Jornada Nacional de Lutas, Brasília, 24/08/2011

Reunião do Soviet de Petrogrado em 1917

A Revolução Russa: expressão mais avançada de uma onda revolucionária mundial.

Diretas Já

Luta por dias melhores

terça-feira, 24 de dezembro de 2013

O que fazer com R$ 46?



A presidente Dilma Rousseff publicou, no Diário Oficial da União, no dia de hoje - 24/12/13 -, com data de 23/12/12, o Decreto nº 8166, que aumenta o valor do salário mínimo nacional para R$ 724,00, um reajuste de 6,78%. Em números absolutos, um reajuste de R$ 46,00.
Os defensores do governo petista se apressarão em afirmar que o atual governo promove uma política de valorização do salário mínimo, ao sempre procurar fazer com que este tenha um ganho real de reajuste, sempre que possível, como agora, com pouco mais de 1% de reajuste em relação à inflação do ano.
Porém, este argumento dos defensores do governo - militantes dos movimentos sociais, MST, PT, PCdoB, UNE, UBES, dentre outras - não se sustenta. Na campanha eleitoral de 2002, o então candidato Lula anunciou aos 4 cantos deste país que, uma vez eleito, iria em quatro anos de governo, duplicar o valor do salário mínimo da classe trabalhadora brasileira.
Quando Lula assumiu o governo, em 2003, o salário mínimo estava em R$ 240,00. Quatro anos mais tarde, em dezembro de 2006, ao encerrar seu primeiro mandato, o salário mínimo estava em R$ 380,00. Ou seja, um aumento de 58,3%. Isso em tempos de crescimento econômico, como o próprio governo anunciava de forma efusiva e vibrante. A promessa eleitoral de Lula só veio a ser alcançada ao final do segundo mandato, quando o salário mínimo chegou a R$ 545,00, no final de 2010. Coisas de Lula e do PT!!!
Enquanto isso, os banqueiros acumulavam cada vez mais lucros astronômicos, graças à política econômica desenvolvida por esse mesmo governo que, por um lado, fechava a mão e criava as maiores dificuldades para conseguir aprovar um aumento salarial justo e decente para os/as trabalhadores/as do nosso país, e por outro, concedia sem nenhuma dificuldade, ganhos cada vez mais significativos para os donos do capital tupiniquim, das mais variadas formas - seja através de redução fiscal, seja por meio dos leilões promovidos pelo governo ou pelo pagamento dos juros da dívida -. O governo do PT já mostrou, por mais de uma vez, que tem sido bastante generoso (para dizer o mínimo) com o empresariado nacional e internacional. Basta lembrar a frase célebre de Lula, ainda no primeiro mandato de seu governo, quando este afirmou que "os banqueiros nunca lucraram tanto quanto em seu governo". Lula não estava mentindo quando afirmou isso, vale salientar.
Voltando ao tema do novo valor do salário mínimo, reajustado no decreto presidencial citado acima pela presidente Dilma, a ser válido a partir de 1º de janeiro de 2014, é preciso mais uma vez reforçar que os argumentos de valorização do salário mínimo e outros blábláblás que já estão sendo utilizados pelos defensores do governo, quando confrontados com a realidade, não conseguem convencer ninguém, a não ser eles mesmos.
O atual reajuste representa, em números absolutos, exatos R$ 46 a mais no bolso de cada trabalhador/a desse país. E não adianta afirmar que isso não repercute diretamente na vida de boa parte da classe trabalhadora nacional, que não é verdade. Na campanha eleitoral do ano passado, estudando a cidade de João Pessoa, verificamos que pouco mais da metade de nossa classe em nossa capital sobrevive recebendo entre 1 ou 2 salários mínimos. Portanto, o salário mínimo tem um impacto FUNDAMENTAL na vida de milhares de pessoas em nossa cidade, em nosso Estado e em nosso país.  
E o que representa esses R$ 46 de aumento anual que a presidente Dilma e seu governo acaba de garantir para os/as trabalhadores/as brasileiros/as? Representa um ACHINCALHE, uma GOZAÇÃO, um DESRESPEITO a milhões que dependem disso que Dilma e sua tropa chamam de SALÁRIO MÍNIMO!!!
Em um ano, fazendo uma simples conta matemática, R$ 46 de aumento representam R$ 3,83 p/mês e R$ 0,12 p/dia. E aí, gostaria de encerrar este artigo fazendo a seguinte pergunta aos apoiadores e defensores do governo Dilma, espalhados pela Paraíba e país: o que vocês fariam com esta fabulosa quantia, garantida pelo seu grandioso governo? 

Em tempo: segundo o DIEESE, em novembro/13, o valor do salário mínimo deveria ser R$ 2.761,58. Alguém se lembra dos tempos em que CUT, PT e PCdoB defendiam isso?

domingo, 10 de novembro de 2013

Expedito e o atestado de incompetência na saúde de Bayeux










O SINTRAMB realizou, no dia 11 de outubro de 2013, um ato público em frente ao PSF II e III, no bairro do Mutirão, por conta do descaso e abandono da Prefeitura em relação a este PSF. Isto porque, desde o dia 11 de abril deste ano, o consultório dentário da unidade de saúde está INTERDITADO pelo CRO - Conselho Regional de Odontologia - por conta de, dentre outros motivos, o autoclave estar quebrado e seu conserto (que custa, segundo apuração feita pelo Sindicato, apenas R$ 200), não ter sido providenciado até hoje pelo prefeito Expedito Pereira nem pelo secretário Fernando Ramalho, ambos médicos, para não falar do vice-prefeito, Francisco Macedo, também médico.
O protesto feito pelo SINTRAMB foi direcionado à população do bairro, principal alvo do desprezo da atual administração municipal que, apesar de seu slogan de que "a maior obra é cuidar das pessoas", não vem na prática correspondendo a isto e os habitantes da cidade já percebem isso nos 9 meses de (indi) gestão. O despreparo do (des) governo Expedito 4 é tão grande que no meio do ato público no PSF do Mutirão chegou uma viatura da Secretaria de Saúde transportando um equipamento autoclave à unidade de saúde aparentemente novo. Momentos depois, os diretores do SINTRAMB apuraram com os servidores da respectiva unidade de que aquele equipamento era usado, na verdade emprestado da policlínica Benjamim Maranhão. Esse é o modo de "cuidar das pessoas" de Expedito Pereira!
Os serviços públicos e os servidores enfrentam, nos 9 meses de (des) governo Expedito 4 um ataque sem precedentes nos últimos anos na cidade de Bayeux. Um caos se instala na cidade deixando a população que mais necessita desses serviços completamente desnorteada, perdida, sem ter noção de como será sua vida daqui pra frente.
Um dia antes do ato público feito pelo SINTRAMB no PSF II e III do Mutirão ocorreu um fato lamentável na cidade, provocada pela IRRESPONSABILIDADE uma administração que só se preocupa em satisfazer a si e a seus aliados de ocasião: pela 3ª vez em 9 meses de (indi) gestão, o Hospital Materno Infantil foi INTERDITADO, desta vez pelo Ministério Público e os Conselhos Regionais de Medicina, Enfermagem e Odontologia. Uma VERGONHA!!!
Nesta terça-feira, 15 de outubro, a Secretaria de Saúde de Bayeux, teve que admitir sua INCOMPETÊNCIA ao emitir uma nota pública onde orienta a população da cidade que, a partir dessa data, "todos os tendimentos em caráter de urgência, deverão ser dirigidos diretamente às Unidades de Pronto Atendimento da Grande João Pessoa". Isso, depois de avisar na mesma nota, que "a partir desta terça-feira (15) os serviços de Pronto Atendimento infantil e adulto do Hospital Materno  João Marsicano passa a funcionar em caráter ambulatorial, no período diurno, das 7:00h às 19:00h". Atestado maior de INCOMPETÊNCIA não pode haver em uma cidade governada por 3 médicos!!!
O mínimo que o povo de Bayeux espera é um posicionamento firme da Câmara Municipal da cidade e do Conselho Municipal de Saúde sobre esse ABSURDO administrativo que vivemos hoje na cidade, além da saída do secretário Fernando Ramalho da pasta. É o mínimo que todos esperamos!    

Cartaxo e Ricardo, parem com essa palhaçada! O título é da torcida!!!




