Jornada Nacional de Lutas, Brasília, 24/08/2011

Reunião do Soviet de Petrogrado em 1917

A Revolução Russa: expressão mais avançada de uma onda revolucionária mundial.

Diretas Já

Luta por dias melhores

terça-feira, 25 de maio de 2021

A Covid-19, as vacinas, a Educação, sua essencialidade como atividade e o PL 5595/2020




Nesta segunda-feira, 24 de maio de 2021, chegamos a registrar no Brasil a lamentável marca de 450 mil mortes por causa da Covid-19. Dentro em breve, sem ter a mínima pretensão de querer possuir uma bola de cristal, chegaremos à infeliz marca de meio milhão de mortos no país, graças à política negacionista e genocida do governo Bolsonaro, auxiliada em grande parte pelos governos estaduais e municipais espalhados em território nacional, que não possuem uma política correta de combate ao avanço da pandemia do coronavírus há mais de um ano em nosso país. Pra variar, quem mais sofre com tudo isso, é o povo pobre e das periferias das cidades brasileiras. Além do flagelo da fome e do aumento do desemprego que se espalha nesse momento da pandemia, sem falar no mísero auxílio emergencial destinado pelo governo Bolsonaro a milhões de famílias no Brasil.

Desde o início da pandemia do coronavírus, um debate vem sendo recorrente neste assunto. Trata-se da volta às aulas. O governo Bolsonaro e seus aliados bolsominions em todo o país, dentro e fora do Congresso Nacional, sempre questionaram o porquê das escolas estarem fechadas para o ensino presencial em tempos de pandemia e porquê os/as profissionais da Educação estarem fora das salas de aula. Seus aliados, os bolsominions, especialmente os da classe média e alta, nunca ficaram atrás nesses questionamento. Mesmo quando o tema "vacinas" estava longe de se verificar no horizonte!!!

Com a chegada das vacinas no Brasil, a pressão desses setores aumentou sobre os governos e, destes, sobre os/as profissionais da Educação em todo o país para que retornassem às salas de aula na forma presencial. Começaram a chover ações na Justiça - com ganhos de causa, em boa parte destas - para que isso ocorresse, na sua maioria, vinda de escolas particulares. Com aquiescência de governos estaduais e municipais de todo o país, na imensa maioria dos casos. Contraditoriamente, esses mesmos governos ainda resistem em fazer o mesmo nas redes estadual e municipais de ensino. Menos mal, por enquanto.

Paralelo a isso vem as deputas federais Paula Belmonte (Cidadania/DF) e Adriana Ventura (Novo/SP) e apresentam o PL 5595/2020, aonde propõem que "as aulas presenciais só poderão ser suspensas "em situações excepcionais cujas restrições sejam fundamentadas em critérios técnicos e científicos devidamente  comprovados"" (https://www.camara.leg.br/noticias/736109-projeto-proibe-suspensao-de-aulas-presenciais-mesmo-durante-pandemia/).

Sobre isso, queremos dizer que as entidades sindicais - desde os sindicatos de base (como SINTRAMB, SINTEP, pra falar só da Paraíba) -, como Federações Estaduais ligadas à Educação, chegando até a CNTE, tiveram pouco mais de um ano para debater este e outros assuntos ligados à situação dos trabalhadores da Educação durante a pandemia do coronavírus, mas não fizeram isso e agora estão encalacrados num debate que dificilmente terão como fazê-lo em condições de igualdade com as Secretarias de Educação neste momento em que as vacinações da categoria já são uma realidade na maioria do país (e que a pressão sobre nossa categoria aumenta consideravelmente a voltar para o ensino presencial nas mesmas e lamentáveis condições das escolas que todos/as já conhecemos).

Isto se soma à hipocrisia política existente no PL 5595/2020 das deputadas Belmonte e Ventura, aprovadas na Câmara dos Deputados e que, neste momento, está no Senado Federal, aguardando datas para realização de audiências públicas sobre a matéria, antes de ir à votação em plenário.

Afirmamos que trata-se de hipocrisia política porque o PL afirma que a Educação deva ser tratado como uma "atividade essencial" em tempos de pandemia do coronavírus. Não me recordo do Congresso Nacional haver tratado a Educação como "essencial" na recente votação do Orçamento 2021. Neste, foi destinado um percentual maior de verbas para o Ministério da Defesa do que para a Educação, por exemplo. 

Quanto ao tema das vacinas, o debate travado atualmente nas sessões da CPI da Pandemia têm revelado que o governo Bolsonaro possui, desde o início da pandemia do coronavírus, um descaso e um desprezo no combate à Covid-19 e seu avanço no país. O número de mortes e de casos no Brasil, aliado à contínua postura do presidente e de seus aliados mais próximos em relação à doença, revelam isto. Isto só evidencia a hipocrisia política da qual falamos anteriormente de seus aliados políticos no Congresso Nacional ao elaborarem e aprovarem um PL deste tipo, como o 5595/2020.

Lamentável assistirmos não apenas este tipo de coisas acontecendo no país, como também a inércia daqueles/as que se colocam como dirigentes da classe trabalhadora que, num momento como esse, em vez de organizar a categoria e enfrentar tudo isso, ficam buscando "sangrar" o governo pensando nas eleições 2022, em derrotá-lo neste momento, em vez de construir, pela base, a verdadeira derrota deste governo genocida que só vem destruindo nossa classe sistematicamente.


FORA BOLSONARO E MOURÃO, JÁ!!!

VOLTA ÀS AULAS SÓ DEPOIS DA PANDEMIA COM VACINA PARA TODOS/AS!!!

ESCOLAS FECHADAS, VIDAS PRESERVADAS!!!


sábado, 10 de abril de 2021

Luciene de Fofinho (PDT) completa 100 dias como prefeita de Bayeux. E aí, o que dizer disso???




Em 02 de janeiro deste ano, em um artigo neste mesmo blog, intitulado "Luciene de Fofinho e a dura e difícil tarefa de resgatar a imagem da cidade de Bayeux", afirmávamos que, dentre as tarefas da recém-eleita prefeita de uma das mais importantes cidades da Paraíba, estava o de "resgatar a imagem da cidade de Bayeux e, consequentemente, a autoestima de seu povo", que foi profundamente atingida nos últimos anos com todos os acontecimentos envolvendo a desastrosa gestão do ex-prefeito Berg Lima (Podemos/PL) e seus sucessores no cargo, até chegar a vez da vereadora Luciene de Fofinho, eleita de forma indireta pela Câmara Municipal em agosto de 2020 até o final do ano passado e, depois, eleita pelo voto direto, em novembro passado, para um mandato de 4 anos, que ora completa 100 dias, neste 10 de abril de 2021.

A marca de 100 dias de mandato é uma marca simbólica para qualquer gestor, seja este/a municipal, estadual ou federal. Evidentemente, não esperamos que neste período sejam feitas grandes obras ou significativas transformações na governança. Porém, é possível em 100 dias de governo, revelar ao povo os rumos pelos quais esta gestão pretende trilhar ao longo de 4 anos. Ou se esta já encontra-se perdida, sem saber para onde caminhar. 

A segunda alternativa dada anteriormente parece ser a melhor definição para a gestão comandada pela prefeita Luciene de Fofinho (PDT). Em 100 dias de governo, literalmente, ela ainda não disse a que veio. Pelo menos, no que diz respeito a atender aos anseios de boa parte da população bayeuxense, que esperava (e ainda espera) que a atual gestão municipal consiga fazer com que Bayeux sopre ares de verdadeira mudança e não esses que parecem ser de eternos presságios de crise política e institucional porque passa a cidade há anos.

