Jornada Nacional de Lutas, Brasília, 24/08/2011

Reunião do Soviet de Petrogrado em 1917

A Revolução Russa: expressão mais avançada de uma onda revolucionária mundial.

Diretas Já

Luta por dias melhores

domingo, 19 de fevereiro de 2017

Por quê a AETC JP não fala sobre o UBER???



A pergunta-título do artigo acima colocado procura responder a uma dúvida que venho me perguntando há muito tempo, desde que essa polêmica sobre o sistema UBER se instalou em nossa cidade, no ano passado. Venho perguntando isso a muitas pessoas, especialmente taxistas, com os quais falo constantemente em nossa "Cidade das Acácias".
Antes de buscar responder a essa pergunta, procurarei me aprofundar à polêmica do UBER em si, tão vivamente acendida em nossa capital, de uns tempos para cá. Antes de mais nada, só relembrar a todos/as como, basicamente, se dá o sistema: um/a profissional do volante pega seu veículo, habilita-o na UBER e, a cada corrida que faz, destina 25% do total desta ao sistema. Ou seja, de cada R$ 10 de cada corrida, R$ 2,50 vai para a UBER. Quem é o/a dono/a do sistema, ninguém sabe. É a grande incógnita da jogada...... Até agora!!!
Outra coisa, característica da UBER, é que o sistema é operado através de um aplicativo que é baixado nos computadores, smartphones, tablets, etc..., de cada pessoa e que este não paga nenhum imposto ao Estado e que, mesmo assim, pode operar sem problemas, graças a uma legislação federal, apesar de várias ações nos municípios brasileiros onde atua, inclusive em João Pessoa.
Uma outra característica do UBER, por onde ele tem passado, é a reação dos taxistas e suas associações e sindicatos. Em João Pessoa, não foi diferente, especialmente por causa deste não pagar imposto algum, ao contrário dos taxistas. 
Mas, em João Pessoa, ao contrário de outros locais, a tática usada por estes foi diferenciada de outros cantos. Em audiência realizada na Câmara Municipal da Capital, chamada pelo vereador Lucas de Brito (PSL), e com a presença do superintendente da SEMOB, Carlos Batinga, o referido sindicato, através de seu presidente, afirmou que defendia a regulamentação do UBER, desde que este pagasse impostos, tal e qual a categoria. Tática correta deste, devo afirmar.
Porém, quero afirmar aqui, neste artigo, o que ninguém, nem a SEMOB, por meio de seu superintendente, nem seu aliado, o dirigente da AETC JP, Mário Tourinho (um preposto das empresas de ônibus de João Pessoa), têm coragem de afirmar, em alto e bom som, que o mesmo deveria ocorrer com os transportes alternativos. Pois esta é a luta destes, há pelo menos uma década em nosso Estado: a regulamentação. E que vem sendo impedida por esses senhores e pelo lobby dos empresários de ônibus chefiados por esses mesmos senhores. Ou alguém já viu ou ouviu esses falarem algo contra o sistema UBER??? Mas, contra os transportes alternativos, TUDO. Já fizeram até uma associação fantasma para combater o setor!!!
Como o sindicato dos taxistas, na palavra de seu presidente, somos a favor da regulamentação do UBER, desde que paguem os mesmos impostos que os taxistas. Mas, se vale para o UBER, tem que valer também para o transporte alternativo!!!
Afinal de contas, existe uma semelhança e uma diferença entre o UBER e o alternativo: a semelhança é que ambos usam carros particulares; a diferença é que, no UBER, rola muito dinheiro para o/a dono/a do sistema (para o/a condutor/a, quase nenhum), enquanto no alternativo,não tem dinheiro algum.
Será que é por causa disso que nem Batinga nem a AETC de Tourinho falam nada sobre o UBER??? 

