Jornada Nacional de Lutas, Brasília, 24/08/2011

Reunião do Soviet de Petrogrado em 1917

A Revolução Russa: expressão mais avançada de uma onda revolucionária mundial.

Diretas Já

Luta por dias melhores

sábado, 17 de setembro de 2011

1.968 km de ataques à classe trabalhadora




1.968 km separam o Centro Administrativo Municipal de João Pessoa, onde está instalado o gabinete do prefeito Luciano Agra (PSB) do Palácio Guanabara, no Rio de Janeiro, onde fica o governador fluminense Sérgio Cabral (PMDB). Apesar da distância, existe um sinal de igualdade entre esses dois senhores: o ataque à saúde pública.
Nesta semana que passou, tanto Luciano Agra quanto Sérgio Cabral atacaram duramente a saúde pública em suas regiões de atuação pública. E com a mesma política perversa, dura e fulminante. 
No Rio de Janeiro. Sérgio Cabral apresentou o projeto de lei nº 767/2011 à Alerj (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro), onde autoriza a "gestão privada da rede estadual por meio das Organizações Sociais". Este projeto foi votado e aprovado por 49 votos a favor e 12 contra no dia 14/09. Na ocasião, no dia da votação, alguns manifestantes chegaram a ser presos e agredidos no interior da Alerj pelos seguranças da instituição.   
Na mesma semana, em João Pessoa, a Câmara Municipal de João Pessoa colocou em pauta o projeto de lei nº 1064/11, que previa a "qualificação de organizações sociais" para atuar em várias áreas da administração municipal, como saúde, educação, meio ambiente, ciência e tecnologia, cultura e assistência social. A partir de terça-feira, 13/09, vários ativistas, incentivados a partir do Forum Paraibano em Defesa do SUS e Contra as Privatizações, foram à Câmara lutar contra a aprovação do projeto e, ao mesmo tempo, solicitar daquela Casa Legislativa que fosse aberta uma rodada de debates sobre este projeto, já que este não foi discutido com a sociedade. O que se viu foi uma inexplicável reação da bancada governista e da Mesa Diretora da Câmara Municipal de João Pessoa que orientou os seguranças da Casa a   provocar os ativistas e, assim, o inevitável ocorreu na terça e quarta-feiras: pancadaria e quebra-quebra na Câmara, por culpa exclusiva dos seguranças daquela Casa Legislativa que provocaram os militantes das organizações que compõem o Forum Paraibano em Defesa do SUS e Contra as Privatizações.
Algumas coisas marcam a igualdade entre Agra e Cabral. Primeiro: o envio dos PL's em REGIME DE URGÊNCIA, para dessa forma aprovar sem nenhuma discussão com a sociedade; segundo: com o regime de urgência, apressar a entrada do capital nos serviços públicos através das OS's (organizações sociais), razão de ser dos dois PL's enviados por Agra e Cabral; terceiro: a truculência com que os dois tratam os ativistas que "ousam" lutar contra este projeto privatizante da saúde e/ou dos serviços públicos por meio da instalação de OS's, por meio do uso da tropa de choque da PM e outros meios mais sofisticados de repressão.
Tais ataques são obra de uma política orquestrada e bem afinada dos governos em todos os níveis. Na mesma semana em que Agra e Cabral promoviam tais ataques em seus locais de atuação, em Brasília, Dilma - apoiada pelos dois - tentou aprovar no Congresso Nacional o PL 1749/2011, que pretende criar a EBSERH - Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares -, que na prática representa a privatização dos HU's (Hospitais Universitários) das Universidades Federais espalhadas pelo nosso país. Isso só não ocorreu por conta dos servidores federais organizados na Fasubra em greve há mais de 100 dias, que impediram a votação no Congresso essa semana.  
Luciano Agra e Sérgio Cabral representam o perfil cada vez mais perfeito do político atual, personificadores fiéis da novela chamada "estelionato eleitoral". Quando em campanha eleitoral, prometem mundos e fundos; depois de eleitos, fazem exatamente o contrário e até o que não afirmaram na campanha. Neste aspecto, Agra representa muito  mais este papel do que Cabral, afinal, não foi votado em eleição alguma. Chegou ao cargo de prefeito pela janela, apenas porque o ex-prefeito renunciou ao cargo para se tornar governador do Estado. Aliás, muitos comentam que ele nem mesmo governa, apenas assina. Mas isso é outra história.    

