Jornada Nacional de Lutas, Brasília, 24/08/2011

Reunião do Soviet de Petrogrado em 1917

A Revolução Russa: expressão mais avançada de uma onda revolucionária mundial.

Diretas Já

Luta por dias melhores

sábado, 9 de maio de 2020

Bolsonaro zomba DUAS vezes seguidas da cara do povo brasileiro que sofre com as mortes provocadas pelo coronavírus!!!



Na última quinta-feira, 07 de maio do corrente ano, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) anunciou a todo o país, via imprensa, que iria fazer um churrasco para cerca de 30 convidados neste sábado, 08/05, no Palácio da Alvorada (https://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/agencia-estado/2020/05/07/bolsonaro-diz-que-fara-churrasco-no-proximo-sabado-para-uns-30-convidados.htm). Depois, afirmou em tom irônico (como é de sua característica) a seus seguidores, na grade do Palácio da Alvorada, aonde normalmente concede entrevistas a jornalistas e fala com seus apoiadores, que este churrasco reuniria bem mais convidados. Esta foi a primeira vez que Bolsonaro zombou da cara de todo o povo brasileiro diante da pandemia do coronavírus, que já matou mais de 10 mil pessoas em todo o território nacional, com mais de 148 mil casos confirmados, segundo matéria do portal G1, de acordo com dados das Secretarias Estaduais de Saúde da manhã de hoje (https://g1.globo.com/bemestar/coronavirus/noticia/2020/05/09/casos-de-coronavirus-e-numero-de-mortes-no-brasil-em-9-de-maio.ghtml).
Posteriormente, o presidente Bolsonaro anuncia pelas redes sociais que o anúncio feito durante alguns dias (como vimos agora há pouco), do tal "churrasco da morte" tratava-se (segundo o mesmo) de "fake news"  e, para não perder o costume bolsonariano, tratou os jornalistas que divulgaram o evento amplamente informado pelo singular habitante do Palácio do Planalto nestes tempos de coronavírus, de "idiotas" e tratou seus antigos aliados do MBL (Movimento Brasil Livre), de ultradireita, como um bando de "sem noção" por estes terem entrado na justiça para tentar impedir a realização do churrasco (https://g1.globo.com/politica/noticia/2020/05/09/depois-de-anunciar-churrasco-bolsonaro-diz-que-informacao-e-fake-e-critica-jornalistas.ghtml). Pela segunda vez em três dias, Bolsonaro zombou da cara de milhões de brasileiros e brasileiras.
Pior: agindo desta maneira, Jair Messias Bolsonaro age como não como um presidente eleito por pouco mais de 57 milhões de brasileiros/as, mas como um moleque no mais deplorável sentido da palavra. Assim se comportou Bolsonaro neste episódio. E assim agirá todo aquele/aquela que concordar com este tipo de degradável comportamento.

segunda-feira, 4 de maio de 2020

O "bloqueio total" (lockdown), o aumento do número de casos e mortes da Covid-19 e a crise do governo Bolsonaro



O site G1 registra, na manhã de hoje, 04 de maio do corrente ano, de acordo com os dados das Secretarias Estaduais de Saúde de todo o país, um aumento no número de casos e mortes causadas pela Covid-19, não apenas nas últimas 24h, mas também quando comparamos na última semana, infelizmente. E é um crescimento considerável. Crescimento que faz com que nosso país tenha superado a China e que leva o Brasil a ficar entre os 10 países que figuram no topo dos países em todo o mundo neste triste e lamentável ranking no último período.
De acordo com o site citado, temos hoje (até agora), 102.155 casos confirmados da Covid-19 com 7.055 mortes já registradas em todo o território nacional (uma taxa de letalidade de 14,47%). Em relação ao mesmo período, ocorrido na semana anterior, houve de 51,5% no número de casos confirmados e de 53,2% em número de mortes. 
Isso tudo faz com que alguns governos, estaduais e municipais espalhados pelo país, passassem a ter um outro olhar sobre a questão da Covid-19 e seu combate. Desta maneira, a partir desta segunda-feira, 4 de maio, cidades como São Paulo e Estados como Maranhão, terão implantados em seus respectivos locais o "bloqueio total" como forma de combater, de forma mais efetiva, a propagação do coronavírus. Coisa que, por exemplo, foi feita em países como a Nova Zelândia e deu resultados em poucas semanas. Mas, é bom lembrar: deu certo neste país porque a política foi implantada de forma efetiva e séria, com apoio decisivo da população e rigoroso cumprimento da mesma por conta das autoridades, a começar da justiça e polícia, com aplicação de multas e até de prisões para aqueles/as que ousassem descumprir o "bloqueio total".
Aqui na Paraíba, apesar do novo decreto feito pelo governador João Azevedo (Cidadania) e pelos prefeitos Luciano Cartaxo (PV) e Romero Rodrigues (PSD), de João Pessoa e Campina Grande, respectivamente, dentre outros, nenhum se assemelha à decisão tomada pelo prefeito Emerson Panta (PSDB), de Sta. Rita que, em vídeo, anunciou que também implantará naquela cidade da Grande João Pessoa o "bloqueio total" como forma de combater o coronavírus. 
Acreditamos que, assim como o isolamento social, a radicalização da implantação do "bloqueio total" a ser feito por Estados e Municípios, assim como já foi feito em países com Itália e Nova Zelândia, sejam políticas eficazes no combate a esta doença, enquanto não vem a vacina. Porém, deve ser uma coisa muito bem planejada e, principalmente, bem feita.
Outra coisa que devemos pensar é o seguinte: caso esta política seja vitoriosa, o governo Bolsonaro (que já está em crise), poderá aprofundar definitivamente esta crise, fazendo com que sua intenção de criar uma base de sustentação no Congresso, via "Centrão", vá por água abaixo, e este busque sustentação ainda mais nas Forças Armadas que, a estas alturas, se transformaria numa incógnita ainda maior do que já é. Evidentemente, que tudo isso é mera suposição. A realidade sempre é maior do que nossa projeção. Por isso, precisamos esperar pelos acontecimentos.
Um outro elemento que não devemos desprezar é a política que vem sendo levada pelas direções do movimento da classe trabalhadora, que não vem ajudando em nada nossa classe a enfrentar este duro momento pelo qual passamos. Vejamos o último período.
Tivemos a celebração do 1º de Maio da classe trabalhadora, aonde poderíamos ter experimentado um instante de unificação dos setores que estão na luta dos trabalhadores para chamar nossa classe a resistir e construir o enfrentamento contra os ataques que estamos sofrendo há tempos, deste governo e de seus aliados, principalmente durante esta pandemia do coronavírus, aonde nossos algozes vêm se aproveitando do momento para, ainda mais, retirar nossos direitos. Mas, o que aconteceu? As lideranças majoritárias do movimento, a começar pela CUT, CTB, Força Sindical, FBP, dentre outras, se uniram e decidiram chamar para um mesmo palanque (mesmo que virtual, por conta da pandemia), esses nossos algozes, como FHC, Rodrigo Maia, Alcolumbre, Dias Toffoli, Doria, Witzel, para dividir o mesmo local conosco, que estamos cotidianamente na luta de nossa classe. Esses caras, que passam o tempo todo tramando para acabar com nossos direitos, foram chamados para celebrar a data histórica de nossa classe. Não por acaso, pouco depois, na madrugada de sábado para domingo - de 2 para de 3 de maio - Alcolumbre (DEM/AP), dirigiu sua tropa no Senado para aprovar mais um ataque contra nossa classe, dizendo que era um "socorro financeiro" para Estados e Municípios por causa do coronavírus. Me engana que eu gosto..........
Precisamos construir uma saída de classe para enfrentarmos o governo Bolsonaro e seus aliados no Congresso e no Judiciário. Defender "Frente Ampla", no terreno eleitoral, não resolverá a crise da classe trabalhadora. É preciso construir uma Frente Única para enfrentarmos o governo Bolsonaro, com unidade de ação. Só assim conseguiremos derrotá-lo. 
Precisamos também apostar na construção, pela base de nossa classe, da política do "FORA BOLSONARO E MOURÃO". Não é possível acreditar que haja dicotomia entre a permanência de Bolsonaro e a luta contra a Covid-19 em nosso país. Bolsonaro no poder é um empecilho a que haja uma real enfrentamento da crise sanitária que temos no país. E Mourão em seu lugar já deu provas mais do que suficientes de que será mais do mesmo, caso assuma o posto.
Portanto, apoiar o isolamento social, a política do "bloqueio total" a ser implantado em alguns locais mas, ao mesmo tempo, seguir defendendo a ruptura com este governo e a defesa do "FORA BOLSONARO E MOURÃO" e criticar a política da "Frente Ampla", defendida pela "esquerda oficial" (leia-se PT, PCdoB, PSOL, PDT, Rede e seus "satélites") é o que deve continuar a ser feito. Sem falar na defesa inconteste do SOCIALISMO  e da REVOLUÇÃO!!! 