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

Nova Tabela Salarial do Pessoal de Apoio 2017

Companheiros e companheiras,

Com um pouco de atraso, divulgamos para todos e todas vocês a nova tabela salarial do Pessoal de Apoio de Bayeux, já com o reajuste salarial de 2017, do salário mínimo divulgado pelo IBGE, que foi de 6,47%, passando este para R$ 937.
Isto já está valendo desde o mês de janeiro desse ano e a Prefeitura Municipal de Bayeux, na nova gestão de Berg Lima (Podemos), que anunciou nas redes sociais que iria começar a pagar aos servidores no dia de hj, 01 de fevereiro, deve pagar esta tabela.
Isto também deveria estar sendo feito pelo sindicato da nossa categoria, mas infelizmente Germana e companhia não estão fazendo o dever de casa que deveriam e assim nossa categoria fica sofrendo muito com essa nova gestão que aí está. Mas, iremos resistir (como sempre resistimos) a tudo isso!!!
Segue abaixo a tabela e alguns esclarecimentos importantes a vcs, ok???


NOVA TABELA SALARIAL DO PESSOAL DE APOIO DA PREFEITURA MUNICIPAL DE BAYEUX
A PARTIR DE JANEIRO/2017 (em R$)

CLASSE
I
ATÉ 5 ANOS
II
ATÉ 10 ANOS
III
ATÉ 15 ANOS
IV
ATÉ 20 ANOS
V
ATÉ 25 ANOS
VI
ATÉ 30 ANOS
VII
ATÉ 35 ANOS
A
   937,00    
1030,70
1133,77
1247,15
1371,87
1509,06
1659,97
B
1124,40
1236,84
1360,52
1496,57
1646,23
1810,85
1991,94
C
1251,07
1376,18
1513,80
1665,18
1831,70
2014,87
2216,36



Obs 1: A diferença salarial inicial entre uma classe e outra obedece a ordem de 20%, conforme está estabelecido no artigo 15 da Lei Municipal nº 1242/2012, de 23 de março de 2012 (PCCR do Pessoal de Apoio de Bayeux)
Obs 2: O reajuste salarial do Pessoal de Apoio da Prefeitura de Bayeux obedece ao índice do reajuste do salário mínimo definido todo início do ano. Este ano, como já é do conhecimento de todos/as, o reajuste foi de 6,47%. Isto também está estabelecido no PCCR da categoria, no seu artigo 32.
Obs 3: A classe A representa o setor de nível fundamental do Apoio; a classe B, o setor de nível médio; e a classe C, o setor de nível superior. Quem quiser maiores esclarecimentos, favor consultar o PCCR da categoria. 

Coletivo RESISTÊNCIA, LUTA E PARTICIPAÇÃO
Oposição à Direção do SINTRAMB

domingo, 22 de janeiro de 2017

Pau que dá em Chico dá em Francisco??? Não para o desembargador Joás de Brito Pereira Filho!!!