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Os TRAIDORES do SUS e do povo de João Pessoa

A Câmara Municipal de João Pessoa aprovou hoje, por 12 votos a 5, o PL 1064/11, enviado pelo prefeito Luciano Agra (PSB), que autoriza a entrada das Organizações Sociais - OS's - em diversos setores da administração municipal da capital paraibana, como saúde, educação, meio ambiente, ciência e tecnologia, cultura e assistência social. O prefeito e seus aliados classificam isto de "terceirização", mas na verdade o que foi feito hoje pelo Executivo e Legislativo municipais é a privatização de serviços essenciais do povo pessoense. É, sem dúvida, o maior ataque jamais feito contra os direitos sociais na cidade de João Pessoa. Nem os governos apoiados pela ditadura militar ou claramente adeptos neoliberais ousaram tanto como o atual, liderado pelo PSB, autoproclamado como "socialista" e do campo "democrático e popular".
Tal fato, porém, não nos espanta. Não é de hoje que o PSB fala uma coisa e faz outra. Faz tempo que esse partido é um velho adepto do "estelionato eleitoral", assim como partidos conhecidos da direita e da classe trabalhadora, como PMDB, PSDB e PFL/DEM. Em Pernambuco, terra natal do PSB, o ex-governador Miguel Arraes - já falecido - privatizou a Celpe e o Banco do Estado de Pernambuco. Ricardo Coutinho e Luciano Agra apenas estão seguindo os ensinamentos e a prática do velho mestre.
Junto com estes, estão 12 vereadores e vereadoras de João Pessoa que hoje, protegidos pela tropa de choque da PM, passaram por cima da vontade do povo e aprovaram a privatização de serviços essenciais ao povo pessoense. São os TRAIDORES DO SUS E DO POVO DE JOÃO PESSOA  e precisam ser denunciados de forma intensiva, para que estas pessoas não passem impunes e, em 2012, não posem de santos perante o povo. 
Vamos, aqui, dar nossa pequena colaboração com esta tarefa.


O chefe dos TRAIDORES


OS LÍDERES DA TRAIÇÃO


             Bira Pereira (PSB)                                           Sandra Marrocos (PSB)



OS DEMAIS TRAIDORES/AS



        Bosquinho (DEM)                                                Bruno Farias (PPS)


          Felipe Leitão (PRP)                                             Geraldo Amorim (PDT)                    


         Jorge Camilo (PT)                                                Pastor Edmilson (PRB)

        Raíssa Lacerda (DEM)                                      Sales Dantas (PR)
                                          
         Vera Lucena (PSDB)                                        Zezinho do Botafogo (PSB)




                              


domingo, 11 de setembro de 2011

11 de setembro: dez anos do atentado ao World Trade Center e a farsa da mídia mundial