quarta-feira, 29 de abril de 2020

Brasil supera a China em número de mortes da Covid-19, Mas, Bolsonaro afirma:e daí???



Após Jesus encontrar Marta e Maria perto de Betânia, eles vão ao túmulo de Lázaro, uma caverna com uma pedra que cobre a entrada. Jesus ordena: “Retirem a pedra.” Marta está preocupada, pois não entende o que Jesus vai fazer. Ela diz: “Senhor, ele já deve estar cheirando, porque já faz quatro dias.” Mas Jesus diz: “Eu não lhe disse que, se você acreditasse, veria a glória de Deus?” — João 11:39, 40.
Então a pedra é removida. Jesus olha para o céu e ora: “Pai, eu te agradeço porque me ouviste. Na verdade, eu sei que sempre me ouves, mas falei por causa da multidão que está ao meu redor, para que acreditem que tu me enviaste.” A oração que Jesus faz em voz alta mostra aos observadores que ele vai fazer algo por meio do poder de Deus. Então Jesus diz bem alto: “Lázaro, venha para fora!” E Lázaro sai com as mãos e os pés ainda enrolados com as faixas de sepultamento e o rosto coberto com um pano. Jesus diz: “Tirem as faixas dele e deixem-no ir.” — João 11:41-44.



Segundo dados do Ministério da Saúde, divulgados também pela imprensa (inclusive internacional), o Brasil entrou para o seleto grupo dos 10 países que mais mortos têm de Covid-19 no mundo, desde que essa pandemia se estabeleceu no planeta. De acordo com estes números, o país já ultrapassou a China em número de óbitos neste lamentável ranking. São, até o mais recente balanço do Ministério da Saúde, 5.385 mortes com 71.886 casos de pessoas infectadas pelo coronavírus https://brasil.elpais.com/brasil/2020-04-29/brasil-supera-china-em-mortos-por-coronavirus-admite-agravamento-da-crise-mas-bolsonaro-diz-e-dai.html). Percebamos que o Brasil passou em número de mortes o país originário da Covid-19 em um número muito menor de dias desde que esta terrível doença se instalou em nosso país. Na China, não custa recordar, o coronavírus surgiu em dezembro do ano passado, ao passo que em nosso país, esta doença começou a se instalar há pouco mais de um mês. Daí, podemos perceber a rapidez impressionante de sua proliferação, apesar das medidas tomadas pelos vários governos (estaduais e municipais, sobretudo) com o isolamento social decretado em muitos locais.
Porém, apesar de tudo isso, verificamos também que nos últimos dias, a política do isolamento social, tão questionada desde o início pelo presidente Bolsonaro e seus apoiadores (em especial pelos grandes empresários que o apóiam), vem sendo não apenas questionada de forma mais ampla (com a realização de carreatas e descumprimento dos decretos firmados), como vem levando a que vários governadores e prefeitos - a começar do governador de São Paulo, João Doria (PSDB) - tenha decidido recuar da quarentena no Estado e afrouxar esta política, sob custa de vitimar ainda mais a população, em especial os mais pobres e quem mora nas periferias, sobretudo as das grandes cidades, como uma megalópole tipo São Paulo. Apesar de todos/as perceberem, cotidianamente, a elevação dos índices de casos e mortes causadas pela Covid-19, no Brasil e no mundo. Só nos EUA, já se registram números que marcam 1/3 da quantidade de casos dessa doença ocorridos no mundo inteiro.
Há casos, no entanto, que nos chamam mais atenção (e preocupação) muito maior porque, ao contrário de alguns, prezamos pela vida humana. O caso de Manaus, no Estado do Amazonas, é emblemático. Segue a mesma linha dramática que assistimos, há dias atrás, na Itália e em Guayaquil, no Equador, aonde vimos caminhões do Exército carregando os corpos das vítimas para o cemitério por não não haverem mais carros funerários suficientes para fazer o transportes deste (no caso italiano); e corpos aos montes nas ruas da cidade equatoriana citada, sem caixões em número adequado para que estes pudessem ter um enterro digno, no caso do país sulamericano citado. Agora, assistimos drama semelhante ocorrendo com nossos/as irmãos/ãs manauaras, que não encontram vagas suficientes nos cemitérios da cidade para sepultar seus entes queridos. Para que isso aconteça, a prefeitura da cidade, junto com o governo do Estado, teve que abrir valas e mais valas no principal cemitério da cidade para enterrar estas pessoas. E, o pior desta tragédia: as pessoas sendo enterradas de maneira coletiva, umas ao lados das outras, sem velório, com no máximo 4 pessoas da família acompanhando o sepultamento. Uma cena lamentável para aquele/a que está sendo sepultado e para a sua família.
Todo este sofrimento familiar não é suficiente para sensibilizar o coração do presidente da República do Brasil, Jair Bolsonaro. Diante dos dados apresentados pelo seu Ministério da Saúde em relação ao crescimento da Covid-19 no país, ele soltou a "singular" frase, respondendo aos jornalistas: "E daí? Lamento. Quer que eu faça o quê? Eu sou Messias, mas não faço milagre" (https://veja.abril.com.br/politica/e-dai-nao-faco-milagres-diz-bolsonaro-sobre-mortes-por-covid-19/).
Este é o presidente que, por reiteradas vezes, se afirma na frente de todos/as como cristão e que, por causa disso, nomeará para o STF alguém "terrivelmente evangélico"; se diz contra ao que ele chama de "ideologia de gênero"(coisa que o STF rechaçou por unanimidade recentemente); defende a volta da ditadura militar e idolatra um de seus principais torturadores e outras coisas mais. Apesar de tudo isso, repetimos, se afirma cristão. E, com tudo isso, despreza a vida humana, bem maior não apenas da Constituição Federal (que ele jurou defender quando assumiu a Presidência da República), mas que é também a defesa maior de todo aquele que se diz cristão. Pelo menos, em tese!!!