Nos últimos anos, João Pessoa tem sido protagonista de alguns acidentes com certa repercussão em nossa sociedade de acidentes de trânsito de certa gravidade e que, por conta disso mesmo, suscitam calorosos debates na cidade.
Em maio de 2007, três pessoas da família Ramalho foram brutalmente mortas no trânsito de nossa cidade, em um acidente no cruzamento da rua Professor José Leite com a avenida Epitácio Pessoa, no bairro de Miramar. O responsável pelo acidente fatal, João Paulo Guedes Meira, foi julgado e condenado a 15 anos de cadeia.
Em 2010, a defensora pública Fátima Lopes também foi morta num acidente de trãnsito em João Pessoa, num cruzamento da rua João Domingos com a avenida Epitácio Pessoa, também no bairro de Miramar, pelo condutor do veículo Eduardo Paredes, que já era acusado de ter atropelado e matado outra pessoa no trânsito da cidade, a dona de casa Maria José dos Santos. Eduardo Paredes foi julgado e condenado a 12 anos de cadeia.
Esses fatos recentes de mortes e processos seguidos julgamentos e condenações dos responsáveis diretos pelos atropelamentos causadores das mortes de suas vítimas no trânsito têm colocado João Pessoa em evidência, no que diz respeito a encarar de frente e com a seriedade devida a irresponsabilidade com que alguns motoristas ainda enxergam o trânsito em nossa cidade nas nossas rodovias, ruas e avenidas. Porém, infelizmente, sempre existe a exceção à regra.
Na madrugada do último sábado, 21 de janeiro deste ano, a exceção se fez presente e, infelizmente para o agente de trânsito da Operação Lei Seca, Diogo Nascimento, de 34 anos, de forma trágica. Durante seu trabalho, no bairro do Bessa, em uma blitz dessa operação do Detran, ele foi atropelado por um Porsche de cor branca, placa PBX 0909, que com o impacto da batida foi arrancada do veículo, vindo ao solo, para azar do motorista, que por conta disso teve identificado o proprietário do carro facilmente identificado. O Porsche, de R$ 500 mil, pertence a Ricardo Carlos da Silva Júnior,  filho de José Carlos da Silva Júnior, dono dos grupos São Braz e Cabo Branco. Quem estava dirigindo o carro importado, na hora do ocorrido, era o filho de Ricardo e neto de José Carlos, Rodolpho Carlos.
O que acontece com todo esse episódio e o que tem a ver o desembargador Joás de Brito Pereira Filho com tudo isso, já que ele está citado no título desse artigo???
Simples. A juíza plantonista do 1º Juizado Especial Misto de Mangabeira, Andréa Arcoverde Cavalcanti Vaz, fez o que toda a sociedade paraibana esperava da justiça: no mesmo dia 21/01, decretou a prisão temporária do playboy Rodolpho Gonçalves Carlos da Silva, a ser feita pela Polícia Civil. 
Porém, na madrugada deste domingo, 22 de janeiro, mais precisamente às 3h, o desembargador Joás de Brito Pereira Filho, usando de suas prerrogativas legais, revogou a medida da juíza Andréa Arcoverde e concedeu um salvo-conduto para o playboy Rodolpho Carlos (confiram abaixo o documento), com o argumento de que não existe "justa causa a justificar o cerceamento do direito de locomoção, ressalvados fatos novos justificadores da medida extrema durante a instrução".
Perguntamos ao ilustre desembargador Joás de Brito Pereira Filho: qual o "fato novo" que será preciso para o magistrado rever sua decisão??? Que o playboy atropele mais uma pessoa de nossa sociedade??? Outra coisa, nobre magistrado: será que o senhor agiria da mesma maneira, caso o acusado em questão tivesse pessoas tão influentes em nossa sociedade??? Será que o senhor se dignaria a atender um José do bairro São José às 3h para despachar um salvo-conduto???
Por isso, encerro este artigo com a pergunta-título: pau que dá em Chico dá em Francisco??? Para o desembargador Joás de Brito Pereira Filho, parece que não. Infelizmente, com isso, quem perde é a Justiça paraibana. Quem perde somos todos/as nós!!!      

PS: Quando escrevemos este artigo, o agente de trânsito Diogo Nascimento encontrava-se no Hospital de Trauma de João Pessoa e as informações sobre seu estado de saúde ainda são desencontradas. Sabe-se que seu estado de saúde é muito grave, mas pelas redes sociais existem muitas outras informações, porém ainda nada de oficial. Estamos na torcida pela sua plena recuperação, junto com seus amigos e familiares. Quanto ao playboy responsável por esse lamentável episódio, Rodolpho Carlos, esperamos que as autoridades possam prendê-lo o mais rápido possível e que este possa ser julgado e ter sua responsabilidade apreciada pela Justiça!!!

quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

Nova tabela salarial do Magistério Municipal de Bayeux 2017



Com o anúncio feito pelo ministro da Educação, nesta quinta-feira, 12 de janeiro de 2017, do novo reajuste do piso salarial do magistério da educação básica nacional, estamos colocando á disposição dos/as profissionais da educação municipal de Bayeux a nova tabela salarial, já com este reajuste anunciado. Segue abaixo a tabela:


