Jornada Nacional de Lutas, Brasília, 24/08/2011

Reunião do Soviet de Petrogrado em 1917

A Revolução Russa: expressão mais avançada de uma onda revolucionária mundial.

Diretas Já

Luta por dias melhores

quarta-feira, 17 de julho de 2013

O prefeito Expedito Pereira não se cansa de atacar os direitos dos servidores municipais de Bayeux. Agora, ele volta a atacar o Pessoal de Apoio, companheiros e companheiras mais precarizados na hierarquia de trabalho de nossa categoria e que desempenham um trabalho FUNDAMENTAL para o serviço público municipal e que, por isso mesmo, deveriam ser melhor tratados pela Prefeitura. Porém, o tratamento que recebem dos gestores dessa cidade é esse: ataques e mais ataques a seus direitos.
Expedito, além de não pagar vários direitos previstos no PCCR da categoria - gratificação de 50% sobre os vencimentos para quem trabalha em ambiente insalubre, gratificação de 7% sobre o vencimento para quem concluiu um curso superior, concessão do vale transporte como determina a lei federal em vigor, dentre tantos outros -, agora vem atacar uma das maiores conquistas dessa categoria, obtidas através deste PCCR, que é a jornada de trabalho em sistema de horário corrido de 6 horas diárias ou 30 horas semanais.
O sistema de horário corrido é benéfico por dois motivos: primeiro, porque mantém a administração pública com suas repartições abertas o tempo todo, durante todo o dia, proporcionando assim um melhor atendimento à população, principal alvo dessa ideia; segundo, porque com isso, a Prefeitura pode, através de concurso público, contratar mais pessoas para o quadro efetivo, gerando mais emprego e renda na cidade.
Porém, não é assim que pensam os gestores, em especial Expedito Pereira e seus aliados de plantão na Prefeitura Municipal de Bayeux. A eles só interessa o velho ditado: farinha pouca, meu pirão primeiro. E aí, tome ataque sobre os servidores municipais.
No dia 1º de julho, o secretário de Administração, sr. Álvaro de Vasconcelos Neto, emitiu uma Portaria Interna, de nº 002/2013, determinando que a partir desta data, todos os servidores dos níveis elementar e médio devem cumprir a carga horária não inferior a 40 (quarenta) horas semanais, e ratifica tal decisão com base na Lei Orgânica do Município, em seu artigo 48 e seguintes.
O que o secretário Álvaro não deve ter observado direito nem tampouco o Procurador do Município também é que o artigo 48 da Lei Orgânica refere-se às competências dos secretários municipais, não falando NADA sobre jornada de trabalho de servidor municipal. O artigo da referida lei que vai tratar disso é o artigo 58, inciso VII, que diz textualmente o seguinte: "duração do trabalho normal não superior a oito horas diárias e quarenta e quatro horas semanais, facultada a compensação de horários e a redução de jornada, mediante acordo ou convenção de trabalho". 
Portanto, está bem claro no texto da Lei Orgânica que os servidores municipais de Bayeux do Apoio devem continuar trabalhando em regime de horário, como garante a Lei Municipal 1242/12, conquistada com muito esforço coletivo, após mais de 20 anos de longa espera. E não vai ser um aprendiz de ditador chamado Expedito Pereira que vai retirar esse direito dos trabalhadores!  

SINDICATO DOS TRABALHADORES MUNICIPAIS DE BAYEUX
Gestão Resistência, Luta e Participação

terça-feira, 16 de julho de 2013

Coisas da política em Bayeux


Esse rapaz da foto 












se candidatou a prefeito em 2012 em Bayeux fazendo oposição a este senhor


No entanto, na campanha do SINTRAMB deste ano, ele está passando nas unidades de trabalho pedindo voto pra chapa dessa senhora












Que é do DEM, mesmo partido de Sara Cabral, que Berg Lima dizia na campanha passada também fazer oposição.

E aí,  ? Qual é a tua? É mais um a enganar o povo trabalhador, decente e honesto de Bayeux?



















domingo, 23 de junho de 2013

Para onde vai esse movimento do dia 20/06?





