifique a propaganda MENTIROSA do governo Bolsonaro, seja feliz. Confiram:

Colégios / CidadeObjetivasRedação
1FARIAS Brito AplicaçãoFortaleza733,42905,12
2OBJETIVO  IntegradoSão paulo730,61865,65
3ARI DE SÁ – Major FacundoFortaleza728,36830,26
4INSTITUTO Dom BarretoTeresina723,53879,15
5 BERNOULLIBelo horizonte715,62880,00
6FIBONACCIIpatinga715,41882,25
7COLEGUIUMBelo horizonte714,97873,91
8 IPIRANGAPetrópolis714,93842,58
9Equipe IntegradoBelém714,13881,30
10SAO BENTORio de janeiro711,69887,10
11ARI DE SA  – MamedeFortaleza709,01876,67
12APLICACAO UFVViçosa708,05891,65
13SANTA MARIA GorettiTeresina707,16834,12
14VERTICE   IISão paulo706,88890,33
15SOARES ALMEIDANiterói706,88803,64
16 BERNOULLISalvador706,55892,97
17 SANTO ANTONIOBelo horizonte706,21846,76
18CEV   JOCKEYTeresina701,10890,91
19FARIAS BRITO  – CentralFortaleza700,15874,71
20 SANTA MARCELINABelo horizonte699,01912,69
21APLICACAO DA UFPERecife697,92840,78
22SEB COC  Álvares CabralRibeirão preto697,61867,64
23 ANGLO –  IIDourados697,46911,43
24 SANTO AGOSTINHOBelo horizonte696,90863,43
25ANTARESFortaleza695,47846,32
26MOBILESão paulo694,49874,44
27 SANTO AGOSTINHONova lima693,88826,28
28 SANTO AGOSTINHORio de janeiro693,77861,19
29ETAPAValinhos693,75772,57
30SAGRADO Coração de JesusTeresina693,56883,22
31 CIENCIAS APLICADASNatal693,10870,75
32 WRGoiânia693,03863,30
33 ELITECOLCampinas692,98802,22
34ETAPA IIISão paulo692,90780,77
35 MAGNUM Nova FlorestaBelo horizonte692,69841,18
36CHRISTUSFortaleza692,55829,18
37GAYLUSSACNiterói692,12905,54
38LICEU JARDIMSanto andré691,80856,83
39 HELYOSFeira de santana691,39867,39
40OBJETIVO – Mogi das CruzesMogi das cruzes690,91867,54
41OLIMPOBrasília690,16813,33
42 ACESSOFeira de santana690,05892,57
43LEONARDO DA VINCIVitória689,98886,38
44PODIONBrasília689,96840,85
45VITAL BRAZILSão paulo689,93860,27
46 SANTO AGOSTINHO –Rio de janeiro688,95861,62
47LEONARDO DA VINCICarapicuíba688,60825,19
48AGOSTINIANO MENDELSão paulo687,96785,17
49 COGNITIVORecife687,35821,09
50 CRUZEIRO – JacarepaguáRio de janeiro687,07900,44

sábado, 14 de setembro de 2019

Por quê é tão difícil a unidade neste momento da conjuntura???