sábado, 25 de abril de 2020

Números não mentem jamais. Já governos costumam cair.......





Demoramos algum tempo a escrever um novo artigo acerca dos desdobramentos da conjuntura nacional porque esta se apresentou, nos últimos dias, com uma velocidade que nem o mais extraordinário vidente poderia prever que esta se revelaria da forma como se apresentou. Tanto que, por exemplo, o site Uol fez uma reportagem especial, no dia 24 de abril deste ano, sobre a mais nova crise gerada no governo Bolsonaro, que teve início com a demissão do ex-ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta e teve sua provável conclusão nesta sexta-feira, 24/04/2020, do agora ex-ministro da Justiça, o antes todo-poderoso Sérgio Moro. (pelo menos é o que se acha até o momento) (https://noticias.uol.com.br/reportagens-especiais/oito-dias-que-abalaram-o-governo-bolsonaro/).
Governos têm seu início e seu final, isso é certo. Mas, todos estes também possuem, em dado momento, um ponto em que chegam a um instante em que alcançam uma ocasião em que estes conhecem o princípio de seu fim. Alguns governos recentes conheceram isso. Bolsonaro, de acordo com seus últimos movimentos, também começa a sentir isso, querendo ou não seus seguidores. Os número não mentem. Vejamos.
Em 1989, o governador de Alagoas, Fernando Collor, do inexpressivo PRN (até então), que ficou conhecido nacionalmente pela alcunha de "caçador de marajás", tornou-se presidente da República, ao ganhar numa ferrenha disputa em 2º turno contra o petista Lula (PT) naquela eleição. Collor tomou posse em 15 de março de 1990 e sofreu impeachment em 30 de dezembro de 1992, exatos dois anos, nove meses e quinze dias após ter chegado ao Palácio do Planalto. Porém, o início do seu fim no governo se deu um pouco antes, com 2 anos, 2 meses e 12 dias, quando seu irmão, Pedro Collor (já falecido), revelou em entrevista bombástica à revista Veja na época as entranhas de seu governo e, a partir dali, seu governo começava a desmoronar. 
Alguns anos depois, em 2010, a  ministra das Minas e Energia do governo Lula, Dilma Rousseff (PT), foi eleita a primeira mulher presidente da República brasileira e tomou posse em 01/01/2011 para seu primeiro mandato, tendo sido reeleita em 2014, tomando posse novamente em 01/01/2015 para o segundo mandato. 
Ainda no seu primeiro mandato, a presidente Dilma Rousseff vê seu mandato se acabar durante as manifestações daquilo que ficou conhecido como as "jornadas de junho de 2013", manifestações que começaram em São Paulo contra os reajustes das tarifas de transporte coletivo, mas que se acabaram por se espalhar por outras questões sociais, que afetavam a vida do povo em geral e que também atingiram o país como um todo e paralisaram o Brasil de maneira geral por dias, incluindo nisso o governo Dilma. As "jornadas de junho de 2013", que teve como épico a dura repressão verificada após o ato de 13/06 daquele ano em São Paulo, foi o marco decisivo para o início do fim do governo Dilma. Seu impeachment ocorreu em 31 de agosto de 2016, quando esta já estava no segundo mandato. Ou seja, tal crise política  atravessou boa parte de seu governo. Assim, o início do seu fim no governo se deu com 2 anos, 5 meses e 12 dias.
Agora, Bolsonaro experimenta algo semelhante. Justo ele, que foi eleito com um discurso de que teria vindo para por fim a um sistema que, segundo ele e seus seguidores, estaria corrompido por tais práticas corruptas e que precisava ser combatido para que isso pudesse ser definitivamente extinto. Para tanto, entre outras coisas, chamou para seu governo um símbolo da luta anticorrupção no país, que seria o juiz Sérgio Moro, que ganhou o status de superministro ao se tornar titular do Ministério da Justiça e Segurança Pública para, com "carta branca", segundo palavras do próprio Bolsonaro, iniciar tal combate à corrupção e à criminalidade em nosso país. Coisas que a realidade, em nosso país, a partir dos fatos que começaram a surgir de dentro do próprio governo, começaram a "jogar contra" o governo, o presidente Bolsonaro e seus aliados mais próximos, a começar de seus filhos.
Ao contrário de Collor e Dilma, o início do fim de seu governo em nossa avaliação começa com a demissão de Moro. E isso ocorre com 1 ano, 3 meses e 23 dias após sua posse como presidente da República. Portanto, um tempo bem menor do que o verificado nos governos citados.
Queremos, com isso, fazer uma ressalva historiográfica. Segundo o historiador Edward Hallet Carr, em seu famoso livro "Que é história?", "os fatos são sagrados, a opinião é livre". Ou seja, na minha avaliação, estes fatos que descrevi acima foram os decisivos para determinar os pontos finais para o início do fim de cada um desses governos que abordei. Evidentemente, que qualquer pessoa pode discordar de mim, no todo ou em partes. Não há nenhum problema nisso. Porém, não se pode discordar, em hipótese alguma, que os fatos aqui descritos foram decisivos para  que tais governos começassem a experimentar o seu fim. 
A demissão de Moro marca o fim de uma etapa importante no governo Bolsonaro. As repercussões de tal processo ainda se verificarão, mais cedo ou mais tarde. As hostes bolsonaristas ainda estão se recuperando do baque que sofreram. A resposta mais rápida que estão a fazer é a mesma de sempre: desqualificar o antes aliado de primeira hora, Sérgio Moro. Em todos os sites, canais de TV, rádio, portais, procuram destruir (ou desconstruir) a imagem daquele a quem era considerado o "herói nacional" no combate à corrupção. Veremos quais serão as cenas dos próximos capítulos................ 