Os aliados de Luciene de Fofinho dirão que os problemas enfrentados pela prefeita se devem à pandemia do coronavírus, que assola Bayeux, a Paraíba, o Brasil e o mundo desde o início de 2020. Apesar da pandemia ser um componente importante na avaliação desses 100 dias de mandato e da atual crise porque passa Bayeux e o mundo, não podemos resumir tudo o que ocorre na cidade e com a prefeita apenas à Covid-19. Até porque alguns dos problemas que ela vem enfrentando, sobretudo na Justiça, são de um pouco antes da nova onda de crescimento da doença.

Ainda na campanha eleitoral, Luciene de Fofinho sofreu uma AIJE (Ação de Investigação Judicial Eleitoral), movida pelo MP de Bayeux, através do promotor Demétrius Castor, acusada de "abuso de poder econômico" durante as últimas eleições (http://blogs.jornaldaparaiba.com.br/suetoni/2020/11/09/ministerio-publico-entra-com-aije-contra-luciene-de-fofinho-em-bayeux/). Além dessa AIJE, existem mais outras 5 na Justiça contra a prefeita Luciene de Fofinho, algumas feitas pelo MP, outras pelos partidos que concorreram às eleições de 2020 em Bayeux. As ações continuam em curso, tendo a prefeita já prestado depoimento a algumas destas.

Não há como negar que ações judiciais como estas abalam as estruturas de uma gestão municipal, por mais que os órgãos oficiais digam que não. Tanto é assim que a Prefeitura de Bayeux, através de Luciene de Fofinho, tem buscado eventualmente criar acontecimentos na cidade para criar uma "cortina de fumaça" sobre estas questões e fazer com que o povo "esqueça" tais "atropelos" com a Justiça. Foi assim no famoso caso do cartaz na porta do Hospital Materno Infantil, no início do mandato; recentemente, quando Luciene de Fofinho chamou a atenção de seu próprio secretário, Zé Baixinho, para um buraco que existe há anos na ladeira de acesso ao aeroporto Castro Pinto (e que, ao que parece, continua aberto, apesar da reclamação da prefeita); além da demissão em massa dos prestadores de serviço e de comissionados, divulgada no Diário Oficial do município. Porém, em relação a isso, o mesmo DO que publicou a demissão dos servidores acima citados, foi o mesmo que, dias depois, com a assinatura da prefeita Luciene de Fofinho, começou a publicar a nomeação de várias outras pessoas para cargos semelhantes aos das anteriormente demitidas. Durma com uma zoada dessas............

Sobre a pandemia do coronavírus, o que dizer da gestão Luciene de Fofinho??? Qualquer coisa, menos repetir o que alguns na cidade gostam de espalhar pelos grupos de zap de que ela trata-se de uma prefeita "exemplo a ser seguido". Só se for um exemplo ruim.

Quando Luciene de Fofinho assumiu a Prefeitura de Bayeux, de forma indireta, em agosto do ano passado, a Paraíba (e Bayeux, consequentemente), estava na transição da 5ª para a 6ª avaliação do "Plano Novo Normal PB", feito quinzenalmente pelo Governo do Estado, através da união entre a Secretaria Estadual de Saúde e a Controladoria Geral do Estado. O "plano" confere a cada um dos 223 municípios paraibanos uma bandeira colorida para, de acordo com  esta, verificarmos a real condição em que se encontra a Covid-19 neste município naquele momento e como a economia (e a sociedade) local poderá funcionar. Bayeux encontra-se na bandeira laranja desde a 3ª avaliação quinzenal do "Plano Novo Normal PB", ou seja, desde o dia 13 de julho de 2020, e até a presente data, permanece nesta bandeira. 

O que isso significa, na prática? Que bares e restaurante só podem funcionar em sistema de delivery e drive-thru; escolas, academias, torneios esportivos, dentre outros, sejam fechados; ônibus, táxi, aplicativos funcionem seguindo medidas de segurança; igrejas funcionem com determinada capacidade de lotação (a não ser em casos excepcionais, conforme recentes decretos), entre outras coisas. Além disso, o que observamos no noticiário é que, assim como em outros locais, a Covid-19 tem crescido em Bayeux, seja em número de caso como em número de mortes no último período, apesar da vacinação.

Isso se dá por uma conjunção de fatores. Primeiro, porque há, desde o governo Bolsonaro, uma total desorganização vinda do Ministério da Saúde, que não consegue elaborar uma política de coordenação nacional de enfrentamento à Covid-19; segundo, pela postura negacionista (e, consequentemente, genocida) do presidente Bolsonaro de, repetidamente, menosprezar os efeitos da pandemia e dos inúmeros mortos que já existem em nosso país; terceiro, pela colaboração que o Congresso Nacional dá ao governo quando aprova medidas de ataques aos direitos dos trabalhadores em plena pandemia e agora, autorizando a compra de vacinas por empresas privadas, ameaçando completamente o SUS; quarto, pela total submissão dos governadores e prefeitos espalhados pelo país que, independente dos decretos já feitos para "combater o coronavírus", pouco ou nada adiantaram para isso, pois assim como Bolsonaro, estão comprometidos com os empresários, por um lado, e por outro, demonstram-se incapazes de fiscalizar com rigor os próprios decretos que emitem para "combater o coronavírus". Sem falar na sucessão de escândalos com o dinheiro público voltado para a Covid-19.

Tudo isso também acontece em Bayeux, de forma mais grave, porque há uma prefeita que joga com o sentimento popular de que "é do povo" e que, assim, está preocupada em resolver os problemas desse povo. Mas, em 100 dias de governo, o que assistimos é uma Prefeitura ainda mais envolvida com o seu "próprio umbigo", procurando uma tábua de salvação para seus problemas intestinos e não conseguindo dar um encaminhamento concreto para o principal problema enfrentado pelo povo de Bayeux, que é a Covid-19. Cabe lembrar que uma das ações que Luciene de Fofinho enfrenta na Justiça é relacionada à compra das tendas que ela teria adquirido para instalar em alguns locais da cidade para o tratamento da Covid-19. E aí, perguntamos: cadê as tendas???

Por fim, Luciene de Fofinho não esqueceu de atacar os servidores municipais de Bayeux. Em decreto de 23 de março deste ano, a prefeita determinou a suspensão das férias e das licenças de todos os servidores municipais da cidade, da Administração Direta e Indireta, até o dia 30 de setembro de 2021. Mais uma vez, segundo a prefeita, isso se deveu à pandemia do coronavírus. Mas, para contratar pessoas em pleno período eleitoral, com a legislação proibindo tal prática, a prefeita Luciene de Fofinho não deixou de fazer isso, né??? Dois pesos , duas medidas!!!