Todos/as que me conhecem minimamente sabem que, quando o assunto é futebol, torço por duas equipes no país: na Paraíba, meu coração de torcedor bate pelo Auto Esporte, o famoso "Clube do `Povo"; e pelo Flamengo, quando extrapolamos as fronteiras de nosso Estado. Apesar disso, acredito que a conquista obtida pelo Botafogo paraibano, no último dia 03 de novembro, no Almeidão, vencendo o Juventude/RS e assegurando o título de campeão brasileiro da série D, não apenas é digno de nota, mas de reconhecimento pelo futebol apresentado pelo "Belo" ao longo de toda a competição. O Botafogo mostrou,dentro das 4 linhas, que merecia o título (como acabou confirmando isso). Ouso dizer que a história do futebol paraibano se escreverá, a partir de agora, antes e depois dessa conquista do clube do Contorno da Maravilha.
Porém, em meio a toda festa feita pela torcida botafoguense, começou a surgir e a repercutir na mídia paraibana, ao longo de toda a semana, uma disputa bisonha entre o prefeito da Capital, Luciano Cartaxo (PT) e o governador do Estado, Ricardo Coutinho (PSB), para ver qual dos dois merecia os louros da vitória e conquista do Botafogo na série D do futebol brasileiro.
Tudo porque, após a vitória dentro de campo, chegada a hora de entrega do troféu ao clube pessoense, quem fez isso foi Ricardo Coutinho, deixando Cartaxo e todo seu staff profundamente irritados, pois estes se achavam no direito de fazer isso, pois o prefeito - torcedor ferrenho do Botafogo, diga-se de passagem - despejou cerca de R$ 1,4 milhão no Botafogo, ajudando de maneira decisiva a equipe no campeonato.
Esta disputa pra ver quem é o pai da criança - ou melhor, quem mais ajudou o clube da capital nesta conquista - nos remete a um outro assunto, que está inserido profundamente neste debate.
Nada contra Cartaxo ou Ricardo serem torcedores do Botafogo, isto é uma decisão de cunho pessoal e que não devemos questionar. O problema é quando essas pessoas, ocupando cargos públicos, resolvem "ajudar" seus clubes de coração, utilizando-se para isso de dinheiro público. E aí não adianta afirmar que Cartaxo também "ajudou" os demais clubes da capital, como o CSP e o Auto Esporte. Essa "ajuda" se deveu tão somente porque ficaria muito mal na fita "ajudar" apenas o clube do coração, daí a "democratização da ajuda". 
Essa "ajuda" da PMJP foi feita passando por cima de qualquer legislação. Não há previsão disto no orçamento municipal nem tampouco emenda a este dispositivo apresentada por qualquer vereador, muito menos pelo Executivo. E, além disso, é preciso afirmar aqui com todas as letras: DINHEIRO PÚBLICO NÃO É PARA SALVAR A PELE DE NENHUMA ORGANIZAÇÃO PRIVADA, SEJA EMPRESA OU CLUBE DE FUTEBOL!
Assistimos, há muito tempo, no Brasil e também na Paraíba, ocorrer o seguinte fato: o setor privado de nossa economia ataca com duros golpes o setor público, taxando-o de ineficiente, incompetente, corrupto e pro aí vai. Sabemos que existem muitos problemas no setor público, mas sabemos também que em todos esses casos a responsabilidade por isso é dos sucessivos governos, sejam de direita ou "esquerda", que mantém a mesma política de sucatear o público. Porém, quando o setor privado se encontra em dificuldades, aí esses ataques desaparecem e todos vão se buscar socorro no setor público, aquele que é ineficiente, incompetente, corrupto. Nesse momento, desaparecem essas "qualidades" e o setor público é adorado pelos capitalistas.
Pois bem. Nossa opinião muito franca e direta sobre isso é seguidora daquele velho dito popular: "quem não tem competência, não se estabelece". O setor privado em dificuldades deve enfrentar seus problemas, criado por ele mesmo, e resolvê-los SOZINHO, sem precisar do setor público para isto. Para ficar mais claro ainda para quem não entendeu ou não quer entender: SOU CONTRA AUTO ESPORTE, CSP OU BOTAFOGO RECEBER DINHEIRO PÚBLICO PARA ADMINISTRAR SEU FUTEBOL. Que resolvam suas pendências financeiras fazendo uma boa campanha de marketing para conseguir mais e mais torcedores e, sobretudo, montando boas equipes em condições de disputar qualquer campeonato nacional.
Como sempre afirmamos nas campanhas eleitorais, "quem paga a banda pode exigir que ela toque a música que ele (o pagador) quiser". Assim funciona em todas as esferas de nossas vidas. E é o que ocorreu nesta polêmica sem sentido travada em Cartaxo e Ricardo Coutinho. Cartaxo se acha no direito de colher fundos políticos através da conquista do "Belo" porque injetou R$ 1,4 milhão no clube ajudando-o a montar a equipe vencedora da série D; já Ricardo também se acha com esse direito porque está reformando o Almeidão, garantindo assim as condições para as boas apresentações feitas pelo clube pessoense nas 4 linhas. 
O que Cartaxo e Ricardo devem fazer é jogar dinheiro público no esporte amador, para que todos/as paraibanos/as possamos nos orgulhar dos talentos que existem por aí, espalhados pelo Estado e que não têm nenhuma condição assegurada pelo poder público de se desenvolver e colher bons resultados nas competições que disputam. Esse deve ser o caminho do dinheiro público quando o assunto é esporte.
Por fim, para encerrar este debate sobre isto.    

Cartaxo e Ricardo, parem com essa palhaçada! O título é da torcida!!!

sábado, 5 de outubro de 2013

A "nova forma de fazer política" de Marina Silva


Em 16 de fevereiro deste ano, ocorreu uma reunião em Brasília de algumas pessoas para debater a construção de um novo partido no Brasil. A ex-senadora pelo PT/AC e ex-candidata a presidente pelo PV nas eleições passadas, Marina Silva, era a principal coordenadora desta reunião. Debatia-se ali a criação da "Rede Sustentabilidade", o nome da nova sigla partidária.
Marina Silva e seus aliados de plantão estabeleceram que a Rede seria "um novo instrumento político na luta pela sustentabilidade e pela ampliação da democracia no Brasil" e sua opção ideológica, segundo Marina Silva, seria "nem direita nem esquerda". Este seria o perfil desse partido, que viria para criar "uma nova forma de fazer política" no país. Além de Marina, fazia parte também da Comissão Nacional Rede Pró-Partido a herdeira do Banco Itaú, Maria Alice Setubal. Já se nota com isso que tipo de "novo instrumento político" seria esse!
Marina Silva, quando ministra do Meio Ambiente no governo Lula, foi a principal responsável pelo ingresso dos alimentos transgênicos no país, além de ter sido decisiva na aprovação da lei sobre a Amazônia, que representa, segundo os ambientalistas honestos desse país, uma entrega da maior riqueza natural do país, a floresta amazônica. Por isso tal lei foi extremamente saudada pela bancada ruralista no Congresso Nacional. Não é à toa que sua candidatura a presidente em 2010 venceu apenas no Distrito Federal. Nem no seu estado de origem, o Acre, ela conseguiu uma vitória eleitoral. Os/as trabalhadores/as desse estado conhecem bem Marina e seu legado político.
Como já afirmamos, Marina embarcou este ano numa aventura política de criação de um novo partido. Neste aspecto - e só neste aspecto - a atitude de Marina Silva deve ser até elogiada, porém, como já mostramos neste artigo, as ideias da Rede em nada tinham de novidade, como alardeava a ex-senadora e seus fiéis aliados em todo o país.
A filiação de Marina Silva ao PSB revela, de forma inquestionável, que "a nova forma de fazer política" defendida por ela, era só mais um capítulo da interminável novela da política nacional, chamada "ESTELIONATO ELEITORAL", pois se esse é realmente o desejo da ex-sanadora, porquê ela não definiu um perfil para o partido que queria criar, ao invés de ficar alardeando por aí que não era "nem direita nem esquerda"? Por mais que a expressão "ser de esquerda" ande desgastada nos últimos tempos, mas é OBRIGAÇÃO de qualquer ativista político se colocar de forma clara e transparente para o povo qual sua OPÇÃO IDEOLÓGICA. Pois, se não for assim, estará dando mais um golpe na classe trabalhadora, que já está de saco cheio disso.
A opção de Marina pelo PSB coloca, ao contrário do que ela afirma, ser mais do mesmo na política. Vai passar a defender uma candidatura de um governador que paga o PIOR salário dos profissionais da educação do país, além de perseguir duramente os militantes dos vários movimentos sociais que existem em Pernambuco. Eduardo Campos é a nova roupagem do político tradicional, perseguidor e corrupto que, com sua carinha de bom moço, consegue (ainda) enganar boa parte de nossa classe. 
A ida de Marina para o PSB foi excelente para Eduardo Campos, porque com isso ele consegue dar um fôlego muito grande para sua pré-candidatura a presidente em 2014. Porém, só nos próximos dias é que conseguiremos dimensionar a repercussão dessa filiação de Marina Silva ao seu novo partido, dentro dos seus/suas eleitores/as. Nas redes sociais, alguns já se manifestam de forma contrária, outros a favor. Não dá pra dimensionar, neste momento, a rejeição de seu eleitorado a esta opção política feita pela ex-senadora.
Porém, independente disso, do ponto de vista classista, a escolha de Marina Silva demonstra, de forma inequívoca, seu OPORTUNISMO POLÍTICO ao quadrado. Pois, se ela realmente deseja construir uma "nova forma de fazer política", o PSB não é, definitivamente, a melhor opção para isto. Se ela tem mesmo essa intenção, deveria então não se filiar a nenhum partido e continuar na sua caminhada de construção de seu novo partido, a "Rede Sustentabilidade", como já declaram alguns de seus eleitores.  