No dia 20/06, o país parou, literalmente. Milhões de brasileiros foram às ruas em todas as capitais e em outras cidades do Brasil protestando contra o aumento das passagens do transporte coletivo, mas também lutando contra a PEC 37, a "cura gay", por mais verbas para educação e saúde públicas, contra a corrupção, enfim, várias pautas populares engasgadas nas gargantas do nosso povo já há muito tempo, por conta dos efeitos de uma política econômica que, apesar do discurso oficial do governo Dilma, só tem beneficiado uma pequena elite e prejudicado centenas de milhares, apesar das aparências.   
Em João Pessoa, não foi diferente. Centenas de milhares de pessoas tomaram as ruas de nossa cidade neste dia 20/06, que já entrou para a História do país e de nossa "Cidade das Acácias". Particularmente, em 26 anos de militância política, nunca havia visto tanta gente reunida em torno de algumas causas tão justas, como as citadas acima. Como havia dito em algumas entrevistas no dia anterior ao movimento em alguns meios de comunicação, teríamos - e tivemos, o dia 20/06 confirmou isso - uma manifestação superior ao que foi o "Fora Collor", em 1992. 
Porém, não temos como esquecer o ponto negativo da manifestação do dia 20/06. Como no resto do país, em João Pessoa demonstrou-se um elemento de cunho fascista de forma impressionante, ao se colocar de forma violenta contra a presença dos partidos políticos de esquerda e suas bandeiras. Particularmente, isso se deu de forma mais clara contra o meu partido, o PSTU, que embora reconhecido por alguns naquele movimento como sendo de luta, foi repudiado de uma maneira absurda, sem qualquer sentido lógico, por uma massa manipulada pela mídia e, especialmente, pela direita organizada que estava na manifestação dirigindo um grupo razoável de pessoas e que foi decisiva não apenas para esta ação antipartidos como também para a mudança de rumo do trajeto da marcha, que deveria seguir para o Palácio da Redenção e ao Paço Municipal da PMJP, para seguir à Epitácio Pessoa, para dessa forma se transformar num desfile fora de época das "Muriçoças do Miramar". Nada contra as "Muriçoças", ADORO, mas foi nisso que a direita organizada na manifestação quis que o ato POLÍTICO se transformasse e conseguiu.
Sem falar que no meio do movimento, além da atitude FASCISTA de atentar contra a presença dos partidos e tentar tomar suas bandeiras, a direita organizada ainda fazia ecoar sua política com bandeiras como "pela redução da maioridade penal", "não ao ato partidário" e coisas do gênero. 
O dia 20/06 foi um dia histórico porque nos mostrou que existe um grande insatisfação do povo com os rumos da política econômica atual e que é preciso manter as manifestações após essa primeira vitória, que foi a redução no valor da tarifa dos transportes. Porém, é preciso ampliar o movimento para outras demandas que apontam para outro modelo econômico adotado pelo PT  e PSDB nos últimos anos em nosso país. 
É preciso também reunir as demais organizações políticas e sindicais e definir um dia de luta e paralisações, porque temos que chamar os metalúrgicos, os operários da construção civil, os professores, os bancários, para estarem aqui com suas bandeiras e reivindicações, para lutar contra os fascistas, para conseguirmos as reivindicações da nossa classe.
Os partido e as organizações da luta do povo trabalhador do povo brasileiro NÃO podem se deixar vencer por alguns poucos FASCISTAS. VAMOS DAR A RESPOSTA A ELES VOLTANDO ÀS RUAS, QUE SÃO O REAL ESPAÇO DAS LUTAS DO POVO TRABALHADOR DE NOSSO POVO!!!

quinta-feira, 20 de junho de 2013

Não às criminalização dos movimentos sociais e de seus lutadores/as!!!

Fomos surpreendidos na manhã de hoje, através de vários meios de comunicação que começaram a entrar conosco, sobre uma píchação que teria sido feita por militantes do PSTU no prédio do Lyceu Paraibano.
Diante deste fato, como militante do PSTU e presidente do Diretório Municipal de João Pessoa, que venho esclarecer tais fatos a toda sociedade paraibana e, em especial ao povo de João Pessoa e a todos/as os/as lutadores/as que, juntamente com a militância do PSTU, estão construindo este ato de hoje à tarde, saindo de frente do Colégio Lyceu Paraibano, a partir das 16h.
Em todo o país, estamos acompanhando grandes mobilizações do povo contra o aumento das tarifas dos transportes coletivos, mas que também começaram a questionar a falta de investimentos oficiais em áreas como a Saúde e Educação, enquanto o governo Dilma, com seus parceiros nos Estados, já torraram cerca de R$ 28 bi para bancar uma Copa do Mundo.
Em todas essas mobilizações espalhadas pelo país, o PSTU tem se feito presente porque SEMPRE foi um partido que, ao longo dos anos, esteve presente em TODAS as manifestações populares reivindicando melhorias na condição de vida da classe trabalhadora e da juventude de nosso país. A luta por um transporte mais barato, mais eficiente, pelo Passe Livre, faz parte da nossa história enquanto partido. Não estamos nessa luta apenas a partir destas mobilizações.
Por isso, o PSTU  vem de público REPUDIAR tais atos praticados no Lyceu Paraibano ou em qualquer outro local que traga a assinatura de nosso partido. O PSTU NÃO ORIENTOU NEM VAI ORIENTAR NENHUM DE SEUS MILITANTES A PRATICAR TAIS ATOS!!!
Estamos construindo o movimento junto com várias outras organizações, na busca por garantir que o Poder Público encaminha as reivindicações do movimento. É para isso que estamos na luta!!!
O PSTU TAMBÉM CONSIDERA QUE TAIS ATOS ESTÃO PARTINDO DE SETORES DA DIREITA QUE PRETENDEM CRIMINALIZAR O MOVIMENTO E, POR TABELA, ATINGIR NOSSO PARTIDO. NÃO VAMOS FICAR CALADOS DIANTE DE MAIS ESSA OFENSIVA CONTRA NOSSO PARTIDO!!!