Hoje, 11 de setembro de 2011, em todo o mundo, lembramos do atentado terrorista ao World Trade Center, localizado em Manhattan, EUA. Tal ataque teria sido organizado pelo grupo Al Qaeda, comandada na época por Osama bin Laden. 
Este fato histórico alterou profundamente a conjuntura internacional. Os EUA, liderados na  ocasião pelo presidente George W. Bush, iniciou após o episódio uma guerra mundial contra o "terrorismo internacional", conseguindo para isso apoio de outros países imperialistas e também da sempre subserviente ONU, com a aprovação da Resolução 1373, aprovada por unanimidade nesta organização, em setembro de 2001. Tal resolução autorizava que fossem empreendidas ações para combater "organizações terroristas e os países que as protegem". Após isso, em outubro de 2001, o presidente Bush assinou a "Lei Patriótica", que dava plenos poderes ao governo dos EUA e às forças de segurança para "fazer frente a uma ameaça como nenhuma outra nação enfrentou". Com isso, o imperialismo estava liberado para classificar, a seu bel prazer, quem são "terroristas" e os países que "os protegem" e assim iniciar sua caçada mundial. Esta lei, sancionada pelo republicano Bush e renovada por mais 4 anos, agora em maio deste ano, pelo democrata Obama.
Desde então, várias ações foram realizadas pelo imperialismo anglo-americano, como a invasão do Iraque em 20 de março de 2003. Esta invasão faz parte da farsa do imperialismo mundial e da mídia colaboradora deste. Os argumentos levantados pelo governo Bush para justificar a invasão ao Iraque eram de que o presidente daquele país, Saddam Hussein, colaborava com grupos terroristas e dispunha, em seu território, de armas químicas e de destruição em massa e, assim, precisava ser detido. Este argumento caiu por terra alguns anos mais tarde, quando ficou comprovado que o Iraque não tinha as famosas "armas químicas e de destruição em massa", como foi colocado pelo governo Bush. Tal invasão dura até hoje, agora com um governo local mas completamente subordinado aos ditames do imperialismo. Ainda em 2003, em dezembro, Saddam Hussein foi capturado pelas forças de segurança e 3 anos mais tarde, também em dezembro, este foi enforcado em Bagdá por determinação do imperialismo.
O Brasil, de certa forma, foi também atingido pela caçada imperialista. Em 22 de julho de 2005, o brasileiro Jean Charles de Menezes foi barbaramente assassinado em Londres pela polícia inglesa na estação de metrô de Stockwell, sul da capital inglesa. O brasileiro foi confundido com um terrorista e perseguido até ser morto em pleno vagão do metrô londrino. Até hoje, os policiais assassinos de Jean Charles estão impunes.  
A caçada imperialista atingiu seu ponto máximo com o assassinato do líder da Al Qaeda, Osama bin Laden. Ele foi morto nos arredores de Islamabad, capital do Paquistão. Sua morte foi anunciada em 1º de maio deste ano pelo presidente Barack Obama. O principal inimigo do imperialismo mundial estava morto. Tal notícia serviria aos interesses de Washington para amenizar um pouco perante a população norte-americana dos efeitos da crise econômica que assola este país desde 2008.
O ataque às torres gêmeas do World Trade Center, além de todos esses efeitos aqui elencados (houve mais, colocamos aqui os mais importantes), trouxe também à discussão um outro assunto relevante: a farsa promovida por grande parte da mídia mundial, que associou-se desde a primeira hora ao imperialismo para inundar a consciência de milhões em todo o mundo, para que assim houvesse apoio popular às ações imperialistas.
O maior indicador desta farsa midiática dura até hoje, dez anos após, é a classificação feita por esta quando coloca, de forma afirmativa e definitiva, que o episódio de 11 de setembro de 2001 teria sido o "maior atentado terrorista da história". Tenta, assim, ganhar a consciência das massas com esta falsificação histórica. Fazem questão de que a humanidade esqueça os ataques promovidos pelo imperialismo norte-americano em agosto de 1945 quando foram lançadas as primeiras bombas atômicas sobre as cidades japonesas de Hiroshima e Nagasaki. Naquela ocasião, cerca de 220 mil pessoas foram mortas, de imediato, nas duas cidades pelo ataque patrocinado pelo governo dos EUA. Sem falar nas milhares de pessoas que morreram após os ataques de agosto de '45, por conta dos efeitos da radiação da bomba atômica. 
Evidentemente que lamentamos a morte das cerca de 3000 pessoas mortas no ataque ao World Trade Center. Mas não podemos nos solidarizar com a mensagem propagada pela mídia mundial, aliada do imperialismo, com a caracterização deste ser o "maior atentado terrorista da história". É preciso colocar a informação correta para os/as trabalhadores/as.
Repudiar o terrorismo sim, mas confirmar a mensagem da mídia mundial, nunca. O terrorismo repudiamos porque para os socialistas revolucionários, esta é uma ação individual, que não conta com a simpatia da classe, justamente por causa disso: é uma ação isolada das massas, sem contar com a participação decisiva desta. Apesar do terrorismo argumentar que tais atos se devem à repulsa à ação imperialista, sobretudo ao apoio deste ao estado de Israel e por tudo o que isso significa para o povo árabe, não podemos nos solidarizar com este discurso. A verdadeira transformação da vida das massas trabalhadoras no mundo só se dará através de sua ação decisiva. Sempre foi assim e não será diferente. Basta olhar para as revoluções árabes atualmente, com os casos do Egito, Tunísia e mais recentemente, Líbia.  
  