terça-feira, 20 de agosto de 2013

Um beijo, uma foto, uma polêmica. Há sentido nisso?


Esta foto acima, publicada no Instagram do atacante corintiano Emerson Sheik pelo próprio, desencadeou revolta de uma torcida organizada do time paulista (foto abaixo) e reacendeu uma antiga e atual polêmica em nossa sociedade, sobre a crescente onda homofóbica que permeia em nosso ambiente social.



O ex-jogador Neto, ídolo corintiano dos anos 90, em seu blog fez uma surpreendente declaração, com a qual temos pleno acordo. Diz o ex-meio campo do Corinthians que "fora do campo cada um faz o que quiser. O que o torcedor tem que cobrar é desempenho no gramado". Nisso, Neto acerta em cheio. Mas, por quê as pessoas se preocupam tanto com isso? Por quê cinco membros da Camisa 12, uma das muitas torcidas organizadas se arvoraram a representantes da imensa nação alvinegra e foram até o CT do Corinthians com faixas imensas protestar contra o ato do atacante do Timão com dizeres profundamente homofóbicos e darem declarações à imprensa do tipo "a nação inteira está freneticamente indignada. Pode até ser a opção dele, mas nós estamos sempre tirando sarro dos bambis (modo pejorativo com o qual é chamada a torcida do São Paulo). O mínimo que ele tem de fazer é um pedido de desculpas", disse Marco Antônio, membro da diretoria da Camisa 12".
Vê-se dessa declaração, além da homofobia, uma outra questão: o membro da diretoria da Camisa 12 está preocupado é com as brincadeiras que as outras torcidas poderão, a partir de agora, tirar com eles, já que eles estão acostumados a zoar da torcida são-paulina há anos com termos pejorativos e homofóbicos. Na verdade, diria até que essa é a principal preocupação dele.
A decisão de fazer tal ato exposta na foto por Emerson Sheik e a repercussão provocada por isso revela o tamanho não apenas da homofobia que ainda persiste em nosso país , mas sobretudo, da hipocrisia que existe em nossa sociedade. Muitos e muitas ainda afirmam diante de câmeras de TV, quando perguntadas que não acham nada demais a existência de relações homoafetivas, mas quando confrontadas com uma cena dessas, mesmo que seja apenas de brincadeira, como fez questão de enfatizar o atacante corintiano, o preconceito, a discriminação, a homofobia, vem à tona e faz exalar o odor fétido de todos esses sentimentos.
Fazendo coro com o ex-jogador Neto, e se o atacante Sheitk for homossexual? O que os membros da Camisa 12 tem a ver com isso? Ele está cumprindo suas obrigações como atleta ou não? Está ou não fazendo o seu melhor pelo clube? É isso que importa ou não? Será que não existe nenhum gay, lésbica, travesti, transsexual que torça pelo Timão? 
Na verdade, isso revela a velha discussão do "padrão" de relações afetivas criado por nossa sociedade, de que tal "padrão aceitável" é o heterossexual, sendo qualquer um que saia desses trilhos é feio, anormal, um desvio, sendo portanto abominável. Algumas pessoas, portanto, tratam isso comrequintes de crueldade, seja empunhando faixas com dizeres homofóbicos, como fez a torcida Camisa 12 ou partindo pra pancadaria, como fazem outros, chegando em alguns casos a matar as pessoas LGBT's por considerá-las seres de segunda, terceira categoria que não merecem viver. 
Quando as pessoas, inclusive das torcidas organizadas do Corinthians, vão começar a entender, que gente foi feita pra brilhar?

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Deixem de arrodeio, acabem logo com a Festa das Neves!!!




"Festa das neves não acontecerá mais no Centro, anuncia procurador de Justiça
O procurador de Justiça e coordenador do Centro de Apoio Operacional às Promotorias da Cidadania, Valberto Lira, anunciou na manhã de hoje, durante entrevista ao programa ‘Tambaú Debate, que a parte profana da Festa das Neves acontecerá em outra localidade da capital.
De acordo com Valberto Lira, a nova localização da Festa das Neves será definida em reuniões com representantes da Prefeitura de João Pessoa. Ele justificou que a decisão sobre a mudança do local do evento se dá pelos problemas na área de segurança e congestionamento do trânsito."

Esta foi a matéria divulgada pelo site do jornalista Luís Torres em seu blog na segunda-feira, 12 de agosto, reproduzindo a lamentável declaração dada pelo procurador de justiça, Valberto Lira, sobre a Festa das Neves, a mais tradicional de nossa cidade.
Nunca uma tradição foi tão atacada nos últimos anos quanto a Festa das Neves. Primeiro, com o ex-prefeito e hoje senador pela Paraíba, Cícero Lucena, quando teve a "fantástica" ideia de colocar a Festa das Neves no anel interno da Lagoa do parque Solon de Lucena; depois, veio Ricardo Coutinho que, junto com o atual arcebispo da paraíba, D. Aldo Pagotto, continuaram a solapar a parte profana de "Nevinha", como popularmente era e sempre foi chamada a NOSSA Festa das Neves, encurtando o período de duração desta e mudando o seu tradicional local, não mais colocando a festa na rua General Osório, por um pedido desse que é, sem dúvida, um dos mais atrasados arcebispos que a Paraíba já teve nos últimos tempos.
Agora, vem o procurador de justiça somar esse coro dos ataques à Festa das Neves e afirmar que, a partir do próximo ano, ela não mais acontecerá no centro da cidade. E para onde irá então, caro Valberto Lira? Já ouvi dizer que iria para o Parque de Exposições, no Cristo, o que seria uma lástima.
O que essas pessoas não entendem ou não querem entender é que: 1º) a Festa das Neves NÃO pertence a eles - Cícero Lucena, Ricardo Coutinho, D. Aldo Pagotto, Valberto Lira ou ao raio que os partam -, mas ao povo dessa cidade; e 2º) a Festa das Neves TEM que acontecer é no CENTRO DA CIDADE mesmo, pois a sua razão de ser é em comemorar o nascimento da cidade, que se deu exatamente ali onde hoje ela acontece. Por isso, ela é uma Festa TRADICIONAL! Qualquer outra coisa neste sentido é acabar com a HISTÓRIA da cidade. Aonde estão os membros do IHGP? Não estão vendo isso não? Ou estão concordando com esse absurdo?
A PMJP e o prefeito Luciano Cartaxo precisa se pronunciar sobre isso. Queremos saber também qual a posição da Funjope a respeito disso. Precisamos também de um posicionamento firme do vereador Fuba. Esse é um assunto que diz respeito a todas as pessoas que vivem nessa cidade e que assistem, todos os anos, ao funeral de uma de suas maiores tradições populares, a Festa das Neves. E que, caso seja encaminhada a proposta de Valberto Lira, será colocada definitivamente a pá de cal sobre ela. Se é isso que vocês querem, deixem de arrodeio, acabem logo com a festa!