Há aqueles e aquelas que sempre dizem: "a esperança é a última que morre". Recorro-me a este dito popular para lembrar que há pessoas que, sinceramente, torcem para que Luciene de Fofinho melhore sua postura como prefeita e acerte sua gestão no próximo período. Porém, sem querer destruir a boa fé de ninguém, muito menos a esperança, creio que isso não ocorrerá. Os compromissos assumidos por Luciene de Fofinho, antes e durante sua gestão na Prefeitura de Bayeux, a impedem de melhorar e fazer algo efetivamente para o povo bayeuxense. É triste dizer isso, mas é a realidade!!!


sexta-feira, 26 de março de 2021

SINTRAMB faz 30 anos de muitas LUTAS e RESISTÊNCIAS contra desmandos da Prefeitura de Bayeux


Esta data de hoje, 26 de março de 2021, é muito especial para os/as servidores/as municipais de Bayeux, ainda mais quando atravessamos uma conjuntura muito difícil como esta, permeada por uma pandemia que, a cada dia que passa, parece estar mais distante de se acabar, dada à incompetência das autoridades que nos rodeiam, sejam federal, estadual e municipal, a partir do Presidente da República, que segue com sua política negacionista e genocida, mesmo depois de um ano de iniciada tal pandemia, com mais de 300 mil mortes em nosso país e sucessivos recordes diários de mortos ocorridos no Brasil, chegando a termos mais de 3.000 em único dia. Apesar de tudo isso, só agora, este governo genocida decidiu trocar o ministro da Saúde, montar um Comitê de Crise da situação. Mesmo assim, o novo ministro da Saúde, sequer havia assumido e afirmava que manteria o mesmo padrão de atuação de seu antecessor no cargo, o "dublê" de general/ministro. Literalmente, estamos num beco sem sem saída, infelizmente. Aliado a isso, Bolsonaro, Guedes e sua tropa no Planalto seguem destruindo os direitos de nossa classe, "passando a boiada", como disse um de seus ministros recentemente, destruindo nossas conquistas e beneficiando ainda mais os governos e patrões!!!

Apesar de tudo isso ocorrendo em nível nacional contra nossa classe, devemos celebrar a data de hoje em Bayeux, em particular dentro de nossa categoria (servidores/as municipais) por conta de nosso sindicato, o SINTRAMB, comemorar nesta data, 26/03, seus 30 anos de existência. Para quem pensa que isso é pouco, engana-se.

Não é fácil que uma entidade de luta como o SINTRAMB exista e resista durante três décadas, se portando com independência de classe, diante dos vários governos que atuaram em Bayeux ao longo deste período. Isso tem a ver diretamente com a postura assumida por seus/suas dirigentes que assumiram a condução do sindicato em todos os momentos que a categoria vivenciou desde que passou a existir.

Neste momento, não há como agradecer imensamente a coragem e firmeza de companheiros/as que decidiram, há 30 anos atrás, criar o SINTRAMB e, através deste, defender os direitos e interesses de nossa categoria e começar a conquistar benefícios para todos/as nós. Companheiros/as de luta como Daniel, Maria José (Fia), Ivete, Lúcia, Assis Lins, Gasparina (hoje aposentada, assim como Daniel e Fia), Zé Baixinho (um gari de nossa categoria) e tantos/as outros/as servidores/as que dedicaram suas vidas a construir nosso sindicato. 

Depois destes, vieram outros/as, como nós, que tivemos a oportunidade de comandar este sindicato, ao lado de companheiros/as tão valorosos/as como os já citados. Companheiros/as como Ivone, Eliana, Vera, Carlos, Braz, Vando, Martinho (que hoje é vice-presidente do SINFESA), Lucília (que, assim como Lúcia, tornou-se vereadora da cidade), e tantos/as outros/as que, ao longo de nossa permanência na direção do SINTRAMB, nos ajudaram a conquistar muitas vitórias para nossa categoria, através de muitas lutas construídas com a categoria.

Queremos agradecer também a colaboração dos funcionários que estiveram conosco durante este período, como Elisângela, Gustavo (advogado), Linderman (contador), Daniel (também contador), que deram suas contribuições à nossa categoria. Quero agradecer também a colaboração do companheiro David Coelho, da gráfica "Sal da Terra", por nos ajudar e muito na elaboração de nossos materiais gráficos (boletins, cartazes, dentre outros), ao companheiro Nascimento, que com seu táxi, nos auxiliava bastante na divulgação de nossas lutas perante a categoria, além de Josa Som, que recentemente nos deixou, mas que nos ajudou muito com seu trio elétrico em nossas lutas contra os desmandos da Prefeitura de Bayeux. Ao mesmo tempo, pedir mil desculpas por ter esquecido de alguém nestas lembranças. Foram tantos/as que torna-se impossível recordar de todos/as.

É importante destacar sempre a participação dos/as trabalhadores/as na história do SINTRAMB. Pois as lutas e conquistas seriam impossíveis de conquistar sem a participação efetiva destes/as que, ao longo de 30 anos, estiveram conosco em todos esses momentos. Foi assim quando conquistamos o direito a todo servidor ganhar, pelo menos, o valor de um salário mínimo como remuneração; foi assim quando conquistamos os vários PCCR's que existem em nossa categoria (Educação, Saúde, Vigilância, Guarda Municipal, Apoio), todos contando com o apoio importante do SINTRAMB; foi assim que conquistamos o direito às eleições diretas para diretores/as nas escolas municipais de Bayeux (infelizmente, retirado numa canetada pelo ex-prefeito Noquinha, em 2018); foi assim quando conquistamos na Justiça em 2015, o direito ao reajuste dos vigilantes, negado pelo ex-prefeito Expedito Pereira em 2013. Sem falar nos vários reajustes salariais que vários/as servidores/as tiveram ao longo de anos. Esses são alguns exemplos que várias categorias tinham direito, anualmente, por conta da luta feita por nosso sindicato, o SINTRAMB. Esses são alguns exemplos do que significa termos uma entidade de LUTA e com INDEPENDÊNCIA DE CLASSE diante dos governos e dos patrões, como bem diz o artigo 1º do nosso Estatuto.

Infelizmente, nosso sindicato vem perdendo sua trajetória de luta e independência de classe de uns anos pra cá, com o advento de uma direção sindical que não constrói lutas, vem se afastando da base (vide a redução cada vez maior de filiados de nossa entidade) e fazendo com que diretores sindicais sejam cada vez mais próximos da gestão municipal, afetando diretamente a credibilidade desta perante a categoria. Não por acaso, entre 2016-19, a direção anterior tinha 5 diretores umbilicalmente ligados à gestão Berg Lima (Podemos/PL); agora, com a atual gestão Luciene de Fofinho (PDT), apesar de superficialmente fazerem oposição a esta, setores que apoiam a atual direção, fazem parte do secretariado da atual gestão municipal, causando confusão na base da categoria. Durmam com uma zoada destas!!!

Mas, estamos aqui para celebrar os 30 anos do SINTRAMB. Que venham mais 30 anos e que possamos fortalecer nosso sindicato, tornando-o mais forte, na defesa dos interesses dos/as servidores/as municipais de Bayeux, mantendo-o INDEPENDENTE dos governos e dos patrões, sempre em linha direta com o/a servidor/a. Não é hora de pensar em sair do sindicato nem de desistir da luta, mas sim em tornar cada vez mais forte nossa entidade!!!