É tudo farinha do mesmo saco

A revista "Isto É" dessa semana traz uma matéria que, mais uma vez, atinge em cheio a Paraíba, novamente pela negativa. E, de novo, provocada por um agente político de prestígio no Estado.
A matéria atinge em cheio o senador Wilson Santiago (PMDB), que briga na Justiça para permanecer no cargo de senador e, dessa maneira, tentando impedir a posse de Cássio Cunha Lima (PSDB), já que este, apesar sido o mais votado nas eleições de 2010 para uma das vagas do Senado pela Paraíba, não pode assumir por que foi enquadrado na Lei da Ficha Limpa, por conta do processo que resultou na sua cassação do posto de governador do Estado, quando promoveu uma farra com o dinheiro público através da entrega de vários cheques à população carente pela FAC.   
Segundo a revista, investigações promovidas pelo Ministério da Fazenda revelam que Wilson Santiago teria usado "laranjas em construtora com dívida milionária e de repassar patrimônio para empresa do filho a fim de evitar o confisco pela receita federal". Ainda segundo Isto É, o senador teria cometido uma série de irregularidades, desde a presença de "laranjas à frente dos negócios da família até transferências de bens para terceiros numa tentativa de fugir de processos judiciais e do pagamento de dívidas".
Ainda segundo a revista Isto É, a juíza federal da 5ª Vara Privativa de Execuções Fiscais, Helena Delgado Fialho Moreira, Wilson Santiago é o atual proprietário da empresa Construções e Incorporações Adrina e esta, segundo as investigações do Ministério Fazenda, teria sonegado cerca de R$ 34 milhões aos cofres públicos, através das manobras feitas por este e sua construtora. Para variar, Wilson Santiago atribui tais denúncias à manobras feitas por seus adversários políticos.
Tal notícia revela o conteúdo do título deste artigo. TODOS os políticos da direita - e até mesmo alguns da "esquerda" - demonstram que hoje em dia estes são cada vez mais parecidos, farinha do mesmo saco. Envolvidos em golpes eleitorais (através do famoso estelionato eleitoral), corrupções ativas e passivas envolvendo dinheiro público, é cada vez mais difícil para o/a trabalhador/a brasileiro/a seguir acreditando na classe política nacional. Até o PT, partido que pregava a "ética na política" rendeu-se a esse mar de lama que rola neste país a cada dia que passa (vide o caso do mensalão, ocorrido ainda no 1º mandato de Lula presidente). 
Cássio Cunha Lima foi impedido de assumir a vaga de senador por conta de corrupção eleitoral com dinheiro público; Cícero Lucena, senador pelo PSDB e ex-prefeito de João Pessoa, acusado de participar de superfaturamento quando prefeito e que chegou a ser preso e algemado pela Polícia Federal, por conta da "Operação Confraria"; Ricardo Coutinho, que também quando prefeito de João Pessoa, foi condenado pelo TCE/PB a devolver aos cofres públicos municipais cerca de R$ 4 milhões por conta de ter utilizado esta quantia destinada ao FUNDEB para ajudar a construir a Estação Ciência, o que é ilegal; Veneziano Vital, prefeito de Campina Grande, já cassado em 1ª instância e esperando julgamento pelo TRE/PB, acusado de ter usado verba da saúde pública municipal para sua campanha eleitoral de 2008; e agora, Wilson Santiago, com esta acusação de sonegação fiscal de R$ 34 milhões.