segunda-feira, 20 de abril de 2020

Bolsonaro e sua política genocida em curso



Quando somos crianças (pelo menos era assim no MEU tempo de criança), o dia 19 de abril era celebrado nas escolas como um dia de alegria, pois lembrávamos o Dia do Índio, o dia dedicado aos primeiros habitantes de nosso território, que nos ensinaram muitos termos linguísticos, costumes e gostos culinários, além de outras coisas. Isso, de certa forma, permanece em nossas escolas até os nossos dias. Muito embora, o dia 19 de abril tenha adquirido, nos últimos anos, uma característica também de denúncia à situação de perseguição e extermínio que nossos povos indígenas têm sofrido, não apenas ao longo de nossa História (como começamos a perceber mais concretamente nos últimos anos, graças ao desvendamento dado pelos vários estudos feitos), mas especialmente nos recentes governos que temos tido em nosso país, para só falarmos do regime militar pós-1964 para cá.
O governo Bolsonaro, a partir de seu mandatário, transformou este dia, com a manifestação ocorrida em várias partes do país, a partir de Brasília, neste domingo, 19 de abril de 2020, num outro dia a ser lembrado, desta vez de forma triste. Poucos, talvez apenas Bolsonaro e seus amigos da caserna, lembravam que 19 de abril também celebrava o dia do Exército. Pelo menos, este blogueiro não lembrava disso. Mas, ele e seus amigos fizeram questão do país saber disso com as manifestações que aconteceram pedindo, entre outras coisas, a intervenção militar no país (leia-se a volta da ditadura militar) e o retorno do AI-5, sem falar no fechamento do Congresso Nacional e do STF. 
Bolsonaro (sem partido) que, em plena pandemia do coronavírus, ignora completamente as recomendações da OMS e do seu Ministério da Saúde, defendendo abertamente o fim do isolamento social e apoiando-se em sua "tropa de choque" na defesa das aglomerações e do retorno ao trabalho o quanto mais rápido possível, fez um fervoroso discurso em Brasília para sua turbe de alucinados e destilou mais veneno em sua legião de seguidores. O grande problema de tudo isso é que nem setores da centro-direita nem a "esquerda oficial" se dispõem a dar um freio de arrumação em tudo isso para parar de vez Bolsonaro. 
E o que significa dar um "freio de arrumação" em Bolsonaro, neste momento conjuntural??? Só há uma saída, neste momento: construir o FORA BOLSONARO e MOURÃO!!!
Não há mais condições de, com tudo isso que vem ocorrendo em nosso país, com a crise causada pela disseminação do coronavírus e a falta de uma condução séria que não vem sendo feita por este governo, de manter Bolsonaro à frente dos destinos do país. É preciso que tiremos Bolsonaro e Mourão já!!!]
Um dos maiores exemplos disso se dá neste "auxílio financeiro" que o governo Bolsonaro afirma conceder aos trabalhadores informais, autônomos, mães de família, dentre outros. Esta merreca de R$ 600. Até agora, apesar da propaganda oficial do governo, sabemos que milhões ainda não receberam ou estão em "análise" pelo sistema da Caixa. Enquanto isso, meia dúzia de banqueiros em todo o país receberam, logo no início desta crise, cerca de R$ 1,2 trilhão deste mesmo governo Bolsonaro, sem nenhuma burocracia. Este é o "compromisso" do governo!!!
Não dá para termos o discurso de que, neste momento, é mais prioritário cuidarmos da pandemia do coronavírus e preservarmos as vidas do que tirar Bolsonaro e Mourão do governo. Pois as duas coisas são simultâneas. Bolsonaro e Mourão atrapalham a preservação das vidas em nosso país, pois sua política, neste aspecto, é genocida, é de eliminação das vidas humanas. Para preservamos nossas vidas, precisamos tirá-los dos governo!!!
Porém, ao mesmo tempo que precisamos tirá-los do governo, temos que colocar em seu lugar um governo comprometido com os trabalhadores, governando com Conselhos Populares ao seu lado, para que assim, nossas reivindicações sejam atendidas. Só assim poderemos ter um governo realmente voltado para nossa classe!!!

quinta-feira, 16 de abril de 2020

Berg Lima, a Prefeitura de Bayeux, o decreto nº 25/020 e a recente história do "inchaço" da folha de pagamento do município