VIDA LONGA AO SINTRAMB!!!




terça-feira, 9 de fevereiro de 2021

Trabalhadores e trabalhadoras da Educação municipal de Campina Grande continuam dando exemplo de LUTA enquanto demais sindicatos da Educação da Paraíba derrapam em seus próprios equívocos







Nesta terça-feira, 09 de fevereiro do corrente ano, os/as trabalhadores/as da Educação municipal de Campina Grande, organizados/as no SINTAB (Sindicato dos Trabalhadores Públicos Municipais do Agreste da Borborema), realizaram mais uma assembleia virtual, aonde decidiram manter a GREVE GERAL da categoria iniciada no último dia 01/02, reivindicando a volta às aulas só após a "vacinação em massa da população, incluindo todos os trabalhadores da educação e só iniciarão as aulas de forma remota se forem oferecidas as condições ideais para tanto" (https://sintab.org.br/8514-2/). Além das reivindicações específicas da categoria, incluídas na pauta de reivindicações aprovada na assembleia de deflagração da greve, já entregue à Prefeitura local e que, segundo a direção do sindicato, ainda não foi respondida.
Desta maneira, não houve outra alternativa aos/às trabalhadores e trabalhadoras da Educação de Campina Grande em continuar com sua justa luta em defesa da vida e por uma Educação Pública, Gratuita e de Qualidade para todos/as. Mais do que isso, continuar dando um exemplo de LUTA e ORGANIZAÇÃO para várias direções sindicais espalhadas pela Paraíba e Brasil nesses tempos de pandemia do coronavírus que vivemos.
Sobre isso, queremos falar acerca de uma reunião virtual que ocorreu na sexta-feira, 05 de fevereiro deste ano, convocada pelo SINTEP/PB e que reuniu, segundo matéria constante no site do sindicato, "diversos sindicatos de profissionais da educação ou de servidores públicos municipais (totalizando cerca de 50 cidades representadas), além de dirigentes da CUT-PB, da Confetam (Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal) e do SINTEP-PB" (http://www.sinteppb.com.br/noticias/visualizar/sindicatos-da-educacao-organizam-frente-em-defesa-da-vida-505).
Nesta reunião, os "diversos sindicatos" reunidos tiraram várias deliberações, as mais importantes, segundo a matéria do site: 
"-Manifesto conjunto, assinado pelas entidades presentes, focando principalmente na defesa da vida e que trabalhadores e trabalhadoras em educação só retornarão às atividades presenciais com ampla vacinação da categoria.
-Organizar campanha com outdoors por todo o estado.
-Cada sindicato preparar vídeos e postagens para as redes sociais.
-Formar uma comissão para garantir os encaminhamentos: SINTEP-PB, CUT-PB, SINTEM-JP, CONFETAM e CNTE" (Idem).
Sobre a reunião e suas deliberações, queremos afirmar o seguinte: 1) o fato dela ter sido convocada para debater um assunto de tamanha importância, por si só, foi importante, não resta dúvidas, especialmente por reunir várias entidades sindicais ligadas à educação e de todo o Estado; 2) porém, é inadmissível que uma reunião deste porte, com um debate desta envergadura, não tenha contado com a presença do representante do SINTAB, entidade que está promovendo uma forte GREVE GERAL neste momento em Campina Grande e que, com certeza, motivou a realização desta reunião, entre outros motivos. A não convocação do SINTAB para a reunião é de um equívoco político LAMENTÁVEL; 3) as deliberações da reunião, por mais corretas que sejam, infelizmente são coisas para "inglês ver" pois, passados 4 dias da reunião, nada foi encaminhado e, só falando de João Pessoa, as aulas reiniciaram na rede municipal de ensino e o sindicato da categoria, o SINTEMJP, que faz parte da comissão tirada na reunião para encaminhar as deliberações, sequer soltou uma nota de repúdio sobre isto. Tampouco seu presidente, Daniel de Assis, fez um vídeo repudiando tal procedimento da PMJP.
Isso só mostra que a reunião virtual de 05/02, infelizmente, não produziu e, provavelmente, produzirá poucos efeitos práticos na vida dos/as trabalhadores/as da Educação ligados a estas entidades que participaram da reunião. Isto se estes/as esperarem algo das direções dessas direções sindicais. Por exemplo: estamos sabendo que, em Bayeux, as aulas estão previstas para reiniciarem em 01/03, cujo modelo - se remoto ou hibrido ainda está para ser definido pelo Conselho Municipal de Educação -. O que a direção atual do SINTRAMB diz sobre isso??? Há mobilização na base de Bayeux sobre isso??? Temos informações de que a presidente do SINTRAMB, Germana Vasconcelos, esteve nesta reunião virtual; entrou muda e saiu calada, pra variar. Será esse o comportamento do SINTRAMB neste debate perante a base da Educação de Bayeux??? Será esta a reação dos/as trabalhadores/as da Educação de Bayeux diante dessa importante discussão de seu futuro???
Enquanto isso, trabalhadores e trabalhadoras da Educação de Campina Grande, junto com o SINTAB, continuam de PARABÉNS!!!





sexta-feira, 5 de fevereiro de 2021

O exemplo que vem de Campina Grande!!!







Há cerca de um ano no Brasil e na Paraíba, todos começamos a sofrer uma brutal mudança em nossas vidas, com o surgimento da pandemia do coronavírus em nossos cotidianos. Apesar do governo Bolsonaro, de seus seguidores, de seu negacionismo e das consequências desastrosas que isso vem causando desde então no país, refletindo-se em cerca de 9,5 milhões de casos confirmados no Brasil, com pouco mais de 230 mil mortes. Tudo isso demonstra que não estamos diante de uma "gripezinha", como chegou a classificar o presidente Jair Bolsonaro nem que esta terrível doença será curada por meio de cloroquina ou outros medicamentos igualmente ineficazes, sem comprovações científicas. Apenas as vacinas que vêm sendo aplicadas em todo o mundo, inclusive no Brasil (apesar do negacionismo que insiste em persistir) poderão salvar todos/as deste mal que aflige a humanidade. Além do uso de máscaras e outros cuidados protetores recomendados pelas autoridades científicas, como lavagem das mãos e distanciamento social.
Há meses também que vem sendo travado um debate em terras tupiniquins sobre a volta às aulas, com a consequente pressão dos empresários do setor educacional sobre as autoridades públicas - federal, estaduais e municipais - para que estas retornem mesmo durante a pandemia do coronavírus. Neste momento, apesar dos números mostrarem um novo aumento da Covid-19 no país, os empresários da Educação continuam a pressionar  o Poder Público nos Estados e Municípios para que haja uma volta às aulas, sobretudo na rede particular de ensino. Na rede pública de ensino, existem locais em que datas de retorno às aulas estão previstas, ainda que de forma híbrida.
No que diz respeito ao setor privado, tal decisão dos empresários educacionais revela a total insensibilidade destes com a VIDA humana e a única preocupação destes com o LUCRO, apesar do discurso "humanista" que muitos colocam para pais e mães, sem falar na "conivência criminosa" que Estados e Municípios têm com estes quando autorizam o funcionamento destas escolas. Um exemplo do risco que estas escolas colocam aos alunos e à comunidade como um todo verificou-se recentemente em Campinas/SP, quando três escolas particulares reabriram e tiveram que fechar após registrarem novos casos de Covid-19; uma delas teve 42 alunos infectados (https://www.cnnbrasil.com.br/nacional/2021/02/03/escola-de-campinas-tem-42-casos-de-covid-19-e-fecha-apos-volta-as-aulas). 
No caso da rede pública de ensino, há uma polêmica sendo travada entre a oferta do ensino remoto x ensino híbrido. Alguns Estados e Municípios têm a proposta de oferecer o ensino remoto; outros querem ofertar o ensino híbrido; poucos, ao que conheço, têm a proposta da oferta do ensino presencial. Mesmo assim, uma coisa é consensual, quando o assunto surge na grande mídia: todos falam, diretores de escolas, secretários de Educação (de Estado ou do Município), donos de escolas. Menos diretores de sindicatos ou professores. Coincidência??? Claro que não!!!
Assim, o exemplo que vem da cidade de Campina Grande, através dos/as trabalhadores/as da Educação municipal desta cidade, organizados no SINTAB (Sindicato dos Trabalhadores Municipais do Agreste da Borborema), é muito importante. 
Em assembleia virtual realizada no dia 01/02, servidores/as da Educação municipal de Campina Grande decidiram, por UNANIMIDADE, entrar em GREVE GERAL  e não iniciar o ano letivo de 2021.
Segundo a categoria reunida em assembleia, "ainda não é o momento para o retorno das aulas presenciais, ainda que de forma híbrida, já que a volta às atividades nas unidades educacionais neste momento, pode resultar em ainda mais mortes de profissionais da educação vítimas do novo coronavírus, como aconteceu com a professora Christianne Fátima, gestora da Escola Municipal de Ensino Fundamental (EMEF) Manoel Francisco da Motta, que veio a óbito precocemente neste domingo, 31" (https://sintab.org.br/8444-2/).
A decisão dos/as trabalhadores/as da Educação de Campina Grande se deve, portanto em primeiro lugar, à  repercussão da pandemia do coronavírus no interior da categoria, mas também existem outras reivindicações específicas da categoria que não foram esquecidas pelo conjunto do movimento, como: "não pagamento do 14º salário da educação; não cumprimento das progressões; atrasos na recarga do cartão de passagem e falta de EPIs" (idem).
O SINTAB e os/as trabalhadores/as municipais de Campina Grande, com esta GREVE GERAL deflagrada no início de fevereiro, dão um exemplo de organização e luta para os demais trabalhadores da Educação da Paraíba e também do Brasil em plena pandemia do coronavírus, contra a ganância e insensibilidade dos patrões do ensino e a conivência criminosa de governadores e prefeitos espalhados pelo país, que se aliam a estes quando autorizam a reabertura das escolas particulares ou quando pretendem reiniciar as aulas em suas respectivas redes, apesar do avanço da Covid-19.
Que, em se tratando de Paraíba, sindicatos como SINTEP (que representa os/as trabalhadores estaduais da Educação), SINTEMJP (que representa os/as trabalhadores municipais da Educação de João Pessoa), SINTRAMB (que representa os/as trabalhadores municipais da Educação de Bayeux), SINFESA (que representa os/as trabalhadores municipais da Educação de Sta. Rita), além de outros sindicatos municipais de todo o Estado, sigam o exemplo que vem do  SINTAB e de Campina Grande e ponham suas categoria nos trilhos da LUTA!!!