domingo, 28 de julho de 2013

A visita do papa e a crise na fé católica


       A edição deste domingo, 28 de julho de 2013, do jornal “Correio da Paraíba”, traz uma pesquisa sobre a crise da fé católica na Paraíba, no tocante à quantidade da perda de fiéis desta religião, bem como o ganho de outras tantas, no momento em que o país viveu uma semana intensa de divulgação da doutrina católica, com a realização da Jornada Mundial da Juventude, no Rio de Janeiro, e a visita do papa Francisco.
    A pesquisa tem como fonte o Censo 2010 do IBGE e revela números significativos, mas detectamos dois equívocos na interpretação dos números feita pela equipe do “Correio da Paraíba”: avaliou-se, por exemplo, que os evangélicos cresceram 88% no número de fiéis. Porém, não sabemos concretamente o que significa esse setor “evangélicos” que a equipe do “Correio” classifica, pois em seguida vem os números de outras religiões que poderíamos classificar também como tais, a perceber: testemunhas de jeová e os membros da Igreja dos Santos dos Ùltimos Dias, popularmente chamados de mórmons. Vale ressaltar que este não é um equívoco apenas da equipe do “Correio da Paraíba”, mas da mídia em geral e assimilado pelo nosso povo, que classificam os fiéis das igrejas protestantes como sendo “evangélicos” para diferenciá-los dos católicos quando, na verdade, os dois são cristãos e evangélicos, pois ambos divulgam o Evangelho de Cristo, contido no livro bíblico conhecido por Novo Testamento. O outro equívoco foi em relação às religiões de matriz africana, onde ela separou a umbanda e o candomblé. Na nossa interpretação, mesmo sabendo das eventuais diferenças entre as religiões, tanto do campo protestante quando da matriz africana, decidimos unifica-las exatamente por conta de sua origem.
      Deixando essa “polêmica” de lado, vamos aos números divulgados pelo “Correio” deste domingo, 28/07/13. Segundo o Censo 2010, na Paraíba, houve uma redução de 0,87% no número de católicos. De 2.924.154 adeptos, a Igreja Católica passou, em 2010, a ter 2.898.656 fiéis, uma redução de 25498. Para se ter uma ideia dessa perda, é como se a Igreja Católica na Paraíba tivesse perdido uma cidade inteira como Areia, por exemplo.. Não é pouca coisa.
No outro lado da tabela, juntando todo o setor protestante – evangélicos, testemunhas de Jeová e mórmons - e não apenas o classificado pela equipe “Correio” como “evangélicos”, tivemos em 10 anos na Paraíba um crescimento de 86,7%, com esse setor passando de 317.511 membros em 2000 para 592.868 fiéis. A religião espírita teve também um crescimento fabuloso nessa década, de 85,41%, passando de 12.499 para 23175 adeptos; nas religiões africanas, verificou-se também na Paraíba um crescimento na Paraíba de 40,8%, com 1704 membros em 2000, passando para 2399 adeptos em 2010. Vale ressaltar que o candomblé foi o principal responsável por esse crescimento, segundo o Censo 2010 do IBGE. Essa religião africana teve um crescimento de 214,3% em nosso Estado na 1ª década do século XXI. Analisaremos as razões deste detalhe daqui a pouco.
      Por fim, um dado bem interessante que o IBGE expressa no Censo 2010. O crescimento do que ele chama de “sem religião”. Poderíamos incluir neste quesito ateus e agnósticos, mais preferencialmente ateus. Este setor teve um crescimento de 20,25%, passando de 177.303 membros em 2000 para 213.214 pessoas em 2010.

O que significa os números do Censo 2010
      A Arquidiocese da Paraíba, em nota, avalia que os resultados dessa pesquisa do IBGE representam a existência de uma “sociedade de consumo”, onde “as pessoas são substituídas pelas coisas, pelo dinheiro, pelo poder, pelo prazer. Nesse tipo de relação desumana, desagregadora, os valores presentes no Evangelho de Jesus têm pouca ou nenhuma importância”. Para o pastor da Igreja Cidade Viva, o jovem deve estar ligado a uma fé cristã, pois assim ele se torna mais participativo. E conclui: “quando você se torna cristão, você muda seus comportamentos”. O presidente da Federação Espírita Paraibana, Marco Lima, claro, discorda dessa fala e afirma que as pessoas estão buscando novas doutrinas que satisfaçam sua necessidade interior. Infelizmente, na matéria do “Correio da Paraíba”, sentimos falta da fala de alguém ligado às religiões de matriz africana e de alguém do setor “sem religião”.
      Queremos iniciar nossa avaliação pela fala do presidente da Federação Espírita Paraibana, concordando parcialmente com ele quando diz que as pessoas buscam algo que satisfaça suas necessidades interiores. Parcialmente porque ele defende isso no campo da religiosidade (e é natural que assim o faça, afinal ele é um religioso). Se alguém o questionar a respeito da opção de alguém por se tornar ateu, muito provavelmente ele não afirmará neste sentido. Porém, este movimento citado pelo líder dos espíritas paraibanos não é nada novo, isso remonta aos tempos primitivos, quando a religião começou a existir na história da humanidade. Foi essa busca por uma resposta a algo desconhecido que o ser humano começou a se apegar a explicações sobrenaturais, aos deuses inicialmente até chegarmos ao Deus monoteísta do cristianismo. Tudo para atender a essas necessidades interiores.
      Porém, a crise da Igreja Católica num país como o Brasil, onde desde sua fundação, esta sempre foi amplamente majoritária – e ainda é, os números mostram isso – tem relação direta com os fatos amplamente divulgados pela mídia nos últimos anos com os sucessivos escândalos vividos pela Igreja Católica: corrupção no Banco do Vaticano, casos de pedofilia no Brasil e em vários outros países, dentre outros. E o pior, a alta cúpula da Igreja se comportou da mesma forma que os políticos, escondendo para debaixo do tapete tais fatos. Só quando a imprensa passou a dar destaque a isso é que a Igreja Católica passou a tomar iniciativas em relação a isso.
      Esse é um fator importante para a quebra do número de fiéis da Igreja Católica para outras religiões, especialmente as protestantes. Porém, essas também não estão imunes a escândalos tão graves quanto os vividos pela Igreja Católica, como recorrentes casos de desvios de dinheiro, casos de escândalos sexuais, de algumas das igrejas desse setor.
      Um fato que precisa ser registrado aqui é o crescimento de uma das religiões de matriz africana, o candomblé. Esta, entre 2000-2010, cresceu 214,3% na Paraíba. Sozinha, foi a religião que mais cresceu, em números relativos. Em nossa avaliação, uma das razões para tal crescimento tem a ver com a postura respeitosa das religiões de matriz africana em relação a temas considerados muito polêmicos para as demais religiões, especialmente as cristãs, como a questão da homossexualidade, por exemplo. Esse posicionamento do candomblé, da umbanda e demais religiões desse setor têm feito com que muitos e muitas tenham se dirigido até elas.
      Porém, a crise da fé religiosa, como um todo é um sinal da crise do capitalismo. Não podemos nos esquecer que a religião é um dos pilares ideológicos da manutenção do capitalismo, na perspectiva de perpetuação do status quo. As doutrinas religiosas, via de regra, têm servido ao longo da História, para manter os regimes de pé, para manter a dominação de classe viva. No capitalismo não é diferente. É bem verdade que há pessoas religiosas que têm compromisso com a luta do povo, e essas são sempre muito bem vindas, são nossas aliadas.
      Aliás, esse é um ponto importante de nossa avaliação. Não há nem nunca houve, nenhuma orientação de que para fazer parte da luta socialista, que o/a militante deva ser ateu/atéia. Muito pelo contrário, como citamos acima, existem muitos/as lutadores/as do povo que são fiéis de várias crenças religiosas e assim são bem vindas à luta popular. Rechaçar essas pessoas à nossa luta é de uma estupidez total. Relacioná-las ao significado ideológico da Igreja Católica é outra estupidez e só nos afasta daqueles e daquelas que podem, efetivamente, nos auxiliar na difícil tarefa de construir a revolução socialista em nosso país.
      Feito esse parêntese importante, voltemos ao tema principal de nosso artigo: a crise da fé religiosa, especialmente a da fé católica em nosso país, e em especial, na Paraíba.