No dia 14 de abril do corrente ano, o prefeito de Bayeux, Berg Lima (PL), baixou mais um Decreto Municipal nesta época da pandemia do coronavírus, em que prorrogava a suspensão (mais uma vez) as aulas da rede municipal de ensino até o próximo dia 30 deste mês, ao mesmo tempo em que determinava a rescisão do contrato por excepcional interesse público e de prestação de serviço público e exonerações de cargos comissionados de inúmeras pessoas atualmente trabalhando no município. Segundo o teor do Decreto, ficariam de fora dessas rescisões e exonerações os servidores lotados como professores/as na Secretaria de Educação no município ou aqueles/as lotados/as na Secretaria de Trabalho e Ação Social, além de outros/as em demais Secretarias, além dos/as próprios/as secretários/as titulares, adjuntos/as, coordenadores, dentre outros/as. Como afirmamos, os da "panelinha". No total, foram atingidos pela caneta de Berg Lima cerca de 1500 trabalhadores/as  municipais em Bayeux, segundo dados do Sagresonline, do TCE/PB, de acordo com o divulgado pelo órgão em janeiro deste ano.
Infelizmente, o "inchaço" na folha de pessoal na Prefeitura de Bayeux não é um "privilégio" da gestão de Berg Lima ou algo inaugurado por este a partir de 2017, quando este chegou ao cargo de prefeito. Na verdade, Berg Lima foi apenas mais um na cidade que, quando candidato criticou duramente seu antecessor por entupir a Prefeitura com seus aliados e, ao chegar lá, fez o mesmo (ou pior) que este. 
Em junho de 2016, último ano do segundo e derradeiro mandato de Expedito Pereira na Prefeitura de Bayeux, este que pertencia ao PSB, tinha a marca de 2231 servidores municipais na administração pública, entre comissionados e prestadores de serviços (ou seja, sem concurso público); em outubro, 5 meses depois, em pleno mês eleitoral daquele ano, a Prefeitura de Bayeux tinha a quantia de 2295 servidores na máquina pública sem concurso público. Um crescimento, em cinco meses, de 2,86% ou, em números absolutos, de 64 servidores (ou de 12,8 servidores a cada mês). Neste mesmo período, o então candidato Berg Lima (na época, do PTN, criticava duramente o prefeito "socialista" Expedito Pereira, candidato à reeleição, junto com seus apoiadores e aliados).
Quando Berg Lima assumiu a Prefeitura de Bayeux, em janeiro de 2017, já no Podemos (novo nome do PTN), esta tinha, entre comissionados e prestadores de serviços, exatamente 1171 servidores municipais. Uma queda no número desses servidores em relação ao que havia no governo anterior, normal por conta da mudança de governo que havia ocorrido.
Isso se confirmaria meses depois, pois o discurso que Berg Lima colocara ao povo nas ruas, durante sua campanha,de que faria uma mudança, contrário ao que fazia seu antecessor enquanto gestor municipal, funcionara como uma fórmula capaz de enganar o mais incauto dos eleitores. Pois, no governo, o que se viu (e se vê nos dias atuais é o mais do mesmo).
Até o mês de junho de 2017, portanto, antes do fatídico dia 05 de julho daquele ano, quando houve a prisão em flagrante do prefeito Berg Lima pela força tarefa do Gaeco, MP e PF no interior do restaurante "Sal e Pedra", em Bayeux, havia no interior da Prefeitura de Bayeux, 2272 servidores  municipais sem concurso público, entre comissionados e prestadores de serviço. Ou seja, em apenas 6 meses, um crescimento de 94,02% ou em números absolutos, de 1101 servidores em 6 meses (ou, ainda, de cerca 183  servidores/mês).
Para quem acha que isso mudou com a saída de Berg Lima e a entrada de Luiz Antonio (PSDB), em julho de 2017, ledo engano. Não vamos levar em consideração os dados do Sagresonline do TCE/PB de julho/2017, mês em que Berg Lima foi preso e Luiz Antonio foi alçado à condição de prefeito, nem tampouco os meses de janeiro, fevereiro e março de 2018, meses em que este ainda governou Bayeux, até ser deposto pela justiça e o vereador-presidente da Câmara Municipal, Noquinha, assumir o cargo de prefeito, em abril do ano citado. Ficaremos apenas com os dados de agosto a dezembro de 2017 como Luiz Antonio como prefeito de Bayeux para todos verem o "Luiz Trabalhador" que muitos ainda dizem até hoje.
Em agosto de 2017, a Prefeitura de Bayeux (segundo o Sagresonline do TCE/PB) possuía 2275 servidores  municipais sem concurso público, entre comissionados e prestadores de serviço; em dezembro do mesmo ano, também no governo Luiz Antonio, este número subiu para 2561 servidores  municipais nas mesmas condições citadas anteriormente. Ou seja, em apenas 5 meses, um crescimento de 12,57% ou em números absolutos, de 286 servidores em 5 meses (ou, ainda, de cerca 57 servidores/mês).
Noquinha, o vereador presidente da Câmara  Municipal de Bayeux, assumiu a Prefeitura de Bayeux, na esteira dos escândalos políticos que a cidade assiste e acumula desde a prisão de Berg Lima já citada aqui, em 2017. Após mais um com Luiz Antonio, que ocasionou sua saída do cargo de prefeito da cidade em abril na cidade de Bayeux, em abril de 2018, o vereador Mauri Batista, conhecido por Noquinha, do PSL, assume o cargo neste mês. Assim como seu anterior, não contaremos com o mês de abril no Sagresonline e sim apenas a partir de maio.
Acontece uma coisa interessante com o governo de Noquinha, no quesito "inchaço" da folha de pessoal. De acordo com o Sagresonline, entre maio e agosto de 2018, ocorre um crescente aumento neste processo. Entre setembro e dezembro, até Berg Lima retornar à Prefeitura por ordem judicial, há uma ordem decrescente neste processo.Vejamos.
Em maio, segundo o Sagresonline, havia em Bayeux, no governo Noquinha, 2412 servidores  municipais sem concurso público, entre comissionados e prestadores de serviço; em agosto do mesmo ano, também no governo Noquinha, este número subiu para 2543 servidores  municipais nas mesmas condições citadas anteriormente. Ou seja, em apenas 4 meses, um crescimento de 5,43% ou em números absolutos, de 131 servidores em 4 meses (ou, ainda, de cerca 32 servidores/mês).
Entre setembro e dezembro de 2018, no que podemos chamar de "transição" entre a saída de Noquinha e retorno de Berg Lima à Prefeitura de Bayeux - embora, naquele momento histórico ninguém tivesse certeza disso na cidade -, há uma oscilação acerca desses números, segundo o Sagresonline, aonde nos reservaremos de não analisar, apenas de fazer esta constatação. 
A partir de 2019, Berg Lima volta à sua rotina no quesito "inchaço" na folha de pessoal na Prefeitura de Bayeux. Entre janeiro e maio deste ano, a prática é recorrente. No início do ano, o número de servidores  municipais sem concurso público, entre comissionados e prestadores de serviço era de 1310; em maio do mesmo ano, também no novo governo Berg Lima, este número subiu para 2248 servidores  municipais nas mesmas condições citadas anteriormente. Ou seja, em apenas 5 meses, um crescimento de 71,6% ou em números absolutos, de 938 servidores em 5 meses (ou, ainda, de cerca 187 servidores/mês). Este "inchaço" cai um pouco nos meses de junho e julho e, depois, oscila a partir de agosto até o final do ano em questão, permanecendo até o dado disponível no Sagresonline, que é janeiro deste ano, 2020.
Citamos tudo isso, através desta pesquisa feita com base em dados oficiais demonstrados, para deixar claro que este Decreto Municipal do prefeito Berg Lima revela tão somente uma expressão da COVARDIA que a classe política que o mandatário-mor da cidade de Bayeux demonstra a todo o povo de sua cidade que ele diz representar. Pois todo esse pessoal comissionado e/ou prestador de serviço está na Prefeitura de Bayeux há muito tempo, não apenas durante este tempo citado neste artigo, mas antes disso, levados ao Poder Púbico municipal graças à aliança que existe há anos entre o prefeito de ocasião na cidade e os/as vereadores/as instalados na Casa Severaque Dionísio que, para se beneficiarem do poder, se valem das benesses ditadas pelo Executivo Municipal que, em contrapartida ao longo das gestões, oferecem cargos aos apaniguados destes/as na administração municipal. E tal qual uma vaca dando de mamar a seus bezerros, ela oferece suas "tetas" para que estes possam usufruir à vontade. Mas, chega o dia em que as tetas murcham e o leite seca......
Sempre defendemos que a entrada no serviço público deveria se dar através de concurso público. E que aqueles/as que estavam na estrutura da máquina pública sem concurso púbico deveria se enquadrar, aos poucos, nesta questão: lutar com os companheiros/as do serviço público, efetivos, para melhorar as condições de trabalho e de salário pois isto serviria para todos/as. Infelizmente, muitos/as não refletiam dessa maneira e, agora, com esta medida adotada por Berg Lima, estão sentindo na pele, as consequências da pior maneira possível!!! 