TABELA SALARIAL DO MAGISTÉRIO MUNICIPAL DE BAYEUX
A PARTIR DE JANEIRO/2017 (em R$)
PROFESSORES POLIVALENTES – A1/A2

TITULAÇÃO/NÍVEIS
I
ATÉ 4 ANOS
II
ATÉ 8 ANOS
III
ATÉ 12 ANOS
IV
ATÉ 16 ANOS
V
ATÉ 20 ANOS
VI
ATÉ 24 ANOS
VII
ATÉ 28 ANOS
MÉDIO
1436,75
1508,59
1584,01
1663,21
1746,37
1833,70
1925,39
GRAD. LICENC.*
2155,13
2262,89
2376,03
2494,83
2619,57
2750,55
2888,07
ESPECIALISTA
2370,64
2489,18
2613,63
2744,31
2881,53
3025,60
3176,88
MESTRADO
2586,16
2715,47
2851,24
2993,80
3143,49
3300,67
3465,70
DOUTORADO
3017,18
3168,04
3326,44
3492,77
3667,40
3850,77
4043,31


PROFESSORES COM LICENCIATURA – CLASSE B

TITULAÇÃO/NÍVEIS
I
ATÉ 4 ANOS
II
ATÉ 8 ANOS
III
ATÉ 12 ANOS
IV
ATÉ 16 ANOS
V
ATÉ 20 ANOS
VI
ATÉ 24 ANOS
VII
ATÉ 28 ANOS
GRAD. LICENC.*
2155,13
2262,89
2376,03
2494,83
2619,57
2750,55
2888,07
ESPECIALISTA
2370,64
2489,18
2613,63
2744,31
2881,53
3025,60
3176,88
MESTRADO
2586,16
2715,47
2851,24
2993,80
3143,49
3300,67
3465,70
DOUTORADO
3017,18
3168,04
3326,44
3492,77
3667,40
3850,77
4043,31


Obs 1: A estes valores, adicionar a GEAD de R$ 289, 43.
Obs 2: Esta tabela leva em consideração apenas os valores iniciais de cada nível e titulação
·         A isonomia salarial entre professores/as polivalentes de nível superior (A2) com os de licenciatura está prevista no artigo 39, § único, do PCCR das categorias.    


Coletivo RESISTÊNCIA, LUTA E PARTICIPAÇÃO
Oposição à Direção do SINTRAMB

sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

SINTRAMB: de um sindicato classista, de LUTA, para um departamento sindical da Prefeitura Municipal de Bayeux!!!