É TUDO FARINHA DO MESMO SACO!!! 

terça-feira, 6 de setembro de 2011

A privatização da saúde pública na PB e as furadeiras do Mago



A Paraíba assiste, há alguns meses, o caos na saúde pública em nosso estado. Médicos reclamando das condições de trabalho, do rebaixamento do valor dos plantões pagos a esses profissionais e imagens feitas pelos sindicatos ligados à categoria revelando as péssimas condições de trabalho existentes num dos maiores hospitais do Estado, o Trauma, localizado às margens da BR 230.
O governador Ricardo Coutinho, farmacêutico de profissão, formado pela UFPB, autointitulado de "socialista", está promovendo o maior ataque já sofrido pela saúde pública da Paraíba: a privatização do sistema, iniciando por uma das maiores unidades de saúde do estado, referência no tratamento a pacientes em situações extremamente graves: o Hospital de Emergência e Trauma Humberto Lucena.
A condução agora desse hospital está entregue à uma OS (Organização Social) chamada Cruz Vermelha, sob inúmeras suspeitas de sua idoneidade, levantadas por ninguém menos que o Procurador do Trabalho, Eduardo Varandas, que recentemente enumerou várias irregularidades na assinatura do contrato feito entre o governo do Estado e a dita Organização Social.
Como se não bastasse o ataque feito por Ricardo Coutinho, agora vem o seu pupilo fiel, Luciano Agra, prefeito de João Pessoa, querer imitar seu chefe e mandar para a Câmara Municipal um projeto de lei que prevê a entrada das OS's nos serviços de saúde e educação em nossa capital. 
Isso tudo acontecendo na mesma medida e velocidade em que nos chegam notícias de que o atendimento aos usuários do Hospital de Trauma continua precário e com superlotação de pacientes. O mais espantoso de tudo isso é que as notícias ruins sobre a saúde pública continua produzindo matérias nos meios de comunicação numa velocidade espantosa.  
A mais recente dá conta da utilização de furadeiras sendo utilizadas para cirurgias do crânio. Os instrumentos específicos para tais cirurgias, os craniótomos, estão passando por uma manutenção eterna, daquelas que só a morosidade do serviço público ineficiente pode explicar.
Até os equipamentos necessários para a realização de cirurgias extremamente delicados ficarem disponíveis para os médicos poderem fazer suas cirurgias, vamos rezar e torcer pelo sucesso de tais cirurgias, tanto para o paciente quanto para o cirurgião.


terça-feira, 30 de agosto de 2011

Promessa de campanha de Ricardo Coutinho sobre segurança pública

Companheiros e companheiras, observem bem o vídeo abaixo disponibilizado pelo site ClickPB (www.clickpb.com.br) sobre a fala do então candidato ao governo de nosso Estado, durante a última campanha eleitoral, quando este fala sobre Segurança Pública. Prestem bastante atenção a promessa (não cumprida) de Ricardo Coutinho. Mais uma evidência do famoso "estelionato eleitoral", praticada por RC e todos os políticos burgueses de nosso país.