domingo, 12 de abril de 2020

Bolsonaro (seus aliados) e sua cruzada contra o isolamento social no combate ao coronavírus





Desde que surgiu em terras tupiniquins o terrível mal o do coronavírus que o povo brasileiro tem enfrentado um triplo problema em sua vida cotidiana: o vírus; o presidente Jair Bolsonaro com suas convicções e, mais do que isso, suas práticas bizarras que tem feito ele a desrespeitar não apenas seu ministro da Saúde, mas as orientações vindas da OMS e até mesmo o discurso recente de seu "queridinho" da América do Norte, Donald Trump, que teve que rever alguns de seus posicionamentos por conta dos EUA terem se tornado rapidamente no epicentro da pandemia do coronavírus no mundo, passando imediatamente China, Itália e Espanha, pela ordem, praticando inclusive a pirataria no que diz respeito à aquisição de equipamentos hospitalares necessários para o combate ao coronavírus, como máscaras, luvas e respiradores vindos da China, que viriam para países como Brasil; e, por fim, seus seguidores bolsominions, que o seguem em todo o território nacional, como fiéis discípulos, com seus "mantras" emanados do Palácio do Planalto a  cada dia.
Isto tem feito com que Bolsonano já tenha sido classificado por uma revista norte-americana como a "liderança negacionista do coronavírus" na atualidade e, ao que parece, ele gosta de ser assim condecorado pela mídia internacional. Pois assim, ocupa um posto de primeira linha que nenhuma outra autoridade mundial, nem mesmo Trump, seu "queridinho", tem ocupado neste momento. O problema disso é que o povo brasileiro, em especial a classe trabalhadora brasileira, mais especificamente negros e negras de nosso país, mais ainda os pobres, moradores da periferia, tendem a sofrer cada vez mais com seus arroubos de "grande liderança". Dele e de seus liderados no primeiro escalão em Brasília e nos Estados e Municípios brasileiros.
Peguemos o exemplo da cidade de Campina Grande, a segunda maior do Estado da Paraíba, administrada pelo prefeito Romero Rodrigues, do PSD, em seu segundo mandato. Para quem não conhece, Romero Rodrigues é um "filhote político" do grupo político Cunha Lima, dirigido pelo ex-governador e senador Cássio Cunha Lima (PSDB). Recentemente, em videoconferência realizada por conta da pandemia do coronavírus ocorrida naquela cidade com cerca de 80 representantes da cidade, "entre MPF, MPPB, CDL, setor industrial, setor imobiliário, e outros membros" (https://parlamentopb.com.br/comercio-de-campina-grande-sera-reaberto-no-dia-20-de-abril/), este decidiu reabrir o comércio local a partir do dia 20 de abril do corrente ano, quebrando assim o isolamento social, se baseando numa determinação do STF, que afirma existir uma autonomia dos entes federados para decidirem acerca disso.
O mais impressionante desta decisão resume-se a algumas coisas: primeiro, que ela ocorre em um momento que esta ocorre num instante em que há um  crescimento assustador, no país e na Paraíba, dos casos e óbitos causados pela Covid-19. De acordo com os dados oficiais do Ministério da Saúde e da Secretaria Estadual de Saúde da PB, em apenas uma semana - de 04/04 a 11/04/2020 - houve no pais um crescimento no número de casos na ordem de 201% e de 260% no número de óbitos; em nosso Estado, a Paraíba, este número foi de, no mesmo período, 297% em número de casos e de mais de 4 vezes o de óbitos; segundo, que o prefeito campinense tomou tal decisão após ceder à pressão do presidente da CDL local, o empresário Artur Bolinha, que ameaçou publicamente não participar de mais nenhuma reunião com o governante local e, assim, não ouvir mais suas palavras (https://parlamentopb.com.br/cdl-de-campina-repudia-manutencao-de-comercio-fechado-e-preve-falencia-em-massa/); por fim, esta decisão de Romero Rodrigues contou com a aprovação do Sindicato dos Comerciários de Campina Grande, que participou da videoconferência citada, entidade que representa os/as trabalhadores/as do comércio da "Rainha da Borborema" e que, até o momento, não emitiu nenhuma nota contrária à tal postura adotada pela Prefeitura da cidade nem pelo seu gestor. Vale ressaltar que tal entidade é filiada à CTB - Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil -. 
Queremos ressaltar também que, com esta decisão, Romero Rodrigues, Artur Bolinha, o MPF, MPPB, o Sindicato dos Comerciários de Campina Grande, o setor industrial, imobiliário, todos que participaram desta videoconferência, enfim, se alinham à postura que vem sendo adotada nos últimos dias por Bolsonaro e sua "tropa de choque" na defesa do fim do isolamento social e, consequentemente, contra as orientações da OMS e do Ministério da Saúde no combate ao coronavírus e que, caso haja um pico no aumento da Covid-19 em Campina Grande e região, Romero Rodrigues e estes acima citados serão os principais responsáveis por isto!!! 