"Os sindicatos representaram, nos primeiros tempos do desenvolvimento do capitalismo, um progresso gigantesco da classe operária, pois propiciaram a passagem da dispersão e da impotência dos operários aos rudimentos da união de classe." (Lênin).
A sociedade capitalista encontrou em meados do século XVIII plenas condições para a sua expansão. O intenso desenvolvimento das máquinas, substituindo a produção artesanal e manufatureira, consolidou o capitalismo, que agora ingressava na fase industrial. O produto criado pelo trabalho do operário passou a ser apropriado pelo capitalista. Os sindicatos nasceram dos esforços da classe operária na sua luta contra o despotismo e a dominação do capital. Esta é a função primeira dos sindicatos: impedir que o operário se veja obrigado a aceitar um salário inferior ao mínimo indispensável para o seu sustento e o da sua família."  (http://www.arcos.org.br/artigos/a-historia-das-organizacoes-sindicais/
Neste sentido, para Lênin, o líder da Revolução Russa, que este ano completa 100 anos, os sindicatos devem ser ferramentas dos trabalhadores nas suas lutas contra os patrões e aqueles devem, assim, financiar estas ferramentas. Pois, se não for assim, como poderão ter plenas condições de enfrentar seus algozes e construir a nova sociedade socialista??? Portanto, não basta, para Lênin, que os trabalhadores criem os sindicatos. é fundamental que estes mantenham sob sua guarda o controle sobre estas organizações para que possam, assim, enfrentar os capitalistas sob este regime explorador e opressor que ora vivenciamos cotidianamente. A independência de classe, neste sentido, adquire importância prioritária em nossa luta contra o capital e seus aliados. O menor vacilo, neste sentido, é fatal em nosso objetivo. 
Desde que surgiu, o movimento sindical tem assistido, infelizmente, vários casos de direções e dirigentes sindicais que se construíram nas lutas de nossa classe, mas que de uma hora pra outra, abandonaram as trincheiras da luta classista e foram de mala e cuia para o lados dos nossos opressores, fazer o jogo sujo dos patrões. Algumas dessas antigas lideranças fizeram isso de forma aberta, cínica, sem maiores escrúpulos; outras, de forma dissimulada, ainda com um discurso esquerdizante, de defesa da classe, reformista, querendo manter um certo laço com a nossa classe. Esses são os mais perigosos, pois já estão com nossos inimigos de classe mas ainda conseguem ser ouvidos por uma parte expressiva de nossa classe, que ainda acredita neles. Isso aconteceu no passado e ainda acontece hoje, no Brasil e no resto do mundo. Infelizmente, repetimos.
O mais recente caso disso se deu durante os governos do PT, entre 2003-2016, nos governos de Lula e Dilma. Nestes, expressiva parcela dos movimentos sociais de nosso país - sindical, popular e estudantil - foram cooptados pelo governo "democrático-popular" do PT, com participação em cargos no governo e polpudas verbas para sua manutenção. Isso "engessou" de tal maneira esses movimentos que durante esse período estes não tinham vida própria, suas pautas eram definidas pelas ações do governo, o que causou sérios prejuízos a esses movimentos e aos/às ativistas sérios que (ainda) haviam atuando dentro destes. Os poucos setores que resistiram a essa avalanche petista - pela esquerda, naturalmente - sofreram muito neste período, mas resistiram. Com extrema dificuldades, sofrendo muitas pressões oportunistas, mas resistiram. 
Faço todo esse preâmbulo para que possamos entender - ou tentar entender - como e porquê um sindicato de LUTA, CLASSISTA, como o SINTRAMB (Sindicato dos Trabalhadores Municipais de Bayeux), construído há 25 anos atrás, em março de 1991, conseguiu, em tão pouco tempo, nas mãos de uma gestão com tão pouco de tempo de mandato - pouco mais de 5 meses - se transformar de uma entidade com esse perfil para um DEPARTAMENTO SINDICAL DA PREFEITURA MUNICIPAL DE BAYEUX!!! É triste, mas é a lamentável realidade a que estamos assistindo na 5ª maior cidade do Estado da Paraíba neste momento.
O que mais podemos afirmar quando percebemos que dois diretores do NOSSO sindicato utilizaram a boa fé dos/as servidores/as, de nossa categoria, para se elegerem como dirigentes sindicais em junho de 2016 para, com isso, obterem status e, assim, barganharem junto ao novo prefeito, cargos na Prefeitura??? E, quando assistimos aos dois assumirem estes cargos e não terem um mínimo de ética e permanecerem no sindicato como diretores, sob o cínico argumento de que o Estatuto da entidade é "omisso" em relação a isso??? E, mais, quando lemos uma nota da direção do sindicato, assinada pela atual presidente, a professora Germana, ratificando este discurso??? Podemos chegar à outra conclusão senão que o "MUDA SINTRAMB" realmente veio pra mudar e, efetivamente, mudou o NOSSO sindicato, mas de um sindicato outrora de LUTA, CLASSISTA e COMBATIVO para um DEPARTAMENTO SINDICAL DA PREFEITURA MUNICIPAL DE BAYEUX!!! 
Uma pequena observação aos/às que não têm o devido conhecimento sobre o que significa o "MUDA SINTRAMB". Foi uma articulação que resultou em uma chapa que venceu as eleições para o sindicato supracitado, fruto de uma composição envolvendo as seguintes forças políticas: CUT, Consulta Popular (hegemônicas politicamente), PTB e aliados do então prefeito Expedito Pereira. Pense num balaio de gatos......   
Por isso, companheiros e companheiras, servidores e servidoras municipais de Bayeux, não nos resta outra alternativa a não ser construirmos uma verdadeira oposição a esta direção que ora se apossou do NOSSO sindicato, o SINTRAMB, tão somente para transformar nossa entidade de LUTA num apêndice da Prefeitura e deixá-la subserviente ao que vier do gabinete do Prefeito. 


