Jornada Nacional de Lutas, Brasília, 24/08/2011

Reunião do Soviet de Petrogrado em 1917

A Revolução Russa: expressão mais avançada de uma onda revolucionária mundial.

Diretas Já

Luta por dias melhores

segunda-feira, 19 de julho de 2021

Cuba hoje: socialista, comunista, em processo de restauração capitalista ou já capitalista???




Há pouco mais de uma semana, a esquerda brasileira e mundial debate, em seus vários agrupamentos, os acontecimentos registrados em Cuba no domingo, 11/07, quando houve um levante popular nas ruas de San Antonio de los Baños, espalhando-se tais mobilizações pela ilha como um todo, aonde trabalhadores/as cubanos/as foram às ruas protestar contra o governo. "A fome, o desemprego, o desabastecimento, a incapacidade do sistema de saúde para controlar a pandemia do coronavírus e, como se não bastasse, a repulsa à ditadura de uma oligarquia concentrada na alta cúpula do Partido Comunista de Cuba -PCC -, o único permitido no país, e das forças armadas" (https://www.pstu.org.br/lit-qi-todo-apoio-a-luta-do-povo-cubano/). Este é o caldeirão que serviu de base para os protestos populares em Cuba recentemente.

O presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, como a burocracia castrista que governa Cuba desde 1959, foi logo afirmando que os manifestantes de 11/07 eram "mercenários" contratados pelo imperialismo norte-americano para, com isso, desestabilizar o regime cubano e derrotar o socialismo na ilha. Discurso imediatamente "comprado" por boa parte da esquerda brasileira e mundial, especialmente os setores reformistas e stalinistas.

Passada uma semana dos protestos populares na ilha, seguida de uma manifestação pró-governo cubano realizada neste sábado, 17/07, organizada pelo próprio governo e o PCC, com Díaz-Canel e Raúl Castro à frente da mobilização, persistem algumas impressões e perguntas sobre o que se passa em Cuba e, principalmente, sobre o caráter do Estado cubano atualmente.

No artigo anterior sobre isso, afirmamos - com base em artigo de Martin Hernandez, da LIT-QI, republicado no site do PSTU (https://www.pstu.org.br/cuba-da-revolucao-a-restauracao-2/) - após os acontecimentos de 11/07, que "(...) A burocracia castrista, em nome da "Revolução Cubana" - como costuma fazer toda burocracia, na defesa de seus interesses em defesa do "povo" - acabou com os três pilares básicos da economia socialista em Cuba, herança da Revolução Cubana de 1959, quais sejam: 1) a propriedade estatal dos meios de produção; 2) o planejamento econômico central de tudo que era produzido na ilha; e 3) o monopólio do comércio exterior (...)". Isso deixa claro para quem quiser ver que a burocracia castrista começou, ainda nos anos 90 do século passado, a destruir a Revolução Cubana em nome do "povo" de seu país e do socialismo.

Defendemos que o socialismo, seja na ex-URSS, em Cuba ou qualquer outro país,  se caracteriza pela condição de disponibilizar à classe trabalhadora todas as liberdades democráticas que defendemos ser necessárias suas existências em uma sociedade como a brasileira, atualmente governada por um genocida como Bolsonaro. Dentre estas liberdades democráticas, está desde a condição de criticarmos nossos governantes - como fazemos com Bolsonaro, por exemplo -, o regime político e econômico que temos no Brasil (que explora e oprime nossa classe cotidianamente), além de outros direitos, como de reunião, de ir e vir, dentre outras. Liberdades democráticas previstas na Constituição Federal, a maior lei burguesa que temos atualmente.

É importante neste debate relembrarmos o que foi a Revolução Russa nos seus primeiros 7 anos, no que diz respeito às liberdades democráticas. Com certeza, até hoje não existiu nenhum governo capitalista, a partir da principal potência imperialista - EUA - que garantiram à classe trabalhadora de seu país liberdades democráticas como foram asseguradas pelos bolcheviques no país dos sovietes.

Pra começar, eram nos sovietes (conselho que efetivamente governava a Rússia, formada por operários, camponeses e soldados) que se debatiam, cotidianamente, os graves problemas que o país enfrentava naquele momento, como "a economia do país, a paz e a guerra que enfrentavam na época" (https://www.pstu.org.br/para-mudar-o-mundo-e-necessario-lutar-pelo-socialismo/).

As liberdades democráticas na Rússia dos sovietes não se restringiam a isso. Foram garantidas, no período acima citado, que os mandatos dos representantes nos sovietes fossem revogados a qualquer momento e, neste sentido, os cargos públicos eram eleitos e seus salários não podiam ser maiores do que o de um operário médio. A ampla democracia para a classe trabalhadora foi assegurada, existindo vários partidos  políticos atuando no interior dos sovietes, além dos bolcheviques. Haviam também os mencheviques e socialista revolucionários. Isso modificou-se quando estes passaram a apoiar a contrarrevolução organizada pela burguesia europeia, especialmente, com o claro objetivo de derrotar a Revolução Russa. 

Neste breve período de existência das liberdades democráticas na Rússia dos sovietes, este regime combateu a opressão existente na sociedade. Garantiu-se às mulheres "o direito ao divórcio, ao aborto e salário igual destas em relação aos homens" (idem). Foi garantido também a existência de restaurantes, creches e lavanderias comunitárias, que passaram a atacar diretamente o trabalho doméstico, culturalmente reinante no país até então. Leis contra homossexuais foram abolidas e o casamento de pessoas do mesmo sexo foi assegurados nas cortes soviéticas. Outro fator de extrema importância na Rússia neste momento, foi a definição sobre a questão das nacionalidades, que os bolcheviques transformaram em uma união livre, a URSS.

Infelizmente, tudo isso começou a desaparecer, uma a uma, no período stalinista que se seguiu na Rússia após este breve período de 7 anos. Daí, afirmamos que socialismo não tem nada a ver com stalinismo. São coisas totalmente diferentes, apesar da burocracia stalinista buscar estabelecer um sinal de igualdade entre os dois. Isso inclui a burocracia castrista em Cuba.

Portanto, socialismo para nós deve ser a junção das liberdades democráticas à classe trabalhadora + os princípios da economia socialista aqui elencados. Tais elementos não existem mais em Cuba há anos, diria décadas.

Assim, perguntamos aos/às companheiros/as que atuam nas várias organizações de esquerda em nosso país sobre o que está ocorrendo em Cuba neste momento: vc defende um regime de partido único??? Vc defende um regime aonde as opiniões divergentes da linha oficial são proibidas de serem conhecidas, publicizadas??? Vc defende um regime que oprime setores como LGBTs, por exemplo??? Vc defende um regime que cerceia as liberdades democráticas??? Essas e outras questões acontecem em Cuba há muitos anos. Fazemos isso sem nenhuma provocação ou calúnias e mentiras feitas contra nós no último período por termos esta visão acerca do que se passa em Cuba.

Assim, ao contrário de muitos/as companheiros/as que lutam cotidianamente por uma sociedade melhor, mais justa, sem exploração e opressão, queremos dizer que, em Cuba, não há mais "socialismo", muito menos "comunismo" ou um "regime em processo de restauração capitalista", como chegam a classificar algumas correntes trotsquistas, que reivindicam a 4ª Internacional. Temos uma outra caracterização sobre o que é Cuba atualmente Para nós, infelizmente, o capitalismo já foi restaurado na ilha caribenha. Afirmamos isso com muita tristeza, pois o sonho acalentado pelos revolucionários da Sierra Maestra antes mesmo da derrubada do ditador Fulgêncio Batista e, principalmente, após a vitória da Revolução Cubana, foi imenso em toda a América Latina e transformou personagens deste processo revolucionário como ícones da esquerda brasileira e mundial, como Fidel Castro e , especialmente, Che Guevara. Porém, isso hoje (e já fazem alguns anos), a burocracia castristas destruiu tudo isso. Atualmente, a principal função da classe trabalhadora e juventude cubanas é construir uma nova revolução socialista, que devolva o poder aos/as trabalhadores/as cubanos/as, através de suas organizações de classe, com liberdades democráticas garantidas ao povo cubano e a retomada da economia socialista na ilha!!!