      A falta de perspectiva, de futuro, encarada pelas pessoas a cada dia que passa, é um dos fatores decisivos para a crise atual da sociedade capitalista. Assim, assistimos ao alto número de jovens se entregando ao mundo das drogas, ao crescimento desenfreado da violência urbana – com a vida cada vez mais banalizada -. Assim, uma das válvulas de escape é a ida para outras religiões, fora a Igreja Católica, que não tem conseguido dar respostas a essa nova situação, por conta de sua estrutura secular, engessada. O novo papa já afirmou, desde a posse, que pretende dar uma nova dinâmica à Igreja Católica, adequando-a a esses novos tempos. Esse será um grande desafio para ele, pois a Igreja Católica é uma instituição secular e, portanto, extremamente difícil de ser modificada nas suas estruturas internas. Daí a razão do crescimento das outras religiões.

sexta-feira, 26 de julho de 2013

Uma palavra aos taxistas de João Pessoa



      Tradicionalmente, o dia 25 de julho de cada ano é comemorado pelos taxistas pela passagem do dia de São Cristóvão, patrono dos motoristas, não apenas dessa categoria, mas de todos que sobrevivem trabalhando nessa função tão importante na sociedade em que vivemos e que tem, no nosso país, um peso econômico significativo e um contingente expressivo de trabalhadores.
      Normalmente, neste dia os taxistas comemoram este dia por meio de carreatas, em cortejo atrás da imagem do santo. Porém, este ano decidiram fazer isso de forma bem diferente pelas ruas da capital paraibana. Aproveitando a onda das manifestações que assolam o país, a categoria, impulsionada pelo seu sindicato, promoveu um grande protesto pelas principais ruas e avenidas da cidade, criando um gigantesco engarrafamento em João Pessoa. Tudo para chamar a atenção das autoridades públicas, em especial da PMJP, para a pauta que eles tinham interesse em debater com o poder público, que consistiam em alguns pontos, que são: fiscalização dos táxis com sistema de rádio táxi de outros municípios e trabalhando na Capital; pagamentos de propinas entre mensageiros e taxistas da Capital e outros municípios; carros de pequeno porte sendo credenciado como transporte de turismo; fiscalização com blitz em conjunto com a BPTran a noite e nos finais de semana; sinalização precária nas praças de táxis; construções de abrigos em alguns pontos de táxis; fiscalização nos eventos, determinando os locais para taxistas; proposta de parceria com o programa Minha Casa, Minha Vida; analisar os débitos do ano de 2011 e 2012 do ISS que os taxistas são isentos; e a circulação dos táxis nas faixas exclusivas de ônibus.
      Desses pontos da pauta debatidos ontem em audiência com o prefeito Luciano Cartaxo, segundo informes da própria PMJP, apenas o último (circulação dos táxis nas faixas exclusivas de ônibus) não foi acordado na reunião, com a prefeitura se comprometendo em estudar o caso com a Semob. Após a reunião, a categoria saiu satisfeita com o resultado desta e encerrou a manifestação.
      Gostaria de me dirigir agora a esses trabalhadores que, diuturnamente, vivem tentando, de forma honesta, ganhando o pão de cada dia para sustentar sua família. O movimento que vocês fizeram neste 25 de julho é digno de elogios. Organizado, ordeiro, pacífico, com uma pauta organizada, chamando a atenção das autoridades, que há muito tempo deixaram esta categoria completamente abandonada, especialmente no quesito segurança. E é sobre a pauta de reivindicações entregue ao prefeito Luciano Cartaxo que eu gostaria de tratar, no sentido de colaborar com o debate, como morador dessa cidade.
      Acredito que um dos pontos que faltou na pauta entregue pelos taxistas ao prefeito foi justamente este: a questão da segurança da categoria. A PMJP criou uma Secretaria de Segurança Pública e Cidadania, que tem como objetivo, segundo o site da própria PMJP, “ fortalecer as políticas de segurança urbana no município de João Pessoa por meio de medidas preventivas, com vista a minimizar os índices das violências e implantar uma cultura de paz” e está sob o comando do ex-vereador Geraldo Amorim. Portanto, a Prefeitura deveria estabelecer um plano de apoio à categoria no sentido de combater a violência que aflige esses trabalhadores. Senti falta desse ponto na pauta dos companheiros.
      Queria também chamar atenção para um ponto, para mim, muito preocupante, e que notei repercutiu nas redes sociais durante o próprio instante em que ocorria a manifestação da categoria. A imprensa em geral chamava a atenção apenas para um ponto da pauta da categoria: a luta de vocês contra os alternativos, a tentativa dos taxistas de barrar a presença dos alternativos em João Pessoa, com o pensamento de que esses trabalhadores estariam prejudicando o trabalho de vocês. Vi, inclusive, pela TV, a fala do presidente do Sindicato dos Taxistas que ia nessa direção. Já falei com alguns taxistas – às vezes ando de táxi – e eles falam também assim. Na minha avaliação, é um equívoco pensar assim, é jogar trabalhador contra trabalhador. O trabalhador que faz o serviço como alternativo pega o passageiro que usa o ônibus e não o táxi. É preciso ressaltar que o transporte alternativo existe por conta do alto índice de desemprego que assola a classe trabalhadora brasileira, por um lado, e por outro, do transporte público que, como afirmei na campanha eleitoral passada em João Pessoa, para ser precário, precisa melhorar muito. Dados do sindicato dos trabalhadores alternativos demonstram que existem cerca de 55 municípios na Paraíba que dependem única e exclusivamente desse tipo de transporte para que as populações possam se deslocar para outros locais, pois os ônibus não chegam até lá. Costumo andar tanto de ônibus quanto de táxi, como também de alternativo e percebo o que disse anteriormente: as pessoas que se utilizam desse último tipo de transporte NÃO utilizam o táxi, salvo alguma situação de emergência. Sugeriria até ao sindicato da categoria que realizasse uma pesquisa sobre esse assunto. Outra coisa: a decisão da Prefeitura do PT de “combater o transporte clandestino” atende aos interesses não dos taxistas, mas aos dos empresários de ônibus, que como afirmei, são os mais prejudicados por essa categoria. Luciano Cartaxo deveria era buscar resolver a situação dos trabalhadores que prestam o serviço alternativo e não ficar “jogando pra galera”, como fez com vocês, na reunião com o Sindicato. O que ocorre há anos em João Pessoa e na Paraíba é “sui generis”. Temos uma categoria – a dos alternativos – querendo ser regularizada, trabalhar de forma legal, cadastrada, e o poder público simplesmente NÃO quer. Isso é incrível!!! Tudo por conta do lobby fabuloso dos empresários de ônibus do nosso Estado, que só pensam nos seu próprio bolso.    Sobre a “invasão de táxis de outros municípios”, citada pelo prefeito Luciano Cartaxo, essa poderia ser resolvida, caso a PMJP, juntamente com os outros prefeitos dos 11 municípios que dizem integrar a Região Metropolitana de João Pessoa ou Grande João Pessoa, como é mais conhecida, e implantasse algumas medidas em benefício dos taxistas, como o fim das praças e a consequente implantação do ponto livre em toda essa região. Evidentemente que tal decisão dependeria de um acordo entre todos os prefeitos que integram tal Região Metropolitana. Tal acordo, porém, esbarra numa questão de cunho clientelista, típico da política brasileira: muitos dos prefeitos desses municípios da Grande João Pessoa, novos e antigos, para conseguir votos e garantir a continuidade de seu projeto político, costumam se utilizar da concessão de novas praças de táxi para, assim, ter assegurada sua eleição ou de seu aliado político. Isso faz com que muitos dos municípios paraibanos, inclusive da Grande João Pessoa, possuam mais táxis cadastrados do que o necessário, de acordo com a sua população.

      Esta medida que proponho demandaria um debate dentro da categoria com o poder público e, evidentemente, poderia gerar algumas polêmicas, dentro e fora do setor, mas é disso que precisamos. Um debate franco, claro, sincero e honesto entre trabalhadores e poder público, com todos pensando no melhor para a sociedade e não para alguns poucos. Quem pensa assim são os empresários de ônibus que, através de seu lobby, pressionam o poder público que, por conta das conveniências políticas, sempre pende para o lado destes. Precisamos quebrar essas amarras e fazer com que a PMJP e o Governo do Estado trabalhem a partir de agora para os trabalhadores, pois os empresários já lucraram demais durante todos esses anos. 

terça-feira, 23 de julho de 2013

Quem é o novo e o velho na política em Bayeux?