sábado, 11 de abril de 2020

O coronavírus, a quarentena, o trabalho e a dicotomia do capitalismo: a vida ou o lucro!!!





Desde que a vida humana surgiu na faze da Terra, há milhares de anos atrás, surgiu também aquilo que a ciência humana estuda há alguns anos que conhecemos como a categoria conhecida como trabalho. Esta, para os defensores ferrenhos do liberalismo e, consequentemente, do capitalismo, é a mola propulsora do lucro e da riqueza existente em nosso planeta não apenas hoje mas há algum tempo.
Para Marx, um dos grandes pensadores da humanidade, o trabalho  é a atividade sobre a qual o ser humano construiu e edificou sua História na face da Terra, empregando sua força para produzir os meios necessários para o seu sustento e o de sua família. É a partir do trabalho que o ser humano constrói sua trajetória em nosso planeta até os dias atuais, chegando aos nossos dias.
Portanto, esta noção de trabalho que temos hoje, com a divisão da sociedade em classes sociais, entre ricos e pobres, trabalhadores de um lado e patrões de outro, passou por vários momentos ao longo dos séculos, chegando aos nossos dias e continua sofrendo modificações e é passível de mudanças, pois a História não é permanente, está em processo de contínua modificação e este é um momento propício a isto.
A pandemia de coronavírus que enfrentamos na atualidade em nosso planeta nos força a enfrentarmos, em um momento único na humanidade em nossa geração, a nos depararmos com um instante global em que, literalmente, ocorre aquilo que Raul Seixas imaginou há anos atrás em sua canção "O dia em que a Terra parou" e todos pensávamos em ser mais um sonho delirante do grande Raulzito. Mas que, em pleno século XXI, tal fato tem acontecido em vários recantos do planeta: cidades inteiras do planeta desertas, vazias, por conta de um inimigo invisível, mas terrivelmente perigoso, que já chegou à casa do milhão de pessoas infectadas em todo o mundo, com centenas de mortos e que não pára de assombrar os povos. Apesar do que diz (e faz) Bolsonaro e seu exército de bolsominions espalhados pelo território nacional.....
Tal fato repercute diretamente no conceito de trabalho construído durante séculos que o regime capitalista e seus defensores ferrenhos assim pregaram em nossa sociedade, em suas mais intrínsecas teias sociais, desde a mais ínfima dessas redes sociais que é a família, como assim a conhecemos, até a famosa Wall Street, aonde circulam os mais fabulosos negócios do mundo capitalista da atualidade, com milhões e milhões de dólares jorrando num mundo aonde o lucro tem valido muito mais do que a vida de seres humanos.
Mas, num momento de crescimento geométrico do coronavírus entre a população mundial e, consequentemente, de perplexidade dos povos de todo o planeta sob a inércia do mundo sobre este, paira a pergunta: afinal, o que vale mais : a vida ou lucro??? Consequentemente, isso nos remete a outra pergunta: pra que serve trabalhar tanto neste tipo de sociedade que temos, altamente consumista???
As pessoas, de foma geral, começam a perceber que o capitalismo produziu, ao longo de anos, uma sociedade de tipo consumista, extremamente divisionista, preconceituosa, separatista, que colocou um tremendo muro e abismo entre as pessoas ao longo de todo esse tempo. E que produziu, ao longo de alguns poucos anos, algumas "certezas" (que iremos abordar em outro artigo) que estão sendo destruídas com esta pandemia do coronavírus.
Uma destas "certezas" é acerca do conceito de trabalho. O trabalho passou a ser visto como a principal razão geradora da riqueza existente em nosso mundo. E, com esta crise do coronavírus, passamos a perceber que o gerador da riqueza de um país é a força de trabalho que há em cada trabalhador/a, a partir da mão de obra de cada trabalhador/a presente na linha de produção existente em cada empresa e que, sem este/a não há riqueza nem no país como também nem tampouco algum empresário poderoso no país ou no mundo.
Bolsonaro, com suas medidas econômicas avalizadas por seu ministro da Economia, Paulo Guedes tem servido,única e exclusivamente, para agradar tão somente apenas aos ricos e poderosos (como a recente ajuda aos banqueiros de R$ 1,2 trilhão no início da pandemia; as MPs 927 e 936; a PEC do "Orçamento do Guerra", aprovada pelo Congresso, entre outras valorosas ajudas), enquanto aos trabalhadores lhes serve  migalhas, como a contribuição de R$ 600 por três meses aos trabalhadores informais. Bolsonaro revela, com isso, seu "compromisso" de classe num momento extremamente delicado da conjuntura e, assim, nos mostra o que significa para ele o que é a dicotomia do capitalismo para seu governo, neste instante da História.



sexta-feira, 10 de abril de 2020

Deputados e deputadas da Assembleia Legislativa da Paraíba entram na "onda" e prestam solidariedade ao combate à Covid-19. Pense numa "solidariedade".....