TODO APOIO À LUTA DO POVO CUBANO!!!

VIVA AS CONQUISTAS DA

 REVOLUÇÃO CUBANA!!!

POR UMA NOVA REVOLUÇÃO SOCIALISTA COM GOVERNO DOS TRABALHADORES!!!



quarta-feira, 14 de julho de 2021

A defesa da Revolução Cubana, suas conquistas e da luta do povo cubano e contra a burocracia castrista!!!



O Brasil e o mundo, e a esquerda consequentemente, tem acompanhado (com certa surpresa), os protestos que vem ocorrendo em Cuba, especialmente desde o último domingo, 11/07, iniciado no interior da ilha, mas chegando até à capital, Havana. tais protestos, naturalmente, vem provocando vários debates acerca da natureza destes e também, sobre o caráter do governo cubano e, também, acerca das características atuais da Revolução Cubana e de seu governo, instalada na ilha caribenha desde janeiro de 1959 e que provoca, desde esta época acalorados debates, seja na esquerda como na direita, por diferentes razões, políticas e ideológicas.

O governo norte-americano de Biden apressou-se em afirmar que seu governo estava "ao lado do povo cubano e de seu clamor por liberdade e alívio das trágicas consequências da pandemia e das décadas de repressão e sofrimento econômico a que tem sido submetido pelo regime autoritário de Cuba", disse o presidente Democrata dos EUA, cujas palavras poderiam ter sido ditas também por seu antecessor, o Republicano Trump. Depois, falaremos mais sobre Biden e suas palavras.

O presidente Bolsonaro, parafraseando Biden, criticou a repressão ocorrida nos protestos em Cuba. Segundo estes, os manifestantes cubanos foram recebidos com "borrachada, pancada e prisão". Bela crítica de quem defende a tortura e um dos maiores torturadores da Ditadura Militar no Brasil, Brilhante Ustra. Enfim,,,,,

Sobre as considerações do presidente norte-americano Joe Biden, não custa lembrar que o "sofrimento econômico" que Cuba passa nos dias atuais já dura pelo menos 60 anos, quando o ex-presidente John Kennedy - também Democrata - decretou o bloqueio econômico sobre a ilha, após uma tentativa fracassada de invadir Cuba em 1961, conhecida como a "invasão da Baía dos Porcos". Este bloqueio econômico, repudiada por vários países na ONU, seguidamente desde 1992, continua sendo aplicada pelos EUA e reforçada pelo governo norte-americano em plena pandemia do coronavírus, na era Trump, quando este aplicou 243 medidas contra Cuba, ampliando o bloqueio econômico que atinge o país há décadas. Portanto, tal "sofrimento econômico" pelo qual passa o povo cubano tem o dedo do governo dos EUA e Biden, apesar de seu discurso bonito, mantém esta postura do imperialismo americano em relação a Cuba

Apoiar Cuba e não apoiar nenhuma concessão ao imperialismo não significa, de forma alguma, dar representações aos protestos que ocorrem atualmente na ilha caribenha como sendo de "influência norte-americana", como querem fazer crer setores stalinistas, que continuam existindo em nossos dias e que continuam a acreditar (e querem fazer crer) que Cuba, China, Vietnã, Coréia do Norte, Venezuela e similares são "socialistas" ou até mesmo, "comunistas".

Defendemos as conquistas da Revolução Cubana e, por conta desta defesa e destas conquistas, obtidas com sangue e suor do povo cubano, defendemos uma nova revolução socialista naquele país. Que se derrube a burocracia castrista instalada na ilha e devolva-se o poder ao povo cubano, através de suas organizações, com os princípios da economia socialista (que já foram há muito extintos pela burocracia castrista, com apoio do PC cubano) e com o exercício da democracia operária, inexistente há décadas em Cuba!!!

De que princípios da economia socialista estamos falando e que precisam ser resgatados???

A burocracia castrista, em nome da "Revolução Cubana" - como costuma fazer toda burocracia, na defesa de seus interesses em defesa do "povo" - acabou com os três pilares básicos da economia socialista em Cuba, herança da Revolução Cubana de 1959, quais sejam: 1) a propriedade estatal dos meios de produção; 2) o planejamento econômico central de tudo que era produzido na ilha; e 3) o monopólio exterior do comércio. Isso se cristalizou em 1990, seguindo o que já havia ocorrido na China em 1978 e após a dissolução da URSS, a Junta Central de Planificação (que dirigia a planificação da economia cubana), foi dissolvida. Após isso, veio a "pá de cal": em setembro de 1995, a Assembleia Nacional, organizada pelo PC Cubano, aprovou a "Lei de Inversões Estrangeiras". Esta lei destruiu o antigo pilar econômico da economia socialista em Cuba, que ainda se mantinha - da propriedade estatal dos meios de produção -. As empresas estatais começaram a ser privatizadas, não em base a um capital nacional, mas através do investimento do capital europeu, prioritariamente, fazendo com que Cuba tenha hoje (e isso faz anos, apesar do embargo econômico norte-americano) grandes parceiros na economia mundial, como Espanha, Canadá, Itália, França e Reino Unido. Tudo isso apoiado por diversos setores da "esquerda" brasileira e mundial, com o discurso de que Cuba estava se "modernizando e avançando na construção do socialismo". Sinceramente...........

Repetindo: defendemos a Revolução Cubana, suas conquistas e somos contra o bloqueio econômico feito pelos EUA contra a ilha há 60 anos!!!

Em nenhum momento, isso justifica o cerceamento das liberdades democráticas feita pela burocracia castrista ao povo cubano, o fim da democracia operária no país há décadas e a extinção de princípios fundamentais da economia socialista em Cuba, aprovadas pelo PC cubano que, junto com o bloqueio econômico dos EUA, ajudaram sobremaneira o processo de restauração capitalista na ilha, iniciada nos anos 90, já praticamente concluída, com expressiva participação do capital europeu na economia cubana, e até mesmo de setores do capital norte-americano em vários elementos da economia cubana.

Lamentavelmente, mas explicável pelo seu perfil reformista, Frei Betto (em nota publicada nas redes sociais) faz coro com o discurso stalinista de que os protestos em Cuba possui a orientação imperialista. Segue a linha do discurso da burocracia castrista de defender seus interesses, com o argumento da "defesa da Revolução Cubana" (como costuma fazer toda burocracia) - assim também fazia Stalin e sua camarilha na antiga URSS -, usando o bloqueio econômico feito pelos EUA há 60 anos contra a ilha para justificar as medidas da restauração capitalista em Cuba e os ataques às liberdades democráticas contra o povo cubano e ao socialismo. Revoltante a atitude da burocracia castrista (encabeçada hoje por Miguel Díaz-Canel) e o apoio dos setores ditos de "esquerda" no Brasil e no mundo à tal política!!!

Portanto, a tarefa atual dos revolucionários é defender a organização das massas cubanas na perspectiva de construir uma alternativa socialista para derrubar a burocracia castrista encastelada no poder na ilha e reconstruir a Revolução Cubana, renovando os princípios da economia socialista e reafirmando a democracia operária, para que a classe trabalhadora e a juventude cubanas possam, efetivamente, lutar e vencer o imperialismo!!!


TODO APOIO À LUTA DO POVO CUBANO!!!