sábado, 20 de agosto de 2011

Alguns números do governo Ricardo Coutinho em poucos meses de mandato II







O site ClickPB registrou, em dição eletrônica no dia 17 de agosto do corrente ano, um dado preocupante do governo "socialista" de Ricardo Coutinho. Segundo a matéria, que já foi extraída de uma outra feita pelo portal G1, o nosso Estado ficou em 7º lugar entre os estados nordestinos no quesito geração de empregos entre janeiro e julho de 2011, com a criação de 809 novos empregos em terras tabajaras. A Paraíba ficou à frente apenas dos estados do Rio Grande do Norte e Alagoas e bem distante do 6º colocado no ranking do CAGED (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), vinculado ao Ministério do Trabalho e Emprego. O Piauí, que ficou na 6ª posição, gerou 3.130 empregos no mesmo período acima citado, ou quase 4 vezes mais que na Paraíba.
Esse desempenho de nosso Estado administrado por um governo "socialista" não resiste a uma simples conta matemática. 809 empregos em 7 meses de governo representam 115 empregos/mês, em média, ou numa conta mais detalhada, cerca de 4 empregos/dia. Alguns dirão que isso são bons números, mas quando comparados a outros estados da região, somem como fumaça. Comparando com o Piauí (6º do ranking), a diferença é grande. Este, no mesmo período, gerou 447 empregos/mês (em média) e cerca de 15/dia. Portanto, a diferença é incomparável.  
Por que será que tal fenômeno ocorre em nosso Estado? Qual a causa de tão triste e pífio desempenho em tão preciosa e importante política pública? Por quê, em vez de se importar em melhorar este índice, o governador "socialista" Ricardo Coutinho prefere travar uma guerra para bancar um shopping em Mangabeira, utilizando-se de argumentos tão esdrúxulos quanto a própria causa que este abraça?
Porém, como bem diz um ditado bíblico e popular, "a César o que é de César e a Deus o que é de Deus". A razão (ou as razões) para este gigantesco fracasso na geração de empregos na Paraíba e, especialmente, na falta de uma política de Estado para alavancar esta não é "privilégio" de Ricardo Coutinho e sua tropa de elite que assola a máquina governamental neste momento. Vivenciamos o resultado histórico de governos que tiveram uma única  preocupação em todos esses anos quando se instalaram no Palácio da Redenção: melhorar as condições de vida de seus grupos políticos e ao povo, apenas as migalhas. Ricardo Coutinho apenas é mais um a continuar com este roteiro de uma velha peça já conhecida e encenada há décadas (quiçá séculos) e que se prepara para ter mais um ato em 2012, com as eleições municipais.
Em tempo: só a título de informe, segundo dados do CAGED, os 3 primeiros Estados nordestinos com melhor desempenho no ranking da geração de empregos na região foram Bahia, Ceará e Pernambuco (com 64.861, 29.449 e 23.057, respectivamente). Não precisa nem dizer que a diferença destes para nosso Estado é, no minimo, absurda!   

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Era uma vez...

Era uma vez, num reino muito distante, de nome Vera Cruz, havia um povo honesto, trabalhador e muito paciente. Porém, era um povo que, apesar da paciência, não tinha nada de tolo, apesar de aparentar. Este povo habitava a província de Calcas.
Era um povo que havia muitos anos havia se deixado dominar por uma série de grupos familiares que se revezavam no poder há anos, sempre prometendo para este melhores dias de vida que nunca chegavam, a não ser para os familiares destes. No entanto, as poucas migalhas destinadas ao paciente povo de Calcas bastavam para manter a normalidade da província.
Eis que, depois de anos e anos de domínio dos diversos grupos familiares dominando a cena política da província de Calcas, surge para o honesto, trabalhador e paciente povo desta a oportunidade de mudança há tempos esperada, na figura de um homem formado pelo povo calcaense. Um homem surgido do meio do povo, experimentado nas lutas desse povo trabalhador.
Assim, a imensa maioria do povo de Calcas apostou todas as suas fichas neste seu filho. E o escolheu como seu novo condutor para sua província. Havia alguns na província que não o viam com bons olhos, mas eram muito poucos, a imensa maioria estava com ele, acreditava nele, tinha certeza que ele o tiraria do atraso secular que estavam colocados. Seu nome: Salvador Justo.
O povo de Calcas foi todo à praça pública assistir a posse do novo Capitão Real de Calcas. Este era o nome do título do governante da província de Calcas, abaixo apenas do rei de Vera Cruz. Inclusive sua posse foi presenciada pelo rei de Vera Cruz, Cássio Madeira. Não era simplesmente uma posse. Era, na verdade, um novo capítulo na história de Calcas. Na cabeça do povo honesto, trabalhador e paciente de Calcas, era a presença dele mesmo na condução da província de Calcas pela primeira vez na história desta. A partir de agora, pensavam todos, as coisas seriam diferentes.
E como realmente foram diferentes! A partir do instante em que começou a governar, Salvador Justo começou a mostrar como era "amigo" do povo honesto, trabalhador e paciente da província de Calcas.
Pra começar, foi logo perseguindo o corpo da guarda palaciana, atacando seus direitos mais elementares, como negando a esta melhorias salariais e perseguindo duramente as principais lideranças deste segmento. Em seguida, negou-se a pagar um salário justo - como diz seu próprio nome - aos educadores e educadoras do reino e, por fim, demitiu todas as parteiras da província, passando a contar com o serviço de profissionais desse ramo do reino vizinho, Dardano.
Agora, o povo honesto, trabalhador e paciente da província de Calcas se vê diante de mais um fato espantoso promovido pelo rei Salvador Justo, aquele que veio desse mesmo povo honesto, trabalhador e paciente.       
O Capitão Real da província de Calcas decidiu anunciar aos quatro cantos que irá realizar um negócio envolvendo um terreno de propriedade da província - portanto, do povo honesto, trabalhador e paciente de Calcas - para um próspero comerciante da província, chamado Ricardo Valparaíso, que tem um projeto ambicioso de construir um grande centro de lojas comerciais no distrito mais populoso de Calcas, de nome Laranjeira.
Boa parte do povo honesto, trabalhador e paciente de Calcas ficou estupefato diante da atitude de Salvador Justo de decidir dar de mão beijada, como se diz no popular, uma propriedade pública para uma pessoa física sem nem menos dar oportunidade a outros terem a oportunidade de também disputarem o mesmo direito. Afinal de contas, não foi esse Salvador Justo que eles conheceram quando este estava do lado deles anos atrás, lutando pelos seus direitos, comendo pão com mortadela e bebendo caldo de cana no meio da rua. Decididamente, esse não era o Salvador Justo que eles conheceram nos tempos de vacas magras. 
Porém, nem todos em Calcas perceberam a real cara de Salvador Justo. Ainda tem gente que acredita em Salvador Justo. Ainda acham que ele está fazendo a coisa certa, que ele vai fazer de Calcas uma província melhor pra se viver, que vai desenvolver esta terra e fazer dela uma província mais moderna. Para estes, o melhor remédio chama-se TEMPO.