terça-feira, 2 de fevereiro de 2021

Só a LUTA muda a VIDA!!!

 


   

Nesta segunda-feira, 01 de fevereiro do corrente ano, os motoristas e cobradores de João Pessoa, organizados pela Sindicato dos Motoristas da Paraíba, que vem sendo dirigido pela Junta Governativa que está à frente da entidade enquanto esta aguarda as eleições desta que ocorrerão no próximo mês de maio (assim determinado pela Justiça), realizaram a 2ª paralisação da categoria em pouco mais de uma semana. A primeira havia ocorrido no dia 25 de janeiro e ambas se deram pelos mesmos motivos: contra as demissões que continuam ocorrendo entre os trabalhadores do setor, promovidas pelos patrões (apesar da pandemia, mesmo com estes recebendo recursos públicos dos governos federal, estadual e municipal, com compromisso de não demitir nenhum trabalhador); contra a redução no valor dos tickets-alimentação de cada trabalhador; contra as "duplas pegadas; contra a dupla função, que obriga o motorista a também ser cobrador e faz com que estes sejam demitidos aos montes. Além de todas essas reivindicações específicas dos motoristas e cobradores, havia nessas paralisações uma reivindicação que atinge a todo povo trabalhador de João Pessoa: o não aumento das passagens de ônibus pretendido pelos empresários do setor, com o consequente congelamento destas.    

Este reajuste nas passagens de ônibus em João Pessoa foi solicitado no início deste ano à SEMOB (Superintendência Executiva de Mobilidade Urbana), autarquia ligada à Prefeitura Municipal de João Pessoa, no início deste ano, pelo SINTUR (sindicato dos empresários de ônibus) onde, com este gesto, eles já cobravam do novo prefeito da cidade, Cícero Lucena (PP), a fatura da campanha eleitoral passada (https://mauriliojunior.maispb.com.br/2021/01/08/sintur-pede-aumento-na-passagem-de-onibus-em-joao-pessoa/#new_tab&_ga=2.243909701.1965056016.1612307089-1981953311.1608553755).

Após a realização da segunda paralisação dos motoristas e cobradores que, como já afirmamos, também se deu na defesa do não reajuste das passagens de ônibus e pelo seu congelamento, além das pautas específicas da categoria já  aqui citadas, eis que repercutiu na imprensa local a notícia de que foi feito um acordo entre a SEMOB e o SINTUR de suspenderem um possível reajuste nas passagens de ônibus e manterem o atual preço de R$ 4,15 (R$ 4 no cartão de passagem) pelos próximos 60 dias. Com um detalhe importante: segundo o  SINTUR, nas palavras de seu diretor Isaac Júnior Moreira, "a proposta é manter o preço da passagem cobrado atualmente, que é de R$ 4,15" (https://g1.globo.com/pb/paraiba/noticia/2021/02/02/reajuste-da-tarifa-de-onibus-em-joao-pessoa-e-suspenso-por-60-dias.ghtml).

Evidentemente, nem os empresários de ônibus nem a Prefeitura de João Pessoa admitirão que tal acordo foi feito por conta da mobilização feita com sucesso pelos motoristas e cobradores da capital paraibana nos últimos dias. Mas, para bom entendedor, fica evidente e explícito que tais paralisações organizadas pelos trabalhadores do transporte coletivo de João Pessoa foram fundamentais para a mudança de postura de empresários e Prefeitura de João Pessoa - leia-se Cícero Lucena - neste delicado assunto chamado reajuste de passagens de ônibus em João Pessoa.

Assim, fica a lição para todo o povo trabalhador de João Pessoa e demais movimentos sociais da cidade e do Estado: só a LUTA muda a VIDA!!!

    

    

segunda-feira, 25 de janeiro de 2021

A luta dos motoristas de ônibus e a relação com a vida do povo trabalhador em João Pessoa



Nesta segunda-feira, 25 de janeiro de 2021, ocorreram dois fatos nas duas principais cidades da Paraíba, João Pessoa e Campina Grande, envolvendo a categoria dos rodoviários, particularmente os motoristas de ônibus.

Em João Pessoa, esta categoria, organizada pela Junta Governativa que dirige atualmente o Sindicato dos Motoristas da Paraíba, majoritariamente composta pela Chapa 2, realizou uma paralisação na Lagoa que durou cerca de 2 horas. Nesta atividade, os trabalhadores reivindicavam vários pontos específicos do setor que vem sendo sistematicamente desrespeitados pelos empresários de transporte coletivo há muito tempo, como o exercício da dupla função nos ônibus da capital, as "duas pegadas" nos ônibus (levando trabalhadores à exaustão), reduzindo o valor dos tickets-alimentação da categoria e, em plena pandemia, demitindo trabalhadores mesmo recebendo verbas públicas dos governos federal, estadual e municipal. Além disso, os motoristas de ônibus fizeram a paralisação para protestar contra a possibilidade de mais um reajuste das passagens de ônibus, que vem sendo estudada pela SEMOB, a pedido dos empresários do setor, via SINTUR (https://mauriliojunior.maispb.com.br/2021/01/08/sintur-pede-aumento-na-passagem-de-onibus-em-joao-pessoa/#new_tab&_ga=2.49343394.522438575.1611605975-1981953311.1608553755). Na paralisação desta segunda-feira, o representante do SINTUR afirmou, em entrevista a uma emissora local de TV que não havia essa possibilidade de novo reajuste de passagens. Me engana que eu gosto...........