DIREÇÃO ESTADUAL PSTU/PB

quarta-feira, 22 de maio de 2013

E se fosse verdade????





No último sábado, 18 de maio, boa parte do país foi tomado por uma correria de milhões de pessoas em desabalada histeria e pânico até as agências da Caixa Econômica Federal em pelo menos 10 Estados atrás de sacar os recursos do programa do governo federal "Bolsa Família". Isso porque, segundo se especula até o momento, vindo por meio das redes sociais a partir de Manaus/AM, teria surgido a informação de que o programa seria suspenso até a meia-noite do sábado e, caso as pessoas não sacassem o recurso, não teriam mais aquele dinheiro disponível nos seus orçamentos domésticos. Pronto, estava instalado o caos!!!
Imediatamente, formaram-se em TODAS as agências da Caixa nesses 10 Estados, boa parte situados no Norte/Nordeste do país um tumulto generalizado, com homens, mulheres, jovens e idosos, pessoas com crianças no colo, todos se aglomerando dentro e fora das agências, buscando desesperadas informações e, sobretudo, sacar o precioso dinheiro do "Bolsa Família", com o qual vem mantendo suas famílias ao longos dos últimos 10 anos, desde quando o governo do PT criou o programa e, com ele, a fórmula mágica de amealhar votos para sua poderosa máquina eleitoral, desde então. As polícias dos Estados tentavam, sem sucesso, organizar o tumulto, que causou, em algumas localidades, até mesmo quebra-quebra de agências.
O episódio trouxe à tona alguns questionamentos importantes sobre o "Bolsa Família". O primeiro deles em forma de várias perguntas, uma entrelaçada à outra: e se fosse verdade a informação do fim do programa? E se não fosse um boato divulgado pelas redes sociais? O que seriam das 13,8 milhões de famílias integradas ao programa neste ano para receber ao benefício? O que seriam delas?
Evidentemente, que TODAS essas famílias seriam, IMEDIATAMENTE, jogadas de uma vez à situação real de suas vidas, ou seja, na mais absoluta pobreza, coisa que o programa tenta esconder, que aliás é a sua finalidade. Não nos custa relembrar que programas como o "Bolsa Família" fazem parte das recomendações do Consenso de Washington como forma de atenuar a dura realidade gerada pelos planos neoliberais impostos aos países pelo FMI e Banco Mundial, através de políticas assistencialistas. No Brasil, o "Bolsa Família" atendeu a essa orientação do imperialismo, assim como as "Missiones" na Venezuela chavista. 
O episódio serviu também para demonstrar a imensa fragilidade do programa. Segundo informações oficiais do Ministério do Desenvolvimento Social, em seu site - http://www.mds.gov.br/saladeimprensa/noticias/2013/05/bolsa-familia-mais-de-70-dos-beneficiarios-trabalham - neste ano de 2013, 13,8 milhões de famílias receberão 24 bilhões de reais destinadas ao programa. Fazendo rapidamente uma conta, verifica-se que tais números revelam a imensa distância daquilo que os petistas chamam de "distribuição de renda". Pegando o montante geral do programa para todo o ano (R$ 24 bi) e dividindo igualmente pelo número de famílias aptas a receber o recurso (13,8 mi), teremos que, em média, cada família receberá por ano, um valor de R$ 1.739,13; por mês, isso equivale a R$ 144,93; e, finalmente, por dia, a R$ 4,83. É a isso que os petistas chamam de "distribuição de renda"? Desafio qualquer membro da PMJP, a começar do prefeito, a viver com essa "distribuição de renda"!  
Enquanto isso, só no 1º trimestre de 2013, os 3 maiores bancos privados do país - Itaú, Santander e Bradesco - apresentaram um aumento na sua taxa de lucros, com 4,94 bi, 3,37 bi e 3,11 bi, respectivamente. E isso motivado por conta de uma política econômica que privilegia os ricos e faz com que o Brasil continue sendo um paraíso dos juros altos e, consequentemente, extremamente vantajoso para o capital especulativo. Além disso, o que se consome do orçamento público com juros e amortizações da dívida pública é de fazer rir o que se destina às famílias beneficiadas com o "Bolsa Família", dando a esse programa anda mais o caráter de esmola. Só para se ter uma ideia, em 2012, 47,19% do orçamento foi destinado a encher os bolsos dos banqueiros nacionais e internacionais com os serviços da dívida pública, ou seja, R$ 1.014.737.844.451,00 (hum trilhão, quatorze bilhões, setecentos e trinta e sete milhões, oitocentos e quarenta e quatro mil, quatrocentos e cinquenta e um reais). Mais uma vez, essa é a famosa "distribuição de renda" do governo do PT.
Os tumultos de sábado nos revelaram que o "Bolsa Família", como diria Marx, é tão sólido que se desmancha no ar. Com os ventos da crise soprando na Europa e que não tardam a chegar em nosso país e na América Latina - a estagnação econômica já é uma realidade, aliado ao crescimento do desemprego e a volta da inflação - as condições de se manter uma base social às margens de uma política assistencialista com base em programas como esse demonstraram que são muito frágeis e que tanto o governo do PT quanto a oposição de direita, que sonha em retornar ao comando do país, precisam pensar muito como contornar esse problema que eles mesmo criaram. 
Pra concluir, assistam abaixo ao próprio Lula falando sobre o "Bolsa Família" em um vídeo que mostra o ex-presidente em dois momentos. No 1º instante, Lula em 2009, falando em uma solenidade enquanto presidente; no outro instante, em 2000, em um vídeo do PT. Qual dos dois é o verdadeiro? Eis a questão!!!