Nesta sexta-feira, 13 de setembro do corrente ano, data extremamente singular para supersticiosos/as em todo o mundo, ocorreram assembleias de trabalhadores/as dos Correios em todo o Brasil. Discutiam, eles/as, os rumos do movimento grevista que ocorrer desde o dia 11/09, após assembleias de trabalhadores/as realizadas no dia anterior, também em todo o país. Isso, depois de dois meses de negociações frustadas com a empresa para negociar melhorias nas condições de trabalho, salariais, no plano de saúde (já bastante atacado pela empresa há alguns anos) e, particularmente, contra o anúncio feito pelo governo Bolsonaro de privatizar a ECT. A empresa encabeça a lista de 17 estatais a serem privatizadas, "uma por semana", conforme palavras do próprio Bolsonaro. Daí, a greve feita pelos/as trabalhadores/as de todo o país, unificando as duas federações - FENTECT e Findect -, com os 36 sindicatos que fazem parte destas.
Na Paraíba, entre muitas falas feitas na assembleia desta sexta, uma em especial questionou, em dado momento, a falta de unidade das direções das federações e dos sindicatos (e, porque não dizer, das centrais sindicais às quais estas federações e sindicatos estão ligados/) neste momento político tão delicado - e turbulento, para dizer o mínimo - que estamos vivendo.
Tal questionamento vem sendo dito, há muito tempo, em vários locais, por vários militantes. De forma honesta, em determinados momentos; em outros, infelizmente, nem tanto. Mas, o questionamento não deixa de aparecer. Isso implica em dizer que este é verdadeiro, é real, tem eco na realidade. E não é de hoje.
Podemos encontrar muitas explicações para responder a tal questionamento. Uma das respostas daremos agora. Quem nos lê pode ou não concordar, evidentemente. Tem total direito a isto. Mas, não há de negar que é uma resposta. Sincera, fraterna, respeitosa. Que também encontra eco na realidade, pois seus elementos estão presentes em seu cotidiano. Como disse anteriormente, podemos ou não concordar.
Desde as jornadas de junho de 2013, a realidade brasileira vem mudando muito rapidamente. A velocidade dos fatos tem feito com que setores da burguesia brasileira tenham se apoderado daqueles acontecimentos ocorridos naquele momento histórico e conseguido encabeçar uma agenda política que, de certa forma, conseguiu "contaminar" uma parcela importante da sociedade brasileira, culminando anos mais tarde no impeachment de Dilma e, consequentemente, na ascensão ao poder de Temer e, assim, implantado no Planalto uma plataforma política que tentavam impor, via PT e Frente Popular, e não conseguiam mais. Durante um certo período conseguiram mas, quando perceberam que não era mais possível prosseguir com aquele governo, arrumaram uma forma de "desapegar" deste e colocar outro "serviçal" em seu lugar. Sai Dilma e o PT, entra Temer e o PMDB. Com turbulência, com crise, mas com a manutenção de um projeto político e de poder e, principalmente, dos lucros da burguesia.
O impeachment de Dilma, por mais traumático que possa ter sido, não afetou a linha mestra da elite política e, principalmente, econômica brasileira. No seu quesito essencial, a manutenção de seus lucros. Porém, era necessário avançar no processo. Assim, as "reformas econômicas" precisavam ser aprovadas, a ferro e fogo. Assim, apesar do curto espaço de tempo de seu governo, Temer precisava aprovar tais "reformas", como a trabalhista e a previdenciária. No meio do caminho, havia a lei da terceirização e a PEC do Teto de Gastos. Temer conseguiu aprovar tudo, menos a "reforma da Previdência".
Durante o governo de Temer, apesar das diferenças de encaminhamento (sem falar nas políticas), houve em vários momentos, unidade entre as centrais sindicais (portanto, em outros setores do movimento) para lutar contra todos esses ataques. A bandeira do "Fora Temer" era empunhada e gritada em muitos locais neste país. Mas, um acontecimento em 2018 serviu para iniciar a quebra desta "unidade": a prisão de Lula e o início da campanha "Lula Livre".