Em vários portais de imprensa, a paralisação dos motoristas se mostrou vitoriosa. A um desses portais, o presidente da Junta Governativa do Sindicato dos Motoristas da Paraíba, Claudemir, Nascimento, afirmou: "queremos chamar a atenção para nossa situação, que está precária, tanto do motorista, como a do cobrador. Também para para a passagem de ônibus já que não concordamos o que estão fazendo contra o trabalhador e o pai de família", concluiu (https://www.maispb.com.br/508987/motoristas-de-onibus-paralisam-atividades-contra-reajuste-de-passagens.html).

A paralisação organizada pela categoria feita nesta segunda-feira deu o recado aos empresários e SEMOB. Os trabalhadores estão descontentes (e muito) com a atual situação que enfrentam e não estão dispostos a continuar desta maneira.

Também na segunda-feira, 25 de janeiro do corrente ano, em Campina Grande, veio uma outra noticia, desta vez vinda dos empresários de ônibus. Segundo noticia do Portal Correio, os empresários de ônibus da 2ª maior cidade da Paraíba afirmam que o setor está falido e que, em reunião feita com o prefeito Bruno Cunha Lima (PSD) na última sexta-feira, 22 de janeiro, "não houve conclusão sobre o que pode ser feito para reverter o problema". Ainda segundo as empresas, estas enfrentam dificuldades desde 2019 e o quadro agravou-se com a pandemia. "Com a pandemia e as alterações na rotina de uso do transporte público, as dificuldades teriam se agravado", afirmam os empresários do setor em Campina Grande (https://portalcorreio.com.br/sistema-de-onibus-de-campina-grande-esta-falido-dizem-empresarios/).

Evidentemente, a Prefeitura de Campina Grande e seu novo prefeito, Bruno Cunha Lima (PSD), afirmam não saber como lidar com esta situação. No máximo, diz que "não podemos deixar a sociedade sem o serviço, nem deixar as empresas fecharem as portas". Isso, após ouvir os empresários do setor. Concordamos que não é possível que a Prefeitura de Campina Grande permita o fechamento dessas empresas, causando assim o desemprego de centenas de trabalhadores. Assim, como forma de evitar isso, o prefeito Bruno Cunha Lima poderia pegar as linhas de ônibus da "Rainha da Serra da Borborema" e, como todas são de propriedade da Prefeitura Municipal de Campina Grande, sendo uma concessão desta às empresas de ônibus da cidade, pegar todas para o município e, já que estas estão em sistema de falência (conforme declaração dos próprios empresários campinenses), formar uma EMTC - Empresa Municipal de Transporte Coletivo - e, ao lado disso, formar um Conselho Popular constituído de trabalhadores do setor + usuários do sistema, que seriam responsáveis pela administração da nova empresa pública.

Com a palavra, o novo prefeito Bruno Cunha Lima, do PSD!!!

Com a palavra, os/as vereadores/as de Campina Grande!!!

Com a palavra, a vereadora Jô Oliveira, do PCdoB!!!

Com a palavra, os/as lutadores/as de Campina Grande!!!

terça-feira, 12 de janeiro de 2021

A "esquerda oficial" e os ziguezagues da sua política de colaboração de classes!!!





A "esquerda oficial" em nosso país vem, de muito tempo, praticando uma política que chamamos de colaboração de classes. Tal prática política se caracteriza, em poucas palavras, por possuir uma linha de "enfrentamento" com o capital em alguns momentos da conjuntura, colocando a classe trabalhadora em movimento contra os patrões, mas sempre colocando o regime político dominante em pé, sem correr riscos de cair perante uma insurreição ou mesmo uma revolução proletária, em aliança permanente com setores "progressistas" da burguesia. A "esquerda oficial" em nosso país, ao longo de nossa História, possuiu vários protagonistas, individuais e coletivos, mas desde o final da década de 1970 do século passado, a classe trabalhadora brasileira construiu uma ferramenta que protagonizou até a presente data as principais lutas em nosso país: o PT, capitaneado pela principal liderança operária construída pelas lutas operárias do ABC paulista na época, Lula.

Desde o impeachment de Dilma, ocorrido em 2016, que a "esquerda oficial", capitaneada pelo PT, seguida por seus "satélites", dentro e fora do Congresso Nacional, espalhados nos movimentos sociais pelo país, criou a narrativa do "golpe" que havia sido aplicado na presidente e no partido naquela ocasião. A partir daquele momento, todos que haviam sido a favor do "golpe" foram tachados como "golpistas" e passaram a ser perseguidos desta forma. Isso não impediu, no entanto, de serem formadas alianças entre os partidos da "esquerda oficial" e os "golpistas" nas eleições gerais de 2018.

Assim, enquanto PT, PCdoB, PDT, PSOL, PCB, REDE se colocavam contrários à candidatura de Bolsonaro na eleição para Presidente, em alguns locais, estas legendas "esqueciam" o discurso do "golpismo" e faziam alianças eleitoreiras de todo tipo. Por exemplo, o "revolucionário" Flávio Dino, do PCdoB, se reelegeu governador do Maranhão numa aliança que teve como vice um filiado do PRB e esteve aliado também com partidos como DEM, PDT, PTB, PT, PATRIOTA, PSB, SOLIDARIEDADE, PP, dentre outros. Uma verdadeira "colcha de retalhos", para dizer o mínimo. Na Paraíba, situação semelhante: PSB, PT, PCdoB, PDT, REDE se uniram com DEM, PTB, PROS, dentre outros para formar um grande "chapão" e vencer a eleição estadual em 2018. E assim ocorreram em vários Estados.

A política de colaboração de classes implementada pela "esquerda oficial" não cessou com a ascensão de Bolsonaro ao Planalto. Pelo contrário, o discurso do "golpe" contra Dilma e o PT em 2016 intensificou-se após a prisão de Lula e ampliou-se também aquilo que chamamos de APP (Amnésia Política Proposital), instrumento bastante utilizado por setores da "esquerda oficial" para justificar sua prática política de ziguezagues constantes ao longo da conjuntura que vivemos.

Isto tem se intensificado ultimamente. Nas recentes eleições municipais 2020, a prática de alianças com os "golpistas" repetiu-se, seja por PT, PCdoB, PSOL. Todos estes partidos, em todo o país, em vários municípios, aliaram-se com partidos de direita, que apoiam o governo Bolsonaro e que possuem uma agenda totalmente contrária aos interesses dos trabalhadores, não possuindo portanto nenhum sinal de igualdade com nossa classe.

Agora, estamos perto das eleições das Mesas Diretoras da Câmara dos Deputados e do Senado Federal. São eleições de extrema importância na cena política nacional, especialmente para o governo Bolsonaro, em se tratando de um ano pré-eleitoral como é 2021. Daí, sua importância.

Estas eleições, aparentemente simples, do ponto de vista da sua configuração (e, portanto, do seu voto), vêm mostrando os ziguezagues da política de colaboração de classes da "esquerda oficial" de nosso país e dos partidos que a compõem que estão presentes no Congresso Nacional: PT, PCdoB, PSB, PDT, PSOL, REDE.