quarta-feira, 17 de abril de 2013

Pau que nasce torto, continua torto. Ou como não se faz uma Conferência de Educação!

Hoje, 17 de abril de 2013, estava marcado para acontecer no auditório do Shopping Sebrae, em João Pessoa, a Conferência Intermunicipal de João Pessoa, etapa preparatória da CONAE 2014 (Conferência Nacional da Educação), que ocorrerá em fevereiro do próximo ano, em Brasília.
O evento começou pouco mais de 9h no local acima citado, reunindo centenas de profissionais de educação de 14 municípios da Grande João Pessoa, além de gestores, estudantes, pais/mães de alunos, membros de conselhos estadual e municipais, bem como trabalhadores e gestores da rede privada de ensino. Isso dos segmentos da educação básica, profissional e superior, de onde deveriam sair os/as delegados/as para a Conferência Estadual que, por sua vez, deveria escolher os/as representantes para  CONAE 2014.
Porém, foi na Plenária Final que a Conferência Intermunicipal começou a perder o prumo. Isso porque foi questionado pelos presentes a falta do regimento interno da mesma, coisa aparentemente banal, mas que naquele momento sua ausência era sentida para garantir o mínimo de andamento dos trabalhos do evento. E aí começou o tumulto na Conferência! Depois, veio a segunda parte, quando foi debatida a eleição dos/as delegados/as para a Conferência Estadual. O problema ocorreu por conta dos cálculos elaborados pelo Fórum Estadual da Educação (FEE/PB) levou em consideração o número de municípios paraibanos para, com base nisso, levantar o quantitativo de vagas por Conferências Intermunicipais no Estado. Porém, como foi percebido por alguns delegados, isso criou distorções sérias na distribuição de vagas. De acordo com o FEE/PB, a Conferência Estadual deverá ter 500 delegados/as, sendo 20 natos, sobrando portanto 480 para o conjunto do Estado. Segundo os cálculos feitos pelo FEE/PB, a Conferência Intermunicipal de João Pessoa tinha direito a 34 vagas para a Estadual, a de Campina Grande tinha direito a 74 vagas. Assim, através de Luiz Júnior, secretário de Educação de João Pessoa e apoiado pela maioria do plenário da Conferência e com base no regimento da CONAE 2014, o número de delegados/as deveria levar em consideração a população dos municípios. Por exemplo, um município como Bayeux pularia de 3 delegados para 8 para a Estadual. E, assim, os demais municípios também aumentariam sua representação. Pela proposta de Luiz Júnior, cada município paraibano teria direito a 1 delegado e os demais, teriam direito a 1 delegado + "x" delegados de acordo com o tamanho de sua população. Evidentemente que essa proposta ganhou o apoio do conjunto do plenário, não apenas por contemplar todos os municípios paraibanos, mas por estar em absoluta sintonia com o regimento da CONAE 2014 que, até aquele momento, era ABSOLUTAMENTE desconhecido pelo Fórum Estadual da Educação. Pode parecer incrível isso, mas é a mais absoluta verdade!!!
Qual o resultado prático disso? Simplesmente a Conferência Intermunicipal da Educação de João Pessoa implodiu!!! Não havia mais condições políticas de continuar NENHUMA discussão. Assim, o encaminhamento aprovado, a contragosto da Coordenação Geral da Conferência (que foi obrigada a aceitar tal encaminhamento), a  Conferência Intermunicipal da Educação de João Pessoa foi SUSPENSA e o Fórum Estadual da Educação vai se reunir na próxima sexta-feira para refazer os cálculos de delegados/as para a Conferência Estadual, com base no regimento da CONAE 2014. que aponta como critério principal a população existente nos municípios.
Na nossa avaliação, tudo isso se deveu a uma desorganização brutal da Coordenação da Conferência Intermunicipal da Educação de João Pessoa, que não conseguiu preparar um simples regimento interno para o evento e que, por causa disso, provocou um tumulto imenso na Plenária Final do evento que poderia ter sido perfeitamente  evitado. Inclusive, gerando um fato inédito, pelo menos para este blogueiro que vos fala. Pois após 26 anos de militância, iniciada no movimento estudantil, participado também do movimento comunitário por um breve espaço de tempo e atuando nos últimos anos no movimento sindical, nunca vi em todos esses anos, a leitura de um regimento ser feita em uma Plenária Final. Isso não apenas é inédito como completamente absurdo. Mas aconteceu hoje, na Conferência Intermunicipal de João Pessoa.
Como diria um velho ditado popular, pau que nasce torto. morre torto. Como a Conferência foi apenas suspensa, esse pau continua torto. 
     