PS: Qualquer semelhança com a realidade de algum Estado brasileiro NÃO é mera coincidência!

sábado, 23 de julho de 2011

Os amantes da boa música estão muito tristes!


O dia 23 de julho de 2011 é mais um dos dias tristes para aqueles e aquelas que amam a boa música. Morreu, em Londres, aos 27 anos de idade, a excelente Amy Winehouse. Ela foi encontrada morta em sua casa, na localidade de Camden, na capital inglesa. Com sua morte, Amy se junta ao seleto grupo de famosos da música que também morreram aos 27 anos de idade, como Kurt Cobain, Jim Morrisson, Jimi Hendrix e Janis Joplin. Com relação a esta é inevitável a comparação. Ambas eram brancas, porém com um timbre de voz típico das melhores vozes negras do soul americano, com uma incrível capacidade de interpretação, capazes de fazer de cada música uma marca única, inesquecível.
As circunstâncias de sua morte ainda estão sendo investigadas pela polícia de Londres, que deverá revelar nas próximas horas o resultado da autópsia. Até o momento, pelo menos já se sabe que não foram encontrados nenhum sinal de violência no local onde foi encontrado o corpo. A principal suspeita é de overdose de drogas, mas só a autópsia revelará para todos nós a verdadeira causa da morte de Amy Winehouse.
É muito triste a morte de qualquer jovem, ainda mais nas condições em que se deu a vida de Amy Winehouse, que infelizmente não é muito diferente da de muitos jovens espalhados pelo mundo. Mas, no caso dela, o que nos deixa mais tristes é que se tratava de uma pessoa extremamente talentosa, uma intérprete maravilhosa, de uma potência vocal incrível e arrebatadora. Num mundo onde o que prevalece na música é a mediocridade, Amy Winehouse vai fazer falta. Muita falta!



    


segunda-feira, 18 de julho de 2011

Chuvas revelam a João Pessoa real!