De todos os partidos acima citados, PCdoB, PSB, PDT e REDE têm demonstrado, até agora, uma postura firme (e equivocada) na eleição da Câmara dos Deputados: todos apoiam o candidato do MDB, Baleia Rossi, ungido ao posto pelo atual presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM/RJ), tido como o candidato da "oposição" a Bolsonaro. Quanto à eleição para o Senado, não possuímos informações a respeito.

Já PT e PSOL possuem posições distintas. O PT já decidiu apoiar Baleia Rossi para presidente da Câmara dos Deputados e assinou uma nota de apoio a este, junto com os demais partidos (exceto o PSOL), aonde se afirma que o motivo de apoiar Rossi é, entre outras coisas, "combater, dentro de fora do Parlamento, as políticas antidemocráticas, neoliberais, de desmonte do Estado e da economia brasileira". Porém, no Senado, o PT soltou uma nota da Liderança do Partido defendendo o voto e o apoio ao senador Rodrigo Pacheco (DEM/MG) à Presidente da Casa, que é o candidato de Bolsonaro. E fez isso, segundo a nota, para enfrentar a "agenda de retrocessos da extrema-direita". Eis um dos ziguezagues da política de colaboração de classes da "esquerda oficial"!!!

O PSOL, por incrível que pareça, está dividido ao meio, no processo da eleição da Câmara dos Deputados. Metade da bancada do partido na Câmara defende candidatura própria, outra metade defende que o partido entre no "bloco da oposição" e apoie Baleia Rossi (MDB/SP). A líder do partido, Sâmia Bomfim, defende que o PSOL apoie Rossi "com exigências claras, como a aprovação de uma renda básica, não pautar nenhum retrocesso na ‘agenda de costumes’, não pautar privatizações nem autonomia do BC” (https://www.cartacapital.com.br/cartaexpressa/samia-bomfim-defende-apoio-a-baleia-rossi/). A líder do PSOL quer enganar a quem com essas "exigências" ao candidato do MDB??? Além disso, Sâmia Bomfim afirmou que não seria bom para o PSOL ser visto como o partido que "não atuou ativamente para derrotar Lira". Mais um ziguezague da política de colaboração de classe de um partido da "esquerda oficial" de nosso país.

Tudo isso revela quão vacilante é a política desenvolvida pelos partidos da "esquerda oficial", em especial por seu protagonista, o PT. Seus "satélites" em questão também se mostram partidos altamente prejudiciais a uma luta consequente da classe trabalhadora em nosso país, por se mostrarem inconsequentes com seus ziguezagues constantes na cena política nacional, ao se colocarem na "sombra" do PT, por um lado, e na da burguesia, por outra. Enquanto isso, os trabalhadores são um detalhe...........





segunda-feira, 4 de janeiro de 2021

Luciene de Fofinho e o polêmico cartaz nas unidades de saúde de Bayeux





A prefeita de Bayeux, Luciene de Fofinho (PDT), nem bem assumiu em 1º de janeiro deste ano e já está causando polêmica dentro e fora da cidade, com uma atitude que merece um bom debate acerca da atitude tomada por ela. 

Em seu 1º dia de mandato, a prefeita Luciene de Fofinho afixou no Hospital Materno Infantil e na UPA de Bayeux um cartaz com os seguintes dizeres: "Você que é Funcionário do Hospital pago com recurso Público, trate bem as pessoas, se não for para atender bem o paciente, não venha trabalhar ou peça exoneração, ninguém procura o Hospital para passear, com certeza tem alguma necessidade." Em seguida, assina com seu nome, Luciene Gomes, Prefeita de Bayeux, e coloca uma observação: "Me ligue ou mande mensagem em caso de qualquer reclamação, você que é usuário, tomarei as providências na hora!". O comunicado é concluído com a disposição de um telefone de um serviço chamado "Alô Prefeita" para que toda a população insatisfeita possa fazer suas reclamações diretamente à Chefe do Poder Executivo Municipal.

Antes de abordarmos as reclamações de alguns órgãos classistas sobre este aviso colocado pela prefeita de Bayeux e também nossas impressões sobre este, gostaríamos antes de tecermos alguns comentários sobre o que, em nossa avaliação, levou Luciene de Fofinho a tomar tal atitude.

Relembremos que Luciene de Fofinho assume a Prefeitura de Bayeux com, pelo menos, 6 AIJEs (Ações de Investigação Judicial Eleitoral) sobre seus ombros, três destas ajuizadas pelo MPE (Ministério Público Eleitoral) e outras três por coligações adversárias na última eleição. As acusações vão desde uso indevido de recursos para o combate à Covid-19 em Bayeux até o inchaço na folha de pagamentos durante a campanha eleitoral (https://parlamentopb.com.br/justica-eleitoral-marca-audiencias-em-acoes-que-pedem-cassacao-de-luciene-de-fofinho/). Cabe destacar que as referidas audiências foram remarcadas para o início de fevereiro, a pedido da defesa de Luciene de Fofinho.

Este é ou não um bom motivo para a prefeita de Bayeux, Luciene de Fofinho, iniciar seu mandato colocando um aviso deste tipo nas principais unidades de saúde da cidade para, com isso, buscar encobrir tais notícias negativas     que envolvem sua figura, especialmente no início de seu governo??? Outra coisa não menos importante: Luciene se aproveita de uma insatisfação latente do povo de Bayeux, especialmente os mais necessitados, que buscam os serviços de saúde da cidade e que normalmente encontram tal serviço sucateado há anos e, com este aviso, procurar jogar o povo contra os servidores de saúde que, assim como o povo, são tão prejudicados quanto este. Pois o serviço de saúde de Bayeux sofre há anos com a falta de atenção da Prefeitura local em vários aspectos, como a falta de EPI's para que seus servidores possam trabalhar minimamente (será que já esqueceram da falta de luvas para dentistas trabalharem em seus gabinetes odontológicos nos PSF's???); a falta de medicamentos básicos nas farmácias dos diversos PSF's espalhados pela cidade para poder remediar o sofrimento do povo bayeuxense, quando este procura o serviço ambulatorial, como uma simples dipirona (esqueceram disso também???); a falta de receituário médico em alguns PSF's para que médicos possam efetuar suas receitas para os pacientes que os procuram nas unidades de saúde; sem falar que, em algumas ocasiões, tanto o CRM quanto o CRO vieram a Bayeux e interditaram algumas unidades de saúde (em diferentes governos municipais) por conta da total falta de condições de trabalho nestas unidades (será que Luciene de Fofinho, vereadores/as e apoiadores da gestão já esqueceram disso???) Observem todos/as que abordamos apenas questões referentes a condições de trabalho, não citamos questões salariais, que também são importantes, pois afinal de contas, é inconcebível que, em Bayeux, profissionais efetivos ganhem menos do que profissionais prestadores de serviço, mesmo sendo da mesma função. E isso já  acontece há muitos anos, basta constatar no Sagresonline do TCE/PB!!!

Atender bem o usuário do serviço público é obrigação do servidor público, seja ele da Saúde, da Educação, da Segurança, da Infraestrutura, da Administração, das Finanças, da Chefia de Gabinete ou de qualquer outra área ligada à Prefeitura Municipal de Bayeux. Assim, não há a necessidade da prefeita Luciene de Fofinho vir a público pregar um cartaz como fez. Basta exigir que os diretores das unidades públicas, de qualquer setor, faça o que tem de fazer: exigir que cada servidor (independente se é efetivo ou prestador de serviço) cumpra seu horário e dever. Porém, para isso, é fundamental que a Prefeitura de Bayeux também faça seu "dever de casa", qual seja, no caso da saúde, ofereça as condições de trabalho mínimas para que o profissional possa exercer bem sua função. Se assim não fizer, como cobrar deste profissional o cumprimento de seu dever???