SINDICATO É PRA LUTAR!!!
SINDICATO É DO SERVIDOR!!! 



sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

O ano em que eu vi a cara da morte e ela estava viva........




"Senhoras e senhores, trago boas novas, eu vi a cara da morte e ela estava viva, viva!!!", afirmava o grande Cazuza em uma de suas letras mais fortes, "Boas Novas". Vários anos após o saudoso poeta produzir e cantar com veemência essa canção, senti na pele (e na emoção) a força dessas palavras.
2016 é um daqueles anos que jamais iremos esquecer. Por vários motivos. 
Primeiro, pelas circunstâncias típicas desse ano inusitado para nossa classe, na qual estou inserido. Ano em que, em nosso país, enfrentamos uma crise política e econômica violentíssima, produzida e ampliada ao extremo a partir do impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT) e ascensão à presidência da República de seu vice, Michel Temer (PMDB), e dos inúmeros escândalos e prisões dos figurões da política e do meio empresarial produzidos pela "Operação LavaJato", coordenados pela "República de Curitiba", coordenada pelo todo-poderoso juiz federal Sérgio Moro. Um ano em que assistimos ao desmoronamento eleitoral do PT ao mesmo tempo em que verificamos a vitória nas urnas da direita, capitaneada pela dupla PMDB/PSDB nos principais centros, muito embora nestes o grande expoente eleitoral tenha sido o expressivo somatório de votos nulos, brancos e abstenção que, em muitos casos, superaram a votação dos eleitos em vários locais.
Um ano em que assistimos ao crescimento da intolerância em todos os níveis, seja racial, homofóbica ou sexista, onde a violência  contra as populações de negros/as, de mulheres e LGBTs no Brasil e no mundo se banalizaram de forma assustadora e, pior, as pessoas começaram a ter espaço nas mídias sociais para expressar todo seu ódio.
2016 passa para a História como o ano em que o conflito na Síria chegou ao seu ápice, com crueldade da guerra dizimando cidades e populações civis inteiras como Aleppo e transformando esta cidade como um triste símbolo de uma guerra civil, num ano que assistiu também a vitória do ultrarreacionário Donald Trump nas eleições norteamericanas e a consolidação do regime nazista de Israel com suas eleições internas. 
Mas, 2016 também marcou pelo ressurgimento das lutas de nossa classe. Apesar dos ataques que a classe trabalhadora brasileira e mundial sofreu ao longo deste ano -em especial, a brasileira, por conta de toda essa crise político-econômica -, os/as trabalhadores/as dos vários setores da economia, conseguiram, apesar de suas direções sindicais, protagonizar momentos importantes de lutas de resistências importantes ao longo deste ano, mostrando para a elite deste país que ainda temos condições de resistir e, sobretudo, mostrando às burocracias sindicais que, ou elas vem para a luta e deixam os acordões de gabinete ou serão atropeladas pela classe.
Tudo isso ocorreu em 2016, no plano mais geral. Mas, este ano também foi um ano muito decisivo para mim, do ponto de vista particular.
Enfrentei este ano a parada mais difícil e decisiva de minha vida, até então. Em maio deste ano, me submeti a uma cirurgia cardíaca, aonde tive que implantar duas safenas e uma mamária para poder salvar minha vida de apenas 49 anos. Foi a semana mais difícil de minha vida!!!