VIVA AS CONQUISTAS DA REVOLUÇÃO CUBANA!!!

terça-feira, 13 de julho de 2021

A Conmebol, a Libertadores 2021 e a Covid 19





A Conmebol - Confederação Sul-Americana de Futebol -, após liberar em comum acordo com a Prefeitura do Rio de Janeiro, a presença de público para a final da "Cova América", ocorrida no último sábado, 10/07, no Maracanã, mesmo tendo passado por cima do governo Bolsonaro e da CBF após acordo celebrado com ambos para que a competição ocorresse no Brasil em plena pandemia do coronavírus, decidiu que as partidas da Libertadores 2021, a partir das oitavas de final, que começam nesta terça-feira, 13/07, com três partidas (duas em Buenos Aires, na Argentina, e uma em Assunção, no Paraguai), possam ocorrer também com presença de público, desde que autorizadas pelas autoridades locais. Segundo comunicado da Conmebol, o "retorno gradual do público é essencial para o desenvolvimento do futebol sul-americano". Seguindo os protocolos definidos pelas autoridades sanitárias de cada país, completa a entidade maior do futebol do continente.

Ninguém duvida com a afirmação dos dirigentes da Conmebol de que o "retorno gradual do público é essencial para o desenvolvimento do futebol sul-americano" esteja correta. Porém, neste momento em que os números da Covid-19 nos países que participam da Libertadores da América se apresentam colocam em risco a continuidade da competição, quanto mais a presença de público nos estádios para assistir aos jogos. Não podemos nos esquecer dos recentes episódios que verificamos no Maracanã, durante a final da "Cova América", quando a mesma Conmebol, junto com a Prefeitura do Rio de Janeiro, do prefeito Eduardo Paes (DEM), liberou o acesso de 10% da capacidade total do estádio para assistir à vitória argentina na partida, cerca de 8 mil pessoas. Na entrada da partida, nos portões do Maracanã, assistiu-se uma verdadeira aglomeração e, dentro e fora do estádio, o que mais se viu foram pessoas sem o uso de máscara. A Conmebol e autoridades dos 5 países que terão jogos nestas oitavas de final da Libertadores (Brasil, Argentina, Paraguai, Chile e Equador) garantem que isso não ocorrerá em nenhum dos jogos que serão disputados??? Ganha um doce quem afirmar, com exata certeza, que sim!!!

A Covid-19 continua fazendo suas vítimas pelo mundo há mais de um ano e, na América Latina e do Sul, o quadro não é diferente. Nos países acima citados em que ocorrerão jogos da Libertadores a partir desta terça-feira, 13/07, a pandemia do coronavírus continua produzindo muita dor e sofrimento para milhares de famílias. Não é à toa que, na Argentina, um dos países que possui 5 representantes nesta fase da competição (Boca Juniors, Racing, Defensa y Justicia, Vélez Sarsfield e River Plate), a doença já vitimou quase 100 mil mortes, tendo feito com que o governo local dissesse NÃO à realização da recente Copa América em seu país, junto com a Colômbia, justamente pelo aumento da doença no território argentino. Casos semelhantes ocorrem nos outros 4 países que também tem representantes na Libertadores. 

O Paraguai, que possui dois representantes (Olímpia e Cerro Porteño), tem até o momento, pouco mais de 14 mil mortos. O Equador, que possui o Barcelona de Guayaquil como seu representante, tem cerca de 22 mil mortes provocada pela Covid-19. Não nos esqueçamos que este país andino enfrentou uma triste realidade de enfrentamento com a doença no início desta, com centenas de mortos, alguns espalhados pelas ruas de suas principais cidades

O Chile, que tem o Universidad Católica como seu representante nas oitavas de final da Libertadores, tem pouco mais de 34 mil mortos em seu país e enfrenta, há meses, uma revolta muito grande de seu povo com os destinos traçados pelo governo Piñera com os rumos deste em relação ao futuro do país, inclusive na pandemia do coronavírus.

Guardadas as devidas proporções, a situação não é muito diferente (do ponto de vista político), do governo Bolsonaro no Brasil, quando olhamos para o governo Piñera. Este também enfrenta uma grave crise política durante a pandemia do coronavírus, tendo constantes mobilizações nas ruas pedindo "FORA BOLSONARO" e mais de 100 pedidos de impeachment na Câmara dos Deputados, que só não vão à frente por conta da atuação do presidente da Casa, Arthur Lira (PP/AL), um dos líderes do "Centrão" e, até agora, aliado de Bolsonaro. Mas, a Covid-19 tem cobrado a fatura no governo Bolsonaro e esta é, de longe, um dos maiores problemas de seu governo, senão o maior. Até agora, a Covid-19 já matou mais de 530 mil pessoas no país, sendo o Brasil o 2º país no mundo em que mais pessoas morreram desta doença, perdendo apenas para os EUA.

Contabilizando-se os números atuais, temos apenas entre os 5 países que estão com clubes disputando a Libertadores, cerca de 700.000 mortos. Apesar disso, a Conmebol ignora tais números e decide priorizar o lucro e não a VIDA. Assim pensam os "cartolas" do futebol sul-americano, em parceria com os demais dirigentes dos clubes que, falaciosamente, usam o discurso do "resgate" do futebol sul-americano para justificar o sacrifício de milhares de pessoas dentro e fora dos estádios de toda a América do Sul por conta de um punhado de dólares. Tal qual fez o diretor do Ministério da Saúde do governo Bolsonaro que, por conta de US$ 1, vendeu a vida de milhões de brasileiros/as por uma vacina contra a Covid-19.

Sentir asco e nojo dos dirigentes da Conmebol é pouco para expressar o que sentimos diante de um fato como este. Em nada isso está relacionado à paixão futebolística que temos pelo clube que torcemos, apenas ao sentimento de repulsa que os "cartolas" da Conmebol e do futebol sul-americano merecem ter de cada um de nós merecem ter por eles.



segunda-feira, 14 de junho de 2021

As rupturas de Wyllys e Freixo com o PSOL e a relação disso com o cretinismo parlamentar




Em 20 dias, o PSOL perdeu dois importantes nomes de sua legenda para outros partidos reformistas no país. O primeiro a fazer isso foi o ex-deputado federal Jean Wyllys que, auto exilado na Europa há pelo menos três anos, decidiu sair do PSOL e filiar-se ao PT, ato que foi consumado com uma cerimônia virtual feita por seu novo partido no último dia 24 de maio, com a presença da atual presidente do partido, Gleisi Hoffmann, e dos ex-presidentes da República, Lula e Dilma. Após Wyllys, foi a vez do atual deputado federal pelo Rio de Janeiro e um dos principais expoentes do PSOL em nível nacional, Marcelo Freixo, que decidiu sair do partido e migrar para o PSB.

Segundo afirmações feitas pelos dois sobre este ato, ambos citaram a luta contra o atual governo e o "fascismo" no país como fatores decisivos para suas tomadas de decisões. Além disso, como uma forma de enfrentamento ao "fascismo" instalado no país sob o governo Bolsonaro, tanto Wyllys quanto Freixo defendem a candidatura Lula como a capaz de aglutinar forças em torno de seu nome e possível de reverter este atual quadro conjuntural existente no país. Como bem cabe a toda avaliação reformista, ambos seguem numa linha eleitoralista e eleitoreira como formas eficazes de, segundo ambos, resolver ou atenuar os graves problemas vividos por nossa classe, no seu cotidiano.

Wyllys, em afirmações feitas à imprensa, é muito enfático ao afirmar que "só quero saber do que pode dar certo", parafraseando uma citação famosa da música "Go Back", do grupo de rock Titãs. Para Wyllys, o que "pode dar certo" é uma provável eleição de Lula em 2022 para, com isso, resolver a situação enfrentada pelos/as trabalhadores/as brasileiros/as ao longo dos últimos anos e, mais especialmente, nesta pandemia do coronavírus, com desemprego galopante, inflação nas alturas (com aumentos constantes de combustíveis, gás de cozinha, dentre outros), retirada de direitos trabalhistas e entrega do patrimônio público ao capital nacional e internacional.