sábado, 23 de fevereiro de 2013

Saindo de um campo de batalha, mas não da guerra



No último dia 20 de fevereiro, na mesma ocasião em que os/as trabalhadores/as da educação municipal de Sta. Rita debatiam, em assembleia, se deveriam ou não aceitar o empréstimo da Prefeitura para receber os seus salários atrasados de dezembro e o 13º, assinei minha exoneração dos quadros efetivos daquela instituição e, por tabela, também desta batalha travada por esta categoria de luta. 
Ingressei na PMSR em 12 de maio de 2003, como sempre em minha vida, por meio de concurso público. Já em 2004, fiz parte do Comando de Greve que durou 45 dias, no último ano da (indi) gestão Maroja. Depois, foram 8 anos enfrentando o governo Marcus Odilon, que simplesmente destruiu aquilo que pode se chamar de políticas públicas, até chegar ao caos que existe hoje em Sta. Rita.
Em 2007, enfrentamos uma greve duríssima, com a prefeitura de Marcus Odilon enviando para a escola em que eu trabalhava - a EMEF Antonio Ferreira Nunes, popularmente conhecida como Isaura Guerra, no Alto das Populares - o secretário de Educação, o ex-vereador Adones Júnior e o adjunto, o atual vereador, Farias, junto com vários capangas, para na marra tentar reabrir a escola, já que esta era uma das fortalezas da greve, segundo o movimento e a própria secretaria. Foi um dia extremamente tenso na escola e na comunidade.
Mas, sem dúvida, 2012 é um ano que JAMAIS será esquecido de nossa memória. A greve de 4 meses, a truculência da prefeitura durante o movimento antes, durante e, principalmente, após são coisas que fazem parte de um aprendizado político individual e coletivo que não serão nunca desperdiçados, apenas pelos tolos.
E é exatamente neste ponto que quero me reportar ao falar de minha saída de Sta. Rita.
Saio por força das circunstâncias  Saio por uma imposição legal. Não saio feliz, portanto. Passei no concurso do Estado e, assim, tenho que me desfazer de um dos dois concursos que já possuo. Optei por Sta. Rita, já que em Bayeux estou na direção do sindicato dos servidores municipais. A experiência política, dentro e fora da sala de aula, que tive nesses 9 anos, 9 meses e 8 dias que atuei em Sta. Rita, levarei para sempre na minha trajetória pessoal e política.    
A classe trabalhadora de Sta. Rita, especialmente o magistério, me ensinou muito esses anos, com sua vibração, sua disposição de luta, apesar dos reveses, apesar das vacilações da direção do sindicato, mas sempre se mostrou como uma categoria disposta à luta e, assim, nos apontou por várias vezes como devemos agir em vários momentos da luta.
Na sala de aula, com todas as dificuldades encontradas no dia a dia, aprendemos a conviver com isso e principalmente, superar tudo isso. Ao longo de todos esses anos, conheci pessoas extraordinárias, pelas quais guardo imenso carinho e gostaria aqui de agradecer o convívio que tive com elas durante esse período. Às professoras e professores Donátila, Egizomar (que agora assumiu, com todo louvor, a coordenação do Projovem no município), Ana Freire, Luzia, Ebenezer, Antonio Carlos, Chagas, Suênia, Márcio Brito, Leda, muito obrigado por ter participado do convívio de vocês. Queria agradecer também a amizade que desfrutei do pessoal de apoio. Betânia, Marconi, Erivaldo (mais conhecido com Irmão), Fábio, o pessoal da cozinha - que não conheço o nome de todo mundo, me desculpem, sei de alguns, mas pra não ser injusto, falo assim mesmo. Gente muito boa, que trabalha com dedicação extrema para a escola, mas que não é reconhecida pela prefeitura.
Quero agradecer também aos meus diretores, especialmente os últimos, Solange e Nivaldo, além de minhas supervisoras, Mary e Fátima, que tiveram que me aturar por todos esses anos, especialmente de 2006 para cá, quando cheguei na EMEF Antonio Ferreira Nunes.
Santa Rita e toda a experiência que vivemos, dentro e fora da sala de aula, foi muito importante para mim, Agora, levaremos tudo isso para nossa atuação em Bayeux, no município, onde já estamos desde 2004 e para o Estado,onde estamos iniciando a caminhada agora. Valeu, Santa Rita!!! Continuaremos nos encontrando na luta!!!               