Por quê isso seria um fato para romper essa "unidade"??? É tão difícil gritar "Lula Livre"??? Devemos aceitar a prisão de Lula??? Em primeiro lugar, um ponto importante. Era claro, desde a instalação do governo Temer e, portanto, das mobilizações unitárias que foram feitas num determinado período entre as centrais e direções do movimento, que a "unidade" existente ali era muito "frágil". Isso por conta de anos anteriores aonde as diferenças existentes entre as direções não haviam sido devidamente amadurecidas politicamente e, de certa forma, os resquícios de suas diferenças ainda permaneciam. Segundo, outro ponto a ser dito e esclarecido esperamos, de forma definitiva. Não vemos, de forma contrária, em nenhum momento, que qualquer militante, defenda (individual ou coletivamente) a bandeira "Lula Livre". Porém, o que não concordamos, de jeito nenhum, é que transforme, isso, em eixo de luta do movimento. E é aí, neste momento, que a "unidade" entre as direções, a partir das centrais sindicais, passando pelas federações, chegando aos sindicatos e, consequentemente, aos militantes de todo o país, esvaiu feito pó. Em terceiro lugar, um ponto importante, certa vez, foi dito por Guilherme Boulos, do MTST, em debate realizado na UFPB. Ele afirmara a diferença entre unidade e identidade. Apesar de semelhantes, são coisas distintas. Temos unidade em alguns momentos de nossas vidas, como em algumas lutas políticas (unidade na luta contra a "Reforma da Previdência", por exemplo), mas podemos não pensar acerca do que representa esta mesma "Reforma da Previdência". Não temos, portanto, identidade alguma neste aspecto. Nesta diferença entre os termos em questão, temos total acordo com Boulos.
Por fim, queremos dizer o seguinte: a busca da unidade é importante e deve ser  perseguida SEMPRE. Porém, infelizmente, quase  nunca é alcançada. Por vários motivos. Este que elenquei agora há pouco é um destes. Mas, é conjuntural. existem outros, contudo dediquei-me a avaliar um do momento atual, que interfere em nosso cotidiano e, creio, precisa ser superado. Não sei como será essa superação, não possuo a "fórmula mágica", mas sei que não será com sectarismos nem com isolacionismos que alcançaremos tal situação. 
A greve dos/as trabalhadores/as dos Correios, neste momento tão difícil da conjuntura nacional que atravessamos, com um governo ultraliberal, com os dois pés fincados nas Forças Armadas, como é o de Bolsonaro, com um projeto extremamente entreguista, mostra para toda a direção do movimento operário, para suas direções majoritárias, que é preciso unificar as lutas e as categorias de trabalhadores/as, a começar pelas que estão sendo mais duramente atacadas por este governo, como estas da lista das 17 que encabeçam a privatização, e construir a Greve Geral. É preciso organizar a classe contra a "Reforma da Previdência", que vai afetar todos/as os/as trabalhadores/as deste país. É preciso cuidar da Amazônia e do meio ambiente como um todo, senão não haverá mais vida neste país e no mundo. É fundamental acabar com a sanha deste governo em querer acabar com a Educação de nossos filhos e netos, pois se assim continuar não haverá mais futuro para eles. É necessário derrotar, por vez, o Teto de Gastos, porque se assim continuar, as pragas na saúde pública continuarão. Casos como aumento da dengue, volta do sarampo, incêndios em hospitais e outras mazelas mais se proliferarão porque não haverá mais dinheiro para resolver os graves problemas sociais de nosso povo. Precisamos derrotar o governo Bolsonaro e seus aliados. Pra fazer tudo isso, só uma Frente Ampla pela base, de forma unificada, com um projeto classista, voltado para o povo trabalhador de nosso país!!!