Freixo fez uma carta sobre sua saída do PSOL onde nesta afirma, literalmente, que a decisão de sair do partido que ajudou a construir, após 16 anos, e migrar para o PSB, foi de construir uma "uma frente ampla para derrotar o presidente Bolsonaro nas eleições de 2022" (https://catracalivre.com.br/cidadania/entenda-o-que-levou-marcelo-freixo-a-deixar-o-psol-e-ir-para-o-psb/).

Ou seja, tanto Wyllys quanto Freixo são movidos por um sentimento que não reflete o que vem da classe trabalhadora, mas sim seus anseios pessoais. Wyllys, quando da filiação ao PT, afirmou que fazia isso não à busca de cargos. Porém, alguém que lê este artigo será ingênuo/a o bastante para acreditar que, caso Lula vença as eleições 2022 e se torne, mais uma vez, presidente, que Wyllys não assuma algum cargo num futuro governo petista??? E que ele não aceitará tal indicação???

Por outro lado, Freixo afirma, em sua carta, na entrevista dada à revista Veja e em várias outras publicações desde que saiu do PSOL e foi para o PSB,  que sua decisão foi motivada pelo que ele classifica de "luta contra o fascismo" que está instalado no governo Bolsonaro e que, segundo ele, para derrotá-lo, se faz necessário construir uma "frente ampla" para isso. Em nível nacional e também no Rio de Janeiro aonde, segundo este, soma-se a luta contra o poder das milícias e do crime organizado. Neste último caso, a "frente ampla" de Freixo inclui, além de PT, PCdoB, PSOL, legendas de direita como DEM (de Rodrigo Maia e Paes, atual prefeito da "Cidade Maravilhosa" e do MDB, mesmo partido que tem ex-governadores como Sérgio Cabral e Pezão presos por corrupção e outros crimes semelhantes. Tudo para combater o "fascismo", segundo Marcelo Freixo (PSB/RJ). Durma com uma zoada dessas.............

Tudo isso nos leva a admitir que, tanto Wyllys quanto Freixo (PT e PSB, respectivamente), continuam com a mesma prática dos tempos do PSOL, o cretinismo parlamentar típico dos reformistas que busca, com esta política, iludir corações e mentes da classe trabalhadora brasileira de que, através das eleições e por dentro desse regime burguês cada vez mais apodrecido, poderemos resolver os graves problemas sociais, econômicos e políticos vividos pelo povo pobre de nosso país.

Não devemos, de forma alguma, acreditar nos "cantos de sereia" espalhados aos quatro ventos por figuras como Jean Wyllys (PT) e Freixo (PSB) ou de outras personalidades com pensamentos semelhantes, como o ex-presidente Lula (PT). Todos visam, única e exclusivamente, levar nossa classe para as eleições, como se estas realmente mudassem as vidas dos milhões de "Josés e Marias" que temos no Brasil. As eleições do período da redemocratização brasileira, aberta em 1985 com a "Nova República", já revelaram - para quem quiser ver - que as eleições não mudam nossa vida. Mas, a luta sim, pode fazer isso!!!


FORA BOLSONARO E MOURÃO, JÁ!!!

POR UMA ALTERNATIVA SOCIALISTA E REVOLUCIONÁRIA!!!

terça-feira, 25 de maio de 2021

A Covid-19, as vacinas, a Educação, sua essencialidade como atividade e o PL 5595/2020




Nesta segunda-feira, 24 de maio de 2021, chegamos a registrar no Brasil a lamentável marca de 450 mil mortes por causa da Covid-19. Dentro em breve, sem ter a mínima pretensão de querer possuir uma bola de cristal, chegaremos à infeliz marca de meio milhão de mortos no país, graças à política negacionista e genocida do governo Bolsonaro, auxiliada em grande parte pelos governos estaduais e municipais espalhados em território nacional, que não possuem uma política correta de combate ao avanço da pandemia do coronavírus há mais de um ano em nosso país. Pra variar, quem mais sofre com tudo isso, é o povo pobre e das periferias das cidades brasileiras. Além do flagelo da fome e do aumento do desemprego que se espalha nesse momento da pandemia, sem falar no mísero auxílio emergencial destinado pelo governo Bolsonaro a milhões de famílias no Brasil.

Desde o início da pandemia do coronavírus, um debate vem sendo recorrente neste assunto. Trata-se da volta às aulas. O governo Bolsonaro e seus aliados bolsominions em todo o país, dentro e fora do Congresso Nacional, sempre questionaram o porquê das escolas estarem fechadas para o ensino presencial em tempos de pandemia e porquê os/as profissionais da Educação estarem fora das salas de aula. Seus aliados, os bolsominions, especialmente os da classe média e alta, nunca ficaram atrás nesses questionamento. Mesmo quando o tema "vacinas" estava longe de se verificar no horizonte!!!

Com a chegada das vacinas no Brasil, a pressão desses setores aumentou sobre os governos e, destes, sobre os/as profissionais da Educação em todo o país para que retornassem às salas de aula na forma presencial. Começaram a chover ações na Justiça - com ganhos de causa, em boa parte destas - para que isso ocorresse, na sua maioria, vinda de escolas particulares. Com aquiescência de governos estaduais e municipais de todo o país, na imensa maioria dos casos. Contraditoriamente, esses mesmos governos ainda resistem em fazer o mesmo nas redes estadual e municipais de ensino. Menos mal, por enquanto.

Paralelo a isso vem as deputas federais Paula Belmonte (Cidadania/DF) e Adriana Ventura (Novo/SP) e apresentam o PL 5595/2020, aonde propõem que "as aulas presenciais só poderão ser suspensas "em situações excepcionais cujas restrições sejam fundamentadas em critérios técnicos e científicos devidamente  comprovados"" (https://www.camara.leg.br/noticias/736109-projeto-proibe-suspensao-de-aulas-presenciais-mesmo-durante-pandemia/).

Sobre isso, queremos dizer que as entidades sindicais - desde os sindicatos de base (como SINTRAMB, SINTEP, pra falar só da Paraíba) -, como Federações Estaduais ligadas à Educação, chegando até a CNTE, tiveram pouco mais de um ano para debater este e outros assuntos ligados à situação dos trabalhadores da Educação durante a pandemia do coronavírus, mas não fizeram isso e agora estão encalacrados num debate que dificilmente terão como fazê-lo em condições de igualdade com as Secretarias de Educação neste momento em que as vacinações da categoria já são uma realidade na maioria do país (e que a pressão sobre nossa categoria aumenta consideravelmente a voltar para o ensino presencial nas mesmas e lamentáveis condições das escolas que todos/as já conhecemos).

Isto se soma à hipocrisia política existente no PL 5595/2020 das deputadas Belmonte e Ventura, aprovadas na Câmara dos Deputados e que, neste momento, está no Senado Federal, aguardando datas para realização de audiências públicas sobre a matéria, antes de ir à votação em plenário.

Afirmamos que trata-se de hipocrisia política porque o PL afirma que a Educação deva ser tratado como uma "atividade essencial" em tempos de pandemia do coronavírus. Não me recordo do Congresso Nacional haver tratado a Educação como "essencial" na recente votação do Orçamento 2021. Neste, foi destinado um percentual maior de verbas para o Ministério da Defesa do que para a Educação, por exemplo. 

Quanto ao tema das vacinas, o debate travado atualmente nas sessões da CPI da Pandemia têm revelado que o governo Bolsonaro possui, desde o início da pandemia do coronavírus, um descaso e um desprezo no combate à Covid-19 e seu avanço no país. O número de mortes e de casos no Brasil, aliado à contínua postura do presidente e de seus aliados mais próximos em relação à doença, revelam isto. Isto só evidencia a hipocrisia política da qual falamos anteriormente de seus aliados políticos no Congresso Nacional ao elaborarem e aprovarem um PL deste tipo, como o 5595/2020.