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Uma explicação para a renúncia de Bento XVI


       



O mundo foi pego de surpresa nesta segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013, quando do anúncio da renúncia do papa Bento XVI de seu pontificado. Afinal, desde Gregório XII, em 1415, não havia a renúncia de um papa de seu trabalho clerical. Na era moderna, então, Bento XVI inaugura um novo momento na história da Igreja Católica.
O anúncio de sua renúncia se dá, segundo palavras do próprio Joseph Ratzinger (Bento XVI), por conta de “que as minhas forças, devido à idade avançada, já não são idôneas para exercer adequadamente o ministério petrino”, segundo um trecho da carta lida pelo papa renunciante durante reunião com cardeais no Vaticano.
Quando assumiu o comando da Igreja Católica, em 2005, Bento XVI tinha o papel de ser um papa de transição. A Igreja Católica vivia um período difícil, com a perda de um papa de grande prestígio popular e que foi, ao longo de seu papado, um grande colaborador do imperialismo e do regime capitalista na destruição dos regimes do Leste Europeu e também da afirmação do Estado de Israel como fiel aliado dos países imperialistas no Oriente Médio. Além disso, João Paulo II foi fundamental na desarticulação, dentro das fronteiras do catolicismo, dos defensores da “Teologia da Libertação”, ao mesmo tempo que dava condições para que os carismáticos crescessem às custas da “Teologia da Prosperidade”. Tudo para combater o crescimento das igrejas consideradas evangélicas que, especialmente na América Latina, e do islamismo, na Europa, África e EUA, ameaçavam (e ainda ameaçam) a hegemonia da Igreja Católica.
Bento XVI vem, então, para ser esse papa de transição para tentar reafirmar o catolicismo como a religião mais importante do planeta e com maior número de fiéis. Porém, em pouco mais de 7 anos de pontificado, Bento XVI não conseguiu nem uma coisa nem outra. Pelo contrário. A Igreja Católica até pode continuar sendo a religião mais importante do planeta, mas o número de fiéis vem caindo a cada ano que passa em várias partes do mundo.
Peguemos o Brasil, por exemplo. Em nosso país, ao longo dos anos, a Igreja Católica continua sendo majoritária em nossa sociedade, mas tem perdido espaço para o segmento evangélico de forma crescente. O Censo 2010 do IBGE mostra bem essa evolução deste segmento em relação ao catolicismo. Mas não apenas deste segmento religioso. Surpreendentemente, o segmento religioso que mais cresceu foi o dos “sem religião”, com 8% da população nacional.
Pegando os últimos 50 anos até 2010, o que se verifica é que, apesar do catolicismo continuar sendo majoritário entre as religiões no Brasil (que é, reconhecidamente, um dos maiores países católicos do mundo), a sua maioria vem caindo ao longo dos anos em relação aos outros segmentos religiosos, especialmente os evangélicos. Por exemplo, em 1960, os católicos eram 93,1% da população brasileira, enquanto os evangélicos eram apenas 4% no mesmo período; 50 anos depois, os católicos são 64,6% de nossa população e os evangélicos são 22,2%. Ou seja, em cinco décadas, os católicos reduziram 28,5% de seus fiéis, enquanto os evangélicos cresceram mais de 5 vezes. Isso sem pegarmos o segmento dos pentecostais e neopentescostais.