Em períodos eleitorais, de quatro em quatro anos, costumeiramente os/as eleitores/as são tomados de candidatos/as que se apresentam como jovens promessas de renovação na política. Normalmente, são jovens mesmo, na idade, rostos de bons moços ou moças, se apresentam como certinhos/as, bem vestidos, cheio de ideias mirabolantes, bem sacadas por algum marqueteiro, etc e tal. E, consequentemente, caem no gosto popular. Exemplos desse tipo temos aos montes na política nacional. Em Bayeux, surgiu um assim, na eleição municipal de 2012. Seu nome: Berg Lima.
Berg Lima saiu candidato a prefeito pelo até então desconhecido PTN - Partido Trabalhista Nacional -, cujo maior expoente na Paraíba, até então, era o deputado estadual Toinho do Sopão, hoje no PEN. Berg Lima surgiu no cenário político de Bayeux com um projeto cultural desenvolvido no Alto da Boa Vista chamado "Atitude Cultural", que basicamente desenvolvia atividades de exibir filmes ao ar livre nas comunidades carentes da cidade, em especial no bairro citado. Dessa atividade cultural, numa cidade extremamente carente do ponto de vista de opções nessa área, ele começou a se tornar conhecido e daí pra sair candidato a prefeito da cidade, foi um pulo. 
Nas eleições 2012, Berg Lima ocupou um vazio no espaço político de Bayeux que deveria (e poderia ter sido ocupado por um partido mais ligado aos movimentos sociais). Porém, o partido com maior trajetória na cidade neste setor, o PT, que na ocasião contava com um vereador na Câmara Municipal (e que fazia oposição ao então prefeito J. Júnior, do PMDB, profundamente desgastado perante a opinião pública da cidade), estava também igualmente desgastado, ao ponto de fazer uma aliança eleitoral com um também vereador que estava sofrendo um profundo desgaste na sua imagem para a disputa na Prefeitura. Além disso, o único partido da esquerda socialista organizado na cidade, o PSOL, vinha de uma crise tremenda envolvendo sua maior figura pública, acusado de tentativa de extorsão de um vereador da cidade, justamente o do PT. Por fim, restavam as candidaturas tradicionais de Expedito Pereira, pelo PSB, e de Sara Cabral, pelo DEM, querendo mais uma vez chegar à Prefeitura de Bayeux. Sara acabaria sendo apoiada pelo PMDB, que lançou o sobrinho de J. Júnior, que renunciaria dias após o lançamento. Vanildo Caetano (PSC) o dentista Raimundo Furtado (PRP) fechariam o quadro de candidatos. 
Enfim, foi neste quadro político caótico das eleições municipais de Bayeux em 2012 que Berg Lima se apresenta e com o perfil que apresentamos no início deste artigo: jovem, novo, do setor cultural, cheio de novas ideias para transformar Bayeux, se colocando como "a renovação" da política na cidade. Com um discurso fácil, empolgante, oposicionista tanto a Expedito quanto a Sara, Berg cativou muita gente, até mesmo militantes de esquerda que, desacreditados do PT e também da alternativa colocada pelo PSOL, acabaram votando nele. Berg Lima conseguiu capitalizar para si toda a indignação dos/as eleitores/as contra as alternativas caducas de Expedito e Sara e, com isso, conquistou exatos 13.042 votos, sendo o 2º mais votado, logo atrás do vencedor, o atual prefeito Expedito Pereira.
Com propostas como instituir o CPF da cultura, construir uma usina de reciclagem, mas também em falta de sintonia, como quando propunha "desenvolver estudo para implantar o Plano de Cargos, Carreiras e Remuneração (PCCR) dos profissionais da saúde garantindo melhores rendimentos e satisfação no trabalho", quando tal instrumento já existe desde 2004, faltando que a prefeitura cumpra alguns dos requisitos que lá existem, Berg Lima conseguiu se destacar no processo eleitoral e se tornar uma liderança municipal, projetando-se para uma disputa em plano estadual. Falava-se muito em Bayeux em Berg Lima para deputado estadual nas próximas eleições.
Porém, creio que Berg Lima cometeu um erro primário, ameaçando de forma decisiva seu projeto político quando decidiu, sem pensar nas consequências que isso poderia lhe acarretar, apoiar de forma decisiva, a chapa 2 - "Renovação e Luta" - para a disputa sindical no SINTRAMB (Sindicato dos Trabalhadores Municipais de Bayeux), que ocorreu na última sexta-feira próxima passada, 19 de julho. Esta chapa, efusivamente apoiada por Berg Lima, desde o primeiro momento em que foi formada para derrotar a chapa da atual direção do Sindicato, foi vista por setores da categoria como sendo a chapa da Prefeitura. Para tanto, basta conferir a matéria do site Bayeux em Foco que noticiou a inscrição das duas chapas à disputa pela direção do sindicato e conferir os comentários lá postados pela sociedade bayeuxeense. Isso se intensificou durante a campanha e comprovou-se no dia da eleição, quando até o carro do Conselho Tutelar I foi utilizado pela chapa 2 para transportar eleitores até a sede do sindicato para votar na chapa. A chapa 2 possuía claramente pelo menos três membros conhecidos e reconhecidos pela categoria como cabos eleitorais de Expedito Pereira de longa data. Foi essa chapa que Berg Lima decidiu apoiar e, mais do que isso, fazer campanha. Durante o processo eleitoral e, especialmente no dia da eleição, ele passou nas unidades de trabalho pedindo que os/as servidores/as municipais de Bayeux votassem na chapa 2, a chapa apoiada por Expedito Pereira. 
Porém, apesar de toda a estrutura, de toda a pressão, a categoria soube responder à altura a Expedito, a Berg Lima e a todos que fizeram parte da chapa 2 e deram a vitória à chapa 1 - "Resistência, Luta e Participação" -, para que possamos continuar nosso trabalho em defesa da categoria. Para Berg Lima, restaram os comentários da matéria do Bayeux em Foco do povo de Bayeux, entre decepcionados e revoltados coma postura não apenas equivocada dele, mas sobretudo, OPORTUNISTA!!!
Pra concluir, fica a pergunta do título do artigo: depois dessa eleição do SINTRAMB, quem é o novo e quem é o velho na política em Bayeux? Cartas à redação, por favor!!!  
      

quarta-feira, 17 de julho de 2013

O prefeito Expedito Pereira não se cansa de atacar os direitos dos servidores municipais de Bayeux. Agora, ele volta a atacar o Pessoal de Apoio, companheiros e companheiras mais precarizados na hierarquia de trabalho de nossa categoria e que desempenham um trabalho FUNDAMENTAL para o serviço público municipal e que, por isso mesmo, deveriam ser melhor tratados pela Prefeitura. Porém, o tratamento que recebem dos gestores dessa cidade é esse: ataques e mais ataques a seus direitos.
Expedito, além de não pagar vários direitos previstos no PCCR da categoria - gratificação de 50% sobre os vencimentos para quem trabalha em ambiente insalubre, gratificação de 7% sobre o vencimento para quem concluiu um curso superior, concessão do vale transporte como determina a lei federal em vigor, dentre tantos outros -, agora vem atacar uma das maiores conquistas dessa categoria, obtidas através deste PCCR, que é a jornada de trabalho em sistema de horário corrido de 6 horas diárias ou 30 horas semanais.
O sistema de horário corrido é benéfico por dois motivos: primeiro, porque mantém a administração pública com suas repartições abertas o tempo todo, durante todo o dia, proporcionando assim um melhor atendimento à população, principal alvo dessa ideia; segundo, porque com isso, a Prefeitura pode, através de concurso público, contratar mais pessoas para o quadro efetivo, gerando mais emprego e renda na cidade.
Porém, não é assim que pensam os gestores, em especial Expedito Pereira e seus aliados de plantão na Prefeitura Municipal de Bayeux. A eles só interessa o velho ditado: farinha pouca, meu pirão primeiro. E aí, tome ataque sobre os servidores municipais.
No dia 1º de julho, o secretário de Administração, sr. Álvaro de Vasconcelos Neto, emitiu uma Portaria Interna, de nº 002/2013, determinando que a partir desta data, todos os servidores dos níveis elementar e médio devem cumprir a carga horária não inferior a 40 (quarenta) horas semanais, e ratifica tal decisão com base na Lei Orgânica do Município, em seu artigo 48 e seguintes.
O que o secretário Álvaro não deve ter observado direito nem tampouco o Procurador do Município também é que o artigo 48 da Lei Orgânica refere-se às competências dos secretários municipais, não falando NADA sobre jornada de trabalho de servidor municipal. O artigo da referida lei que vai tratar disso é o artigo 58, inciso VII, que diz textualmente o seguinte: "duração do trabalho normal não superior a oito horas diárias e quarenta e quatro horas semanais, facultada a compensação de horários e a redução de jornada, mediante acordo ou convenção de trabalho". 
Portanto, está bem claro no texto da Lei Orgânica que os servidores municipais de Bayeux do Apoio devem continuar trabalhando em regime de horário, como garante a Lei Municipal 1242/12, conquistada com muito esforço coletivo, após mais de 20 anos de longa espera. E não vai ser um aprendiz de ditador chamado Expedito Pereira que vai retirar esse direito dos trabalhadores!  