Lamentável assistirmos não apenas este tipo de coisas acontecendo no país, como também a inércia daqueles/as que se colocam como dirigentes da classe trabalhadora que, num momento como esse, em vez de organizar a categoria e enfrentar tudo isso, ficam buscando "sangrar" o governo pensando nas eleições 2022, em derrotá-lo neste momento, em vez de construir, pela base, a verdadeira derrota deste governo genocida que só vem destruindo nossa classe sistematicamente.


FORA BOLSONARO E MOURÃO, JÁ!!!

VOLTA ÀS AULAS SÓ DEPOIS DA PANDEMIA COM VACINA PARA TODOS/AS!!!

ESCOLAS FECHADAS, VIDAS PRESERVADAS!!!


sábado, 10 de abril de 2021

Luciene de Fofinho (PDT) completa 100 dias como prefeita de Bayeux. E aí, o que dizer disso???




Em 02 de janeiro deste ano, em um artigo neste mesmo blog, intitulado "Luciene de Fofinho e a dura e difícil tarefa de resgatar a imagem da cidade de Bayeux", afirmávamos que, dentre as tarefas da recém-eleita prefeita de uma das mais importantes cidades da Paraíba, estava o de "resgatar a imagem da cidade de Bayeux e, consequentemente, a autoestima de seu povo", que foi profundamente atingida nos últimos anos com todos os acontecimentos envolvendo a desastrosa gestão do ex-prefeito Berg Lima (Podemos/PL) e seus sucessores no cargo, até chegar a vez da vereadora Luciene de Fofinho, eleita de forma indireta pela Câmara Municipal em agosto de 2020 até o final do ano passado e, depois, eleita pelo voto direto, em novembro passado, para um mandato de 4 anos, que ora completa 100 dias, neste 10 de abril de 2021.

A marca de 100 dias de mandato é uma marca simbólica para qualquer gestor, seja este/a municipal, estadual ou federal. Evidentemente, não esperamos que neste período sejam feitas grandes obras ou significativas transformações na governança. Porém, é possível em 100 dias de governo, revelar ao povo os rumos pelos quais esta gestão pretende trilhar ao longo de 4 anos. Ou se esta já encontra-se perdida, sem saber para onde caminhar. 

A segunda alternativa dada anteriormente parece ser a melhor definição para a gestão comandada pela prefeita Luciene de Fofinho (PDT). Em 100 dias de governo, literalmente, ela ainda não disse a que veio. Pelo menos, no que diz respeito a atender aos anseios de boa parte da população bayeuxense, que esperava (e ainda espera) que a atual gestão municipal consiga fazer com que Bayeux sopre ares de verdadeira mudança e não esses que parecem ser de eternos presságios de crise política e institucional porque passa a cidade há anos.

Os aliados de Luciene de Fofinho dirão que os problemas enfrentados pela prefeita se devem à pandemia do coronavírus, que assola Bayeux, a Paraíba, o Brasil e o mundo desde o início de 2020. Apesar da pandemia ser um componente importante na avaliação desses 100 dias de mandato e da atual crise porque passa Bayeux e o mundo, não podemos resumir tudo o que ocorre na cidade e com a prefeita apenas à Covid-19. Até porque alguns dos problemas que ela vem enfrentando, sobretudo na Justiça, são de um pouco antes da nova onda de crescimento da doença.

Ainda na campanha eleitoral, Luciene de Fofinho sofreu uma AIJE (Ação de Investigação Judicial Eleitoral), movida pelo MP de Bayeux, através do promotor Demétrius Castor, acusada de "abuso de poder econômico" durante as últimas eleições (http://blogs.jornaldaparaiba.com.br/suetoni/2020/11/09/ministerio-publico-entra-com-aije-contra-luciene-de-fofinho-em-bayeux/). Além dessa AIJE, existem mais outras 5 na Justiça contra a prefeita Luciene de Fofinho, algumas feitas pelo MP, outras pelos partidos que concorreram às eleições de 2020 em Bayeux. As ações continuam em curso, tendo a prefeita já prestado depoimento a algumas destas.

Não há como negar que ações judiciais como estas abalam as estruturas de uma gestão municipal, por mais que os órgãos oficiais digam que não. Tanto é assim que a Prefeitura de Bayeux, através de Luciene de Fofinho, tem buscado eventualmente criar acontecimentos na cidade para criar uma "cortina de fumaça" sobre estas questões e fazer com que o povo "esqueça" tais "atropelos" com a Justiça. Foi assim no famoso caso do cartaz na porta do Hospital Materno Infantil, no início do mandato; recentemente, quando Luciene de Fofinho chamou a atenção de seu próprio secretário, Zé Baixinho, para um buraco que existe há anos na ladeira de acesso ao aeroporto Castro Pinto (e que, ao que parece, continua aberto, apesar da reclamação da prefeita); além da demissão em massa dos prestadores de serviço e de comissionados, divulgada no Diário Oficial do município. Porém, em relação a isso, o mesmo DO que publicou a demissão dos servidores acima citados, foi o mesmo que, dias depois, com a assinatura da prefeita Luciene de Fofinho, começou a publicar a nomeação de várias outras pessoas para cargos semelhantes aos das anteriormente demitidas. Durma com uma zoada dessas............

Sobre a pandemia do coronavírus, o que dizer da gestão Luciene de Fofinho??? Qualquer coisa, menos repetir o que alguns na cidade gostam de espalhar pelos grupos de zap de que ela trata-se de uma prefeita "exemplo a ser seguido". Só se for um exemplo ruim.

Quando Luciene de Fofinho assumiu a Prefeitura de Bayeux, de forma indireta, em agosto do ano passado, a Paraíba (e Bayeux, consequentemente), estava na transição da 5ª para a 6ª avaliação do "Plano Novo Normal PB", feito quinzenalmente pelo Governo do Estado, através da união entre a Secretaria Estadual de Saúde e a Controladoria Geral do Estado. O "plano" confere a cada um dos 223 municípios paraibanos uma bandeira colorida para, de acordo com  esta, verificarmos a real condição em que se encontra a Covid-19 neste município naquele momento e como a economia (e a sociedade) local poderá funcionar. Bayeux encontra-se na bandeira laranja desde a 3ª avaliação quinzenal do "Plano Novo Normal PB", ou seja, desde o dia 13 de julho de 2020, e até a presente data, permanece nesta bandeira. 

O que isso significa, na prática? Que bares e restaurante só podem funcionar em sistema de delivery e drive-thru; escolas, academias, torneios esportivos, dentre outros, sejam fechados; ônibus, táxi, aplicativos funcionem seguindo medidas de segurança; igrejas funcionem com determinada capacidade de lotação (a não ser em casos excepcionais, conforme recentes decretos), entre outras coisas. Além disso, o que observamos no noticiário é que, assim como em outros locais, a Covid-19 tem crescido em Bayeux, seja em número de caso como em número de mortes no último período, apesar da vacinação.

Isso se dá por uma conjunção de fatores. Primeiro, porque há, desde o governo Bolsonaro, uma total desorganização vinda do Ministério da Saúde, que não consegue elaborar uma política de coordenação nacional de enfrentamento à Covid-19; segundo, pela postura negacionista (e, consequentemente, genocida) do presidente Bolsonaro de, repetidamente, menosprezar os efeitos da pandemia e dos inúmeros mortos que já existem em nosso país; terceiro, pela colaboração que o Congresso Nacional dá ao governo quando aprova medidas de ataques aos direitos dos trabalhadores em plena pandemia e agora, autorizando a compra de vacinas por empresas privadas, ameaçando completamente o SUS; quarto, pela total submissão dos governadores e prefeitos espalhados pelo país que, independente dos decretos já feitos para "combater o coronavírus", pouco ou nada adiantaram para isso, pois assim como Bolsonaro, estão comprometidos com os empresários, por um lado, e por outro, demonstram-se incapazes de fiscalizar com rigor os próprios decretos que emitem para "combater o coronavírus". Sem falar na sucessão de escândalos com o dinheiro público voltado para a Covid-19.