quarta-feira, 11 de setembro de 2019

Ricardo Coutinho, João Azevedo e o projeto de poder do PSB/PB: Um disfarce para o controle partidário!






No início de agosto deste ano, o governador João Azevedo (PSB/PB) nomeou o presidente estadual de seu partido, Edvaldo Rosas, como novo Chefe de Governo. Alguns dias após este movimento feito pelo governador, a deputada estadual pelo mesmo partido, Estela Bezerra, afirmou pela imprensa local que Edvaldo Rosas deveria deixar a presidência do partido se quisesse ir para o governo, pois ela não via como ele poderia assumir, ao mesmo tempo, esses dois cargos. Tese que foi abraçada pela também deputada estadual Cida Ramos, também do PSB/PB e refutada, imediatamente, pelo próprio Edvaldo Rosas.
Este argumentou, em sua defesa que, na presidência do PSB na Paraíba, fez crescer o partido no Estado, fazendo este reeleger Ricardo Coutinho governador e eleger o atual mandatário do Estado - João Azevedo -, além de eleger um senador (pela primeira vez), além de um deputado federal e oito deputados estaduais, sem falar em 52 prefeitos e 339 vereadores em todo o Estado. Tal histórico, lembrado por Rosas em toda a imprensa em sua defesa, foi colocada à exaustão contra os argumentos das deputadas acima referidas. Porém, o início da polêmica já havia sido criada.
Tal polêmica aprofundou-se a tal ponto que, em 16/08 deste ano, a direção nacional do PSB, dissolveu o diretório estadual do partido na Paraíba, sob o argumento de uma renúncia coletiva de mais de 50% dos diretorianos deste. A partir deste fato, tentou-se, por vários momentos, fazer reuniões entre os principais quadros do partido neste processo para tentar resolver este imbróglio, quais sejam: o ex-governador, Ricardo Coutinho (acusado de ser o principal responsável por esta crise no PSB local) e o atual governador, João Azevedo (acusado de ser intransigente neste processo e, até mesmo, ingrato a Ricardo Coutinho por tudo que ele teria feito a este durante todo um processo eleitoral passado, segundo os "ricardistas").
Depois de idas e vindas, anunciou-se finalmente a decisão da direção nacional do PSB, nesta segunda-feira, 09/09 do corrente ano. Em reunião nacional, o PSB formou uma Comissão Provisória do PSB/PB, aonde nesta o ex-governador Ricardo Coutinho seria o presidente estadual e o atual governador, João Azevedo, vice-presidente. Além disso, dos 7 sete integrante desta Comissão Provisória (contando com os dois citados), RC indicaria 3 nomes e JA os 4 restantes, dando a este maioria na referida Comissão. Detalhe. João Azevedo e ninguém de seu grupo esteve presente à reunião e só tomou conhecimento de tal decisão pela imprensa, segundo afirmaram. 
A reação de João Azevedo e seu grupo foi quase que imediata: não aceitaram participar de tal Comissão Provisória formada pela direção nacional do PSB. Neste momento, os 4 membros anunciados de seu grupo anunciaram suas renúncias à citada Comissão. Outros partidários do PSB local, incluindo vereadores, deputados, já anunciaram a mesma disposição de não fazerem parte deste "acordo" e alguns até já afirmaram a disposição de sair do partido. Ou seja, a crise no PSB/PB não acabou e está longe de acabar.
Dito isto, vamos à gênese da atual crise: o que está por trás desta cisânea entre Ricardo Coutinho e João Azevedo??? Por que, de repente, criador e criatura decidiram romper laços de amizade que pareciam tão sólidos durante anos, estampados tão claramente durante a recente campanha eleitoral (vitoriosa) de 2018??? Não é difícil encontrarmos a resposta e ela atende pelo nome de projeto de poder. Senão, vejamos.
Em 2020, teremos eleições nos 5570 municípios brasileiros e, mais particularmente, nos 223 municípios paraibanos. Segundo informações prestadas pelo próprio Edvaldo Rosas, quando do início desta polêmica acerca de sua nomeação como Chefe de Governo, que afirmou ter o PSB hj 339 vereadores e 52 prefeitos em todo o Estado. Evidentemente, faz parte das pretensões do partido ampliar esta marca. Por isso, uma crise como esta nunca é bem vinda, para nenhuma sigla partidária.
E isso faz parte do projeto de poder que citamos acima, pois as eleições municipais de 2020 são um ponto importante para outro processo eleitoral, o de 2022, quando estará em jogo a sucessão do governo estadual, entre outras coisas. E aí está a razão central desta disputa entre Ricardo Coutinho e João Azevedo.
Não creio que a nomeação de Edvaldo Rosas tenha sido o elemento central impulsionador desta crise. Esta aconteceria, mais cedo ou mais tarde. Quem conhece minimamente Ricardo Coutinho sabe que este não consegue viver longe das esferas do poder. Sabe também que ele deseja, mesmo fora do poder, dominar este a seu bel prazer e, quando não consegue, usa de toda sua truculência para impor suas vontades. Por conta disso, creio eu, há esta crise no PSB local e, porque não dizer, no Estado como um todo??? 
Relembremos alguns fatos antes da nomeação de Edvaldo Rosas. João Azevedo vinha, através do poder de sua caneta - que, ao que me parece, não é BIC - tirando de cena da administração estadual algumas personas ligadas ao "ricardismo" e colocando em seu lugar outras mais afeitas ao seu modo de governar e, consequentemente, ao seu grupo que estava se formando. O último a sair foi o então secretário de Comunicação, Luís Torres, substituído por Nonato Bandeira. Paralelo a isso, começaram a ocorrer notícias acerca de escândalos envolvendo Ricardo Coutinho e seu antigo governo, com João Azevedo não se esforçando para abafar tais notícias, explodindo depois com a prisão de sua secretária de Governo (remanescente do período Ricardo Coutinho), Livânia Farias, por conta da "Operação Calvário", feita pelo Gaeco e Ministério Público da Paraíba e do Rio de Janeiro. Tal prisão reverberou, posteriormente, em uma "delação premiada" da ex-secretária de Administração, aonde nesta entregou vários "ricardistas", como Gilberto Carneiro, Laura Farias, Coriolano Coutinho (irmão do ex-governador), o próprio Nonato Bandeira, Aracilba Rocha, a própria Livânia Farias, dentre outros. Todos/as denunciados, aguardando agora o desenrolar das investigações.
Evidentemente que isso afeta por demais a imagem do ex-governador Ricardo Coutinho e, por conta disso, ele precisa de um aparato para poder reconstruir, ainda mais esta imagem perante o povo paraibano. Daí o ato em Monteiro - para uns, pela Transposição do São Francisco; para outros, pelo "Lula Livre". E, agora, esta crise no PSB local.
Tudo isso passa pelo projeto de poder. Voltamos a citá-lo porque não há outra razão para este momento turbulento pela qual vive os "socialistas" em nosso Estado.
Ricardo Coutinho sabe que, para voltar a ocupar a principal cadeira do Palácio da Redenção (ou da Prefeitura de João Pessoa), ele precisa ter o comando do partido na Paraíba e, consequentemente, não pode permitir que o agora adversário político no interior do partido, João Azevedo, tenha esse controle. Ele ou alguém de sua confiança. Daí ele agir ao seu estilo de sempre para conseguir o que deseja: com truculência e passando por cima de tudo e de todos.
Neste caso, na disputa pelo controle partidário do PSB na Paraíba, pelo projeto de poder que ambos dizem ter, eles (Ricardo Coutinho e João Azevedo) possuem uma coisa em comum: o povo é um mero detalhe!!!