Bento XVI não conseguiu, no seu curto papado, apesar do seu discurso extremamente conservador, em defesa das tradições da Igreja, fazer com que esta arrebanhasse mais fiéis. Ao contrário, a Igreja Católica, enfrentou inúmeros processos na justiça comum por causa de vários casos de pedofilia praticados por seus membros, especialmente nos EUA, mas que também ocorreram no Brasil. Além disso, foi no papado de Bento XVI que a Igreja Católica enfrentou vários protestos, como o do movimento de mulheres e LGBT’s, por conta de seus posicionamentos reacionários contrários ao aborto, à possibilidade de ascensão das mulheres no interior da Igreja e ao casamento homoafetivo. Paralelo a isso, assistimos neste período ao crescimento do ramo chamado evangélico, especialmente do setor pentecostal, sobretudo nas áreas mais pobres do planeta, como América Latina, África e Ásia. E a porção de fiéis arrebanhados por estas igrejas veio sobretudo da Igreja Católica, que a olhos vistos perdeu muitos seguidores. Isto, apesar desta ter assumido um discurso semelhante ao pregado pelas “Universais” da vida. Porém, uma coisa é o original, outra é a cópia.
O concreto é que a renúncia de Bento XVI se deve, em nossa modesta opinião, a uma crise que existe na Igreja Católica que ele, enquanto papa transitório, se dispôs a enfrentar e não conseguiu resolver, nem que minimamente: a perda constante e acelerada de fiéis para outras religiões. A tarefa do novo papa é construir uma política que impeça, ou pelo menos, reduza essa sangria que o catolicismo vem sofrendo há décadas, sobretudo em países centrais de sua religião, como o Brasil, como já demonstramos nesse artigo. Mas, a estrutura milenar da Igreja Católica pode ser um empecilho muito grande para esse sucessor de Bento XVI, isso se esse estiver disposto a enfrentar essa estrutura, o que duvido muito.
Já começam a surgir comentários de analistas que acompanham o desenrolar da política do Vaticano que a Igreja Católica precisa, com o novo papa, se renovar no discurso e na prática. O problema é de que forma isso se dará. Porque a única novidade nos últimos dois mil anos no catolicismo foi a Teologia da Libertação, que foi duramente reprimida no papado de João Paulo II, ao ponto de seu principal teólogo, o brasileiro frei Leonardo Boff ter sido calado por determinação do Vaticano para todo o sempre. Assim, fica difícil imaginarmos algum avanço com o novo papa que vem, seja ele europeu ou não.
Segundo outros analistas, a renúncia de Bento XVI assume ares de “guerra civil” na disputa pelo poder no Vaticano. Segundo um dos maiores estudiosos do Vaticano, Massimo Franco, do Instituto Internacional de Estudos Estratégicos de Londres, autor do premiado "Era uma Vez um Vaticano", a renúncia do papa seria “o sintoma extremo, final, irrevogável, da crise de um sistema de governo e de uma forma de papado”. O editorial do prestigiado jornal italiano, “Corriere della Sera”, assinado pelo seu diretor, Ferruccio de Bortoli, o gesto de Bento XVI “foi certamente encorajado pela insensibilidade de uma cúria que, em vez de confortá-lo e apoiá-lo, apareceu, por diversos de seus expoentes, mais empenhada em jogos de poder e lutas fratricidas”. Como se vê, a crise é muito maior do que pensamos e não é só em Brasília e no Brasil que a política é suja e nociva aos interesses do povo.