Tudo isso também acontece em Bayeux, de forma mais grave, porque há uma prefeita que joga com o sentimento popular de que "é do povo" e que, assim, está preocupada em resolver os problemas desse povo. Mas, em 100 dias de governo, o que assistimos é uma Prefeitura ainda mais envolvida com o seu "próprio umbigo", procurando uma tábua de salvação para seus problemas intestinos e não conseguindo dar um encaminhamento concreto para o principal problema enfrentado pelo povo de Bayeux, que é a Covid-19. Cabe lembrar que uma das ações que Luciene de Fofinho enfrenta na Justiça é relacionada à compra das tendas que ela teria adquirido para instalar em alguns locais da cidade para o tratamento da Covid-19. E aí, perguntamos: cadê as tendas???

Por fim, Luciene de Fofinho não esqueceu de atacar os servidores municipais de Bayeux. Em decreto de 23 de março deste ano, a prefeita determinou a suspensão das férias e das licenças de todos os servidores municipais da cidade, da Administração Direta e Indireta, até o dia 30 de setembro de 2021. Mais uma vez, segundo a prefeita, isso se deveu à pandemia do coronavírus. Mas, para contratar pessoas em pleno período eleitoral, com a legislação proibindo tal prática, a prefeita Luciene de Fofinho não deixou de fazer isso, né??? Dois pesos , duas medidas!!!

Há aqueles e aquelas que sempre dizem: "a esperança é a última que morre". Recorro-me a este dito popular para lembrar que há pessoas que, sinceramente, torcem para que Luciene de Fofinho melhore sua postura como prefeita e acerte sua gestão no próximo período. Porém, sem querer destruir a boa fé de ninguém, muito menos a esperança, creio que isso não ocorrerá. Os compromissos assumidos por Luciene de Fofinho, antes e durante sua gestão na Prefeitura de Bayeux, a impedem de melhorar e fazer algo efetivamente para o povo bayeuxense. É triste dizer isso, mas é a realidade!!!


sexta-feira, 26 de março de 2021

SINTRAMB faz 30 anos de muitas LUTAS e RESISTÊNCIAS contra desmandos da Prefeitura de Bayeux


Esta data de hoje, 26 de março de 2021, é muito especial para os/as servidores/as municipais de Bayeux, ainda mais quando atravessamos uma conjuntura muito difícil como esta, permeada por uma pandemia que, a cada dia que passa, parece estar mais distante de se acabar, dada à incompetência das autoridades que nos rodeiam, sejam federal, estadual e municipal, a partir do Presidente da República, que segue com sua política negacionista e genocida, mesmo depois de um ano de iniciada tal pandemia, com mais de 300 mil mortes em nosso país e sucessivos recordes diários de mortos ocorridos no Brasil, chegando a termos mais de 3.000 em único dia. Apesar de tudo isso, só agora, este governo genocida decidiu trocar o ministro da Saúde, montar um Comitê de Crise da situação. Mesmo assim, o novo ministro da Saúde, sequer havia assumido e afirmava que manteria o mesmo padrão de atuação de seu antecessor no cargo, o "dublê" de general/ministro. Literalmente, estamos num beco sem sem saída, infelizmente. Aliado a isso, Bolsonaro, Guedes e sua tropa no Planalto seguem destruindo os direitos de nossa classe, "passando a boiada", como disse um de seus ministros recentemente, destruindo nossas conquistas e beneficiando ainda mais os governos e patrões!!!

Apesar de tudo isso ocorrendo em nível nacional contra nossa classe, devemos celebrar a data de hoje em Bayeux, em particular dentro de nossa categoria (servidores/as municipais) por conta de nosso sindicato, o SINTRAMB, comemorar nesta data, 26/03, seus 30 anos de existência. Para quem pensa que isso é pouco, engana-se.

Não é fácil que uma entidade de luta como o SINTRAMB exista e resista durante três décadas, se portando com independência de classe, diante dos vários governos que atuaram em Bayeux ao longo deste período. Isso tem a ver diretamente com a postura assumida por seus/suas dirigentes que assumiram a condução do sindicato em todos os momentos que a categoria vivenciou desde que passou a existir.

Neste momento, não há como agradecer imensamente a coragem e firmeza de companheiros/as que decidiram, há 30 anos atrás, criar o SINTRAMB e, através deste, defender os direitos e interesses de nossa categoria e começar a conquistar benefícios para todos/as nós. Companheiros/as de luta como Daniel, Maria José (Fia), Ivete, Lúcia, Assis Lins, Gasparina (hoje aposentada, assim como Daniel e Fia), Zé Baixinho (um gari de nossa categoria) e tantos/as outros/as servidores/as que dedicaram suas vidas a construir nosso sindicato. 

Depois destes, vieram outros/as, como nós, que tivemos a oportunidade de comandar este sindicato, ao lado de companheiros/as tão valorosos/as como os já citados. Companheiros/as como Ivone, Eliana, Vera, Carlos, Braz, Vando, Martinho (que hoje é vice-presidente do SINFESA), Lucília (que, assim como Lúcia, tornou-se vereadora da cidade), e tantos/as outros/as que, ao longo de nossa permanência na direção do SINTRAMB, nos ajudaram a conquistar muitas vitórias para nossa categoria, através de muitas lutas construídas com a categoria.

Queremos agradecer também a colaboração dos funcionários que estiveram conosco durante este período, como Elisângela, Gustavo (advogado), Linderman (contador), Daniel (também contador), que deram suas contribuições à nossa categoria. Quero agradecer também a colaboração do companheiro David Coelho, da gráfica "Sal da Terra", por nos ajudar e muito na elaboração de nossos materiais gráficos (boletins, cartazes, dentre outros), ao companheiro Nascimento, que com seu táxi, nos auxiliava bastante na divulgação de nossas lutas perante a categoria, além de Josa Som, que recentemente nos deixou, mas que nos ajudou muito com seu trio elétrico em nossas lutas contra os desmandos da Prefeitura de Bayeux. Ao mesmo tempo, pedir mil desculpas por ter esquecido de alguém nestas lembranças. Foram tantos/as que torna-se impossível recordar de todos/as.

É importante destacar sempre a participação dos/as trabalhadores/as na história do SINTRAMB. Pois as lutas e conquistas seriam impossíveis de conquistar sem a participação efetiva destes/as que, ao longo de 30 anos, estiveram conosco em todos esses momentos. Foi assim quando conquistamos o direito a todo servidor ganhar, pelo menos, o valor de um salário mínimo como remuneração; foi assim quando conquistamos os vários PCCR's que existem em nossa categoria (Educação, Saúde, Vigilância, Guarda Municipal, Apoio), todos contando com o apoio importante do SINTRAMB; foi assim que conquistamos o direito às eleições diretas para diretores/as nas escolas municipais de Bayeux (infelizmente, retirado numa canetada pelo ex-prefeito Noquinha, em 2018); foi assim quando conquistamos na Justiça em 2015, o direito ao reajuste dos vigilantes, negado pelo ex-prefeito Expedito Pereira em 2013. Sem falar nos vários reajustes salariais que vários/as servidores/as tiveram ao longo de anos. Esses são alguns exemplos que várias categorias tinham direito, anualmente, por conta da luta feita por nosso sindicato, o SINTRAMB. Esses são alguns exemplos do que significa termos uma entidade de LUTA e com INDEPENDÊNCIA DE CLASSE diante dos governos e dos patrões, como bem diz o artigo 1º do nosso Estatuto.