As reclamações de órgãos classistas, como SIMED e SINTRAMB, quando criticam a decisão da prefeita Luciene de Fofinho em fazer o que fez na divulgação do aviso, são corretas em classificá-lo como "assédio moral". Porém, para além disso, proponho que estas entidades deveriam buscar construir uma unidade de ação neste momento e, junto com outras entidades, fazerem uma reunião e tomar algumas providências práticas com relação a isto. Assim, proponho: 

1) Que SINTRAMB e SIMED chamem entidades e Conselhos da área da Saúde para debaterem a questão e tirarem encaminhamentos sobre o assunto, como Sindicato dos Enfermeiros, Sindicato dos Odontólogos, SINDSAÚDE, COREN, CRM, CRO, CRESS, dentre outros;

2) Que busque se agendar uma reunião com o MPT para debater este problema criado com esta divulgação feita com o aviso publicado pela prefeita Luciene de Fofinho;

3) Que se organize com todas estas entidades um ato de protesto em frente ao HMI em Bayeux. A pandemia do coronavírus não pode, em minha avaliação, ser empecilho para uma atividade deste tipo (a não ser para pessoas do grupo de risco).

Ainda sobre os dizeres do aviso que Luciene de Fofinho afixou em Bayeux, queremos também enfatizar o seguinte: ela cobra um bom atendimento do servidor público aos usuários da saúde porque estes são pagos com "recurso público", de acordo com ela. Neste aspecto, ela tem razão. Sendo assim, colocamos a Luciene de Fofinho e aos novos secretários de Finanças e de Administração de Bayeux a responsabilidade de realizarem uma auditoria nas contas municipais da cidade, especialmente de 2017 para cá. Afinal, foram  recursos públicos utilizados neste lamentável período que Bayeux vivenciou e que seu povo precisa saber, detalhadamente, como tudo isso foi ou não aplicado. 




sábado, 2 de janeiro de 2021

Luciene de Fofinho e a dura e difícil tarefa de resgatar a imagem da cidade de Bayeux






Em 28 de dezembro de 2016, neste mesmo espaço, fizemos um artigo intitulado "Berg Lima e a expectativa de todo um povo: o que podemos esperar???". Na ocasião, fazíamos um trocadilho com o nome do partido do novo prefeito de Bayeux, eleito na oportunidade e que trazia consigo uma grande esperança de mudança em boa parte da população bayeuxense, daí o sugestivo título do artigo.

Berg Lima, então no Podemos, foi eleito com 58,92% dos votos válidos na eleição de 2016. A maior votação já dada a um candidato em Bayeux até esta data. Foram exatos 33.437 votos de homens e mulheres de Bayeux, jovens e idosos, que foram às urnas naquele ano, insatisfeitos com os rumos da gestão do então prefeito Expedito Pereira (PSB), candidato à reeleição mas, que por conta de seus inúmeros desacertos no seu 4º mandato na Prefeitura de Bayeux, acabou derrotado pelo jovem ativista cultural que aparecia na cena política da cidade e que conseguiu construir uma ampla aliança política - que incluiu partidos como PT e PSDB, por exemplo - em torno de seu nome e, assim, conseguir a confiança do povo e ganhar a eleição. 

Mais do que tudo isso, Berg Lima conquistou a simpatia e a esperança do povo trabalhador, honesto e decente de Bayeux de que a cidade teria dias bem melhores com sua presença na Prefeitura, a partir de 1º de janeiro de 2017. Infelizmente, tudo isso veio abaixo em 05 de julho do citado ano, quando ele foi preso em flagrante pela força tarefa do Gaeco e MP, acusado de corrupção, no Restaurante Sal & Pedra, em Bayeux. A partir daí, a cidade passou a viver uma crise política, administrativa, social e econômica que, infelizmente, ainda não se encerrou.

Em novembro de 2020, depois de vários prefeitos terem passado pela Prefeitura de Bayeux após a prisão de Berg Lima (Luiz Antonio (PSDB), Noquinha (PSL), Kita (Cidadania) -, sem falar no próprio Berg Lima, que saiu da prisão por ordem judicial e reassumiu a Prefeitura, Bayeux voltou a ter uma eleição direta e Luciene de Fofinho (PDT) foi a vencedora do pleito. Ela já estava como prefeita indireta em Bayeux desde agosto de 2020, eleita pela Câmara Municipal da cidade, após Berg Lima ter apresentado sua renúncia ao cargo.

Luciene assumiu agora em 1º de janeiro de 2021, como a imensa maioria dos prefeitos/as de todo o país. Porém, assume envolta a várias denúncias que lhe custam processos na Justiça e, mais do que isso, Luciene tem uma dura e difícil tarefa a cumprir em seus 4 anos de mandato que ora se iniciam: resgatar a imagem da cidade de Bayeux e, consequentemente, a autoestima de seu povo que está profundamente arranhada - para sermos gentis - com tudo que ocorreu nos últimos anos, a partir dos estragos provocados por Berg Lima e seus sucessores. Falo sucessores porque os que vieram após este não se esforçaram muito para buscar fazer com que Bayeux saísse das páginas policiais e deixasse de vivenciar escândalos atrás de escândalos. Infelizmente..........

Isso se revelou nos números eleitorais verificados em 2020. Este ano, tivemos uma abstenção de 14,28% (contra 6,29% em 2016); os votos nulos e brancos, em 2020, totalizaram 11,93% (contra 8,88% em 2016). Quando partimos para os votos dados aos candidatos, a diferença é ainda maior. A candidata vencedora, Luciene de Fofinho (PDT), conseguiu ter uma votação menor do que a dada ao candidato derrotado em 2016, Expedito Pereira (PSB), que teve 21.989 votos. Luciene foi eleita com 21.103 votos.

Estes números explicam, por si só, a crise porque passa Bayeux e, consequentemente, a desconfiança e o descrédito com que o povo da cidade encara a situação e a classe política que gere os destinos de uma das cidades mais importantes da Paraíba. Colocar a responsabilidade desses números na pandemia do coronavírus é minimizar demais os problemas porque passam a cidade e retirar a imensa parcela de culpa que possuem os governantes da cidade durante todo esse período.

Isso só aumenta o peso da tarefa que Luciene de Fofinho tem pela frente. Evidentemente que os movimentos sociais de Bayeux também possuem sua cota de responsabilidade, no que diz respeito a mobilizar sua base de apoio e cobrar da gestão municipal o cumprimento de sua agenda política, especialmente no que diz respeito ao atendimento das políticas públicas, especialmente neste momento delicado que vivemos no combate à Covid-19, quando Bayeux encontra-se na bandeira laranja no "Plano Novo Normal PB do Governo do Estado da Paraíba e ainda estamos à espera da vacina para, definitivamente, erradicarmos esta terrível doença de nossas vidas. Falamos, especialmente e em 1º lugar, do SINTRAMB como a principal força política da cidade.

Como afirmamos ao longo do artigo, Luciene de Fofinho tem como principal tarefa resgatar a imagem de Bayeux e a autoestima de seu povo durante seu mandato. Para isso, entre outras coisas, em nossa avaliação, será preciso romper com o jogo político que, ao que parece, já se comprometeu desde a campanha. Como perguntamos no artigo feito há quatro anos, estará ela disposta a isso??? 

Desde já, respondo: creio que NÃO. Espero estar errado. Cenas dos próximos capítulos.............