Entre os dias 24 e 31 de maio deste ano, dia em que sofri o infarte e a data de minha cirurgia, vivi um turbilhão de sensações e emoções nunca antes vivenciada. A sensação de que minha vida estava, literalmente, por um fio, nunca esteve tão presente quanto naqueles dias. Não apenas pela gravidade da situação e da delicadeza da cirurgia a que iria me submeter, mas principalmente por algumas das coincidências que rodeavam aquele momento, que agora revelo publicamente. 
Em 1983, minha mãe. Arlete Cabral, morreu em uma sala de cirurgia, ao tentar um mesmo procedimento cirúrgico que eu iria me submeter. Ela iria implantar duas pontes de safena. Não resistiu e faleceu, em Maceió, em 04/06 daquele ano. Mesmo com os médicos e enfermeiros do Hospital Ilha do Leite, de Recife, me animando afirmando que a medicina avançou muito de lá para cá (o que é verdade, sabia e sei disso), porém não deixava de pensar nisso e em outra incrível coincidência do processo. Quando minha mãe se operou, eu tinha em 1983, na data da cirurgia, 15 anos, prestes a fazer 16 anos (faço aniversário em julho). Meu filho caçula, Arthur Lenine tem 16 anos. Essas duas coisas, toda vez que pensava nisso, faziam-me chorar muito todas as noites, na solidão da UTI, onde fiquei após o dia 25/05, quando me submeti ao cateterismo que apontou a necessidade urgente da cirurgia.
No dia mesmo da cirurgia, 31/05, não sei em que eu pensava. Sinceramente. Só comecei a pensar mais seriamente na possibilidade concreta de não mais estar aqui, entre minha família, meus filhos, quando me dirigi na maca para a sala de cirurgia e vi, na sua entrada minha companheira de tantas alegrias e batalhas, Vera Lúcia. Aí não me aguentei, comecei a chorar muito, pois senti que ali poderia ser a última vez que a veria. Como diz a letra de nosso saudoso poeta, mais uma vez, "eu vi a cara da morte e ela estava viva, viva!!!". Meus/minhas amigos/as, não é uma sensação das mais agradáveis, mas feliz ou infelizmente, precisamos às vezes passar por ela. Faz parte de nosso crescimento enquanto ser humano.
Na véspera da cirurgia, à noite, talvez tenha sido o momento mais difícil, ao dormir olhando para as fotos de meu pai e de minha mãe, pedindo proteção aos dois para aquele que seria, com certeza, o momento mais difícil e duro de minha vida. Não nego, e aproveito este espaço para revelar isso, que pedi proteção aos céus também e para todos/as que acreditam que enviassem suas energias positivas para me ajudar neste momento, Tudo estava valendo neste instante.
Passados seis meses deste momento, a recuperação segue tranquila. Já fiz vários exames e o coração tá respondendo bem, perdi 30 kg desde a cirurgia, tenho mantido o peso, preciso perder um pouco mais, sei disso, tenho mantido uma dieta equilibrada, feito caminhadas regulares, mas nada disso seria possível sem o apoio decisivo de minha família, especialmente de minha companheira Vera Lucia, e meus filhos Ana Rosa e Arthur Lenine. A eles, devo tudo isso, desde o primeiro momento de meu infarte até agora.
Este susto pelo qual passei tem servido para não apenas mudar hábitos alimentares e outros como também para modificar algumas formas de encarar a vida. Começamos a dar importância a coisas que antes passavam imperceptíveis para nós. Precisamos melhorar cada vez mais, é verdade, mas já demos os primeiros passos neste sentido. Em 2017, avançaremos mais, com certeza. Os primeiros passos já foram dados!!!