Infelizmente, nosso sindicato vem perdendo sua trajetória de luta e independência de classe de uns anos pra cá, com o advento de uma direção sindical que não constrói lutas, vem se afastando da base (vide a redução cada vez maior de filiados de nossa entidade) e fazendo com que diretores sindicais sejam cada vez mais próximos da gestão municipal, afetando diretamente a credibilidade desta perante a categoria. Não por acaso, entre 2016-19, a direção anterior tinha 5 diretores umbilicalmente ligados à gestão Berg Lima (Podemos/PL); agora, com a atual gestão Luciene de Fofinho (PDT), apesar de superficialmente fazerem oposição a esta, setores que apoiam a atual direção, fazem parte do secretariado da atual gestão municipal, causando confusão na base da categoria. Durmam com uma zoada destas!!!

Mas, estamos aqui para celebrar os 30 anos do SINTRAMB. Que venham mais 30 anos e que possamos fortalecer nosso sindicato, tornando-o mais forte, na defesa dos interesses dos/as servidores/as municipais de Bayeux, mantendo-o INDEPENDENTE dos governos e dos patrões, sempre em linha direta com o/a servidor/a. Não é hora de pensar em sair do sindicato nem de desistir da luta, mas sim em tornar cada vez mais forte nossa entidade!!!


VIDA LONGA AO SINTRAMB!!!




terça-feira, 9 de fevereiro de 2021

Trabalhadores e trabalhadoras da Educação municipal de Campina Grande continuam dando exemplo de LUTA enquanto demais sindicatos da Educação da Paraíba derrapam em seus próprios equívocos







Nesta terça-feira, 09 de fevereiro do corrente ano, os/as trabalhadores/as da Educação municipal de Campina Grande, organizados/as no SINTAB (Sindicato dos Trabalhadores Públicos Municipais do Agreste da Borborema), realizaram mais uma assembleia virtual, aonde decidiram manter a GREVE GERAL da categoria iniciada no último dia 01/02, reivindicando a volta às aulas só após a "vacinação em massa da população, incluindo todos os trabalhadores da educação e só iniciarão as aulas de forma remota se forem oferecidas as condições ideais para tanto" (https://sintab.org.br/8514-2/). Além das reivindicações específicas da categoria, incluídas na pauta de reivindicações aprovada na assembleia de deflagração da greve, já entregue à Prefeitura local e que, segundo a direção do sindicato, ainda não foi respondida.
Desta maneira, não houve outra alternativa aos/às trabalhadores e trabalhadoras da Educação de Campina Grande em continuar com sua justa luta em defesa da vida e por uma Educação Pública, Gratuita e de Qualidade para todos/as. Mais do que isso, continuar dando um exemplo de LUTA e ORGANIZAÇÃO para várias direções sindicais espalhadas pela Paraíba e Brasil nesses tempos de pandemia do coronavírus que vivemos.
Sobre isso, queremos falar acerca de uma reunião virtual que ocorreu na sexta-feira, 05 de fevereiro deste ano, convocada pelo SINTEP/PB e que reuniu, segundo matéria constante no site do sindicato, "diversos sindicatos de profissionais da educação ou de servidores públicos municipais (totalizando cerca de 50 cidades representadas), além de dirigentes da CUT-PB, da Confetam (Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal) e do SINTEP-PB" (http://www.sinteppb.com.br/noticias/visualizar/sindicatos-da-educacao-organizam-frente-em-defesa-da-vida-505).
Nesta reunião, os "diversos sindicatos" reunidos tiraram várias deliberações, as mais importantes, segundo a matéria do site: 
"-Manifesto conjunto, assinado pelas entidades presentes, focando principalmente na defesa da vida e que trabalhadores e trabalhadoras em educação só retornarão às atividades presenciais com ampla vacinação da categoria.
-Organizar campanha com outdoors por todo o estado.
-Cada sindicato preparar vídeos e postagens para as redes sociais.
-Formar uma comissão para garantir os encaminhamentos: SINTEP-PB, CUT-PB, SINTEM-JP, CONFETAM e CNTE" (Idem).
Sobre a reunião e suas deliberações, queremos afirmar o seguinte: 1) o fato dela ter sido convocada para debater um assunto de tamanha importância, por si só, foi importante, não resta dúvidas, especialmente por reunir várias entidades sindicais ligadas à educação e de todo o Estado; 2) porém, é inadmissível que uma reunião deste porte, com um debate desta envergadura, não tenha contado com a presença do representante do SINTAB, entidade que está promovendo uma forte GREVE GERAL neste momento em Campina Grande e que, com certeza, motivou a realização desta reunião, entre outros motivos. A não convocação do SINTAB para a reunião é de um equívoco político LAMENTÁVEL; 3) as deliberações da reunião, por mais corretas que sejam, infelizmente são coisas para "inglês ver" pois, passados 4 dias da reunião, nada foi encaminhado e, só falando de João Pessoa, as aulas reiniciaram na rede municipal de ensino e o sindicato da categoria, o SINTEMJP, que faz parte da comissão tirada na reunião para encaminhar as deliberações, sequer soltou uma nota de repúdio sobre isto. Tampouco seu presidente, Daniel de Assis, fez um vídeo repudiando tal procedimento da PMJP.
Isso só mostra que a reunião virtual de 05/02, infelizmente, não produziu e, provavelmente, produzirá poucos efeitos práticos na vida dos/as trabalhadores/as da Educação ligados a estas entidades que participaram da reunião. Isto se estes/as esperarem algo das direções dessas direções sindicais. Por exemplo: estamos sabendo que, em Bayeux, as aulas estão previstas para reiniciarem em 01/03, cujo modelo - se remoto ou hibrido ainda está para ser definido pelo Conselho Municipal de Educação -. O que a direção atual do SINTRAMB diz sobre isso??? Há mobilização na base de Bayeux sobre isso??? Temos informações de que a presidente do SINTRAMB, Germana Vasconcelos, esteve nesta reunião virtual; entrou muda e saiu calada, pra variar. Será esse o comportamento do SINTRAMB neste debate perante a base da Educação de Bayeux??? Será esta a reação dos/as trabalhadores/as da Educação de Bayeux diante dessa importante discussão de seu futuro???
Enquanto isso, trabalhadores e trabalhadoras da Educação de Campina Grande, junto com o SINTAB, continuam de PARABÉNS!!!





sexta-feira, 5 de fevereiro de 2021

O exemplo que vem de Campina Grande!!!