Recentemente, temos assistido vários vídeos de políticos declarando redução de seus salários para, com isso, ajudar no combate à pandemia do coronavírus que temos enfrentado já há alguns dias em nosso país e Estado. Isso tem ocorrido junto com o discurso de que todos temos perdido algo com esta terrível doença que nos assola desde que surgiu em nossas vidas, o que não é bem assim.
Não podemos comparar, em hipótese alguma, a repercussão que uma pessoa da periferia da zona leste de São Paulo tem com o enfrentamento à Covid-19 com aquele que uma pessoa dos Jardins, também em São Paulo, (apenas para citar na mesma cidade). Ou que uma que vive na África com outra que está na Suíça. Apesar de todos/as estarmos potencialmente expostos aos mesmos riscos em relação ao coronavírus, mas a contaminação a este possuem diferenças em relação ao gênero, raça e classe. Até mesmo nos EUA, que é hoje o epicentro da Covid-19, isso está presente. Não é à toa que o maior índice de contaminação, naquele país, está presente entre o povo negro.
Sobre o tema central de nosso artigo de hoje, na última quarta-feira, 08 de abril do corrente ano, os/as deputados/as estaduais da Paraíba decidiram seguir a "onda" que existe em nosso Estado e aprovaram que irão doar uma contribuição ao combate à pandemia do coronavírus em terras tabajaras, que avança a cada dia. E esta será uma "robusta" ajuda, para não dizer o contrário. 
Esta contribuição será de 2% de seus gordos salários, ou de pouco mais de R$ 500. Para se ter uma ideia do que isso significa, se todos os 36 parlamentares estaduais contribuírem, o valor total disto será de pouco mais de R$ 18 mil. Que, convenhamos, não será suficiente para adquirir um respirador mecânico. Mas, segundo a decisão tomada pela Assembleia Legislativa, esta contribuição servirá para "aquisição de materiais sanitários e hospitalares para a prevenção e combate à pandemia causada pela Covid-19" (https://www.maispb.com.br/457747/deputados-destinarao-2-dos-salarios-para-combate-a-covid-19-na-pb.html).
Só pra lembrar a cada um/a de vocês: cada deputado/a estadual da Paraíba ganha, por mês, R$ 25.322, sem falar nas demais verbas adicionais.
Este é o "exemplo" dado pelos/as deputados/as estaduais paraibanos/as em tempos de coronavírus. Durma com uma zoada dessas..........

quarta-feira, 8 de abril de 2020

O Covid-19 e as etnias: sua terrível relação na sociedade capitalista que destrói os povos









Nesta quarta-feira, 08 de abril do corrente ano, vários órgãos de imprensa nacionais espalharam a notícia que veio dos EUA de que, no centro do capitalismo e também o epicentro da pandemia do coronavírus na atualidade mundial, a maior vítima da Covid-19 são as pessoas de cor negra. Mesmo sem estarem nas estatísticas oficiais do governo daquele país (como também de nenhum outro no mundo), dados de alguns Estados norte-americanos conferiam números impressionantes do que está ocorrendo no coração do império capitalista mundial em tempos de coronavírus ao povo negro daquele país.
Segundo a revista Veja, "no Estado de Illinois, 43% das pessoas que morreram pela doença e 28% dos que testaram positivos eram afro-americanas, um grupo que compõe apenas 15% da população estadual. No Michigan, um terço dos pacientes é negro e 40% são dessa população, que representa 15% dos habitantes do Estado. Em Lousiana, onde os afro-descendentes também representam um terço da população, 70% dos mortos pela Covid-19 eram afro-americanos" (https://veja.abril.com.br/mundo/coronavirus-taxa-de-contaminacao-e-maior-em-negros-nos-eua/).
Na mesma matéria, se afirma que "a Carolina do Norte e a Carolina do Sul divulgaram que a taxa de infecção na população negra excede a taxa da população em geral. Já em Connecticut, os afro-americanos contaminados se encaixam na média do estado" (idem). A revista Veja afirma ainda que trata-se de "estatísticas preliminares porque várias cidades e estados não reportam a etnia dos novos casos e mortes de Covid-19". Mas que, acrescenta o Times, segundo Veja, isso não deixa de ser "alarmante".
Isso revela para nós aquilo que percebemos há algum tempo: é uma característica que vimos notando como um dos elementos centrais desta *pandemia do coronavírus*, em nosso país e também em boa parte de outros locais do nosso planeta: seu conteúdo de classe e de raça.
Como bem abordou a companheira Marcela Azevedo, da Secretaria Nacional de Mulheres do PSTU, em seu artigo "Covid-19: a letalidade tem raça, gênero e classe", logo que esta terrível doença iniciou sua propagação em nosso país, esta esteve relacionada à coisa de gente de classe média pra cima, pois era tida por conta de pessoas que tinham contato com pessoas de outros países por haverem viajado para fora. Mas, os dias foram passando e a realidade foi se apresentando de outra forma e hoje percebemos que, não apenas no Brasil, mas no mundo verificamos que os/as trabalhadores/as, em especial àqueles/as que habitam as periferias do mundo capitalista estão mais suscetíveis a contraírem a Covid-19.
Como a população do Complexo do Alemão, que passa dias sem água disponível sequer  para lavar as mãos para sua higienização (como frequentemente orienta o Ministério da Saúde no combate ao coronavírus) conseguirá livrar-se de contrair esta doença??? Se aqui é assim, no coração do império não é diferente, podem ter certeza!!!  
(...) "A doença não escolhe raça, gênero ou conta bancária para se manifestar, mas as desigualdades impostas por este sistema de opressão e exploração determinam quem vai morrer e padecer, sem tratamento. Serão os pobres e oprimidos da classe trabalhadora, que estão mais expostos aos riscos e à letalidade da pandemia"(https://www.pstu.org.br/covid-19-a-letalidade-tem-raca-genero-e-classe/).
Esta é a dura e triste realidade a que nossa classe está inserida e no interior desta pandemia do coronavírus se revela, mais uma vez, a encruzilhada história que o capitalismo impõe à classe trabalhadora mundial: socialismo ou barbárie. E, mais uma vez, só o socialismo, com a classe trabalhadora organizada pela base, através de suas organizações classistas e uma direção firmemente comprometida com esta classe, conseguirá destruir este sistema que não tem nada a oferecer à humanidade a não ser a sua destruição!!!