SINDICATO DOS TRABALHADORES MUNICIPAIS DE BAYEUX
Gestão Resistência, Luta e Participação

terça-feira, 16 de julho de 2013

Coisas da política em Bayeux


Esse rapaz da foto 












se candidatou a prefeito em 2012 em Bayeux fazendo oposição a este senhor


No entanto, na campanha do SINTRAMB deste ano, ele está passando nas unidades de trabalho pedindo voto pra chapa dessa senhora












Que é do DEM, mesmo partido de Sara Cabral, que Berg Lima dizia na campanha passada também fazer oposição.

E aí,  ? Qual é a tua? É mais um a enganar o povo trabalhador, decente e honesto de Bayeux?



















domingo, 23 de junho de 2013

Para onde vai esse movimento do dia 20/06?





No dia 20/06, o país parou, literalmente. Milhões de brasileiros foram às ruas em todas as capitais e em outras cidades do Brasil protestando contra o aumento das passagens do transporte coletivo, mas também lutando contra a PEC 37, a "cura gay", por mais verbas para educação e saúde públicas, contra a corrupção, enfim, várias pautas populares engasgadas nas gargantas do nosso povo já há muito tempo, por conta dos efeitos de uma política econômica que, apesar do discurso oficial do governo Dilma, só tem beneficiado uma pequena elite e prejudicado centenas de milhares, apesar das aparências.   
Em João Pessoa, não foi diferente. Centenas de milhares de pessoas tomaram as ruas de nossa cidade neste dia 20/06, que já entrou para a História do país e de nossa "Cidade das Acácias". Particularmente, em 26 anos de militância política, nunca havia visto tanta gente reunida em torno de algumas causas tão justas, como as citadas acima. Como havia dito em algumas entrevistas no dia anterior ao movimento em alguns meios de comunicação, teríamos - e tivemos, o dia 20/06 confirmou isso - uma manifestação superior ao que foi o "Fora Collor", em 1992. 
Porém, não temos como esquecer o ponto negativo da manifestação do dia 20/06. Como no resto do país, em João Pessoa demonstrou-se um elemento de cunho fascista de forma impressionante, ao se colocar de forma violenta contra a presença dos partidos políticos de esquerda e suas bandeiras. Particularmente, isso se deu de forma mais clara contra o meu partido, o PSTU, que embora reconhecido por alguns naquele movimento como sendo de luta, foi repudiado de uma maneira absurda, sem qualquer sentido lógico, por uma massa manipulada pela mídia e, especialmente, pela direita organizada que estava na manifestação dirigindo um grupo razoável de pessoas e que foi decisiva não apenas para esta ação antipartidos como também para a mudança de rumo do trajeto da marcha, que deveria seguir para o Palácio da Redenção e ao Paço Municipal da PMJP, para seguir à Epitácio Pessoa, para dessa forma se transformar num desfile fora de época das "Muriçoças do Miramar". Nada contra as "Muriçoças", ADORO, mas foi nisso que a direita organizada na manifestação quis que o ato POLÍTICO se transformasse e conseguiu.
Sem falar que no meio do movimento, além da atitude FASCISTA de atentar contra a presença dos partidos e tentar tomar suas bandeiras, a direita organizada ainda fazia ecoar sua política com bandeiras como "pela redução da maioridade penal", "não ao ato partidário" e coisas do gênero. 
O dia 20/06 foi um dia histórico porque nos mostrou que existe um grande insatisfação do povo com os rumos da política econômica atual e que é preciso manter as manifestações após essa primeira vitória, que foi a redução no valor da tarifa dos transportes. Porém, é preciso ampliar o movimento para outras demandas que apontam para outro modelo econômico adotado pelo PT  e PSDB nos últimos anos em nosso país. 
É preciso também reunir as demais organizações políticas e sindicais e definir um dia de luta e paralisações, porque temos que chamar os metalúrgicos, os operários da construção civil, os professores, os bancários, para estarem aqui com suas bandeiras e reivindicações, para lutar contra os fascistas, para conseguirmos as reivindicações da nossa classe.
Os partido e as organizações da luta do povo trabalhador do povo brasileiro NÃO podem se deixar vencer por alguns poucos FASCISTAS. VAMOS DAR A RESPOSTA A ELES VOLTANDO ÀS RUAS, QUE SÃO O REAL ESPAÇO DAS LUTAS DO POVO TRABALHADOR DE NOSSO POVO!!!

quinta-feira, 20 de junho de 2013

Não às criminalização dos movimentos sociais e de seus lutadores/as!!!

Fomos surpreendidos na manhã de hoje, através de vários meios de comunicação que começaram a entrar conosco, sobre uma píchação que teria sido feita por militantes do PSTU no prédio do Lyceu Paraibano.
Diante deste fato, como militante do PSTU e presidente do Diretório Municipal de João Pessoa, que venho esclarecer tais fatos a toda sociedade paraibana e, em especial ao povo de João Pessoa e a todos/as os/as lutadores/as que, juntamente com a militância do PSTU, estão construindo este ato de hoje à tarde, saindo de frente do Colégio Lyceu Paraibano, a partir das 16h.
Em todo o país, estamos acompanhando grandes mobilizações do povo contra o aumento das tarifas dos transportes coletivos, mas que também começaram a questionar a falta de investimentos oficiais em áreas como a Saúde e Educação, enquanto o governo Dilma, com seus parceiros nos Estados, já torraram cerca de R$ 28 bi para bancar uma Copa do Mundo.
Em todas essas mobilizações espalhadas pelo país, o PSTU tem se feito presente porque SEMPRE foi um partido que, ao longo dos anos, esteve presente em TODAS as manifestações populares reivindicando melhorias na condição de vida da classe trabalhadora e da juventude de nosso país. A luta por um transporte mais barato, mais eficiente, pelo Passe Livre, faz parte da nossa história enquanto partido. Não estamos nessa luta apenas a partir destas mobilizações.
Por isso, o PSTU  vem de público REPUDIAR tais atos praticados no Lyceu Paraibano ou em qualquer outro local que traga a assinatura de nosso partido. O PSTU NÃO ORIENTOU NEM VAI ORIENTAR NENHUM DE SEUS MILITANTES A PRATICAR TAIS ATOS!!!
Estamos construindo o movimento junto com várias outras organizações, na busca por garantir que o Poder Público encaminha as reivindicações do movimento. É para isso que estamos na luta!!!
O PSTU TAMBÉM CONSIDERA QUE TAIS ATOS ESTÃO PARTINDO DE SETORES DA DIREITA QUE PRETENDEM CRIMINALIZAR O MOVIMENTO E, POR TABELA, ATINGIR NOSSO PARTIDO. NÃO VAMOS FICAR CALADOS DIANTE DE MAIS ESSA OFENSIVA CONTRA NOSSO PARTIDO!!!


DIREÇÃO ESTADUAL PSTU/PB

quarta-feira, 22 de maio de 2013

E se fosse verdade????