Há cerca de um ano no Brasil e na Paraíba, todos começamos a sofrer uma brutal mudança em nossas vidas, com o surgimento da pandemia do coronavírus em nossos cotidianos. Apesar do governo Bolsonaro, de seus seguidores, de seu negacionismo e das consequências desastrosas que isso vem causando desde então no país, refletindo-se em cerca de 9,5 milhões de casos confirmados no Brasil, com pouco mais de 230 mil mortes. Tudo isso demonstra que não estamos diante de uma "gripezinha", como chegou a classificar o presidente Jair Bolsonaro nem que esta terrível doença será curada por meio de cloroquina ou outros medicamentos igualmente ineficazes, sem comprovações científicas. Apenas as vacinas que vêm sendo aplicadas em todo o mundo, inclusive no Brasil (apesar do negacionismo que insiste em persistir) poderão salvar todos/as deste mal que aflige a humanidade. Além do uso de máscaras e outros cuidados protetores recomendados pelas autoridades científicas, como lavagem das mãos e distanciamento social.
Há meses também que vem sendo travado um debate em terras tupiniquins sobre a volta às aulas, com a consequente pressão dos empresários do setor educacional sobre as autoridades públicas - federal, estaduais e municipais - para que estas retornem mesmo durante a pandemia do coronavírus. Neste momento, apesar dos números mostrarem um novo aumento da Covid-19 no país, os empresários da Educação continuam a pressionar  o Poder Público nos Estados e Municípios para que haja uma volta às aulas, sobretudo na rede particular de ensino. Na rede pública de ensino, existem locais em que datas de retorno às aulas estão previstas, ainda que de forma híbrida.
No que diz respeito ao setor privado, tal decisão dos empresários educacionais revela a total insensibilidade destes com a VIDA humana e a única preocupação destes com o LUCRO, apesar do discurso "humanista" que muitos colocam para pais e mães, sem falar na "conivência criminosa" que Estados e Municípios têm com estes quando autorizam o funcionamento destas escolas. Um exemplo do risco que estas escolas colocam aos alunos e à comunidade como um todo verificou-se recentemente em Campinas/SP, quando três escolas particulares reabriram e tiveram que fechar após registrarem novos casos de Covid-19; uma delas teve 42 alunos infectados (https://www.cnnbrasil.com.br/nacional/2021/02/03/escola-de-campinas-tem-42-casos-de-covid-19-e-fecha-apos-volta-as-aulas). 
No caso da rede pública de ensino, há uma polêmica sendo travada entre a oferta do ensino remoto x ensino híbrido. Alguns Estados e Municípios têm a proposta de oferecer o ensino remoto; outros querem ofertar o ensino híbrido; poucos, ao que conheço, têm a proposta da oferta do ensino presencial. Mesmo assim, uma coisa é consensual, quando o assunto surge na grande mídia: todos falam, diretores de escolas, secretários de Educação (de Estado ou do Município), donos de escolas. Menos diretores de sindicatos ou professores. Coincidência??? Claro que não!!!
Assim, o exemplo que vem da cidade de Campina Grande, através dos/as trabalhadores/as da Educação municipal desta cidade, organizados no SINTAB (Sindicato dos Trabalhadores Municipais do Agreste da Borborema), é muito importante. 
Em assembleia virtual realizada no dia 01/02, servidores/as da Educação municipal de Campina Grande decidiram, por UNANIMIDADE, entrar em GREVE GERAL  e não iniciar o ano letivo de 2021.
Segundo a categoria reunida em assembleia, "ainda não é o momento para o retorno das aulas presenciais, ainda que de forma híbrida, já que a volta às atividades nas unidades educacionais neste momento, pode resultar em ainda mais mortes de profissionais da educação vítimas do novo coronavírus, como aconteceu com a professora Christianne Fátima, gestora da Escola Municipal de Ensino Fundamental (EMEF) Manoel Francisco da Motta, que veio a óbito precocemente neste domingo, 31" (https://sintab.org.br/8444-2/).
A decisão dos/as trabalhadores/as da Educação de Campina Grande se deve, portanto em primeiro lugar, à  repercussão da pandemia do coronavírus no interior da categoria, mas também existem outras reivindicações específicas da categoria que não foram esquecidas pelo conjunto do movimento, como: "não pagamento do 14º salário da educação; não cumprimento das progressões; atrasos na recarga do cartão de passagem e falta de EPIs" (idem).
O SINTAB e os/as trabalhadores/as municipais de Campina Grande, com esta GREVE GERAL deflagrada no início de fevereiro, dão um exemplo de organização e luta para os demais trabalhadores da Educação da Paraíba e também do Brasil em plena pandemia do coronavírus, contra a ganância e insensibilidade dos patrões do ensino e a conivência criminosa de governadores e prefeitos espalhados pelo país, que se aliam a estes quando autorizam a reabertura das escolas particulares ou quando pretendem reiniciar as aulas em suas respectivas redes, apesar do avanço da Covid-19.
Que, em se tratando de Paraíba, sindicatos como SINTEP (que representa os/as trabalhadores estaduais da Educação), SINTEMJP (que representa os/as trabalhadores municipais da Educação de João Pessoa), SINTRAMB (que representa os/as trabalhadores municipais da Educação de Bayeux), SINFESA (que representa os/as trabalhadores municipais da Educação de Sta. Rita), além de outros sindicatos municipais de todo o Estado, sigam o exemplo que vem do  SINTAB e de Campina Grande e ponham suas categoria nos trilhos da LUTA!!!



terça-feira, 2 de fevereiro de 2021

Só a LUTA muda a VIDA!!!

 


   

Nesta segunda-feira, 01 de fevereiro do corrente ano, os motoristas e cobradores de João Pessoa, organizados pela Sindicato dos Motoristas da Paraíba, que vem sendo dirigido pela Junta Governativa que está à frente da entidade enquanto esta aguarda as eleições desta que ocorrerão no próximo mês de maio (assim determinado pela Justiça), realizaram a 2ª paralisação da categoria em pouco mais de uma semana. A primeira havia ocorrido no dia 25 de janeiro e ambas se deram pelos mesmos motivos: contra as demissões que continuam ocorrendo entre os trabalhadores do setor, promovidas pelos patrões (apesar da pandemia, mesmo com estes recebendo recursos públicos dos governos federal, estadual e municipal, com compromisso de não demitir nenhum trabalhador); contra a redução no valor dos tickets-alimentação de cada trabalhador; contra as "duplas pegadas; contra a dupla função, que obriga o motorista a também ser cobrador e faz com que estes sejam demitidos aos montes. Além de todas essas reivindicações específicas dos motoristas e cobradores, havia nessas paralisações uma reivindicação que atinge a todo povo trabalhador de João Pessoa: o não aumento das passagens de ônibus pretendido pelos empresários do setor, com o consequente congelamento destas.    

Este reajuste nas passagens de ônibus em João Pessoa foi solicitado no início deste ano à SEMOB (Superintendência Executiva de Mobilidade Urbana), autarquia ligada à Prefeitura Municipal de João Pessoa, no início deste ano, pelo SINTUR (sindicato dos empresários de ônibus) onde, com este gesto, eles já cobravam do novo prefeito da cidade, Cícero Lucena (PP), a fatura da campanha eleitoral passada (https://mauriliojunior.maispb.com.br/2021/01/08/sintur-pede-aumento-na-passagem-de-onibus-em-joao-pessoa/#new_tab&_ga=2.243909701.1965056016.1612307089-1981953311.1608553755).

Após a realização da segunda paralisação dos motoristas e cobradores que, como já afirmamos, também se deu na defesa do não reajuste das passagens de ônibus e pelo seu congelamento, além das pautas específicas da categoria já  aqui citadas, eis que repercutiu na imprensa local a notícia de que foi feito um acordo entre a SEMOB e o SINTUR de suspenderem um possível reajuste nas passagens de ônibus e manterem o atual preço de R$ 4,15 (R$ 4 no cartão de passagem) pelos próximos 60 dias. Com um detalhe importante: segundo o  SINTUR, nas palavras de seu diretor Isaac Júnior Moreira, "a proposta é manter o preço da passagem cobrado atualmente, que é de R$ 4,15" (https://g1.globo.com/pb/paraiba/noticia/2021/02/02/reajuste-da-tarifa-de-onibus-em-joao-pessoa-e-suspenso-por-60-dias.ghtml).

Evidentemente, nem os empresários de ônibus nem a Prefeitura de João Pessoa admitirão que tal acordo foi feito por conta da mobilização feita com sucesso pelos motoristas e cobradores da capital paraibana nos últimos dias. Mas, para bom entendedor, fica evidente e explícito que tais paralisações organizadas pelos trabalhadores do transporte coletivo de João Pessoa foram fundamentais para a mudança de postura de empresários e Prefeitura de João Pessoa - leia-se Cícero Lucena - neste delicado assunto chamado reajuste de passagens de ônibus em João Pessoa.

Assim, fica a lição para todo o povo trabalhador de João Pessoa e demais movimentos sociais da cidade e do Estado: só a LUTA muda a VIDA!!!