sábado, 9 de fevereiro de 2013

Carta Aberta a Ernandes Santiago



Muitos que lerem este artigo provavelmente não conhecem o personagem ao qual se destina esta Carta Aberta. Este blogueiro também não o conhece pessoalmente, mas quem frequenta a página do Facebook do Sinfesa (Sindicato dos Funcionários Públicos Municipais de Santa Rita), conhece este personagem através de uma postagem feita por ele endereçada diretamente ao presidente do citado Sindicato. Uma postagem, diga-se de passagem, de extremo mau gosto e absurdamente desrespeitosa. Fosse comigo, acionaria um advogado para representar na justiça contra este indivíduo.
Todos que frequentam as assembleias do Sinfesa e participam, ainda que minimamente, do movimento dos servidores municipais de Santa Rita - do qual estou me despedindo após praticamente 10 anos de atuação, por ter sido aprovado no concurso do Estado - sabem que, ao longo de todo esse período, fiz oposição à direção do Sinfesa, tendo José como seu presidente neste tempo. Porém, esta oposição foi feita de forma honesta e respeitosa. Nunca, em nenhum momento, parti para atacar o companheiro no plano pessoal, procurando desqualificá-lo no plano moral, embora muitas vezes nem sempre a recíproca tenha sido a mesma. 
A postagem do senhor Ernandes Santiago no Facebook, se reportando a uma tal agressão que o presidente do Sinfesa teria sofrido do ex-prefeito de Sta. Rita e os efeitos que esta teriam provocado nele são dignos de repúdio por parte de toda a categoria. É uma tentativa clara de desmoralizar não apenas o presidente do Sindicato, mas toda a categoria. Aprendi em meus anos de militância que quando se tenta desqualificar um dirigente com ataques morais, na verdade, está se tentando atacar a organização como um todo. Quem dos/as lutadores/as de Sta. Rita já viram este indivíduo nas lutas da categoria?  Quem já assistiu Ernandes Santiago passar pelas mesmas angústias que cada um de nós tivemos nos 8 anos de (indi)gestão Povo da Silva 4?
Companheiros e companheiras, como já afirmei, tenho ao longo de todos esses anos, muitas divergências com o companheiro José dos Santos Farias, mas isso não me impede, de forma alguma, de defendê-lo de um ataque tão repugnante, tão vil, tão baixo, que deve ser REPUDIADO por toda nossa categoria, pois a intenção não é desqualificar o presidente do Sinfesa, mas sim desmoralizar a luta de toda uma categoria que tem como seu símbolo a defesa intransigente de seus direitos e conquistas.

sábado, 2 de fevereiro de 2013

Vivemos numa DEMOCRACIA na Paraíba?




No dia 1º de fevereiro, a Paraíba foi surpreendida com uma notícia espantosa: o anúncio do fechamento da programação da Paraíba FM e, consequentemente, de três de seus programas jornalísticos que, de forma mais veemente e crítica, faziam oposição ao atual governador do Estado, Ricardo Coutinho. A argumentação utilizada pelos empresários do sistema  em que a Paraíba FM era vinculada era de que seu fechamento se devia à razões de ordem financeira, coisa difícil de se acreditar pela intempestividade da forma como se deu tal fechamento.
Além do mais, esse episódio do fim da Paraíba FM encerra com chave de ouro um ciclo iniciado em 2011, logo após a chegada de Ricardo Coutinho ao Palácio da Redenção, quando a equipe comandada por Gutemberg Cardoso e Josival Pereira, então na Correio FM, saíram deste sistema de comunicação também de forma intempestiva por não baterem de frente com o mandatário do Poder Executivo Estadual. O Palácio da Redenção e seus babões de plantão hã de negar isso até a morte, mas toda a Paraíba sabe disso perfeitamente. De uma leva só, saíram além dos citados, Marcelo José, Lenilson Guedes e tantos outros. Alguns meses depois, esses desembarcaram no sistema Cabo Branco e lá iniciaram um novo projeto, intitulado Paraíba FM, onde junto com outros competentíssimos profissionais, produziram três grandes programas do rádio paraibano, pela manhã, ao meio-dia e no horário das 18h: "Paraíba Agora", "Polêmica Paraíba"e "A Hora do Rush". Além dos já citados, toda a Paraíba tinha a satisfação de ouvir Edileide Vilaça, Padre Albeni, Maurílio Batista, Verônica Guerra, e tantos outros cobras do radiojornalismo paraibano a cumprir sua missão de bem informar o povo de nossa terra com um mínimo de informação crítica. Depois, também por influência do Palácio da Redenção, Marcelo José, Josival Pereira e Nilvan Ferreira saíram da Paraíba FM e foram ganhar a vida em outras paradas. Era o início do fim do projeto ambicioso iniciado há dois anos atrás. 
Evidentemente, que este blogueiro que vos fala e escreve nem sempre concordava com a opiniões emitidas pelos apresentadores destes programas, porém nestes programas nos era permitidos discordas deles e, principalmente, exprimir nossas posições divergentes do status quo existente atualmente em nosso Estado. Isso é que era o mais importante na Paraíba FM, esse era o seu diferencial em relação a outros sistemas de comunicação que ora continuam em vigor em terras tabajaras, sempre submissos ao que vem do Palácio da Redenção.
Esse é o maior prejuízo ao povo paraibano com o fim da Paraíba FM. Teremos, a partir de agora, a DITADURA DA INFORMAÇÃO em nosso Estado. Não teremos agora uma Tabajara. Teremos várias Tabajaras, espalhando aos quatro recantos deste Estado as "informações" de um governo que, em nome do povo, só tem causado prejuízos a esse mesmo povo. Pois que mais mal um governo pode causar a um povo do que privá-lo da informação crítica, da informação divergente?
Com o fim da Paraíba FM, só nos resta perguntar: na Paraíba, sob a égide de Ricardo Coutinho, vivemos realmente numa DEMOCRACIA?