No último sábado, 18 de maio, boa parte do país foi tomado por uma correria de milhões de pessoas em desabalada histeria e pânico até as agências da Caixa Econômica Federal em pelo menos 10 Estados atrás de sacar os recursos do programa do governo federal "Bolsa Família". Isso porque, segundo se especula até o momento, vindo por meio das redes sociais a partir de Manaus/AM, teria surgido a informação de que o programa seria suspenso até a meia-noite do sábado e, caso as pessoas não sacassem o recurso, não teriam mais aquele dinheiro disponível nos seus orçamentos domésticos. Pronto, estava instalado o caos!!!
Imediatamente, formaram-se em TODAS as agências da Caixa nesses 10 Estados, boa parte situados no Norte/Nordeste do país um tumulto generalizado, com homens, mulheres, jovens e idosos, pessoas com crianças no colo, todos se aglomerando dentro e fora das agências, buscando desesperadas informações e, sobretudo, sacar o precioso dinheiro do "Bolsa Família", com o qual vem mantendo suas famílias ao longos dos últimos 10 anos, desde quando o governo do PT criou o programa e, com ele, a fórmula mágica de amealhar votos para sua poderosa máquina eleitoral, desde então. As polícias dos Estados tentavam, sem sucesso, organizar o tumulto, que causou, em algumas localidades, até mesmo quebra-quebra de agências.
O episódio trouxe à tona alguns questionamentos importantes sobre o "Bolsa Família". O primeiro deles em forma de várias perguntas, uma entrelaçada à outra: e se fosse verdade a informação do fim do programa? E se não fosse um boato divulgado pelas redes sociais? O que seriam das 13,8 milhões de famílias integradas ao programa neste ano para receber ao benefício? O que seriam delas?
Evidentemente, que TODAS essas famílias seriam, IMEDIATAMENTE, jogadas de uma vez à situação real de suas vidas, ou seja, na mais absoluta pobreza, coisa que o programa tenta esconder, que aliás é a sua finalidade. Não nos custa relembrar que programas como o "Bolsa Família" fazem parte das recomendações do Consenso de Washington como forma de atenuar a dura realidade gerada pelos planos neoliberais impostos aos países pelo FMI e Banco Mundial, através de políticas assistencialistas. No Brasil, o "Bolsa Família" atendeu a essa orientação do imperialismo, assim como as "Missiones" na Venezuela chavista. 
O episódio serviu também para demonstrar a imensa fragilidade do programa. Segundo informações oficiais do Ministério do Desenvolvimento Social, em seu site - http://www.mds.gov.br/saladeimprensa/noticias/2013/05/bolsa-familia-mais-de-70-dos-beneficiarios-trabalham - neste ano de 2013, 13,8 milhões de famílias receberão 24 bilhões de reais destinadas ao programa. Fazendo rapidamente uma conta, verifica-se que tais números revelam a imensa distância daquilo que os petistas chamam de "distribuição de renda". Pegando o montante geral do programa para todo o ano (R$ 24 bi) e dividindo igualmente pelo número de famílias aptas a receber o recurso (13,8 mi), teremos que, em média, cada família receberá por ano, um valor de R$ 1.739,13; por mês, isso equivale a R$ 144,93; e, finalmente, por dia, a R$ 4,83. É a isso que os petistas chamam de "distribuição de renda"? Desafio qualquer membro da PMJP, a começar do prefeito, a viver com essa "distribuição de renda"!  
Enquanto isso, só no 1º trimestre de 2013, os 3 maiores bancos privados do país - Itaú, Santander e Bradesco - apresentaram um aumento na sua taxa de lucros, com 4,94 bi, 3,37 bi e 3,11 bi, respectivamente. E isso motivado por conta de uma política econômica que privilegia os ricos e faz com que o Brasil continue sendo um paraíso dos juros altos e, consequentemente, extremamente vantajoso para o capital especulativo. Além disso, o que se consome do orçamento público com juros e amortizações da dívida pública é de fazer rir o que se destina às famílias beneficiadas com o "Bolsa Família", dando a esse programa anda mais o caráter de esmola. Só para se ter uma ideia, em 2012, 47,19% do orçamento foi destinado a encher os bolsos dos banqueiros nacionais e internacionais com os serviços da dívida pública, ou seja, R$ 1.014.737.844.451,00 (hum trilhão, quatorze bilhões, setecentos e trinta e sete milhões, oitocentos e quarenta e quatro mil, quatrocentos e cinquenta e um reais). Mais uma vez, essa é a famosa "distribuição de renda" do governo do PT.
Os tumultos de sábado nos revelaram que o "Bolsa Família", como diria Marx, é tão sólido que se desmancha no ar. Com os ventos da crise soprando na Europa e que não tardam a chegar em nosso país e na América Latina - a estagnação econômica já é uma realidade, aliado ao crescimento do desemprego e a volta da inflação - as condições de se manter uma base social às margens de uma política assistencialista com base em programas como esse demonstraram que são muito frágeis e que tanto o governo do PT quanto a oposição de direita, que sonha em retornar ao comando do país, precisam pensar muito como contornar esse problema que eles mesmo criaram. 
Pra concluir, assistam abaixo ao próprio Lula falando sobre o "Bolsa Família" em um vídeo que mostra o ex-presidente em dois momentos. No 1º instante, Lula em 2009, falando em uma solenidade enquanto presidente; no outro instante, em 2000, em um vídeo do PT. Qual dos dois é o verdadeiro? Eis a questão!!!



quarta-feira, 17 de abril de 2013

Pau que nasce torto, continua torto. Ou como não se faz uma Conferência de Educação!

Hoje, 17 de abril de 2013, estava marcado para acontecer no auditório do Shopping Sebrae, em João Pessoa, a Conferência Intermunicipal de João Pessoa, etapa preparatória da CONAE 2014 (Conferência Nacional da Educação), que ocorrerá em fevereiro do próximo ano, em Brasília.
O evento começou pouco mais de 9h no local acima citado, reunindo centenas de profissionais de educação de 14 municípios da Grande João Pessoa, além de gestores, estudantes, pais/mães de alunos, membros de conselhos estadual e municipais, bem como trabalhadores e gestores da rede privada de ensino. Isso dos segmentos da educação básica, profissional e superior, de onde deveriam sair os/as delegados/as para a Conferência Estadual que, por sua vez, deveria escolher os/as representantes para  CONAE 2014.
Porém, foi na Plenária Final que a Conferência Intermunicipal começou a perder o prumo. Isso porque foi questionado pelos presentes a falta do regimento interno da mesma, coisa aparentemente banal, mas que naquele momento sua ausência era sentida para garantir o mínimo de andamento dos trabalhos do evento. E aí começou o tumulto na Conferência! Depois, veio a segunda parte, quando foi debatida a eleição dos/as delegados/as para a Conferência Estadual. O problema ocorreu por conta dos cálculos elaborados pelo Fórum Estadual da Educação (FEE/PB) levou em consideração o número de municípios paraibanos para, com base nisso, levantar o quantitativo de vagas por Conferências Intermunicipais no Estado. Porém, como foi percebido por alguns delegados, isso criou distorções sérias na distribuição de vagas. De acordo com o FEE/PB, a Conferência Estadual deverá ter 500 delegados/as, sendo 20 natos, sobrando portanto 480 para o conjunto do Estado. Segundo os cálculos feitos pelo FEE/PB, a Conferência Intermunicipal de João Pessoa tinha direito a 34 vagas para a Estadual, a de Campina Grande tinha direito a 74 vagas. Assim, através de Luiz Júnior, secretário de Educação de João Pessoa e apoiado pela maioria do plenário da Conferência e com base no regimento da CONAE 2014, o número de delegados/as deveria levar em consideração a população dos municípios. Por exemplo, um município como Bayeux pularia de 3 delegados para 8 para a Estadual. E, assim, os demais municípios também aumentariam sua representação. Pela proposta de Luiz Júnior, cada município paraibano teria direito a 1 delegado e os demais, teriam direito a 1 delegado + "x" delegados de acordo com o tamanho de sua população. Evidentemente que essa proposta ganhou o apoio do conjunto do plenário, não apenas por contemplar todos os municípios paraibanos, mas por estar em absoluta sintonia com o regimento da CONAE 2014 que, até aquele momento, era ABSOLUTAMENTE desconhecido pelo Fórum Estadual da Educação. Pode parecer incrível isso, mas é a mais absoluta verdade!!!
Qual o resultado prático disso? Simplesmente a Conferência Intermunicipal da Educação de João Pessoa implodiu!!! Não havia mais condições políticas de continuar NENHUMA discussão. Assim, o encaminhamento aprovado, a contragosto da Coordenação Geral da Conferência (que foi obrigada a aceitar tal encaminhamento), a  Conferência Intermunicipal da Educação de João Pessoa foi SUSPENSA e o Fórum Estadual da Educação vai se reunir na próxima sexta-feira para refazer os cálculos de delegados/as para a Conferência Estadual, com base no regimento da CONAE 2014. que aponta como critério principal a população existente nos municípios.
Na nossa avaliação, tudo isso se deveu a uma desorganização brutal da Coordenação da Conferência Intermunicipal da Educação de João Pessoa, que não conseguiu preparar um simples regimento interno para o evento e que, por causa disso, provocou um tumulto imenso na Plenária Final do evento que poderia ter sido perfeitamente  evitado. Inclusive, gerando um fato inédito, pelo menos para este blogueiro que vos fala. Pois após 26 anos de militância, iniciada no movimento estudantil, participado também do movimento comunitário por um breve espaço de tempo e atuando nos últimos anos no movimento sindical, nunca vi em todos esses anos, a leitura de um regimento ser feita em uma Plenária Final. Isso não apenas é inédito como completamente absurdo. Mas aconteceu hoje, na Conferência Intermunicipal de João Pessoa.
Como diria um velho ditado popular, pau que nasce torto. morre torto. Como a Conferência foi apenas suspensa, esse pau continua torto.