Todos/as sabem perfeitamente que a natureza tem suas próprias leis e que nem sempre estas são favoráveis ao ser humano, principalmente quando ela (a natureza) decide cobrar, à sua maneira, os estragos e agressões cometidos pelos seres humanos a ela. Por isso, não considero atribuir os estragos cometidos pelas chuvas que assolam nossa capital há dias como correto para os problemas que verificamos, especialmente na periferia da cidade.
Existe um problema que parece insanável ao longo dos anos em João Pessoa, e este atravessa a sucessão de prefeitos que temos tido na capital. Tal problema é a ocorrência, ano após ano, de problemas ocasionados pelas chuvas: barreiras caindo, casas sendo destruídas (e, consequentemente, famílias perdendo o lugar de moradia) e, por vezes, pessoas de todas as idades perdendo suas vidas. Todos os anos a triste história se repete e nenhum prefeito, ao longo de todos esses anos, fez alguma coisa para estancar o problema. 
A Prefeitura de João Pessoa, como de resto todas as capitais e grandes centros urbanos espalhados pelo nosso país, têm catalogados na ponta do lápis TODAS as áreas de risco existentes na cidade. E o que esta faz ao longo dos anos, particularmente em épocas de tempo seco, para resolver os problemas de tais áreas? NADA! Parece que esperam vir a época das chuvas para ocorrer os mesmos problemas de sempre (já citados acima) para aí irem até as áreas de risco e, tal qual urubus em cima de carniça, tomarem algumas providências e chorarem lágrimas de crocodilo perante os desabrigados e demais vítimas das enchentes.
Assim foi, por exemplo, no início deste ano quando da tragédia que se abateu sobre a região serrana do estado do Rio de Janeiro, que destruiu boa parte das cidades de Nova Friburgo, Petrópolis e Teresópolis. Na ocasião, vazou na imprensa a informação de que o governador Sérgio Cabral tinha encomendado, em 2008 (ainda no seu 1º mandato), um estudo detalhado sobre a situação nas cidades destruídas pelas enchentes este ano. E que providências o governo do PMDB fluminense tomou para impedir tal tragédia? NENHUMA!
Tudo isso serve para mostrar (para quem quiser ver, evidentemente) o "zelo pela coisa pública" que tais governantes dizem ter. 
As chuvas que caem em João Pessoa e destroem a vida de centenas de milhares na periferia de nossa cidade está servindo para mostrar a João Pessoa REAL. Não essa que Ricardo Coutinho, inicialmente e agora Luciano Agra, tentam expor para a Paraíba. É numa hora dessas que percebemos o "zelo pela coisa pública" existente em João Pessoa, a partir dos destinos traçados pelos "MIB's" de nossa cidade (Homens de Preto, em inglês, retirado do filme do mesmo nome). 
A periferia está completamente ABANDONADA há anos e as chuvas apenas revelam o lado mais triste dessa situação. Desde 2005, a dupla Coutinho-Agra t~em se esforçado muito para realizar em nossa capital uma grande "maquiagem", com a construção e/ou reforma de praças, alargamento de algumas ruas e avenidas e construção de "elefantes brancos", como a Estação Ciência (que de ciência só possui o nome). Enquanto isso, a periferia da capital está entregue às baratas, ratos, moscas e outros animais de perigo à saúde pública. Por falar em saúde pública, esta quando andamos na periferia de João Pessoa, observamos o claro ABANDONO da prefeitura quando, em vários deles, faltam médicos, remédios, além de instalações físicas inadequadas para o funcionamento de um posto de saúde. No Valentina, bairro onde resido, o PSF onde eu e minha família estamos inscritos está há mais de 1 (um) ano sem médico. esta cena se repete em outros bairros da periferia de nossa capital. E o que a Prefeitura faz para resolver o problema? No mesmo Valentina, tem uma placa enorme da Prefeitura logo no início do Conjunto, vindo por Mangabeira, da construção de um novo prédio para o funcionamento de um PSF. Tudo muito bom se a comunidade deste que é um dos maiores conjuntos residenciais da Paraíba não estivesse enfrentando este grave problema nos PSF's do bairro, a falta de médicos. O que é mais barato para a Prefeitura? Contratar médico para os PSF's do Valentina ou fazer um prédio dos PSF's?
Esta é a triste realidade de nossa cidade que, por sinal, é a capital do estado. Uma cidade administrada por um "socialista" que trabalha para os ricos e só se lembra dos extratos mais pobres quando em período eleitoral. Perguntamos então: qual a diferença deste "socialista" para outros partidos de direita, como PMDB, PSDB e DEM? Com a resposta, você, caro/a leitor/a.